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Matérias-primas sustentadas pelo aumento de investimentos

O impacto da crise do crédito contribuiu para aumentar a atractividade dos investimentos em "commodities", salienta o Barclays Capital - braço do Barclays especializado na banca de investimento - na sua mais recente nota de "research" sobre matérias-prima

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 06 de Março de 2008 às 13:14
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O impacto da crise do crédito contribuiu para aumentar a atractividade dos investimentos em "commodities", salienta o Barclays Capital - braço do Barclays especializado na banca de investimento - na sua mais recente nota de "research" sobre matérias-primas.

"O interesse do investidor em ‘commodities’ tem vindo a aumentar fortemente em 2008, assistindo-se a um maior número de produtos de transacção simples e também mais complexos, como as obrigações colateralizadas por ‘commodities’ (CCO) ou cabazes de matérias-primas", sublinha o documento.

Até há bem pouco tempo, o interesse do investidor limitava-se à observação das posições dos contratos de futuros norte-americanos. No entanto, o enorme crescimento do investimento institucional e no retalho em "commodities" significa que estes sectores são actualmente demasiado importantes para serem ignorados, refere o Barclays Capital.

Recorde-se que, nas últimas semanas, os preços das "commodities" têm vindo a ganhar terreno de forma generalizada, com a soja, milho, ouro, platina e estanho a atingirem máximos históricos e o algodão, cacau, café, prata, paládio e alumínio a marcarem máximos sucessivos do ano.

A valorização de algumas destas matérias-primas tem sido sustentada por fortes fundamentais, adianta o Barclays no seu estudo.

"Os preços do níquel e do zinco registaram os maiores ganhos na semana passada mas, no grupo dos metais de base, estes são os que têm os fundamentais mais fracos", refere o Barclays, sublinhando que a firmeza estrutural nos mercados da energia e os subsequentes aumentos de custos estão também a condicionar a oferta de metais, especialmente no que diz respeito ao alumínio.

"O cenário cada vez mais precário da oferta de alumínio, conjugado com as previsões de forte procura deste metal, é, na nossa opinião, uma receita para um mercado mais estreito e preços mais elevados", diz a nota de "research". Com estes factores em mente, o Barclays Capital reviu em alta as estimativas para o preço do alumínio em 2008 e 2009, para 3.513 e 4.500 dólares por tonelada, respectivamente.

A casa de investimento realça também o crescente interesse na capacidade de geração nuclear nos Estados Unidos, bem como a manutenção da boa "performance" do ouro, cuja produção tem diminuído.

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