BP afunda em bolsa e arrasta Europa para o vermelho. Kering dispara quase 11%
Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta terça-feira.
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BP afunda em bolsa e arrasta Europa para o vermelho. Kering dispara quase 11%
As principais praças europeias terminaram a sessão desta terça-feira maioritariamente no vermelho, com Paris e Amesterdão a escaparem às perdas, num dia em que os investidores estiveram a reagir a uma série de resultados trimestrais que apontaram para tendências contraditórias.
O Stoxx 600, "benchmark" para a negociação europeia, caiu 0,07% para 620,97 pontos, afastando-se dos máximos históricos de 622,67 pontos atingidos a 3 de fevereiro. O setor do petróleo e gás foi o grande penalizador do principal índice do Velho Continente, pressionado pela queda abrupta da BP em bolsa, enquanto os setores químico e automóvel conseguiram impedir maiores quedas.
A BP afundou 6,58% para 4,46 libras, depois de a gigante petrolífera ter anunciado que não irá avançar com um programa de recompra de ações no valor de 750 milhões de dólares anunciado anteriormente. Segundo o diretor financeiro, ficará a cargo da nova CEO da BP, Meg O’Neill, que assume funções em abril, a decisão de retomar no futuro o programa de recompra de ações.
Por sua vez, a Kering disparou 10,90% para 288 euros, tendo chegado a avançar mais de 14% esta sessão - a maior subida intradiária desde 2020. No primeiro relatório de contas da era Luca de Meo, a empresa que detém a Gucci e a Balenciaga voltou a registar uma queda nas receitas no último trimestre do ano passado, com as vendas a deslizarem 3% para 3,9 mil milhões de euros - um valor que ficou ligeiramente abaixo das expectativas dos analistas, que apontavam para um deslize de 5%.
O principal índice europeu tem conseguido registar, desde o arranque do ano, um desempenho superior ao dos pares norte-americanos. A menor exposição das praças do Velho Continente ao setor tecnológico explica esta diferença nas valorizações, numa altura em que o setor enfrenta grandes dúvidas devido aos valores exorbitantes que as grandes empresas pretendem gastar este ano em inteligência artificial.
Apesar de as empresas da região estarem a registar uma época de resultados mais forte do que inicialmente antecipado, o Stoxx 600 não tem sido beneficiado na mesma proporção. "O que me impressiona é que há pouca tolerância quando as empresas não correspondem às expectativas. O mercado é severo com os resultados abaixo do esperado e não recompensa muito os resultados acima do esperado", explica Karen Georges, gestora de fundos da Ecofi Investissements, à Bloomberg.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX cedeu 0,11%, o espanhol IBEX 35 desvalorizou 0,4%, o italiano FTSEMIB caiu 0,04%, enquanto o britânico FTSE 100 registou um decréscimo de 0,31%. Já o francês CAC-40 somou 0,06% e o neerlandês AEX subiu 0,51%.
Juros aliviam na Zona Euro. Vendas a retalho afundam juros dos "Tresuries"
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro terminaram a sessão desta terça-feira com alívios substanciais, num dia em que a maioria das praças europeias encerraram pintadas de vermelho e a evolução das vendas a retalho nos EUA afundaram os juros dos "Tresuries" norte-americanas. O indicador acabou por ficar inesperadamente inalterado face a novembro, apesar de os analistas apontarem para um crescimento de 0,4%, deixando assim a maior economia do mundo num caminho de menor crescimento do que antecipado.
Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, aliviaram 3,2 pontos-base para 2,807%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade caiu 3,7 pontos para 3,404%. Já em Itália, os juros recuaram 3,7 pontos para os 3,412%.
Pela Península Ibérica, registou-se a mesma tendência, com a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos a aliviarem 3,5 pontos-base para 3,158%. A “yield” das obrigações espanholas também cedeu, esta em 3,4 pontos para 3,175%.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, registaram recuos menos expressivos, ao aliviarem 2,1 pontos-base para 4,505%. Por sua vez, os juros dos "Tresuries" norte-americanos com a mesma maturidade afundam 5,5 pontos para 4,147%.
