Mercados BPI: Lucros da Sonae deverão subir 36% até março com vendas “sólidas”

BPI: Lucros da Sonae deverão subir 36% até março com vendas “sólidas”

A celebração da Páscoa no segundo trimestre do ano não deverá ter um impacto negativo nas contas da Sonae. As previsões apontam para lucros de 27 milhões. A contribuição do negócio de retalho alimentar e da recém adquirida Arenal destacam-se pelas respetivas contribuições.
BPI: Lucros da Sonae deverão subir 36% até março com vendas “sólidas”
Cláudia Azevedo assumiu o cargo de CEO da Sonae depois da assembleia geral da empresa
Ana Batalha Oliveira 13 de maio de 2019 às 12:15
A Sonae deverá conseguir ultrapassar a transição da Páscoa para o segundo trimestre e atingir lucros de 27 milhões de euros nos primeiros três meses do ano, 36% acima do valor reportado no ano anterior. Estas são as previsões do Caixabank BPI, numa altura em que a Sonae se prepara para apresentar as contas aos investidores, já esta quarta-feira, dia 15 de maio (após o fecho da sessão).

"Notamos que os dados [relativos ao retalho alimentar] para o primeiro trimestre mostraram um desempenho robusto num contexto de ausência da Páscoa", escrevem os analistas do Caixabank BPI na nota lançada no passado dia 10 de maio. O crescimento do EBITDA é estimado em 28%, atingindo os 71 milhões de euros. 

O primeiro trimestre do ano terá mostrado um crescimento das vendas do grupo de 9% para os 1,5 mil milhões. O retalho alimentar terá contribuído com um volume de negócios de mil milhões, 7% acima do registado no mesmo período do ano anterior, lê-se mna mesma nota. Numa base comparável, o aumento das vendas desta divisão terá sido de 0,9%. 

"Nós esperamos que a divisão principal da empresa (alimentação) mantenha um desempenho sólido nas vendas e que as margens beneficiem da consolidação da Arenal (de margens [de lucro] mais elevadas)", concluem os mesmos analistas. Ainda em 2018, a Sonae anunciou a compra de uma participação de 60% do capital da Tomenider, que detém a Arenal Perfumerias, uma empresa de retalho de parafarmácias e perfumarias com uma rede de 41 lojas no norte de Espanha.

O segmento que sucede ao retalho alimentar no que toca ao volume de negócios é o retalho não alimentar, que inclui a Worten e o Desporto e Moda. No conjunto, somam 346 milhões de euros, dos quais 246 milhões são atribuíveis à Worten. A loja de tecnologia deverá, contudo, sofrer com a deslocação da época festiva da Páscoa, com as vendas comparáveis a caírem 0,5%. Também em termos da margem de lucro os analistas esperam uma deterioração de 15 pontos base. Já a divisão de moda do grupo conseguiu subir em 1% as vendas em base comparável, embora em comparação homóloga tenham caído 2%. 

Por fim, a Sonae Sierra deverá manter-se em linha com o último trimestre do ano anterior e registar um volume de negócios de 44 milhões de euros. Os negócios imobiliários mantêm uma contribuição de 23 milhões, equivalente à do mesmo trimestre do ano anterior. 

Apesar das previsões apresentadas, os analistas do Caixabank BPI deixam a nota de que as novas normas internacionais de contabilidade (IFRS 16) são um dos fatores que deverão ter um "impacto substancial" no passivo financeiro e EBITDA da empresa.

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.



pub

Marketing Automation certified by E-GOI