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Juros de Espanha encerram máximos de seis meses e bolsa em mínimo de três anos

Os juros dívida pública espanhola a 10 anos voltaram a superar os 6% e a fixarem máximos do final de Novembro e os receios sobre a banca levaram o IBEX a cair quase 2,8% para mínimos de mais de três anos.

09 de Maio de 2012 às 18:34

Os juros soberanos de Espanha voltaram hoje a disparar nas diversas maturidades, com os investidores a reduzirem a exposição à dívida de Espanha e às acções das empresas do país vizinho. Na dívida, os juros oscilaram em sentido contrário ao dos preços e a menor procura de obrigações soberanas de Espanha levou os juros a subirem na generalidade das maturidades.

A "yield" implícita nas obrigações a 10 anos negociadas no mercado secundário subiu 23,4 pontos base para 6,078%, fixando num nível de fecho da sessão que é o mais elevado desde dia 30 de Novembro, segundo as taxas genéricas da Bloomberg.

Banca concentra preocupações dos investidores

Os receios dos investidores para Espanha são justificados com os problemas do sector bancário, que se reflectem nas taxas de juro da dívida soberana devido aos receios de que o Governo liderado por Mariano Rajoy tenha de injectar capitais públicos no sector. Preocupações que levaram o primeiro-ministro do país a dizer que vão ser anunciadas medidas para o sector a seguir ao conselho de ministros da próxima sexta-feira, numa entrevista que deu à rádio na segunda-feira.

Ainda assim, a banca foi o sector que mais pressionou o principal índice accionista madrileno na sessão de hoje. A banca está no epicentro do rebentar da bolha imobiliária no país vizinho e também está sujeito à volatilidade no valor da dívida soberana, já que os bancos detêm, no balanço, dívida pública do país com a mais elevada taxa de desemprego na Zona Euro.

O IBEX-35 perdeu 2,77% na sessão de hoje e revisitou mínimos de dia 9 Março de 2009, com os títulos do Santander a serem os que mais pressionaram, desvalorizando 4,52%. A queda de 4,73% do BBVA e de 4,74% do Banco Popular também pressionou o índice madrileno.

O IBEX-35 desvalorizou para 6.812,70 e acumula uma perda de 20,5% desde o início do ano. As descidas conduziram o índice a mínimos de mais de três anos, tendo negociado hoje em valores que já não visitava desde dia 9 de Março de 2009. O índice acumula uma perda de 20,5% desde o início do ano.

Em destaque estiveram os bancos de depósitos conhecidos como "cajas". O Bankia perdeu 5,84% e o CaixaBank depreciou 6,69% na sessão de hoje.

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