Iene avança quase 1% com Takaichi e economia dos EUA em foco. Libra e euro no vermelho
O iene está a valorizar cerca de 1% face ao dólar esta terça-feira, beneficiando ainda da vitória esmagadora de Sanae Takaichi nas eleições do passado fim de semana e de sinais de abrandamento da economia norte-americana. Já a libra negoceia no vermelho contra a "nota verde" e o euro, numa altura em que a liderança de Keir Starmer está ameaçada devido a ligações do antigo embaixador dos EUA, Morgan McSweeney, escolhido por este executivo, com Jeffrey Epstein.
A esta hora, o dólar desce 0,94% para 154,32 ienes. Na segunda-feira, a moeda nipónica quebrou uma série de seis sessões consecutivas em queda, que atiraram o valor da mesma face ao dólar para menos de 160 ienes, levantando rumores de uma possível intervenção das autoridades japonesas na divisa - um movimento que poderia vir a ser apoiado pelos EUA.
Apesar de Sanae Takaichi apoiar uma política orçamental mais expansiva, que compreende o corte de impostos, as medidas podem levar a um aceleramento económico e do próprio mercado acionista, referem os analistas. Desta forma, o Banco do Japão pode ser obrigado a tomar uma posição mais "hawkish", ou seja, aumentar as taxas de juro, o que acaba por favorecer o iene.
Olhando para o Reino Unido, e apesar de Keir Starmer já ter assegurado que não se vai demitir, os investidores continuam a mostrar-se cautelosos. A libra cede 0,29% para 1,3651 dólares, enquanto o euro cai 0,17% para 1,1896 dólares, numa altura em que os mercados também antecipam uma posição mais "dovish" por parte do Banco de Inglaterra face à dificuldade em conter a inflação no país.
Petróleo em queda com investidores a anteciparem encontro entre Netanyahu e Trump
O barril de petróleo está a negociar em território negativo esta terça-feira, num dia em que os investidores estão a reavaliar os riscos de disrupção do abastecimento de crude no Médio Oriente, antes da reunião entre o primeiro-ministro isrealita, Benjamin Netanyahu, e o Presidente dos EUA, Donald Trump, em Washington, na quarta-feira.
Entre os pontos a serem discutidos, os investidores antecipam que os dois líderes abordem as mais recentes negociações entre Irão e EUA, que aconteceram na passada sexta-feira. Os dois países referiram que o encontro correu bem e que estavam a ser construídas bases para futuras conversações. Netanyahu diz que "vai apresentar ao Presidente [Trump] a nossa visão em relação aos princípios de negociação acordados".
"Tanto Washington como Teerão parecem ter dado uma interpretação positiva às negociações em Omã, sinalizando que provavelmente haverá mais discussões", afirmaram analistas da RBC Capital Markets LLC, numa nota a que a Bloomberg teve acesso. Com as conversações a encaminharem-se para bom porto, diminuem os receios de disrupções no abastecimento de petróleo numa região que detém cerca de metade das reservas mundiais.
A esta hora, o West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – cede 0,23%, para os 64,21 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para o continente europeu – desliza 0,03% para os 69,02 dólares por barril. Ambos os índices de referência subiram mais de 1% na sessão de segunda-feira, elevando os ganhos anuais para mais de 10%, apesar de o mercado continuar a enfrentar um grande excedente.
Ouro cede antes de importantes dados económicos
Os preços do ouro estão a perder terreno, ainda que negoceiem acima da fasquia dos 5 mil dólares por onça, depois de dois dias de valorizações. É uma ligeira recuperação face à queda desta manhã, quando o metal chegou a cair mais de 2%.
Os dados das vendas no setor do retalho nos EUA foram mais pessimistas do que o que o mercado antecipava, aumentando as esperanças por um corte nas taxas de juro por parte da Reserva Federal, movimento que tende a beneficiar o preço dos metais.
O metal amarelo recua 0,50% para 5.033,82 dólares por onça. Desde que atingiu o recorde, a 29 de janeiro, o ouro já recuou cerca de 10%.
