Conheça os 10 fundos que rendem mais de 30% num ano
Os investidores estão a regressar em força aos fundos, com o volume de subscrições em máximos de 2005. E a confiança está a ser recompensada. A maioria dos produtos apresenta resultados positivos. Conheça os que, no prazo de um ano, estão com maiores valorizações.
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1 - BPI Brasil brilha com escalada de 36% em 12 meses
O BPI Brasil é o campeão das valorizações, no último ano. O fundo dispara mais de 36%, suportado pelas apostas nos setores das matérias-primas (25,3%) e nos serviços financeiros (19,8%). A Vale é a maior posição (9,5%), seguida pelo Bradesco e pela Wilson Sons. Na ficha mensal, o BPI escreve que "a empresa de serviços portuários, valorizou-se 26% em maio e teve a maior contribuição" para o fundo no mês.
2 - Santander América rende 35% à boleia das “big tech”
O Santander Ações América é um dos fundos mais rentáveis em Portugal. Com uma valorização superior a 35% nos últimos 12 meses, o fundo tem conseguido tirar partido da subida de grandes tecnológicas norte-americanas, como a Amazon ou o Facebook, duas das "trillion dollar babies" dos Estados Unidos. A empresa de comércio eletrónico de Jeff Bezos é a maior posição na carteira, com 7,2% do património, segundo os dados da Morningstar. Empresas como o Twitter ou o Facebook estão também no "top" das cinco maiores posições da carteira do fundo do Santander.
3 - Clube das “two trillion” lidera aposta do BPI
As subidas fortes das bolsas norte-americanas continuam a refletir-se nos bons desempenhos dos fundos que investem na região. Com uma valorização de cerca de 35%, o BPI América era, a 25 de junho, o terceiro melhor fundo em Portugal no último ano, segundo o "ranking" da APFIPP. O fundo reserva na Apple e na Microsoft, as duas cotadas norte-americanas com uma capitalização bolsista superior a dois biliões de dólares, a sua preferência, aplicando 3,6% e 3% do seu capital nestas empresas, respetivamente. O setor tecnológico é o que tem maior peso na carteira: 29%.
4 - Caixa Ações Líderes Globais dá mais de 34%
Comum volume sob gestão de 1,5 mil milhões de euros, o Caixa Ações Líderes Globais apresenta uma rendibilidade anualizada de 34,4%. Apesar de o setor tecnológico recolher a preferência, com 23% do investimento, a maior participação está atualmente numa petrolífera, a Exxon Mobil. A Louis Vuitton é a única empresa europeia no "top 5". Alphabet e Oracle também estão entre as escolhas do fundo.
5 - Exposição à Ásia catapulta fundo da Caixa
O Caixagest Ações Emergentes valoriza mais de 33% no último ano, um comportamento impulsionado pela forte recuperação registada pelas empresas asiáticas. Segundo os dados da Morningstar, o fundo da Caixa mantém cerca de 46% alocados à Ásia emergente e perto de 31% à Ásia desenvolvida. Ou seja, a região capta cerca de 77% do património. Já a América Latina recebe menos de 8% do património, sendo a restante carteira aplicada na Europa emergente e em África. Em termos setoriais, as tecnológicas captam a atenção: mais de um quarto do património está investido no setor.
6 - BPI Ibéria rivaliza com ganhos de fundos dos EUA
Não são apenas os fundos de ações dos EUA que rendem mais de 30%. O BPI Ibéria apresenta uma rendibilidade, a 12 meses, de 32,5%. Um desempenho para o qual contribui uma carteira equilibrada de ações espanholas e portuguesas. Nas 10 maiores posições estão cinco cotadas espanholas e cinco lusas. A EDP Renováveis, Jerónimo Martins, Sonae, Nos e CTT são as escolhidas no mercado nacional.
7 - Montepio segue retoma do setor financeiro
O Montepio Euro Financial Services tem beneficiado com a recuperação registada pelo setor financeiro. Depois de ter sido um dos grupos mais castigados na pandemia, o setor financeiro tem sido um dos mais impulsionados pela expectativa de uma retoma e pela possível subida das taxas de juro. O fundo gerido pelo Montepio ganha 32%, no último ano, apoiado na subida de ações de bancos como o ING, a seguradora alemã Allianz ou o francês BNP Paribas, entidades que estão nas maiores posições do fundo. Fora desta lista das exposições mais reveladas do fundo está o português BCP.
8 - Santander Ações Europa na lista dos mais rentáveis
O fundo de ações europeias do Santander conquista uma posição na lista dos melhores desempenhos no último ano. O Santander Ações Europa regista uma evolução positiva de 31,7%, impulsionado pelo bom momento vivido pelas bolsas do Velho Continente. Os setores mais expostos à recuperação - industrial, consumo cíclico e serviços financeiros - captam a maior parcela do capital. Em termos de empresas, a ASML Holding é a que tem maior peso no portefólio (7,5%), seguida pela companhia de artigos de luxo Louis Vuitton (5,5%) e pela Linde (4,72%), segundo a Morningstar.
9 - Estratégia para emergentes sobe mais de 30%
O Montepio Multi Gestão Emergentes valoriza 30,6% no último ano. A política de investimento prevê a alocação de mais de dois terços do património em fundos de investimento de ações de mercados emergentes e poderá conter fundos de tesouraria e de obrigações. O setor da tecnologia e o dos serviços financeiros recolhem a maior fatia do investimento destes fundos, com 24% e 20,6%, respetivamente.
10 - Montepio conjuga ações nacionais e estrangeiras
O Montepio Multi Gestão Dinâmica fecha a lista de fundos com subidas superiores a 30% - sobe 30,1% - no prazo de um ano. O instrumento conjuga o investimento em fundos que investem em ações nacionais e estrangeiras, aos quais tem de estar alocado mais de dois terços do património. De acordo com a carteira do fundo, divulgada pelo banco, o valor de 4,77 milhões de euros está alocado maioritariamente em ações (88,6%), estando mais de 10% do capital em mercado monetário e menos de 2% em obrigações. Desde o início do ano, o fundo do Montepio sobe mais de 11%.