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Fed adverte para perigos da valorização dos ativos de risco

O caso das chamadas "moedas estáveis" foi dado como exemplo, pela Fed, de uma crescente ameaça.

Reuters
09 de Novembro de 2021 às 00:16

A Reserva Federal norte-americana alertou para o facto de os preços de ativos de risco continuarem a subir, tornando-os mais vulneráveis a perigosas quedas se a economia se deteriorar. E deu o exemplo das "stablecoins" como uma ameaça em desenvolvimento.

"Os preços dos ativos continuam vulneráveis a quedas significativas", alertou a Reserva Federal. E isso pode acontecer se o perfil de risco do investidor se deteriorar, se os progressos na contenção do vírus se revelarem dececionantes ou se a retoma económica estagnar, referiu a Fed no seu Relatório de Estabilidade Financeira divulgado esta segunda-feira.

Neste relatório, que é publicado duas vezes por ano, o banco central dos EUA sublinha que, por exemplo, a ameaça em torno das "stablecoins" (uma versão de criptomoeda) está a crescer.

As "stablecoins", recorde-se, são vistas como "moedas estáveis" pelo facto de estarem indexadas a moedas nacionais, como o dólar, o que reduz o excesso de volatilidade típico das cripto.

Na semana passada, um painel do Tesouro norte-americano recomendou ao Congresso que imponha uma nova estrutura regulatória em torno das "stablecoins", considerando que a ausência de medidas pode levar ao crescimento das moedas estáveis como pagamento, sem colateral adequado para os utilizadores, para o sistema financeiro e para a economia em geral.

A Fed chama igualmente a atenção, no seu relatório, para a fragilidade do setor do imobiliário comercial na China, que poderá propagar-se aos EUA caso se deteriore substancialmente.

Além disso, o relatório aponta que a volatilidade "difícil de prever", à semelhança do que aconteceu este ano com a loucura pelas ações "meme", poderá tornar-se mais frequente à medida que as redes sociais influenciam cada vez mais a negociação nos mercados. Foi o caso, nesta segunda-feira, da Tesla – que afundou 4,92% em bolsa, depois de o CEO da fabricante de veículos elétricos, Elon Musk, ter perguntado aos seus seguidores no Twitter se devia vender 10% da sua participação e a resposta ter sido ‘sim’.

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