"A recente onda de volatilidade colocou em causa o valor do ouro como ativo-seguro contra instabilidades geopolíticas e de mercado. Acreditamos que tais preocupações são exageradas e que a recuperação do ouro será retomada", disse Mark Haefele, da UBS Group AG, à Bloomberg.
No entanto, o grande foco do mercado serão agora os dados sobre a criação de emprego na maior economia do mundo em janeiro. Os analistas consultados pela Bloomberg acreditam que o relatório vai revelar uma nova estabilização dos números, enquanto os economistas da Reuters apontam para os 70 mil novos empregos.
O conselheiro económico da Casa Branca, Kevin Hassett, afirmou esta segunda-feira que os dados poderão ser mais fracos nos próximos meses devido ao crescimento mais lento da força de trabalho e ao aumento da produtividade.
Já o índice de preços ao consumidor (IPC) de janeiro será divulgado na sexta-feira.
Sinais de economia em abrandamento dividem Wall Street. Spotify dispara 16%
Os principais índices norte-americanos arrancaram a sessão divididos entre ganhos e perdas, num dia em que foi conhecida a evolução das vendas a retalho nos EUA. O indicador acabou por ficar inesperadamente inalterado face a novembro, apesar de os analistas apontarem para um crescimento de 0,4%, deixando assim a maior economia do mundo num caminho de menor crescimento do que antecipado.
A esta hora, o S&P 500 cai 0,07% para 6.960,09 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite perde 0,35% para 23.158,35 pontos. Já o industrial Dow Jones sobe 0,44% para 50.356,77 pontos. Os três índices conseguiram acabar a sessão de segunda-feira em alta, com as ações tecnológicas a estenderem um "rally" iniciado no final da semana passada, embora o Dow Jones tenha negociado grande parte do dia em território negativo.
Uma economia mais fraca pode dar argumentos à Reserva Federal (Fed) norte-americana para cortar as taxas de juro já na próxima reunião, mas também pode deixar os investidores apreensivos em relação à vitalidade daquele que é o motor da economia do país. O mercado de "swaps" aponta agora para três reduções nos juros diretores este ano - mais um do que era antecipado na semana passada.
"Parece que houve menos impulso por parte dos consumidores nos últimos meses de 2025 do que se previa anteriormente - um ponto de partida menos encorajador para as estimativas de crescimento para 2026", observa Vail Hartman, da BMO Capital Markets, à Bloomberg. Estes dados precedem a divulgação do relatório de criação de emprego na quarta-feira, que acabou por ser adiado devido a um "shutdown" parcial no governo dos EUA.
Se o mercado laboral mostrar maior debilidade, o caso para a Fed cortar nos juros fica ainda mais forte. Isso pode vir a configurar-se como o catalisador que os principais índices do país estão à procura para quebrar o intervalo em que têm negociado e atingir novos máximos. Apesar da queda registada nesta abertura de sessão, o S&P 500 está a menos de 100 pontos de atingir um novo recorde.
Ao mesmo tempo, a época de resultados nos EUA dá agora o "sprint" final. Entre as cotadas que apresentaram contas esta terça-feira, o Spotify dispara 16,12% depois de o gigante do streaming ter projetado lucros operacionais de 660 milhões de euros para o primeiro trimestre deste ano - comparado com os 652,3 milhões que o mercado antecipava. A diferença explica-se, em grande parte, por um aumento no número de utilizadores e dos preços.
Por sua vez, a Coca-Cola cai 1% após ter falhado as previsões dos analistas referentes ao quarto trimestre de 2025 e ter projetado um crescimento pouco expressivo para este ano. Já a S&P Global afunda 6,92% depois de as suas estimativas de resultados para 2026 terem desapontado os analistas.
Taxa Euribor desce a três e a seis meses e sobe a 12 meses
A taxa Euribor desceu esta quinta-feira a três e a seis meses e subiu a 12 meses em relação a segunda-feira.
Com estas alterações, a taxa a três meses, que recuou para 1,981%, continuou abaixo das taxas a seis (2,114%) e a 12 meses (2,227%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, desceu, ao ser fixada em 2,114%, menos 0,018 pontos do que na segunda-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a dezembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,77% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,85% e 25,09%, respetivamente.
