Petróleo acentua perdas para 4%

O Brent negoceia na casa dos 43 dólares e o crude de Nova Iorque está próximo de baixar os 39 dólares por barril, num dia de fortes perdas para as matérias-primas. Os receios em torno da China e os sinais de excesso de oferta no mercado continuam a penalizar o ouro negro.
petróleo energia
Bloomberg
Rita Faria 24 de Agosto de 2015 às 12:20

O petróleo está a acentuar as perdas do início da sessão, acompanhando as fortes desvalorizações das matérias-primas, penalizadas pelos receios em torno da economia chinesa.

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O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, desce 4% para 38,83 dólares, depois de já ter tocado nos 38,69 dólares, o valor mais baixo desde Fevereiro de 2009. O Brent, transaccionado em Londres, perde 3,96% para 43,66 dólares, depois de já ter negociado esta manhã em 43,28 dólares, um novo mínimo desde Março de 2009.

Esta segunda-feira, a bolsa da China registou a maior queda desde 2007 arrastando consigo matérias-primas, divisas, dívida e acções por todo o mundo, numa altura em que a evolução da economia chinesa está a gerar fortes preocupações, adensadas por um série de dados económicos – actividade industrial, exportações, vendas a retalho – e pela desvalorização da moeda.

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O abrandamento do crescimento da economia chinesa deverá provocar uma quebra na procura por petróleo, o que contribui para a queda das cotações da matéria-prima.

Por outro lado, os sinais de excesso de oferta persistem. O Irão planeia aumentar a sua produção "a qualquer custo" para defender a sua quota de mercado. "Nós vamos aumentar a nossa produção de petróleo a qualquer custo e não temos outra alternativa", afirmou o ministro iraniano do petróleo Bijan Namdar Zabganeh, citado pela Bloomberg. "Se o aumento da produção não for feito imediatamente, perderemos a nossa quota de mercado de forma permanente".

O Irão era o segundo membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) que mais matéria-prima produzia antes de as sanções promovidas pelos Estados Unidos terem condicionado a sua venda e transporte.

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Nos Estados Unidos, por seu turno, o número de poços petrolíferos activos subiu pela sétima vez em oito semanas, de acordo com os dados da Baker Hughes.

O excesso de oferta tem penalizado fortemente as cotações do ouro negro, que tem prosseguido uma trajectória descendente nas últimas semanas. O Brent desvalorizou mais de 7% na semana passada, enquanto o crude de Nova Iorque completou, na passada sexta-feira, a oitava semana consecutiva de desvalorizações.

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