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Euro atinge recorde acima dos 1,50 dólares

A moeda europeia fixou hoje um novo máximo histórico face à moeda norte-americana, tendo já quebrado a barreira dos 1,50 dólares. O mercado espera que a Fed corte os juros de forma agressiva e que Ben Bernanke dê indicações disso mesmo quando for amanhã a

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 26 de Fevereiro de 2008 às 23:41
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A moeda europeia fixou hoje um novo máximo histórico face à moeda norte-americana, tendo já quebrado a barreira dos 1,50 dólares. O mercado espera que a Fed corte os juros de forma agressiva e que Ben Bernanke dê indicações disso mesmo quando for amanhã ao Senado.

A queda do preço das casas nos Estados Unidos e a redução da confiança dos consumidores prejudicou a divisa americana, com os investidores a incorporarem um atitude mais agressiva por parte da Reserva Federal no corte dos juros.

O euro atingiu o máximo histórico nos 1,5047 dólares no final do dia, depois de dyrante a tarde ter atingido um recorde abaixo desta barreira. A última vez que o euro atingiu um recorde face ao dólar foi a 23 de Novembro de 2007, ao negociar nos 1,4967 dólares.

A divisa norte-americana, que perdeu valor contra todas as 16 divisas mais activas, foi prejudicada por diversos dados económicos divulgados ontem. O índice de preços nos produtor avançou 1% em Janeiro e o preço das casas caiu 9,1%, em Dezembro, face ao mesmo período do ano passado. Foi ainda divulgado que o índice de confiança caiu para o nível mais baixo dos últimos cinco anos.

Mas o recorde do euro foi fixado minutos depois de, mais uma vez, a Fed ter dado sinais de que vai continuar a cortar os juros de forma agressiva. O vice-presidente Donald Kohn disse ontem que a turbulência no mercado de crédito e a possibilidade da economia entrar em recessão, constituem uma "ameaça mais forte" do que a escalada da inflação. Os futuros mostram que o mercado atribui uma probabilidade de 92% a uma descida de 50 pontos base nos juros da Fed, na reunião de 18 de Março.

O presidente da FED vai quarta-feira ao Senado dos EUA falar sobre política monetária e o mercado espera que Bernanke dê indicações de corte nos juros.

Os economistas estimam uma quebra nos juros para 1% ainda este ano. Se a economia americana continua a dar sinais preocupantes, na Europa têm sido divulgados dados mais animadores, o que suporta ainda mais a subida do euro, uma vez que deixa espaço de manobra para o BCE manter os juros.

Matérias-primas disparam

A queda do dólar, apesar de estar relacionada com o cenário de recessão da maior economia do Mundo e por isso com uma diminuição do consumo, continua a provocar uma forte subida nos preços das matérias-primas.

Numa altura de forte crescimento da inflação, os investidores preferem desfazerem-se dos seus activos em dólares, cujo retorno é penalizado pela subida dos preços, e procurar protecção nas "commodities". Os futuros do ouro, para entrega em Abril, subiram 0,9% para 948,9 dólares a onça, na bolsa de Nova Iorque. Já os futuros da prata, para entrega em Março, negociaram nos 18,72 a onça, muito próximo do valor mais elevado desde 1980. Só este ano, o preço da prata já subiu 25% e o do metal amarelo cerca de 13%.

O preço do petróleo voltou também a negociar acima dos 100 dólares por barril em Nova Iorque e muito próximo de um novo máximo histórico. Em Londres o "brent" atingiu mesmo um novo recorde, muito perto dos 100 dólares por barril. As matérias-primas agrícolas também estiveram em destaque, com o trigo a registar a maior subida dos últimos cinco anos, negociando acima dos 12 dólares por alqueire.

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