Mercados Sindicato dos Jogadores entra nos relvados da formação financeira

Sindicato dos Jogadores entra nos relvados da formação financeira

O Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol assinou um protocolo com o Conselho Nacional de Supervisores Financeiros no âmbito do Plano Nacional de Formação Financeira.
Sindicato dos Jogadores entra nos relvados da formação financeira
Rui Barroso 03 de abril de 2017 às 13:48

A maioria dos jogadores de futebol tem dificuldades em fazer a gestão financeira, segundo o Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF). Esse factor levou esta entidade a entrar no campo da formação financeira, assinando um protocolo com o Conselho Nacional de Supervisores Financeiros (CNSF) no âmbito do Plano Nacional de Formação Financeira.

"A maioria dos jogadores tem muitas dificuldades em fazer a gestão financeira e a conseguir oportunidades de emprego", disse Joaquim Evangelista, presidente do SPJF esta segunda-feira, na reunião em que aquele protocolo foi assinado. O responsável refere que o sindicato definiu a educação como uma prioridade.

O objectivo é que estas iniciativas cheguem aos jogadores mais jovens e também a futebolistas que estejam a terminar a carreira, explica Joaquim Evangelista. O presidente do SJPF observa que "há muitas decisões erradas" por parte dos futebolistas. O plano concreto da formação financeira dos jogadores de futebol ainda será divulgado. Mas haverá "excelentes jogadores" que serão envolvidos e que têm o "perfil mais adequado para comunicar com os mais jovens" sobre a formação financeira, refere Joaquim Evangelista. No entanto, não adiantou os nomes dos futebolistas que participarão na iniciativa.Deste protocolo surgirá ainda a elaboração de um estudo que irá diagnosticar os conhecimentos de literacia financeira dos jogadores de futebol.

 

Carlos Costa, que preside ao CNSF, defendeu que a formação financeira é especialmente relevante nesta actividade e noutras com características semelhantes. "É ainda mais importante quando na vida activa os rendimentos estão concentrados num curto prazo de tempo e que não estão garantidos para além do período em que se está activo. Isso pode ser motivo de dificuldade", referiu o governador do Banco de Portugal.




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