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Wall Street quebra série de recordes ao fechar no vermelho

As bolsas dos Estados Unidos fecharam esta terça-feira, 28 de Fevereiro, em baixa, quebrando uma série de 12 dias a bater recordes.

bolsas EUA Wall Street
bolsas EUA Wall Street Reuters
28 de Fevereiro de 2017 às 21:59

As bolsas dos Estados Unidos fecharam a sessão desta terça-feira, 28 de Fevereiro, em baixa, quebrando a série de 12 sessões a bater recordes. 

O índice Dow Jones Industrial caiu 0,12%, eliminando 25,2 pontos, para os 20.812,24, ganhando, ainda assim, 4,8% em Fevereiro. O índice tinha registado 12 sessões de sucessivos recordes, a maior série desde 1987. Se tivesse conseguido manter a tendência de subida, registaria esta terça-feira a 13.ª sessão de ganhos, o que aconteceria, segundo o Market Watch, pela primeira vez na história da indicador que tem 121 anos. 

Mas esta terça-feira a série foi quebrada. Também o Nasdaq e o S&P 500 fecharam no vermelho. O Nasdaq caiu 0,62%, ou 36,46 pontos, para 5.825,44 pontos, o que lhe deu uma subida mensal de 3,8%. Já o S&P 500 deslizou 0,26%, 6,11 pontos, para 2.363,64 pontos, ficando com uma subida no mês de 3,7%.

Energia e bens de consumo foram alguns dos sectores que integram o S&P 500 que fecharam no verde. 

A queda é explicada pelos analistas pela expectativa em relação ao discurso desta madrugada (2.00 horas em Lisboa) de Donald Trump, que fará a sua primeira apresentação no Congresso. Há muito que são aguardados pormenores sobre o plano económico do Presidente norte-americano e os investidores têm aguardado por eles, mas nesta sessão resolveram tomar mais-valias antes do discurso.

Da Casa Branca, a mensagem que chega é de que Trump fará um discurso optimista, avança a Bloomberg. Numa entrevista à Fox News, Trump declarou que o aumento de quase 10% no orçamento da defesa irá ser pago com o crescimento da economia, dizendo acreditar poder pôr o crescimento perto dos 3%. Esta terça-feira, no entanto, foi divulgada a segunda estimativa do PIB norte-americano do quarto trimestre, que ficou nos 1,9%, apesar das estimativas superiores a 2%.

.@POTUS expects he'll be able to get some of the $54B increase in military spending "from a revved up economy" pic.twitter.com/OJKMAs7geM

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