Europa fecha em alta com acordo UE-Índia. Puma dispara 9% após venda de participação
Juros agravaram-se em toda a linha na Zona Euro
Petróleo ganha terreno com tempestade a condicionar produção de crude dos EUA
Ouro e prata ganham terreno com "traders" a manter apetite por ativos-refúgio
Dólar derrapa pela quarta sessão consecutiva. Euro atinge máximos de mais de 4 anos face à "nota verde"
S&P 500 e Nasdaq ganham terreno. United Healthcare tomba quase 20% e pressiona Dow Jones
Taxa Euribor sobe a três e 12 meses e desce a seis meses
Europa em alta após acordo histórico entre UE e Índia. Puma dispara com entrada da Anta Sports no capital
Taxa de desemprego em Espanha abaixo dos 10% pela primeira vez desde 2008
Juros das dívidas europeias agravam-se em toda a linha
Dólar ignora novas ameaças tarifárias e ensaia recuperação
Tarifas de Trump voltam a dar força aos metais preciosos. Ouro perto de máximos
Petróleo em queda apesar de disrupções em refinarias dos EUA
Ásia em máximos e Europa no verde com época de resultados a centrar atenções
Europa fecha em alta com acordo UE-Índia. Puma dispara 9% após venda de participação
Os principais índices europeus terminaram a sessão desta terça-feira com ganhos em toda a linha, à exceção do “benchmark” alemão, com a assinatura do acordo comercial entre a União Europeia (UE) e a Índia, assim como resultados positivos apresentados por cotadas do Velho Continente, a impulsionarem o sentimento dos investidores.
O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – ganhou 0,58%, para os 613,11 pontos.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX caiu 0,16%, o espanhol IBEX 35 somou 0,70%, o italiano FTSEMIB pulou 1,09%, o francês CAC-40 avançou 0,27%, ao passo que o britânico FTSE 100 valorizou 0,58%, sendo que o neerlandês AEX ganhou 0,29%.
As ações europeias ganharam um renovado impulso com o acordo entre Bruxelas e a Índia, depois de quase duas décadas de negociações. É o maior entendimento alcançado entre dois blocos económicos com vista à criação de uma zona de comércio livre, que vai abranger mais de dois mil milhões de pessoas e reduzir substancialmente as tarifas agora aplicadas, além de que o entendimento deverá gerar uma poupança de até 4 mil milhões de euros por ano em direitos alfandegários sobre os produtos europeus, segundo contas da Comissão Europeia.
Já no que toca à época de apresentação das cotadas, analistas citados pela Bloomberg esperam que as empresas do índice regional MSCI Europe registem um aumento de 1,3% nos lucros do quarto trimestre, uma desaceleração acentuada em relação aos ganhos de 6,9% registados no trimestre anterior. Ainda assim, mantém-se o otimismo “em relação às ações europeias, tanto a curto como a longo prazo”, disse à agência de notícias financeiras Anthi Tsouvali, do UBS Global Wealth Management. “Os lucros provavelmente não serão excelentes, mas as expectativas são muito baixas, pelo que o resultado do mercado poderá ser positivo”, acrescentou.
Entre os setores, a banca (+1,81%) registou os ganhos mais expressivos, enquanto o dos media (-1,89%) foi o mais pressionado. Nesta linha, o HSBC valorizou 2,62% e ultrapassou pela primeira vez os 300 mil milhões de dólares em capitalização bolsista (cerca de 252,803 mil milhões de euros ao câmbio atual), depois de analistas do Citigroup terem revisto em alta o preço-alvo do banco.
Quanto a outros movimentos do mercado, a Puma disparou mais de 9%. Isto após a chinesa Anta Sports Products ter concordado em comprar uma participação de cerca de 29% na empresa alemã de roupas desportivas por 1,5 mil milhões de euros. A empresa chinesa torna-se assim no maior acionista da Puma.
Juros agravaram-se em toda a linha na Zona Euro
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro registaram agravamentos em toda a linha na sessão de hoje, num dia em que os índices bolsistas do Velho Continente fecharam com ganhos e os investidores mostraram um maior apetite por ativos de risco.
Os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, agravaram-se em 0,8 pontos base para 2,873%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade subiu 0,1 pontos para 3,435%. Já em Itália, os juros avançaram 0,3 pontos para os 3,467%.
Pela Península Ibéria, registou-se a mesma tendência, com a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos a agravar-se em 0,1 pontos base para 3,221% e as espanholas a subirem 0,2 pontos para 3,229%.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, escalaram 2,8 pontos base, para 4,523%.