Em sentido contrário, no prazo de 12 meses, a taxa Euribor avançou, para 2,227%, mais 0,008 pontos do que na sessão anterior.
Já a Euribor a três meses recuou hoje e, pela terceira vez desde 6 de novembro, situou-se em menos de 2%, ao ser fixada em 1,981%, menos 0,001 pontos do que na segunda-feira.
Na passada quinta-feira, o BCE manteve as taxas diretoras, de novo, pela quinta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.
Em relação à média mensal da Euribor em janeiro, esta baixou a três, a seis e a 12 meses, de forma mais acentuada no prazo mais longo.
A média mensal da Euribor em janeiro desceu 0,020 pontos para 2,028% a três meses e 0,002 pontos para 2,137% a seis meses. Já a 12 meses a média da Euribor recuou 0,022 pontos para 2,245% em janeiro.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
BP aperta o "cinto" e faz pausa na recompra de ações
A pressão sobre o equilíbrio financeiro da BP é real e a petrolífera vai tomar medidas nesse sentido. Em causa estão as mesmas projeções de dívida até ao final de 2027 (entre os 14 mil milhões e os 18 mil milhões de dólares), um valor que praticamente não diminuiu face a projeções anteriores e tem feito questionar as escolhas dos executivos à frente da BP, que têm dado prioridade ao retorno dos investidores – e que já levaram inclusive à saída de Murray Auchincloss do cargo de presidente executivo (CEO).
Nesse sentido, a empresa anunciou nesta terça-feira que tenciona reduzir em 1,5 mil milhões de dólares a rubrica de despesas até 2027 e colocou em pausa um programa de recompra de 750 milhões de dólares em ações. Segundo o diretor financeiro, ficará a cargo da nova CEO da BP, Meg O’Neill, que assume funções em abril, a decisão de retomar no futuro o programa de recompra de ações.
"Estamos um pouco surpreendidos por ver a meta da dívida líquida inalterada", comentou Biraj Borkhataria, da empresa de serviços financeiros RBC, citado pela Bloomberg.
Em resposta a esta tomada de decisão, as ações da BP caíram na sessão desta terça-feira um máximo de 5,7%, a maior queda desde abril de 2025, estando neste momento em ligeira recuperação e a recuar 3,80%.
Europa negoceia com maioria de ganhos. Dona da Gucci dispara mais de 10%
Os principais índices europeus estão a negociar com ganhos pouco expressivos em praticamente toda a linha. Os investidores estão nesta terça-feira a seguir de perto resultados de grandes cotadas como a Kering e a British Petroleum (BP).
O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – ganha 0,03%, para os 621,62 pontos, fixando-se perto do recorde de 622,67 pontos atingido no passado dia 3 de fevereiro.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX sobe 0,11%, o espanhol IBEX 35 avança 0,10%, o italiano FTSEMIB desvaloriza 0,18%, o francês CAC-40 soma 0,48%, ao passo que o britânico FTSE 100 regista perdas de 0,40%, pressionado pela incerteza política no país. Já o neerlandês AEX pula 0,52%.
As empresas cotadas no índice regional MSCI Europe registaram até agora, nesta época de resultados, um aumento de 1,8% nos lucros trimestrais, em comparação com as estimativas dos analistas de uma subida de 1,3% nesta métrica, de acordo com dados compilados pela Bloomberg Intelligence. “O que me impressiona é que há pouca tolerância quando as empresas não cumprem as expectativas e o mercado é severo com os resultados abaixo do esperado, mas não recompensa muito os resultados acima do esperado”, disse à Bloomberg Karen Georges, da Ecofi Investissements.
Nesta linha, entre as cotadas que continuam a apresentar contas, a Kering – dona da Gucci - está a disparar mais de 11%, depois de ter divulgado resultados melhores do que o esperado. A empresa chegou a valorizar 14% - a maior subida intradiária desde 2020 -, após ter revelado que as vendas da Gucci caíram menos do que o previsto nos últimos meses de 2025.
Por outro lado, a BP segue a perder quase 5%. A influenciar a negociação da gigante petrolífera está o facto de a empresa ter anunciado que não irá avançar com um programa de recompra de ações no valor de 750 milhões de dólares anunciado anteriormente.
