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Bolsas europeias negoceiam no vermelho. Commerzbank salta 4% com proposta da Unicredit

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta segunda-feira.
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Foto: AP / Eduardo Parra Bolsas europeias. Foto: Eli Hartman / Associated Press Plataformas de petróleo sob céu de anoitecer Foto: AP / Jae C. Hong Barra de ouro de 1 kg na mão, com outras barras e moedas de ouro visíveis
Negócios 10:29
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há 6 min.10h27

Europa negoceia no vermelho em semana de reunião do BCE. Commerzbank soma quase 4%

Os principais índices europeus negoceiam com perdas em praticamente toda a linha no início de uma semana que será marcada pelas reuniões dos bancos centrais europeu e norte-americano, enquanto os investidores continuam a seguir de perto as disrupções causadas pelo conflito no Médio Oriente, sobretudo no que toca ao fluxo de petróleo através do estreito de Ormuz.

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – cede 0,29%, para os 594,13 pontos.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX perde 0,27%, o espanhol IBEX 35 cai 0,63%, o italiano FTSEMIB desvaloriza 0,90%, o francês CAC-40 recua 0,64%, ao passo que o neerlandês AEX regista perdas de 0,09%. Já o britânico FTSE 100 contraria esta tendência e valoriza 0,05%.

Os índices do Velho Continente estão a iniciar a semana com perdas, depois de terem registado a sua primeira queda semanal consecutiva deste ano, à medida que preocupações de que a guerra no Médio Oriente possa durar mais do que o previsto continuam a pressionar o sentimento. O petróleo Brent – de referência para a Europa - negoceia agora acima dos 106 dólares por barril, ainda que com valorizações pouco expressivas. Os “traders” parecem estar a aguardar para perceber se o plano do Presidente norte-americano de criar uma coligação com vários países para escoltarem petroleiros através do estreito de Ormuz se materializará.

Entre os setores, o dos media (-1,10%) e o automóvel (-1,03%) registam as perdas mais expressivas, enquanto o imobiliário (+0,38%) e o das telecom (+0,24%) lideram as subidas.

Entre os movimentos do mercado, o Commerzbank valoriza quase 4% a esta hora, depois de o banco italiano Unicredit (-2,31%) Segundo a informação divulgada pela empresa italiana, o objetivo é superar uma participação de 30%, mas sem atingir o controlo total do banco alemão. A proposta que está a ser apresentada aos acionistas é feita através de uma troca de ações.

Já a GN Store Nord dispara mais de 35%, depois de ter chegado a subir 42% no arranque da sessão, atingindo um máximo histórico, depois de a empresa ter concordado em vender o seu negócio de aparelhos auditivos por 17 mil milhões de coroas dinamarquesas (cerca de 2,6 mil milhões de dólares) à italiana Amplifon.

há 7 min.10h27

Juros aliviam em toda a linha na Zona Euro com preços da energia estáveis

Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro aliviam em toda a linha nesta manhã, enquanto os preços da energia se mantêm abaixo dos máximos atingidos no início da sessão desta segunda-feira. Os "traders" estão a apostar num aumento de 1 ponto base nas taxas de juro do Banco Central Europeu na decisão que será conhecida na quinta-feira, à medida que a recente subida dos preços do petróleo voltam a gerar preocupações sobre um aumento da inflação.

Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, a referência para a Zona Euro, aliviam 1,4 pontos base para 2,963%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade cai 1,8 pontos para 3,651%. Já os juros das obrigações italianas seguem a mesma tendência e recuam 1,3 pontos para 3,773%.

Pela península Ibérica, os juros da dívida soberana portuguesa também a dez anos aliviam 1,8 pontos base para 3,409%. Já em Espanha, a "yield" das obrigações cede 1,7 pontos para 3,474%.

Fora da Zona Euro, a tendência mantém-se no Reino Unido, com os juros das "Gilts" a aliviarem 3,2 pontos base para 4,790%.

09h14

Dólar desvaloriza após atingir máximos de 10 meses. "Traders" preparam-se para decisões de bancos centrais

Soeren Stache/AP Images

O dólar segue a perder terreno durante esta manhã e recua ligeiramente em relação ao pico de cerca de dez meses que atingiu no arranque das negociações, à medida que os “traders” se preparam para uma série de reuniões de bancos centrais, sob a sombra da guerra no Médio Oriente e a ameaça da inflação.

O índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – cede 0,09%, para os 100,269 pontos.

Pelo menos oito bancos centrais, incluindo a Reserva Federal dos EUA, o Banco Central Europeu, o Banco de Inglaterra e o Banco do Japão, reúnem-se esta semana para definir o rumo da política monetária nas respetivas economias. Apesar da trajetória ser incerta, pelos EUA, por exemplo, os “traders” já consideram ser praticamente impossível a Fed anunciar uma flexibilização da política monetária esta semana.

A esta hora, o dólar desvaloriza 0,23% para os 159,360 ienes, depois de a divisa nipónica ter atingido mínimos de 2024 na semana passada. A moeda japonesa tem estado sob pressão devido à forte dependência do país em relação ao Médio Oriente para o abastecimento energético, com a guerra a colocar também em causa as perspetivas de taxas do Banco do Japão.

Já pela Europa, a libra soma 0,12%, para os 1,324 dólares e o euro ganha 0,22%, para os 1,144 dólares, com a moeda única a recuperar de mínimos de cerca de sete meses atingidos no início da sessão.

09h08

Ouro desvaloriza e negoceia abaixo dos 5 mil dólares por onça

Matthias Schrader / AP

O ouro está a negociar com desvalorizações contidas nesta segunda-feira, com o conflito no Médio Oriente a entrar na sua terceira semana, enquanto os “traders” pesam uma desvalorização do dólar contra aumentos nos preços do petróleo.

A esta hora, o ouro recua 0,52%, para os 4.992,770 dólares por onça.

O metal amarelo parece estar a estabilizar em torno dos 5 mil dólares por onça, após cair pela segunda semana consecutiva, sob pressão do aumento do preço do crude e das preocupações com uma subida da inflação decorrentes da guerra entre os EUA e Israel contra o Irão.

Trump afirmou que o Irão quer chegar a um acordo, mas que Washington pretende melhores condições, enquanto Teerão afirmou que não estava à procura de negociações nem de um cessar-fogo. Durante o fim de semana, os EUA atacaram o principal centro de exportação de petróleo do Irão e Teerão continuou a lançar ataques contra infraestruturas energéticas em vários países da região.

E à medida que a guerra se arrasta, as perspetivas de um corte nas taxas de juro diminuem. Dados vindos do lado de lá do Atlântico, divulgados na sexta-feira, revelaram que as despesas dos consumidores norte-americanos mal aumentaram em janeiro devido a um crescimento económico mais fraco do que o esperado, mesmo antes do início da guerra. Os “traders” consideram agora praticamente nula a possibilidade de uma redução das taxas de juro na reunião da Reserva Federal desta semana. O ouro tende a ter um melhor ndesempenho num ambiente de taxas diretoras mais baixas, por não render juros.

E apesar das quedas recentes do ouro, visto que o dólar tem sido o ativo-refúgio predileto dos investidores desde o início do conflito, as preocupações com a estagflação — crescimento mais lento aliado a inflação elevada — podem levar os investidores a optar pelo metal amarelo como uma melhor reserva de valor a longo prazo.

Já no que toca à prata, o metal precioso negoceia com perdas de 1,65%, para os 79,261 dólares por onça.

08h13

Petróleo e gás valorizam com novo ataque do Irão ao porto de Fujairah

Rick Bowmer/AP

Os preços do petróleo negoceiam com valorizações esta manhã, à medida que os riscos de abastecimento no Médio oriente se parecem agravar com o conflito na região, na sequência de um segundo ataque do Irão ao porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos. Os preços do crude já subiram cerca de 40% nas últimas duas semanas.

O West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – sobe 2,13%, para os 100,83 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – valoriza 2,93% para os 106,16 dólares por barril.

Os EUA anunciaram na sexta-feira à noite que tinham atacado instalações militares na Ilha de Kharg, que gere a maior parte do petróleo produzido no Irão, embora a agência de notícias Fars tenha informado que as exportações a partir da ilha não estariam comprometidas. O bombardeamento da Ilha de Kharg agravou o alcance do conflito, que, segundo a Agência Internacional de Energia, já causou a maior interrupção no abastecimento da história do mercado global de petróleo.

