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Incerteza dificulta selecção de fundos

Não há certezas quando se investe em fundos, mas o momento actual é particularmente difícil para definir a escolha de activos correcta. Muitos dos especialistas dos supermercados de fundos ouvidos pelo Negócios optam por não alterar os portefólios recomendados...

Incerteza dificulta selecção de fundos
David Almas 30 de Junho de 2010 às 09:26
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Não há certezas quando se investe em fundos, mas o momento actual é particularmente difícil para definir a escolha de activos correcta. Muitos dos especialistas dos supermercados de fundos ouvidos pelo Negócios optam por não alterar os portefólios recomendados ou por fazer apenas pequenas afinações às estratégias. No próximo mês, espera-se, algumas nuvens sairão do mercado.






Conheça a evolução das oito carteiras de fundos


As carteiras prudentes foram construídas para um prazo de investimento de três anos e são destinadas a aforradores conservadores que não aceitam perdas anuais superiores a 4%.

As carteiras agressivas estão desenhadas para um prazo de investimento mínimo de cinco anos e com um limite de perdas anuais até 10%.


ActivoBank

Maior avanço mensal


Foi o portefólio agressivo recomendado pelo ActivoBank que mais ganhou no último mês. O avanço de cerca de 6% do fundo UBS SF Equity (EUR), que representa metade da carteira aconselhada pelo banco, foi o que mais contribuiu para o salto mensal de mais de 4% da estratégia. Contudo, não foi esse o produto que mais rendeu: o DWS Invest Gold and Precious Metals valorizou-se quase 8%. O gestor Manuel Tenekedshijew investe globalmente em sociedades do sector dos metais preciosos, como a Goldcorp, a Newmont Mining e a Barrick Gold. Com a ajuda destes activos, a carteira agressiva do ActivoBank atingiu uma rendibilidade de 16,8% em 11 meses. Na recomendação para os portefólios prudentes, foi o JPMorgan Global Focus, que investe em acções de empresas em recuperação, que mais se valorizou no último mês.

Para o próximo mês, Gonçalo Gomes, do ActivoBank, decidiu manter inalterada a composição dos portefólios recomendados. "Os mercados continuam a ser conduzidos mais pela preocupação sobre a sustentabilidade da recuperação económica (risco soberano, medidas de austeridade, desemprego) do que por dados fundamentais das empresas (que continuam a ser favoráveis). O sentimento melhorou nas últimas semanas, num quadro de previsibilidade de manutenção de baixas taxas de juro no futuro próximo e de valorizações mais atractivas das empresas", explicou o responsável do ActivoBank, um dos supermercados de fundos que participa nesta iniciativa.






Banco Best

Protecção contra a volatilidade do mercado

Após um mês de ganhos nas carteiras prudente e agressiva, a direcção de investimentos do Banco Best optou por acautelar o impacto da volatilidade no portefólio dirigido a investidores mais conservadores. Assim, a principal alteração mensal é a troca do Parvest Step 90 Euro pelo Amundi Volatility Euro Equities no portefólio prudente. O Parvest Step 90 Euro primava por permitir a participação na subida do mercado accionista europeu mas com protecção parcial nas descidas. Por seu turno, o Amundi Volatility Euro Equities "compra" e "vende" a volatilidade dos mercados da Zona Euro. "Com a alteração pretendemos incluir um fundo que terá um efeito de cobertura num cenário de maior volatilidade nos mercados financeiros", explicam os responsáveis da direcção de investimento do Banco Best. Os especialistas aproveitaram também para reforçar no fundo Pimco Total Return Bond, o fundo de obrigações de todo o mundo gerido pelo lendário Bill Gross.

Os responsáveis do Banco Best dizem que persistem "os receios sobre as contas públicas da Zona Euro e respectivas medidas de austeridade, que, de acordo com diversos estudos - incluindo do FMI - terão um impacto negativo no crescimento da região da moeda única". Apesar disso, há "alguns factores positivos nos mercados financeiros, como a retoma dos resultados das empresas e a própria retoma económica (mais nítida nos EUA, nos mercados emergentes e nas economias desenvolvidas com políticas orçamentais mais sólidas)".






Banco BIG

Esperar pelo melhor momento

Pouco mudou no mercado no último mês. A incerteza e o fluxo de notícias continua negativo, pelo que Rui Broega, director de gestão de activos do Banco Big, prefere esperar para ver. "Não iremos, no momento, alterar a nossa alocação de activos", diz. Assim, os portefólios continuam com pouca exposição ao mercado accionista. "O posicionamento em acções será meramente pontual e táctico", acrescenta.

Na carteira prudente, Broega confia no fundo BNY Mellon Euroland Bond, que absorve um quinto do portefólio. Segundo as últimas informações públicas sobre o produto que investe em títulos de dívida da Zona Euro, mais de metade do capital do fundo estava aplicado em obrigações com notação de AAA. Os títulos emitidos pelos estados europeus, como o alemão e o italiano, representavam cerca de 46 por cento da carteira, enquanto a dívida empresarial estava atrás com 36 por cento.

No portefólio agressivo, Rui Broega concentra 40% da recomendação em dois produtos: o Invesco Euro Corporate Bond, que investe em obrigações empresariais da Zona Euro, e o Pictet Emerging Local Currency Debt, que aposta em dívida emergente expressa em moeda local. Neste mês, além de reforçar no fundo da Pictet, Broega aumentou a exposição à volatilidade no segmento de acções pela via do fundo Amundi Volatility World Equities.






Deutsche Bank

À beira dos 20%

Os especialistas responsáveis pelas recomendações de investimento do Deutsche Bank preferiram não registar mudanças nas estratégias mensais de fundos. Se os fundos eleitos continuarem a valorizar não precisam de o fazer - pelo menos no portefólio mais agressivo. A carteira para investidores mais dispostos a correr riscos valorizou cerca de 4% desde a última revisão, empurrando o ganho desde Julho de 2009 para perto de 20%, a melhor marca entre os oito portefólios recomendados para este artigo. O BlackRock European foi o fundo que mais contribuiu para a escalada. A valorização de 6% foi bastante significativa, tendo em conta que 33% da carteira recomendada está aplicada nesse produto. Segundo o último relatório do fundo de acções europeias da BlackRock, o gestor Nigel Bolton está particularmente optimista em relação às acções suíças e do sector do consumo. Assim, a sua maior aposta é nos títulos da Nestlé.

As acções americanas também contribuíram para o avanço da carteira agressiva sugerida pelo Deutsche Bank. O fundo DWS Invest US Equities, que representa 41% do portefólio, escalou quase 2,5% desde a última actualização das recomendações. Apesar de o sector financeiro ser o seu preferido, os maiores investimentos do gestor Peter Steffen são as acções da petrolífera Chevron e da farmacêutica Pfizer.








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