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Fundos - A solução profissional para investir

A somar ganhos há 11 anos consecutivos, o metal precioso tem sido eleito pelos investidores como o activo de refúgio por excelência. Em 2011, o ouro já somou vários máximos históricos. Saiba como pode investir.

Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 29 de Julho de 2011 às 08:48
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Há 11 anos a valorizar-se, o ouro é o refúgio de cada vez mais investidores, perante um ambiente marcado pela incerteza. Se pretende investir no metal precioso pode fazê-lo de várias formas. Directamente ou através dos mais variados instrumentos financeiros. Ainda assim, investidores mais desatentos e que não seguem diariamente o mercado têm ao seu dispor os tradicionais fundos de investimento.

Para pequenos investidores, o investimento em fundos com exposição ao sector do ouro assume-se como a forma mais comum e mais segura para investir no metal. A gestão do património é feita por gestores profissionais, que conhecem e acompanham a tendência do mercado a tempo inteiro e têm como único objectivo maximizar as suas poupanças.

No mercado nacional, a oferta não é muito alargada, mas os aforradores nacionais podem subscrever três produtos de investimento. Investem em acções do sector de mineração deste metal precioso e acumulam valorizações expressivas nos últimos 12 meses, ainda assim aquém do desempenho da matéria-prima, devido à maior volatilidade dos títulos do sector nos últimos meses.

No último ano, os fundos de investimento classificados pela agência Morningstar para o sector do ouro apresentam retornos que chegam a 31%. Já a três anos, rendem um máximo de 13%. Perante um ambiente dominado pela forte volatilidade nos mercados accionistas, devido ao agudizar da crise da dívida soberana, tratam-se de desempenhos bastante atractivos.

Porém, uma recuperação mais rápida do que é estimado pelo mercado, associada a uma subida das taxas de juro, poderá penalizar os ganhos do metal dourado. Ainda assim, a expectativa dos especialistas é que este cenário não se concretize nos próximos tempos.
Aos retornos oferecidos pelos fundos há que descontar as respectivas comissões de subscrição, de resgate e de gestão.





Seis formas de apostar no ouro

Barras e moedas para quem quer ter o metal em mão
Se prefere ver o seu investimento assegurado em mãos, é possível comprar barras e moedas de ouro. Muitos analistas até referem que, actualmente, esta é a melhor solução de investimento. Além das ourivesarias e de empresas especializadas, é já possível, hoje em dia, comprar ouro directamente no "site" de alguns bancos, sem ter que se deslocar, como acontece no caso do Millennium BCP. Pode, também, comprar-se o metal aos balcões dos bancos.

Certificados para fugir ao sobe e desce das moedas

Valores mobiliários emitidos pelos bancos, os certificados procuram replicar o desempenho de um índice que tenha o ouro como subjacente. É um investimento de risco, uma vez que há a possibilidade de perda de capital. Mas, ainda assim, os certificados têm a vantagem de oferecer cobertura cambial. Quem investe não corre o risco de ser penalizado pelas oscilações das moedas.

Negociar contratos de futuros no mercado
Quando alguém compra no mercado de futuros, está a adquirir contratos a prazo. Como exigem um investimento elevado, são normalmente transaccionados por investidores institucionais, como fundos e empresas, embora também estejam acessíveis a particulares. O COMEX e o LIFFE são dois dos principais mercados de negociação.

Apostar em acções de empresas exploradoras
Investidores habituados a investir nos mercados accionistas e que querem beneficiar com a evolução dos preços da matéria-prima podem optar pela compra de títulos do sector. As empresas de exploração de ouro não acompanharam a escalada dos preços da matéria-prima, devido à pressão nas bolsas mundiais. Goldcorp, Newcrest Mining ou Yamana Gold são algumas das apostas dos fundos do sector.

ETF, à boleia do índice
Os Exchange Traded Funds (ETF) são fundos cotados em bolsa que replicam a evolução de índices bolsistas. A gestão é totalmente passiva, pelo que a expectativa de quem compra será sempre a de obter um retorno idêntico ao do índice. O risco é o mesmo que o de investir em acções, embora um pouco menor porque a evolução do índice dependerá sempre do desempenho de um conjunto alargado de factores. Ainda assim, o potencial de perdas é alto.

"Warrants" permitem alavancar investimento
Estes instrumentos, cotados em bolsa e indexados a activos negociados nos mercados de capitais, dão ao investidor o direito de comprar ou vender o activo ao preço fixado no contrato e numa data futura. Pode aproveitar a expectativa de subida do ouro, através de "call warrants", ou proteger-se de quedas com um "put warrant". Contudo, trata-se de produtos com elevada alavancagem, pelo que, a haver perdas, poderão ser superiores.

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