Hungria pede à UE para suspender sanções ao petróleo russo
A Hungria pediu esta sexta-feira que a UE siga o exemplo dos Estados Unidos, que suspenderam temporariamente as sanções contra o petróleo russo já em trânsito para travar a subida dos preços.
"É preciso suspender as sanções ao bruto russo e é preciso permitir a entrada dos combustíveis russos no mercado europeu", defendeu o ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro, Peter Szijjarto, citado pela agência de notícias espanhola EFE.
PUB
A Hungria, com um Governo ultranacionalista liderado por Viktor Orbán, é um país muito dependente do petróleo russo e o principal aliado de Moscovo dentro da UE.
Budapeste tem discordado das posições da UE sobre a guerra da Rússia contra a Ucrânia, opondo-se a muitas das medidas contra Moscovo e as de ajuda a Kiev.
Os Estados Unidos anunciaram na quinta-feira que autorizaram temporariamente a venda de petróleo russo armazenado em navios, devido à subida dos preços desde o início da guerra no Irão. O Departamento do Tesouro emitiu uma licença que autoriza a venda durante um mês de petróleo bruto e derivados russos carregados em navios antes de quinta-feira. A decisão "não proporcionará um benefício financeiro significativo ao Governo russo", afirmou o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent.
PUB
Em reação, Kirill Dmitriev, enviado do Presidente russo, Vladimir Putin, para as questões económicas, considerou esta sexta-feira que o petróleo russo é essencial para a estabilidade do mercado global.
"Os Estados Unidos estão, na verdade, a reconhecer o óbvio: sem petróleo russo, o mercado global de energia não pode manter-se estável", afirmou Dmitriev.
No inicio da semana, o Presidente norte-americano, Donald Trump, tinha anunciado que ia suspender algumas sanções sobre o petróleo "para baixar os preços", depois de uma conversa telefónica com Putin.
PUB
Mais lidas
O Negócios recomenda