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Wall Street recupera do tombo mas investidores ainda não celebram

As bolsas norte-americanas encerraram em alta na sessão desta quinta-feira, a recuperar das fortes quedas da véspera. No entanto, pode ser apenas uma correcção pontual, já que a prudência impera junto dos investidores, num clima de incerteza.

wall street bolsa mercados
Reuters
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 18 de Maio de 2017 às 21:46
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Os mercados accionistas do outro lado do Atlântico recuperaram fôlego na sessão de hoje, depois de ontem os principais índices terem marcado a maior queda dos últimos oito meses, devido aos receios em torno de Donald Trump.

 

O Dow Jones terminou a sessão a somar 0,27% para 20.663,02 pontos e o Standard & Poor’s 500 avançou 0,37% para 2.365,73 pontos – depois de ontem ter caído 1,8%, naquela que foi a descida mais expressiva desde 9 de Setembro.

 

Também o tecnológico Nasdaq Composite acompanhou a tendência de subida dos seus congéneres de Nova Iorque, fechando a valorizar 0,73% para se estabelecer nos 6.055,12 pontos.

 

Depois dos relatos do The Washington Post sobre o facto de Donald Trump poder ter passado à Rússia informação confidencial sobre o Daesh, ontem o The New York Times lançou mais achas na fogueira ao avançar que o presidente norte-americano teria pedido ao ex-director do FBI, James Comey, que "esquecesse" a investigação que estava a ser feita ao ex-conselheiro de Segurança Nacional Michael Flynn.

 

Depois destas informações, as bolsas em todo o mundo negociaram no vermelho, com a tensão em torno da Casa Branca a convidar à cautela. Hoje, os mercados estiveram mais apaziguados no que diz respeito a Trump, tendo desta vez sido o presidente brasileiro, Michel Temer [acusado de conivência com subornos], a fazer cair as bolsas em geral – mas não as norte-americanas.

 

Em Wall Street a "crise Temer" não afectou a negociação, mas muitos analistas citados pela Bloomberg consideram que a "crise Trump" continuará a pesar – não só devido aos escândalos mas também perante o cepticismo quanto à capacidade de o presidente dos EUA cumprir as suas promessas eleitorais. Para muitos, a retoma de hoje foi apenas isso mesmo: uma correcção em alta depois das fortes quedas de quarta-feira.

 

Os intervenientes dos mercados estão a começar a questionar-se sobre a capacidade de a Administração Trump se focalizar em medidas políticas ao mesmo tempo que tenta navegar por entre águas revoltas entre sucessivas crises. 


Além disso, os operadores começam a duvidar da capacidade de Trump cumprir as suas promessas, sobretudo no que se refere à reforma fiscal e aos gastos em infra-estruturas com que acenou durante a sua campanha eleitoral.

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