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Euro supera os 1,50 dólares pela primeira vez desde Agosto de 2008

O euro superou os 1,50 dólares pela primeira vez em 14 meses, perante o optimismo de que a recuperação económica mundial está a acelerar, o que aumenta a procura por activos de risco.

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 21 de Outubro de 2009 às 15:39
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O euro superou os 1,50 dólares pela primeira vez em 14 meses, perante o optimismo de que a recuperação económica mundial está a acelerar, o que aumenta a procura por activos de risco.

Contra a moeda norte-americana, o euro sobe 0,32% para os 1,4993 dólares, depois de ter avançado um máximo de 0,38% para o valor mais elevado desde Agosto de 2008 nos 1,5003 dólares.

A libra também está hoje em forte alta contra o dólar, em reacção ao facto de o Governador do Banco de Inglaterra, Mervyn King, ter começado a preparar os britânicos para uma subida de juros.

A moeda britânica subiu 0,98%, a valer 1,6542 dólares, o nível mais elevado do último mês. Num artigo de opinião hoje publicado no jornal escocês “Herald”, Mervyn King refere que as taxas de juro terão que subir “a certa altura”, sendo “recomendável ter isso em conta”.

Os bancos centrais a nível mundial baixaram os juros para níveis historicamente baixos para combater a crise, mas à medida que a recuperação económica vai ficando mais evidente começam a sinalizar a subida das suas taxas de juro de referência.

E a expectativa aponta para que, depois do Banco de Austrália, seja o Banco de Inglaterra o próximo a fazê-lo. “A Fed é um possível candidato de ser o último a subir juros”, acredita um analista citado pela Bloomberg, acrescentando que “a divergência vai ser a chave da direcção das moedas”.

E os especialistas acreditam que o dólar deverá continuar o seu caminho descendente face ao euro, apontando oportunidades de investimento nas moedas dos países emergentes e de países exportadores de matérias-primas.

Isto porque a moeda americana, encarada como um activo de refúgio durante a crise financeira, tem perdido terreno para as restantes divisas mundiais nos últimos meses, com os investidores a darem preferência a activos com maior risco.

E se o euro e outras moedas ficam mais fortes com a recuperação económica, os responsáveis dos países em causa já alertaram para o facto desta valorização prejudicar as frágeis perspectivas de retoma da economia europeia, amplamente assentes na recuperação das exportações que ficam, assim, automaticamente mais caras e, logo, menos competitivas no mercado mundial.

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