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Matérias-primas penalizam bolsas americanas

Os principais índices bolsistas dos Estados Unidos encerraram em baixa, não conseguindo que o estímulo dado pela Reserva Federal se mantivesse. A queda das cotações das matérias-primas acabou por pesar mais na tendência.

23 de Setembro de 2009 às 21:08

Os principais índices bolsistas dos Estados Unidos encerraram em baixa, não conseguindo que o estímulo dado pela Reserva Federal se mantivesse. A queda das cotações das matérias-primas acabou por pesar mais na tendência.

O Dow Jones fechou a perder 0,83%, fixando-se nos 9.748,55 pontos. O S&P 500 cedeu 1,01%, para 1.060,87 pontos.

O Nasdaq terminou a marcar 2.131,42 pontos, com uma desvalorização de 0,69%.

As praças norte-americanas tinham aberto no verde, animadas pela revisão em alta para as previsões de resultados da General Mills e da Seagate Technology e também pela convicção de que a Reserva Federal iria indicar que a retoma económica já começou, o que de facto aconteceu.

No entanto, foi divulgado durante a tarde que as reservas de crude subiram inesperadamente na semana passada, anúncio esse que fez o petróleo perder perto de 5%, numa sessão em que também o dólar valorizou, o que penalizou os títulos ligados à produção de matérias-primas.

O comunicado da Fed, ao final do dia, ainda sustentou as bolsas dos EUA, mas esse avanço foi de curta duração, sendo ofuscado pelo mau desempenho das “commodities”.

A Exxon Mobil e a Chevron lideraram as perdas de 38 das 40 empresas de energia listadas no Standard & Poor’s 500, enquanto a Newmont Mining e a Freeport-McMoRan Copper & Gold deram o tom à queda dos produtores de matérias-primas, sobretudo de metais.

Em terreno positivo esteve a General Mills, fabricante dos cereais de pequeno-almoço Cheerios e dos vegetais congelados Green Giant, que valorizou depois de anunciar lucros acima das estimativas e de elevar as suas previsões de resultados para a globalidade do ano.

A Seagate Technology, maior fabricante de “drives” para discos rígidos, também ganhou terreno, depois de anunciar que as suas vendas poderão superar as projecções, uma vez que a procura está a aumentar. A AT&T, maior companhia de telefones dos EUA, foi impulsionada pelo facto de ter sido considerada uma das favoritas do gestor de activos Jim Cramer, que tem o programa “Mad Money” na CNBC.

A Reserva Federal anunciou que vai abrandar o ritmo de compras de títulos endossados a créditos hipotecários e obrigações ligadas ao mercado imobiliário, cessando assim o programa no valor de 1,45 biliões de dólares três meses mais tarde do que o agendado. Além disso, a Fed referiu também que a economia “arrebitou”.

Veja também:

As cotações dos principais índices

A evolução das acções do Dow Jones e Nasdaq 100

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