Entre os setores, o dos químicos (+2,23%) e o automóvel (+1,37%) somam as valorizações mais expressivas. Já o das seguradoras (-1,41%) regista as maiores perdas, com cotadas como a Zurich Insurance Group e a Allianz a cederem mais de 2% esta manhã, seguindo o movimento das congéneres norte-americanas na sessão de ontem. Isto depois de a plataforma privada de compras de seguros online Insurify ter lançado uma ferramenta de IA que está a suscitar preocupações sobre perturbações no setor.
Juros aliviam em toda a linha na Zona Euro
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a registar alívios em toda a linha na sessão de hoje, num dia em que a Alemanha, Reino Unido e Espanha estão no mercado a emitir dívida.
Os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, aliviam 1,5 pontos-base para 2,824%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade cai 1,9 pontos para 3,422%. Já em Itália, os juros recuam 1,9 pontos para os 3,429%.
Pela Península Ibérica, regista-se a mesma tendência, com a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos a aliviar 1,7 pontos-base para 3,176%. A “yield” das obrigações espanholas também cede 1,7 pontos para 3,192%, a esta hora.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, registam recuos mais expressivos e aliviam 3,2 pontos-base, para 4,494%.
Ouro e prata perdem terreno. "Traders" retiram mais-valias após duas sessões de subidas
O ouro e a prata estão a negociar com perdas na sessão desta terça-feira, à medida que os “traders” aproveitam a recuperação dos metais preciosos registada nas últimas sessões para retirarem mais-valias.
A esta hora, o metal amarelo, que chegou a ceder mais de 1% esta manhã, desvaloriza 0,24%, para os 5.046,200 dólares por onça. Já a prata recua 1,56%, para os 82,097 dólares por onça, após ter fixado uma subida de quase 10% na sessão de sexta-feira e ontem também ter registado fortes ganhos.
O movimento desta terça-feira “aponta para a realização de lucros e redução de posições, em vez de uma nova corrida para a [venda destes ativos]”, disse à Bloomberg Hebe Chen, analista da Vantage Markets. “Fundamentalmente, o ouro está a manter-se acima do nível dos cino mil dólares por onça, apesar da recente queda – uma zona psicológica pronta para servir como um obstáculo técnico importante para os vendedores, mesmo com os compradores a permanecerem cautelosos após a volatilidade”, acrescentou o especialista.
Os investidores aguardam agora pela divulgação dos relatórios mensais sobre o emprego e a inflação nos Estados Unidos (EUA), conhecidos ao longo desta semana, para perceber qual poderá ser o rumo que será seguido pelos decisores de política monetária no que toca às taxas diretoras.
Libra continua sob pressão, iene ainda "celebra" vitória de Takaichi
A negociação cambial desta terça-feira está a ser marcada ainda pelo rescaldo dos dois grandes acontecimentos que marcaram a atualidade internacional nesta segunda-feira.
A libra continua pressionada perante o coro de críticas contra o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, a propósito da nomeação de um embaixador para os EUA com ligações conhecidas ao caso Epstein. Apesar de Starmer ter afastado uma demissão nesta segunda-feira, continuam a existir críticas à atuação do líder trabalhista, o que aumenta a incerteza política no Reino Unido.
Já o iene continua a capitalizar a maioria reforçada conseguida por Sanae Takaichi e que promete trazer maior estímulo económico ao país.
Neste contexto, o índice do dólar americano (DXY), que compara o valor da moeda norte-americana com outras divisas,segue estável com uma ligeira valorização de 0,01% para os 96,8210 pontos.
A esta hora, o euro segue a valorizar 0,03% para 1,1918 dólares e a libra desvaloriza 0,16% para 1,3669 dólares. O dólar também recua 0,08% para 0,7656 francos suíços. O dólar perde ainda 0,35% face à divisa japonesa, para 155,33 ienes.
Já noutros pares de câmbio, o euro avança 0,23% para 0,8719 libras e cede 0,33% para 185,10 ienes.
