Libra continua sob pressão, iene ainda "celebra" vitória de Takaichi
Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta terça-feira.
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Libra continua sob pressão, iene ainda "celebra" vitória de Takaichi
A negociação cambial desta terça-feira está a ser marcada ainda pelo rescaldo dos dois grandes acontecimentos que marcaram a atualidade internacional nesta segunda-feira.
A libra continua pressionada perante o coro de críticas contra o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, a propósito da nomeação de um embaixador para os EUA com ligações conhecidas ao caso Epstein. Apesar de Starmer ter afastado uma demissão nesta segunda-feira, continuam a existir críticas à atuação do líder trabalhista, o que aumenta a incerteza política no Reino Unido.
Já o iene continua a capitalizar a maioria reforçada conseguida por Sanae Takaichi e que promete trazer maior estímulo económico ao país.
Neste contexto, o índice do dólar americano (DXY), que compara o valor da moeda norte-americana com outras divisas,segue estável com uma ligeira valorização de 0,01% para os 96,8210 pontos.
A esta hora, o euro segue a valorizar 0,03% para 1,1918 dólares e a libra desvaloriza 0,16% para 1,3669 dólares. O dólar também recua 0,08% para 0,7656 francos suíços. O dólar perde ainda 0,35% face à divisa japonesa, para 155,33 ienes.
Já noutros pares de câmbio, o euro avança 0,23% para 0,8719 libras e cede 0,33% para 185,10 ienes.
Preços do petróleo deslizam com "traders" focados no Irão
Os preços do petróleo estão a negociar com desvalorizações contidas nesta terça-feira, à medida que os “traders” continuam a seguir de perto os desenvolvimentos das conversações entre os EUA e o Irão.
O West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – cede 0,08%, para os 64,31 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – desliza 0,04% para os 69,01 dólares por barril. Ambos os índices de referência subiram mais de 1% na sessão de segunda-feira.
Os “traders” estão a avaliar o potencial de interrupções no abastecimento de crude no Médio Oriente, depois de autoridades dos EUA terem aconselhado navios comerciais com bandeira norte-americana a permanecerem o mais longe possível de zonas marítimas sob jurisdição iraniana e recusarem a entrada de autoridades do país nas embarcações, caso isso fosse solicitado. Cerca de um quinto do petróleo consumido globalmente passa pelo Estreito de Ormuz, entre Omã e o Irão.
A orientação foi emitida por autoridades norte-americanas apesar de o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão ter afirmado na semana passada que as negociações em torno do programa nuclear de Teerão com os EUA tiveram um “bom início” e devem continuar.
Entretanto, a União Europeia terá proposto alargar as sanções do bloco contra a Rússia para incluir portos na Geórgia e na Indonésia que movimentem petróleo russo.
Índices japoneses e de Taiwan fixam novos recordes com impulso de Takaichi e tecnológicas
Os principais índices asiáticos encerraram a sessão desta terça-feira em alta, acompanhando o “rally” dos ativos de risco durante o dia de ontem pelos Estados Unidos (EUA), com o índice regional MSCI Ásia-Pacífico a fixar um novo máximo histórico, assim como o MSCI All Country Worl Index – um dos indicadores mais abrangentes do mercado bolsista ao nível global. Pelo Japão, a vitória de Sanae Takaichi nas eleições legislativas antecipadas continuou a “dar gás” aos principais índices do país. Por cá, os futuros do Euro Stoxx 50 cedem cerca de 0,20%.
Pelo Japão, o Nikkei pulou 2,28% e atingiu um novo máximo histórico de 57.960,19 pontos, enquanto o Topix ganhou 1,90% e fixou um novo recorde nos 3.863,90 pontos. O sul-coreano Kospi - índice com grande peso de cotadas ligadas à tecnologia e inteligência artificial – somou ligeiros 0,069%, ao passo que o índice de referência de Taiwan (TWSE) valorizou 2,06%, tendo também chegado a um novo recorde nos 33.072,97. Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong ganhou 0,42% e o Shanghai Composite somou 0,13%.
Os ganhos sinalizaram, por enquanto, uma diminuição das preocupações em torno dos gastos de grandes tecnológicas com o desenvolvimento da inteligência artificial, fator que levou os ativos de risco a registarem fortes perdas na semana passada. Nesta linha, o SoftBank Group esteve entre as cotadas que mais ganharam na sessão de hoje, com uma valorização de mais de 10%.
“A volatilidade recente removeu o excesso de ‘espuma’, particularmente em cotadas [ligadas à] tecnologia e IA”, disse à Bloomberg Tareck Horchani, da Maybank Securities em Singapura. “O posicionamento agora está mais claro, os prémios de risco parecem mais razoáveis e os mercados estão a entrar nesta fase a partir de uma base mais saudável”, acrescentou.
Pelo Japão, as ações avançaram pela terceira sessão consecutiva, atingindo novos recordes, impulsionadas pela eleição da primeira-ministra Sanae Takaichi, com uma vitória que lhe dá margem de manobra para avançar com as suas políticas pró-crescimento.
Já no que toca à China, o yuan atingiu o seu nível mais forte desde maio de 2023, depois de reguladores do país terem pedido às instituições financeiras nacionais para reduzirem a exposição às "Treasuries", ou seja, dívida norte-americana, citando preocupações relativamente a riscos de concentração e de elevada volatilidade no mercado.
Os “traders” aguardam agora pela divulgação de importantes dados económicos vindos dos EUA ao longo desta semana - referentes ao mercado laboral e à inflação -, que poderão ajudar a perceber qual será a trajetória da política monetária do lado de lá do Atlântico.
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