Brent sobe há nove sessões e está a 24 dólares dos máximos históricos
O embargo parcial da UE, a flexibilização das restrições à mobilidade na China e o aumento da procura nos EUA, à conta da driving season, estão a fazer escalar os preços do petróleo.
Os preços do "ouro negro" prosseguem a senda altista, sustentados por um movimento bullish que hoje se prolonga à conta do acordo da União Europeia para impor um embargo parcial e faseado às importações de petróleo da Rússia.
A impulsionar está também ainda o facto de a China ter aliviado algumas das restrições decorrentes do controlo da pandemia – já que se receava que os apertados confinamentos reduzissem a procura por combustível.
O importante hub comercial de Xangai permitiu a todos os fabricantes que retomassem as operações a partir de junho, além de que responsáveis governamentais disseram que o surto do coronavírus em Pequim está controlado.
Em Londres, o contrato de julho (que expira hoje) do Brent do Mar do Norte, que é a referência para as importações europeias, segue a somar 1,40% para 123,27 dólares por barril, mas já esteve hoje a negociar nos 125,28 dólares – em máximos de 9 de março.
Ao preço a que está agora, o Brent transaciona a cerca de 24 dólares do seu máximo histórico de 147,50 dólares.
O Brent para entrega em julho está a subir há nove sessões consecutivas.
Já o West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, avança 1,82% para 117,16 dólares por barril.
Também a driving season a começar nos EUA promete uma maior procura por combustível, numa altura em que a oferta começa a ficar aperta, o que sustenta ainda mais os preços.
Na quinta-feira, 2 de junho, os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (grupo OPEP+) reúnem-se para definir o plafond de produção de julho, mas as fontes ouvidas pela Reuters dizem que o plano delineado deve manter-se – ou seja, deverão entrar no mercado mais 432.000 barris de crude por dia no arranque do segundo semestre do ano.
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