Preços do petróleo deslizam com "traders" focados no Irão
Os preços do petróleo estão a negociar com desvalorizações contidas nesta terça-feira, à medida que os “traders” continuam a seguir de perto os desenvolvimentos das conversações entre os EUA e o Irão.
O West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – cede 0,08%, para os 64,31 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – desliza 0,04% para os 69,01 dólares por barril. Ambos os índices de referência subiram mais de 1% na sessão de segunda-feira.
Os “traders” estão a avaliar o potencial de interrupções no abastecimento de crude no Médio Oriente, depois de autoridades dos EUA terem aconselhado navios comerciais com bandeira norte-americana a permanecerem o mais longe possível de zonas marítimas sob jurisdição iraniana e recusarem a entrada de autoridades do país nas embarcações, caso isso fosse solicitado. Cerca de um quinto do petróleo consumido globalmente passa pelo Estreito de Ormuz, entre Omã e o Irão.
A orientação foi emitida por autoridades norte-americanas apesar de o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão ter afirmado na semana passada que as negociações em torno do programa nuclear de Teerão com os EUA tiveram um “bom início” e devem continuar.
Entretanto, a União Europeia terá proposto alargar as sanções do bloco contra a Rússia para incluir portos na Geórgia e na Indonésia que movimentem petróleo russo.
Índices japoneses e de Taiwan fixam novos recordes com impulso de Takaichi e tecnológicas
Os principais índices asiáticos encerraram a sessão desta terça-feira em alta, acompanhando o “rally” dos ativos de risco durante o dia de ontem pelos Estados Unidos (EUA), com o índice regional MSCI Ásia-Pacífico a fixar um novo máximo histórico, assim como o MSCI All Country Worl Index – um dos indicadores mais abrangentes do mercado bolsista ao nível global. Pelo Japão, a vitória de Sanae Takaichi nas eleições legislativas antecipadas continuou a “dar gás” aos principais índices do país. Por cá, os futuros do Euro Stoxx 50 cedem cerca de 0,20%.
Pelo Japão, o Nikkei pulou 2,28% e atingiu um novo máximo histórico de 57.960,19 pontos, enquanto o Topix ganhou 1,90% e fixou um novo recorde nos 3.863,90 pontos. O sul-coreano Kospi - índice com grande peso de cotadas ligadas à tecnologia e inteligência artificial – somou ligeiros 0,069%, ao passo que o índice de referência de Taiwan (TWSE) valorizou 2,06%, tendo também chegado a um novo recorde nos 33.072,97. Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong ganhou 0,42% e o Shanghai Composite somou 0,13%.
Os ganhos sinalizaram, por enquanto, uma diminuição das preocupações em torno dos gastos de grandes tecnológicas com o desenvolvimento da inteligência artificial, fator que levou os ativos de risco a registarem fortes perdas na semana passada. Nesta linha, o SoftBank Group esteve entre as cotadas que mais ganharam na sessão de hoje, com uma valorização de mais de 10%.
“A volatilidade recente removeu o excesso de ‘espuma’, particularmente em cotadas [ligadas à] tecnologia e IA”, disse à Bloomberg Tareck Horchani, da Maybank Securities em Singapura. “O posicionamento agora está mais claro, os prémios de risco parecem mais razoáveis e os mercados estão a entrar nesta fase a partir de uma base mais saudável”, acrescentou.
Pelo Japão, as ações avançaram pela terceira sessão consecutiva, atingindo novos recordes, impulsionadas pela eleição da primeira-ministra Sanae Takaichi, com uma vitória que lhe dá margem de manobra para avançar com as suas políticas pró-crescimento.
Já no que toca à China, o yuan atingiu o seu nível mais forte desde maio de 2023, depois de reguladores do país terem pedido às instituições financeiras nacionais para reduzirem a exposição às "Treasuries", ou seja, dívida norte-americana, citando preocupações relativamente a riscos de concentração e de elevada volatilidade no mercado.
Os “traders” aguardam agora pela divulgação de importantes dados económicos vindos dos EUA ao longo desta semana - referentes ao mercado laboral e à inflação -, que poderão ajudar a perceber qual será a trajetória da política monetária do lado de lá do Atlântico.
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