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Guerra comercial afunda petróleo. Cai mais de 8%, o que não acontecia desde 2015

Os preços do petróleo seguem a cair fortemente nos principais mercados internacionais, a reagirem ao anúncio de novas tarifas aduaneiras dos EUA sobre produtos chineses.

Arábia Saudita frente-a-frente com o Irão - Os confrontos comprometerão as exportações de petróleo e gás do Estreito de Ormuz. Como consequência, o petróleo dispara e os planos de privatização da companhia de petróleo Saudi Aramco não resultam. A Arábia Saudita desvalorizará a sua moeda, obrigando a restante região a fazer o mesmo.
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Carla Pedro cpedro@negocios.pt 01 de Agosto de 2019 às 19:44
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As cotações do "ouro negro" estão a afundar, depois de o presidente norte-americano ter dito que vai impor tarifas aduaneiras adicionais sobre o equivalente a 300 mil milhões de dólares de produtos chineses que entrem no país.

 

As bolsas reagiram de imediato em queda, com os investidores a refugiarem-se nas obrigações – cujos juros, que negoceiam de forma inversamente proporcional, estão em mínimos de 2016 no vencimento a 10 anos.

 

O petróleo também reagiu de imediato e nos EUA segue a perder mais de 8%, naquela que é a maior queda diária desde fevereiro de 2015.

 

O contrato de setembro do West Texas Intermediate (WTI), crude de referência para os EUA que é negociado em Nova Iorque, cai 8,13% para 53,82 dólares por barril.

 

No mercado londrino, o Brent do Mar do Norte para entrega em setembro recua 7,27% para 60,32 dólares.

Os receios de que a guerra comercial contribua para a desaceleração económica mundial, levando a uma menor procura por esta matéria-prima, imperam esta tarde nos mercados.

 

Além disso, a atividade industrial nos EUA também abrandou, o que reforçou a expectativa de que a Reserva Federal norte-americana possa cortar os juros em mais 50 pontos base até ao final do ano.


(notícia atualizada às 20:06)

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