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Bolsa de Nova Iorque volta atrás e vai mesmo expulsar empresas chinesas

Depois de na segunda-feira ter optado por recuar na decisão original e não expulsar três cotadas chinesas, a bolsa dos EUA voltou novamente atrás e vai mesmo afastar as empresas de telecomunicações dos seus índices por incumprimento de requisitos.

É um ano louco. As bolsas americanas caíram nos últimos dois dias, depois de ter recuperado todas as perdas do ano um dia antes.
Reuters
Gonçalo Almeida goncaloalmeida@negocios.pt 06 de Janeiro de 2021 às 15:26
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A bolsa de valores de Nova Iorque (NYSE) voltou a recuar na sua decisão e vai mesmo retirar da sua lista de cotadas as três empresas chinesas de telecomunicações, devido a vários incumprimentos registados pelas autoridades reguladoras. 

São elas a China Mobile Communications, a China Telecommunications e a China Unicom (Hong Kong), três sociedades controladas pelo Governo chinês, que estão também cotadas na bolsa de Hong Kong. Na passada segunda-feira, a NYSE tinha optado por não avançar com a expulsão, mas reverte agora a decisão.

Em causa está a "Holding Foreign Companies Accountable Act", um projeto de lei aprovado pelo Senado norte-americano em maio de 2020 e assinado em dezembro pelo presidente cessante Donald Trump.

A legislação pretende obrigar todas as empresas chinesas cotadas em ambos os índices a regerem-se pelas mesmas regras de transparência contabilística do que as congéneres norte-americanas durante, pelo menos, três anos consecutivos.

Os títulos das três empresas chinesas negoceiam nos Estados Unidos sob a forma de "ADR" ("American Depositary Shares"), ou seja, são títulos atribuídos às empresas estrangeiras que pretendem aceder a Wall Street.

Em maio, o Negócios contabilizou que excluir todas as empresas chinesas de Wall Street significaria uma perda de 1,8 biliões de dólares de capitalização bolsista nos EUA, o que representa 5% dos 36,4 biliões de dólares do valor agregado do Nasdaq Composite e do New York Stock Exchange (NYSE).

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