Mercados General Electric troca CEO.  Acções disparam mais de 15%

General Electric troca CEO.  Acções disparam mais de 15%

Num cenário de resultados desanimadores dentro da General Electric, o actual CEO vai ser substituído por um candidato externo. No rescaldo da decisão, os títulos da empresa denotam um sentimento positivo.
General Electric troca CEO.  Acções disparam mais de 15%
Bloomberg
Negócios com Bloomberg 01 de outubro de 2018 às 15:42

John Flannery foi dispensado das funções de CEO na General Electric (GE), cargo que detinha há pouco mais de um ano. Para o seu lugar vem Larry Culp, gestor de provas dadas em Wall Street. Após o anúncio, as acções já deram um salto de mais de 15%.

Flannery abandona a actual posição numa altura em que se prevê que a GE falhe os objectivos de lucro traçados para 2018. A travar o desempenho da empresa tem estado também o declínio do mercado de turbinas a gás e os encargos de 23 mil milhões de dólares com a unidade de energia. Desde 2000, o pico da capitalização bolsista da GE, a empresa já perdeu 500 milhões de dólares em valor de mercado, uma trajectória descendente que se tem agravado nos últimos dois anos, motivada por uma quebra na procura e também por investigações do regulador nos Estados Unidos, a Securities and Exchange Commission (SEC).

"Ele (Larry Culp) vem de fora e talvez seja o que é necessário para resolver esta situação (de maus resultados da GE)", acredita um analista da Melius Research, consultado pela Bloomberg. Em relação ao antigo CEO, o mesmo especialista opina que "parecia no caminho certo mas foi lento".

Larry Culp é respeitado entre os investidores pela transformação que operou na Danaher Corp, uma empresa que se dedica ao fabrico de produtos de consumo, industriais e do sector da saúde. Em 126 anos de história, a GE nunca havia contratado um CEO de fora do seio da empresa.

Os títulos da General Electric já contavam uma forte de valorização antes da abertura do mercado nova-iorquino, a qual se está a prolongar durante a negociação. As acções seguem a valorizar 11,60% para os 12,60 dólares, mas já cotaram nos 13,07 dólares, o correspondente a uma subida de 15,77% que concede à empresa um máximo inédito desde o passado dia 8 de Agosto.




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