Petróleo ganha terreno com tempestade a condicionar produção de crude dos EUA
Os preços do petróleo estão a negociar com ganhos de em torno de 2,5% esta tarde, à medida que uma forte tempestade de inverno está a condicionar a produção de crude de refinarias localizadas nos Estados Unidos (EUA) e no Golfo do México, com os “traders” a avaliarem, também, a retoma lenta da produção no campo petrolífero de Tengiz, no Cazaquistão.
O West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – ganha 2,46%, para os 62,12 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a valorizar 2,44% para os 67,19 dólares por barril.
Os produtores de petróleo dos EUA perderam até 2 milhões de barris por dia, ou cerca de 15% da produção nacional, durante o fim de semana, de acordo com estimativas do setor.
Já no que toca ao plano geopolítico, um porta-aviões dos EUA e vários navios de guerra norte-americanos chegaram ao Médio Oriente, à medida que a Administração Trump continua a pressionar o Irão. Já do lado da oferta, espera-se que a OPEP+ mantenha a pausa no aumento da produção de petróleo para março, decisão que será tomada na reunião do cartel marcada para o próximo dia 1 de fevereiro.
Ouro e prata ganham terreno com "traders" a manter apetite por ativos-refúgio
O ouro está a negociar com ganhos nesta terça-feira, depois de ter superado os 5.100 dólares por onça pela primeira vez durante o dia de ontem.
A esta hora, o metal amarelo pula 1,48%, para os 5.087,04 dólares por onça.
Já a prata soma 3,46% neste momento, para os 107,47 dólares por onça, depois de ter tocado na segunda-feira num novo máximo histórico de 117,713 dólares por onça, tendo depois perdido terreno com os “traders” a aproveitarem para retirar mais-valias.
A persistente incerteza económica e geopolítica está a levar os investidores a reforçarem apostas em ativos-refúgio, como é o caso dos metais preciosos. As preocupações aumentaram quando o Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na segunda-feira planos para impor novas tarifas sobre as importações sul-coreanas, enquanto o risco de uma paralisação parcial do Governo Federal dos EUA também pesa sobre o sentimento dos “traders”, que estão agora focados na reunião de dois dias de política monetária da Reserva Federal, que começa nesta terça-feira.
Espera-se que o banco central dos EUA mantenha as taxas de juro, sendo que o foco estará na conferência de imprensa dada pelo presidente da Fed, Jerome Powell, na quarta-feira, à medida que crescem as preocupações em torno da independência do banco central.
Entretanto, o Deutsche Bank e o Societe Generale prevêem agora que os preços do ouro atinjam os 6 mil dólares por onça durante o decorrer deste ano.
Dólar derrapa pela quarta sessão consecutiva. Euro atinge máximos de mais de 4 anos face à "nota verde"
O dólar está a registar desvalorizações pela quarta sessão consecutiva, com a “nota verde” a continuar a ser pressionada pela discussão sobre uma possível intervenção conjunta entre EUA e Japão no iene. Esta pressão sobre o dólar colocou o euro no seu nível mais alto face à “nota verde” desde junho de 2021.
O índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – desliza 0,80%, para os 96,266 pontos.
No que toca ao Japão, o dólar recua 0,72%, para os 153,070 ienes, sendo que a divisa japonesa chegou a valorizar cerca de 3% nas últimas duas sessões.
O dólar tem estado sob intensa pressão este mês devido a uma série de fatores, incluindo a incerteza política gerada pela Administração Trump.
Por cá, a moeda única ganha 0,72%, para os 1,196 dólares, enquanto a libra valoriza 0,60%, para os 1,376 dólares.
S&P 500 e Nasdaq ganham terreno. United Healthcare tomba quase 20% e pressiona Dow Jones
Os principais índices norte-americanos estão a negociar com uma maioria de ganhos, à medida que o S&P 500 e o Nasdaq Composite se voltam a aproximar de recordes, com impulso das cotadas ligadas ao setor tecnológico numa altura em que a “earnings season” do lado de lá do Atlântico entra na fase mais movimentada. A pressionar os ganhos estão empresas do setor da saúde e seguradoras norte-americanas. Estas cotadas estão a registar perdas expressivas depois de os EUA terem proposto manter os pagamentos aos planos privados do Medicare inalterados no próximo ano. Nesta linha, o United Healthcare Group tomba mais de 19%, a Humana recua mais de 17% e a CVS perde 11%.
O “benchmark” S&P 500 soma 0,20%, para os 6.963,87. Já o Nasdaq Composite ganha 0,50%, para os 23.719,52 pontos. O Dow Jones, por sua vez, desvaloriza 0,73% para os 49.050,23.
