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Ouro e prata perdem terreno com "traders" a renovar apostas de subida dos juros nos EUA

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quinta-feira.
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AP/Ahn Young-joon
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há 7 min.09h34

Dólar estável com "traders" a navegar incerteza do Irão

Florian Gaertner/picture-alliance/dpa/AP Images

O dólar negoceia sem grandes alterações nesta quinta-feira, à medida que os "traders" procuram esclarecimentos sobre se uma desaceleração da guerra entre os EUA e Israel contra o Irão estará ou não iminente, à medida que os preços mais altos da energia alimentam receios de uma escalada da inflação, que poderá obrigar os bancos centrais a subir as taxas de juro mais cedo do que o antecipado.

O índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – soma ligeiros 0,06%, para os 99,663 pontos.

Face ao iene, o dólar negoceia inalterado nos 159,470 ienes, com a “nota verde” a fixar-se perto dos seus níveis mais fortes desde 2024, à medida que a rendibilidade das obrigações do Estado japonês com maturidade a dois anos atingiu o nível mais elevado em quase três décadas. Os mercados estão a "precificar" uma probabilidade de 61,9% de um aumento de 25 pontos-base nas taxas de juro na próxima reunião do Banco do Japão, a 28 de abril.

Já pela Europa, o euro negoceia de forma estável após dois dias de quedas. Ainda assim, a moeda única desliza 0,04%, para os 1,155 dólares, depois de a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, . Já a libra perde 0,13%, para os 1,335 dólares, caminhando para o seu terceiro dia consecutivo de quedas, depois de dados divulgados na quarta-feira terem revelado que a inflação dos preços no consumidor se manteve nos 3% em fevereiro.

há 8 min.09h34

Ouro e prata perdem terreno com "traders" a renovar apostas de subida dos juros nos EUA

Degussa Goldhandel Gmbh / news aktuell / Associated Press

O ouro e a prata estão a negociar com perdas nesta manhã, pressionados pelas crescentes expectativas de que a Reserva Federal (Fed) norte-americana poderá ver-se obrigada a subir as taxas de juro devido à escalada dos preços da energia, enquanto os “traders” tentam navegar na incerteza sobre as alegadas negociações entre os EUA e o Irão para um cessar-fogo.

A esta hora, o ouro perde 1,69%, para os 4.429,840 dólares por onça. No que toca à prata, o metal precioso tomba 4,13%, para os 68,270 dólares por onça.

Os preços mais elevados do petróleo, , tendem a alimentar a inflação e, embora o aumento dos preços normalmente puxe pelo apelo do ouro como proteção, taxas diretoras mais elevadas pesam sobre a procura desta “commodity”, que não rende juros.

Os mercados apontam agora para uma probabilidade de 37% de um aumento das taxas de juro nos EUA até dezembro deste ano, com praticamente nenhuma probabilidade de um corte neste momento, de acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group. Antes do conflito, os mercados esperavam pelo menos dois cortes nas taxas.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o Irão estava desesperado por chegar a um acordo para pôr fim a quase quatro semanas de guerra, contrariando o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, que afirmou que o seu país estava a analisar uma proposta dos EUA, mas não tinha qualquer intenção de realizar negociações para pôr fim ao conflito. Trump prometeu atingir o Irão com mais força se Teerão não aceitar que o país foi “derrotado militarmente”, disse na quarta-feira a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt.

Também um dólar mais forte está a pesar sobre a negociação dos metais cotados na “nota verde”, que ficam assim mais caros para detentores de outras divisas.

08h33

Brent sobe para quase 105 dólares. Mercados céticos sobre resolução rápida do conflito

Os preços do petróleo e do gás negoceiam na manhã desta quinta-feira, 26 de março, com valorizações, à medida que os Estados Unidos (EUA) e o Irão apresentam declarações contraditórias sobre os esforços de negociação para pôr fim à guerra no Médio Oriente.

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07h57

Ásia fecha com perdas. Incerteza sobre negociações no Médio Oriente pressionam

Os principais índices asiáticos fecharam com perdas depois de duas sessões consecutivas de avanços, com uma nova subida do crude a voltar a pressionar os investidores, enquanto as tensões persistentes no Médio Oriente e sinais contraditórios sobre as alegadas negociações entre os EUA e o Irão minam o apetite pelo risco. Também o setor tecnológico pressionou a negociação. Por cá, os futuros do Euro Stoxx 50 seguem a recuar 0,60%, enquanto pelos EUA os futuros do S&P 500 apontam para uma abertura em baixa com uma queda de cerca de 0,30%.

Pelo Japão, o Topix perdeu 0,22%. Também o Nikkei seguiu a mesma tendência e caiu 0,27%. Pela China, o Hang Seng de Hong Kong desvalorizou 2,03% e o Shanghai Composite cedeu 1,09%. Por Taiwan, o TWSE recuou 0,30%, enquanto pela Coreia do Sul o Kospi tombou 3,22%.

Os EUA têm insistido que as negociações com o Irão estão em curso, mas Teerão tem rejeitado a aproximação do Presidente norte-americano, Donald Trump. “Os mercados têm sido extremamente influenciados pelas notícias, à medida que continuamos a receber mensagens diferentes e contraditórias sobre a situação no Irão”, disse à Bloomberg Fabien Yip, da IG International. “Os mercados precisam de mais certeza sobre qual será o resultado. Até que haja um acordo sobre os termos da trégua, infelizmente continuaremos a assistir a estas oscilações”, acrescentou.

Os mercados mostraram-se moderadamente otimistas esta semana, à medida que os esforços dos EUA para pôr fim ao conflito pareciam ganhar impulso, ofuscando as notícias de que o Irão tinha rejeitado uma trégua. Mas entre estes sinais contraditórios sobre as negociações, Washington enviou milhares de soldados para a região, suscitando preocupações de que Trump possa estar a preparar-se para a invasão terrestre a que até agora se opôs.

A Casa Branca afirmou que os EUA têm mantido conversações produtivas com o Irão nos últimos três dias e elaboraram um plano de 15 pontos que estipula que a República Islâmica terá de desmantelar as suas principais instalações nucleares e utilizar um arsenal de mísseis reduzido apenas para autodefesa. Mas, para já, Teerão não parece estar inclinado a aceitar as condições que Washington quer impor para um cessar-fogo.

Entre os movimentos do mercado, a bolsa de Hong Kong registou as maiores perdas, pressionada pelo setor tecnológico. A Meituan, por exemplo, perdeu mais de 5%. Já as ações da Kuaishou Technology tombaram quase 15% devido a preocupações com as perspetivas de um crescimento mais lento das receitas da empresa e o aumento dos investimentos em inteligência artificial.

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