Petróleo em máximos de 2015 e bolsas prolongam forte arranque de ano
Os mercados em números
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PSI-20 sobe 0,96% para 5.591,00 pontos
Stoxx 600 ganha 0,52% para 392,23pontos
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Nikkei disparou 3,26% para 23.506,33 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 1,7 pontos para 1,973%
Euro valoriza 0,12% para 1,2029 dólares
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Petróleo em Londres sobe 0,22% para 67,99 dólares o barril
Praças europeias animadas
As principais bolsas do Velho Continente estão em alta, acompanhando a tendência já vivida na Ásia, onde as acções tocaram em máximos de dez anos, com os investidores optimistas com os dados económicos sólidos relativos à economia norte-americana e germânica, de acordo com a Reuters. Em Tóquio os índices registaram a maior subida em mais de dois anos, naquela que foi a primeira sessão de 2018.
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Esta quarta-feira foi conhecido que a taxa de desemprego na Alemanha caiu, em Dezembro, para 5,5% - o valor mais baixo de sempre – com o número de pessoas sem trabalho a diminuir pelo sexto mês consecutivo. E nos EUA a actividade das fábricas aumentou acima do esperado em Dezembro, o que impulsiona as encomendas. Isto pode ser um sinal do forte dinamismo económico na recta final de 2017.
"Os dados económicos publicados durante o período de férias têm sido muito bons. Para aqueles que estavam preocupados com a tomada de lucros do ano novo, o mercado deve parecer muito forte", disse à Reuters Hirokazu Kabeya, da Daiwa Securities.
O Stoxx 600, índice europeu de referência, ganha 0,52%. Entre as principais praças europeias, o índice italiano lidera os ganhos, subindo 1,13%, seguido pelo português PSI-20, que valoriza 0,96%. Em Lisboa, destaque para as acções do BCP (+1,74% para 29,25 cêntimos), Mota-Engil (+3,75% para 4,15 euros) e Jerónimo Martins (+1,56% para 16,58 euros).
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Juros pouco alterados
Os juros da dívida pública portuguesa estão pouco alterados no mercado secundário. A dez anos, os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida entre si aliviam 1,7 pontos base para 1,973%. Esta evolução tem lugar antes das primeiras emissões de dívida do ano da França e da Espanha. A República Francesa pretende arrecadar até 9,5 mil milhões de euros numa emissão de longo prazo. Já a Espanha pretende obter até cinco mil milhões de euros, igualmente numa operação com maturidade a longo prazo.
No mercado secundário, os juros da França a dez anos ganham 0,8 pontos base para 0,804%. E os juros de Espanha no mesmo prazo descem 2,2 pontos base para 1,575%.
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Os juros da Alemanha, a uma década, sobem 1,3 pontos base para 0,455%. O prémio de risco da dívida nacional está nos 152,1 pontos.
Euro em alta
A moeda da Zona Euro está a subir 0,12% para 1,2029 dólares, numa altura em que os investidores dão sinais de estarem animados com os dados económicos, nomeadamente, relativos à Alemanha.
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Petróleo em máximos
Os preços do petróleo estão em alta nos mercados internacionais. O West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, está a ampliar os ganhos depois de ter registado o valor de fecho mais elevado em três anos. Por esta altura, soma 0,41% para 61,88 dólares por barril, tendo já negociado hoje nos 62,21 dólares por barril, o valor mais alto desde Maio de 2015. Esta evolução está a ser suportada pelos dados da indústria petrolífera norte-americana, que indicam que as reservam continuam a cair.
A marcar a negociação da matéria-prima está ainda que a produção petrolífera dos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo manteve-se estável em Dezembro. Os membros do cartel produziram 32,47 milhões de barris por dia, de acordo com o inquérito da Bloomberg a analistas.
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O Brent do Mar do Norte, referência para as importações nacionais, ganha 0,22% para 67,99 dólares por barril. Durante esta sessão, negociou nos 68,27 dólares, o valor mais elevado desde Maio de 2015.
Ouro pouco alterado
O metal amarelo está em queda pelo segundo dia, recuando por esta altura 0,05% para 1.312,51 dólares por onça. Este comportamento tem lugar numa altura em que os investidores digerem as actas relativas ao encontro de Dezembro da Fed. A política de aumento progressivo dos juros nos Estados Unidos deverá continuar em 2018.
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As actas relativas ao encontro de 12 e 13 de Dezembro da Reserva Federal, reunião em que foi decretado o terceiro aumento dos juros em 2017 (a taxa de referência subiu de 1,25% para 1,5%) e o quarto desde a crise financeira de 2007-08, e que foram divulgadas esta quarta-feira, 3 de Janeiro, mostram que a maior parte dos membros do Comité do Mercado Aberto (FOMC na sigla inglesa) da Fed são favoráveis a dar continuidade à política de aumento gradual dos juros na maior economia mundial.
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