Empresas Lucros da Sonae aumentam para 18,3 milhões apesar da Páscoa tardia

Lucros da Sonae aumentam para 18,3 milhões apesar da Páscoa tardia

O aumento das vendas em 9% para 1,461 mil milhões de euros, com a Sonae MC a contribuir com mais de mil milhões, e o aumento da rentabilidade operacional, foram as grandes âncoras do crescimento do resultado líquido da Sonae no primeiro trimestre deste ano.
Lucros da Sonae aumentam para 18,3 milhões apesar da Páscoa tardia
"A Sonae teve um bom início de ano", considera Cláudia Azevedo, a nova CEO do grupo.
Paulo Duarte
Rui Neves 15 de maio de 2019 às 23:25

"A Sonae teve um bom início de ano, apesar do efeito de calendário adverso com uma Páscoa tardia", afirma Cláudia Azevedo, a nova CEO da Sonae, na declaração que acompanha o comunicado sobre os resultados do grupo nos primeiros três meses deste ano, publicado na CMVM, esta quarta-feira, 15 de maio.

 

O volume de negócios aumentou 8,9%, em termos homólogos, para 1,461 mil milhões de euros, refletindo sobretudo o crescimento da Sonae MC, com as vendas do negócio do retalho alimentar a aumentarem 7,4% para 1,05 mil milhões de euros, "apesar do efeito de calendário negativo devido à Páscoa mais tardia em relação ao ano passado", explica o grupo.

 

Cláudia Azevedo enfatiza os "contributos positivos de praticamente todos os negócios, em particular da Sonae MC e da Sonae Sierra", sendo que os resultados destas duas participadas são agora consolidados integralmente nas contas da Sonae.

 

O crescimento das vendas traduziu-se ao nível da rentabilidade, com o EBITDA subjacente do grupo a crescer 15,6% no primeiro trimestre face a um ano antes, para 105 milhões de euros, tendo o EBITDA registado um crescimento mais significativo, de 33,4%, para 136,1 milhões de euros, "impulsionado tanto pelos resultados do método de equivalência patrimonial (nomeadamente Sonae Sierra e a Iberian Sports Retail Group), como pela mais-valia gerada na venda da Saphety pela Sonae IM, que continua a criar valor através de uma gestão ativa dos seus investimentos", sublinha a sucessora de Paulo Azevedo na presidência executiva do grupo.

"Assim, com o crescimento das vendas e a melhoria da rentabilidade operacional, o resultado líquido atribuível a acionistas aumentou 6,5% para 18,3 milhões de euros", no primeiro trimestre do ano face ao mesmo período do ano passado, conclui a Sonae, salientando ainda o resultado direto, que atingiu os 32,8 milhões de euros, mais 23 milhões do que o registado um ano antes.

Os lucros ficaram abaixo do estimado pelos analistas do BPI, que apontavam para resultados líquidos de 27 milhões de euros

Investimento sobe e dívida desce

Apesar do aumento significativo do investimento neste período, de 116 milhões de euros, mais 64% em termos homólogos, motivado sobretudo pela aquisição da Arenal, Cláudia Azevedo destaca a estrutura de capitais do grupo, que "permanece robusta".

 

"O nosso nível de alavancagem continuou a diminuir em termos homólogos, tendo reduzido agora para 0,5 vezes, e os nossos principais negócios continuam a apresentar níveis de dívida conservadores", considera, adiantando que "a dívida total do grupo apresenta atualmente um perfil de maturidade mais longo e custos de financiamento mais baixos, mantendo deste modo as condições necessárias para suportar a execução das estratégias dos nossos negócios e a nossa política de remuneração acionista", defende.

 

A dívida líquida da Sonae, em base comparável, diminuiu 99 milhões de euros face aos primeiros três meses do ano passado, atingindo agora os 1,7 mil milhões de euros.

Com um custo de dívida de 1,3%, aproximando-se de 1% se se excluir a Sonae Sierra, ressalva o grupo, "o perfil da maturidade média é agora de cerca de quatro anos". 

A Sonae destaca, ainda, que, desde o final de março passado, já refinanciou 230 milhões de euros de dívida de longo-prazo, estando o grupo "integralmente financiado para os 18 meses seguintes".

Cláudia comprometida com a construção de uma "long-living company"

 

Na sua primeira mensagem como CEO, Cláudia Azevedo aproveitou a ocasião para expressar a sua gratidão aos anteriores co-CEO do grupo. "Gostaria de agradecer ao Paulo e ao Ângelo pelo seu apoio na fase de transição e por poder continuar a beneficiar de toda a sua sabedoria como presidente e membro não executivo do conselho de administração", afirma.

 

"Na Sonae somos atualmente mais de 53 mil pessoas comprometidas com a construção de uma ‘long-living company’ focada na criação de valor económico e social. Apenas seremos capazes de alcançar este objetivo cuidando bem de todos os nossos ‘stakeholders', com os quais nos mantemos totalmente comprometidos", remata Cláudia Azevedo.




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