O apetite dos investidores pelo risco está no nível mais alto em cerca de cinco anos, com a confiança no crescimento económico da região a parecer superar a incerteza geopolítica, de acordo com analistas do Goldman Sachs citados pela Bloomberg. O indicador de apetite pelo risco do banco norte-americano atingiu os 1,09 pontos na semana passada, o nível mais alto desde 2021.
A par das importantes apresentações de resultados esperadas para esta semana – incluindo de quatro das Sete Magníficas -, os investidores estão também a aguardar pela decisão de política monetária da Reserva Federal (Fed), conhecida durante o dia de amanhã. O mercado não espera qualquer mexida nas taxas diretoras e a atenção estará virada para as perspetivas quanto ao rumo futuro das taxas.
“Apesar das avaliações estarem esticadas, em particular nos EUA, acho que os investidores estão a entrar na temporada de resultados com expectativas bastante altas”, disse à Bloomberg Louise Dudley, da Federated Hermes. Nesta medida, “as empresas que apresentarem resultados aquém das expectativas provavelmente serão punidas de forma bastante severa, com movimentos de dois dígitos”, acrescentou o especialista.
Entre os movimentos do mercado, a Micron Technology pula mais de 4%, já que a empresa tem planos para expandir a sua capacidade de produção de chips de memória. A General Motors sobe mais de 6%, depois de ter anunciado que espera que os lucros cresçam até 2 mil milhões de dólares este ano
Taxa Euribor sobe a três e 12 meses e desce a seis meses
A taxa Euribor subiu esta terça-feira a três e 12 meses e desceu a seis meses em relação a segunda-feira.
Com estas alterações, a taxa a três meses, que avançou para 2,039%, continuou abaixo das taxas a seis (2,154%) e a 12 meses (2,249%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, desceu, ao ser fixada em 2,154%, menos 0,002 pontos do que na segunda-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a novembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,6% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,84% e 25,17%, respetivamente.
Em sentido contrário, no prazo de 12 meses, a taxa Euribor avançou, para 2,249%, mais 0,002 pontos do que na sessão anterior.
A Euribor a três meses também avançou, ao ser fixada em 2,039%, mais 0,001 pontos do que na segunda-feira.
Em relação à média mensal da Euribor de dezembro, esta voltou a subir a três, a seis e a 12 meses, mas de forma mais acentuada no prazo mais longo.
A média mensal da Euribor em dezembro subiu 0,006 pontos para 2,048% a três meses e 0,008 pontos para 2,139% a seis meses.
A 12 meses, a média mensal da Euribor avançou 0,050 pontos para 2,267%.
A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 4 e 5 de fevereiro, em Frankfurt, Alemanha.
Na reunião de 18 de dezembro, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras, de novo, pela quarta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes, em junho de 2024.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
Europa em alta após acordo histórico entre UE e Índia. Puma dispara com entrada da Anta Sports no capital
Os principais índices europeus estão a negociar em terreno positivo, embora sem a pujança da abertura da sessão, num dia em que os investidores celebram a assinatura de um acordo comercial histórico entre a União Europeia (UE) e a Índia, bem como uma série de resultados trimestrais que ficaram acima das expectativas dos analistas.
O Stoxx 600, "benchmark" para a negociação europeia, avança 0,2% para 610,79 pontos, aproximando-se dos máximos históricos de 615 pontos que atingiu em meados de janeiro. A banca e o setor da construção registam o melhor desempenho a esta hora, enquanto o setor mineiro cai mais de 1% - corrigindo dos grandes ganhos do dia anterior, à boleia de um disparo nos preços dos metais preciosos.
Esta manhã, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, confirmou que a UE e Índia finalizaram um mega-acordo comercial, após décadas de negociações. Este acordo cria um mercado de quase dois mil milhões de pessoas e que representa um quarto do produto interno bruto de todo o mundo. Os detalhes do acordo só serão conhecidos durante o desenrolar do dia, mas sabe-se à partida que o setor automóvel, a agricultura, a indústria vitivinícola e acordos na defesa deverão destacar-se no acordo comercial.
"Estamos otimistas em relação às ações europeias, tanto a curto como a longo prazo", explica Anthi Tsouvali, estratega de ativos da UBS Global Wealth Management, à Bloomberg. "As contas provavelmente não serão excelentes, mas as expectativas são muito baixas - pelo que o resultado do mercado poderá ser positivo, à medida que as más notícias forem sendo ultrapassadas", antecipa. O mercado prevê que os lucros das empresas que fazem parte do MSCI Europe tenham aumentado em 1,3% no quarto trimestre do ano passado, um claro desaceleramento dos 6,9% registados nos três meses anteriores, de acordo com dados compilados pela Bloomberg Intelligence.
