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Europa sobe 3% mas não impede maior queda mensal desde 2008

Subida dos mercados norte-americanos impulsionou as bolsas do Velho Continente. Grécia foi o destaque negativo na última sessão do mês.

31 de Agosto de 2011 às 18:06

As principais praças da Europa Ocidental ficaram no vermelho em Agosto, com o DAX alemão a perder 19% e o IBEX-35 a cair 9%. A Grécia voltou a evidenciar-se, ao recuar 27% desde a última sessão de Julho.

Em Agosto, permaneceram os receios de um contágio da crise da dívida a Espanha e Itália, tendo sido também o mês em que surgiram rumores que indicavam que o banco francês Société Générale estaria perto de um desastre, colocando pressão sobre a França. Além disso, há cada vez maiores medos de que a economia europeia, e também mundial, caminhe para uma nova recessão.

Ainda assim, o último dia de Agosto foi positivo. O Stoxx Europe 600 conseguiu subir 2,94%, com todos os sectores de actividade em alta.

A Reserva Federal dos Estados Unidos divulgou ontem as minutas da última reunião em que alguns membros do Comité do Mercado Aberto se mostraram favoráveis a medidas de estímulo económico no país, o que animou os mercados.

As bolsas europeias tinham já aberto em alta, mas acentuaram a valorização com a abertura de Wall Street. O Dow Jones deixou o terreno negativo em que se encontrava em 2011 e já marca um crescimento de 0,3% no ano, apesar de o S&P 500 e do Nasdaq permanecerem no vermelho.

O IBEX-35 somou 3,24%, ao passo que o FTSE londrino progrediu 2,39%. O DAX alemão avançou 2,5%, enquanto que o CAC-40 valorizou 3,07%.

Grécia destaca-se pela negativa devido à banca

Dois 18 mercados da Europa Ocidental, apenas a Grécia recuou no dia de hoje. Depois de ter disparado 18% na segunda-feira, na sequência do anúncio da fusão de dois bancos, o índice FTSE/ASE caiu 5% tanto na sessão de hoje como de ontem.

Os bancos gregos, que tinham igualmente valorizado perto de 30% na segunda-feira, cederam mais de 8% e foram as cotadas que impediram maiores ganhos do índice europeu.

O EFG Eurobank Ergasias, o banco que vai ser fundido com o Alpha Bank, recuou hoje 17% para 1,60 euros, estando abaixo do valor que marcava antes do anúncio da fusão. Aliás, o custo por acção de hoje nunca tinha sido registado desde que a cotada está em bolsa.

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