Escassez de petróleo ainda é “moderada”. Vai piorar com o esgotar de importações e reservas
Numa altura em que os últimos petroleiros que saíram de Ormuz antes da guerra estão agora a chegar aos seus destinos, os receios em torno da potencial escassez de petróleo estão a aumentar. É preciso encontrar soluções, advertem os analistas do banco norte-americano Goldman Sachs.
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Há muito que se fala sobre o “peak oil” — altura em que a produção mundial de crude atinge o seu pleno, diminuindo a partir daí —, havendo inúmeras teorias sobre quando é que isso acontecerá. Com o atual conflito no Médio Oriente, que tem perturbado o fornecimento desta matéria-prima pelo facto de o estreito de Ormuz estar altamente condicionado, a questão volta a estar no centro das atenções —, mas com um foco diferente e mais imediato. Neste cenário de guerra, os analistas do Goldman Sachs tentaram perceber quando é que a economia mundial ficará sem petróleo, já que a ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, desencadeada a 28 de fevereiro, está a retirar diariamente ao mercado 20% do petróleo consumido mundialmente. Para isso, usaram três abordagens: fornecimento do produto, resposta dos preços e fluxo noticioso.