Entre as principais movimentações de mercado, a Puma chegou a disparar quase 21%, tendo entretanto reduzido os ganhos para 9,52% para 23,69 euros, depois de a empresa chinesa Anta Sports, especializada em equipamento desportivo, ter chegado a acordo para adquirir 29,06% da Puma por 1.505 milhões de euros, tornando-se assim no principal acionista da marca alemã.
Por sua vez, a farmacêutica Roche avança 0,37% para 351,80 francos suíços, depois de ter informado o mercado que um ensaio clínico de segunda fase do seu medicamento experimental contra a obesidade apresentou resultados positivos.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX é o único a cair, cedendo 0,19%. Já o espanhol IBEX 35 ganha 0,08%, o italiano FTSEMIB valoriza 0,17%, o francês CAC-40 salta 0,03%, ao passo que o britânico FTSE 100 soma 0,26% e o neerlandês AEX ganha 0,18%.
Taxa de desemprego em Espanha abaixo dos 10% pela primeira vez desde 2008
A taxa de desemprego em Espanha caiu para 9,93% no último trimestre de 2025, situando-se abaixo dos 10% pela primeira vez desde o início de 2008, revelou esta terça-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE) espanhol. Leia a notícia completa aqui.
Juros das dívidas europeias agravam-se em toda a linha
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro agravam-se nesta terça-feira, num dia que está a ser marcado pela maior aposta dos investidores nos mercados de ações. De sublinhar que o agravamento dos juros das dívidas europeias acontece quando existe uma menor procura por estes ativos.
As obrigações alemãs a dez anos, tidas como referência para o contexto europeu, estão a avançar 1,2 pontos-base para uma taxa de 2,877%.
Já em França, os juros mantêm-se inalterados nos 3,434%. Em Itália a subida é de 1 ponto-base para 3,474% de rendibilidade.
A "yield" das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos sobem 1,1 pontos para 3,232%. Espanha acompanha a tendência, com os juros da dívida a 10 anos a subirem igualmente 1,1 pontos-base para 3,238%.
No Reino Unido, a rendibilidade das obrigações situa-se nos 4,505%, uma subida de 1 ponto-base. Nos EUA, as obrigações seguem também a agravar, ainda que de forma mais ligeira, avançando 0,6 pontos-base para uma taxa de rendibilidade de 4,217%.
Dólar ignora novas ameaças tarifárias e ensaia recuperação
O dólar está a recuperar algum do terreno perdido nas últimas sessões, embora continue sob o olhar atentos dos investidores, numa altura em que as políticas adotadas pela Casa Branca têm pressionado a "nota verde". Mesmo assim, a divisa norte-americana parece estar a sair ilesa da nova ameaça de Donald Trump à Coreia do Sul, que pressupõe o aumento de tarifas de 15% para 25%.
A esta hora, o euro recua 0,15% para 1,1862 dólares, enquanto a libra cede 0,06% para 1,3673 dólares. Já a "nota verde" ganha 0,34% para 154,70 ienes, depois de ter atingido mínimos de dois meses contra a moeda nipónica, ao recuar quase 3% nas duas últimas sessões.
O iene foi impulsionado por rumores de uma possível intervenção conjunta das autoridades japonesas e norte-americanas para dar apoio a uma divisa que tem enfrentado grandes fatores de pressão, como é o caso da política expansionista da atual primeira-ministra do país, Sanae Takaichi. Os seus planos de grandes gastos orçamentais já levaram mesmo a um "sell-off" no mercado de dívida, com a "yield" a longo prazo a ultrapassar pela primeira vez em décadas os 4% na semana passada.
A valorização do dólar face ao iene este ano contrasta com o desempenho da "nota verde" contra as restantes principais rivais. A guerra diplomática entre os EUA e Europa, motivada pela pretensão de Donald Trump anexar a Gronelândia, levou vários investidores a afastarem-se do dólar e a apostar noutras moedas, como é o caso do euro e do franco suíço - um dos ativos de refúgio de excelência do mercado.
O dólar enfrenta agora um novo teste com a reunião da Reserva Federal (Fed) norte-americana que começa esta terça-feira e dura até quarta. É esperado que o banco central mantenha as taxas de juro inalteradas - um corte só deve vir a meio do ano -, mas os investidores vão estar bastante atentos às palavras de Jerome Powell, Presidente da Fed, após a decisão de política monetária, numa altura em que a independência da entidade tem vindo a ser ameaçada pela atual administração dos EUA.
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