BlackRock tem melhor primeiro trimestre em cinco anos com recorde nos ETF
A maior gestora de ativos do mundo, a BlackRock, captou 130 mil milhões de dólares em capital - a maior fatia para fundos cotados em bolsa ("exchange-traded funds") - no primeiro trimestre do ano, que ficou marcado pela volatilidade nos mercados financeiros gerada pela guerra no Médio Oriente. Com esta evolução, as comissões cresceram 8%, segundo os resultados publicados esta terça-feira.
O lucro ajustado por ação no primeiro trimestre foi de 12,53 dólares, face aos 11,30 dólares no mesmo período do ano passado e a uma expectativa dos analistas de 11,48 dólares. “A BlackRock teve um dos melhores inícios de ano da nossa história”, diz o CEO Larry Fink, citado em comunicado.
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“Os clientes concederam-nos 130 mil milhões de dólares em entradas líquidas no primeiro trimestre, impulsionando um crescimento orgânico de 8% nas taxas— o nosso melhor primeiro trimestre em cinco anos”, refere. Os ETF da iShares registaram entradas líquidas recorde no primeiro trimestre, de 132 mil milhões de dólares, o que permitiu duplicar as comissões-base líquidas em comparação com o ano anterior.
O fluxo líquido de entrada de capital em ações no primeiro trimestre foi de 71,84 mil milhões de dólares, enquanto nos ativos de rendimento fixo foi de 34,31 mil milhões de dólares. Já a gestão ativa de ações, "uma área de crescimento na BlackRock", registou entradas líquidas de 3 mil milhões de dólares.
A consultoria de investimento disparou para 272 milhões de dólares, em comparação com 60 milhões de dólares no mesmo período do ano passado e muito acima dos 221,2 milhões de dólares estimados pelo mercado. O valor anual contratualizado dos serviços tecnológicos cresceu 14% e as margens ajustadas expandiram-se em mais de 100 pontos-base.
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“Os nossos resultados contam mais do que a história de um único trimestre. Refletem um negócio com um ritmo acelerado, um profundo envolvimento com os clientes e uma plataforma construída para gerar um crescimento exponencial em diferentes cenários de mercado”, indica o CEO. No final do primeiro trimestre, os ativos sob gestão da gigante financeira atingiram o recorde de 13,89 biliões de dólares, mais 20% do que no período homólogo. O crescimento ficou, contudo, abaixo da expectativa dos analistas, que apontavam para 13,92 biliões de dólares.
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