Entretanto, o Presidente norte-americano, Donald Trump, disse aos jornalistas a bordo do Air Force One que está a “exigir” que outros países contribuam para a defesa do estreito de Ormuz, onde o tráfego parece permanecer ainda praticamente paralisado. “Grande parte do prémio geopolítico já estava refletido nos preços na semana passada, pelo que os operadores parecem estar à espera de sinais mais claros de uma perda efetiva de oferta antes de impulsionarem os preços significativamente para cima”, disse à Bloomberg Haris Khurshid, da Karobaar Capital LP, em Chicago. Após o ataque a Kharg, “parece que o mercado está a precificar uma perturbação, em vez de um choque total na oferta”, acrescentou.

Numa entrevista ao Financial Times, Trump afirmou que poderia adiar a cimeira prevista com o presidente chinês Xi Jinping se Pequim não ajudasse a desbloquear a via marítima. Advertiu ainda que a NATO enfrentaria um futuro “muito mau” se os Estados-membros da aliança atlântica não ajudassem em Ormuz.

Noutras matérias-primas, o preço do gás de referência para os mercados europeus, negociado no TTF – ponto de negociação nos Países Baixos –, soma a esta hora 3,75%, para os 51,995 euros por megawatt-hora.

07h53

Ásia fecha sem rumo com petróleo estável e em semana de decisões de bancos centrais

Os principais índices asiáticos encerraram a negociação divididos entre ganhos e perdas, à medida que os preços do petróleo parecem estabilizar acima dos 100 dólares por barril sem grandes flutuações e um dólar mais fraco impulsionou o sentimento dos investidores. Por cá, os futuros do Euro Stoxx 50 apontam para uma abertura com ganhos e avançam cerca de 0,50%.

Pelo Japão, o Nikkei caiu 0,13% e o Topix cedeu 0,50%. Já o sul-coreano Kospi valorizou 1,14%. Na China, o Hang Seng de Hong Kong ganhou 1,,43% e o Shanghai Composite perdeu 0,26%. Por Taiwan, o TWSE desvalorizou 0,17%.

No arranque de uma semana em que as reuniões dos bancos centrais do Japão, EUA e Zona Euro vão centrar a atenção dos investidores, o Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que os EUA estavam em negociações com o Irão, embora a República Islâmica tenha declarado que não tinha solicitado negociações nem um cessar-fogo. Entretanto, o republicano intensificou a pressão sobre outros países para que ajudassem a reabrir e a escoltar navios pelo estreito de Ormuz.

“O mercado está a tentar estabilizar-se, mas não é um mercado que tenha ficado otimista”, disse à Bloomberg Charu Chanana, da Saxo Markets. “As ações podem acolher com agrado qualquer sinal de que Ormuz possa ser reaberto, mas com novas ameaças de ataques e a diplomacia ainda irregular, a convicção é baixa e o posicionamento deverá permanecer muito instável”, acrescentou.

Outro evento que atrairá a atenção dos mercados nesta semana será o encontro entre Trump e a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi. Nesta linha, Kazuhiro Sasaki, diretor de investigação da Phillip Securities, disse à agência de notícias financeiras que “a especulação antes da cimeira EUA-Japão está a limitar os ganhos” e que se o Japão concordar em enviar navios para o Médio Oriente, isso suscitaria “preocupações constitucionais”, mas poderia impulsionar as ações do setor da defesa, afirmou. Além disso, refere ainda que o nervosismo antes da reunião de política monetária do Banco do Japão, na quarta e na quinta-feira, também está a limitar o apetite pelo risco, já que “os preços mais elevados do petróleo tendem a causar inflação e um iene mais fraco, tornando mais prováveis os aumentos das taxas de juro”, afirmou.

Pela China, as cotadas do setor tecnológico deram algum apoio aos índices e subiram antes da divulgação dos resultados, prevista para o final desta semana, da Tencent (+2,01%) e da Alibaba (+0,91%). Já pela Coreia do Sul, a Samsung valorizou mais de 2% e impulsionou o Kospi.

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