A sua semana dia a dia: bancos centrais, PMI e inflação
A política monetária vai ser o centro das atenções ao longo dos próximos dias com grandes bancos centrais como o europeu, o britânico, o norueguês ou o norte-americano com encontros marcados.
| Segunda-feira Economia portuguesa em foco |
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A semana vai ser cheia em termos de dados económicos a nível nacional. Logo na segunda-feira, o Instituto Nacional de Estatísticas (INE) divulga dados dos índices de produção, emprego e remunerações na construção, bem como os índices de volume de negócios, emprego, remunerações e horas trabalhadas nos serviços (ambos relativos a outubro), que permitirão medir a saúde da economia nacional no arranque do último trimestre do ano. |
| Terça-feira Sinais do mercado de trabalho britânico |
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O mercado de trabalho é um dos indicadores chave que o Banco de Inglaterra acompanha e haverá novos dados esta terça-feira. A pressão da emergência da variante ómicron da covid-19 já deverá ter afastado a possibilidade de uma subida de juros este mês (o comité de política monetária reúne-se na quinta-feira), mas as estatísticas do desemprego poderão dar novos sinais sobre os próximos passos do banco central. |
| Quarta-feira Fed dá pontapé de saída nos encontros |
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Vários bancos centrais do mundo inteiro reúnem-se esta semana para os últimos encontros de política monetária do ano. A expectativa é elevada entre a pressão da pandemia e o risco de sobreaquecimento da economia. O pontapé de saída será dado pela Reserva Federal (Fed) dos Estados Unidos, que começa na terça-feira um encontro de dois dias. Quarta-feira ao final do dia, o presidente Jerome Powell vai dar a conhecer as decisões do banco central. Além da estratégia para a compra de dívida e os juros no país, o staff da Fed vai ainda atualizar as projeções económicas. |
| Quinta-feira BCE anuncia sucessor do PEPP |
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O Conselho de Governadores tem encontro marcado para esta quinta-feira e a presidente Christine Lagarde prometeu dar novas informações sobre a estratégia para o próximo ano. O programa de emergência pandémica, com o qual o BCE está a compra 1,85 biliões de euros em dívida pública e privada, vai fechar ao fim em março._A expectativa do mercado é que não seja prolongado, mas poderá ser substituído por um reforço de outro programa do BCE ou pela criação de um novo instrumento. Também o Banco de Inglaterra e da Noruega tem encontros marcados no mesmo dia. |
| Quinta-feira Conhecido o índice PMI na Europa e EUA |
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O Purchasing Managers Index (PMI), ou índice dos gestores de compras em português, é um importante indicador para perceber as expectativas de gestores e empresas para o mês. Ao longo do dia a Markit vai divulgar dados dos serviços e da indústria relativos a várias economias europeias (incluindo Alemanha e França), mas também da zona euro e dos EUA. Os relatórios vão refletir a produção e atividade das empresas em dezembro. |
| Sexta-feira Inflação europeia continua em máximos |
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Para fechar a semana, o Eurostat dá a conhecer dados finais do índice de preços no consumidor da zona euro, em novembro. A estimativa rápida indica que a taxa inflação anual na zona euro deverá ter disparado para 4,9% (especialmente impulsionada pela energia), o que compara com 4,1% em outubro. Este é o valor mais mais elevado de sempre. |
A semana vai ser cheia em termos de dados económicos a nível nacional. Logo na segunda-feira, o Instituto Nacional de Estatísticas (INE) divulga dados dos índices de produção, emprego e remunerações na construção, bem como os índices de volume de negócios, emprego, remunerações e horas trabalhadas nos serviços (ambos relativos a outubro), que permitirão medir a saúde da economia nacional no arranque do último trimestre do ano.
O mercado de trabalho é um dos indicadores chave que o Banco de Inglaterra acompanha e haverá novos dados esta terça-feira. A pressão da emergência da variante ómicron da covid-19 já deverá ter afastado a possibilidade de uma subida de juros este mês (o comité de política monetária reúne-se na quinta-feira), mas as estatísticas do desemprego poderão dar novos sinais sobre os próximos passos do banco central.
Vários bancos centrais do mundo inteiro reúnem-se esta semana para os últimos encontros de política monetária do ano. A expectativa é elevada entre a pressão da pandemia e o risco de sobreaquecimento da economia. O pontapé de saída será dado pela Reserva Federal (Fed) dos Estados Unidos, que começa na terça-feira um encontro de dois dias. Quarta-feira ao final do dia, o presidente Jerome Powell vai dar a conhecer as decisões do banco central. Além da estratégia para a compra de dívida e os juros no país, o staff da Fed vai ainda atualizar as projeções económicas.
O Conselho de Governadores tem encontro marcado para esta quinta-feira e a presidente Christine Lagarde prometeu dar novas informações sobre a estratégia para o próximo ano. O programa de emergência pandémica, com o qual o BCE está a compra 1,85 biliões de euros em dívida pública e privada, vai fechar ao fim em março._A expectativa do mercado é que não seja prolongado, mas poderá ser substituído por um reforço de outro programa do BCE ou pela criação de um novo instrumento. Também o Banco de Inglaterra e da Noruega tem encontros marcados no mesmo dia.
O Purchasing Managers Index (PMI), ou índice dos gestores de compras em português, é um importante indicador para perceber as expectativas de gestores e empresas para o mês. Ao longo do dia a Markit vai divulgar dados dos serviços e da indústria relativos a várias economias europeias (incluindo Alemanha e França), mas também da zona euro e dos EUA. Os relatórios vão refletir a produção e atividade das empresas em dezembro.
Para fechar a semana, o Eurostat dá a conhecer dados finais do índice de preços no consumidor da zona euro, em novembro. A estimativa rápida indica que a taxa inflação anual na zona euro deverá ter disparado para 4,9% (especialmente impulsionada pela energia), o que compara com 4,1% em outubro. Este é o valor mais mais elevado de sempre.