Ouro a menos de 20 dólares de tocar nos 5 mil. Europa fecha primeira semana no vermelho de 2026. CGS salta 31% na estreia
Juros agravam-se na Zona Euro. França destoa com Lecornu a sobreviver a duas moções de censura
Avanços e recuos de Trump dão ao dólar a pior semana desde junho
Ouro a menos de 20 dólares de tocar nos 5 mil. Metal vive melhor semana desde a pandemia
Possível intervenção no Irão leva petróleo a valorizar quase 3%
Wall Street de volta ao vermelho após duas sessões a recuperar. Intel cai quase 14%
Taxas Euribor sobem a três, a seis e a 12 meses
CSG salta mais de 30% na estreia na bolsa de Amesterdão
Juros da dívida soberana aliviam na Zona Euro. "Bunds" são exceção
Principais praças europeias recuam apesar do desanuviar da tensão geopolítica
Iene em alta com previsões económicas reforçadas. Yuan abaixo dos sete dólares
Ouro bate novo recorde e faz mira aos 5.000 dólares. Prata também quase nos 100 dólares
Petróleo ganha terreno com novas ameaças de Trump ao Irão
Índices asiáticos fecham em alta. Bolsas sul-coreana e de Taiwan renovam recordes
Banco do Japão mantém taxa de juro em 0,75%
Europa fecha primeira semana no vermelho de 2026. CGS salta 31% na estreia
As principais praças europeias encerraram a sessão desta sexta-feira em território negativo, fechando a pior semana em mais de dois meses, numa altura em que os investidores ainda se encontram de pé atrás com as tensões geopolítica que se registam entre os EUA e o Velho Continente. O salto nos preços do petróleo, que valorizam cerca de 2,5% neste momento, acabou por pregar uma rasteira às companhias aéreas.
O Stoxx 600, "benchmark" para a negociação europeia, recua 0,09% para 608,34 pontos, acabando a semana com um saldo negativo de cerca de 1% - a primeira semana de quedas desde o arranque do ano. A banca foi um dos setores que mais penalizou o principal índice da região, aliado ao setor das viagens, enquanto as telecomunicações e o setor mineiro conseguiram amparar parte das quedas.
Apesar da turbulência registada esta semana e provocada pelos avanços e recuos de Donald Trump nas tarifas de 10% a oito países europeus, o Stoxx 600 conseguiu manter-se no verde em termos anuais. "A retração limitada desta semana mostra que os investidores estão a habituar-se ao ruído, com a administração Trump aparentemente a recuar sempre que os mercados reagem com demasiada força", explica Philipp Lisibach, diretor de estratégia e pesquisa da LGT Private Banking, à Bloomberg, referindo-se a estratégia TACO (Trump Always Chickens Out).
Entre as principais movimentações de mercado, a Ericsson disparou 10,52% para 94,80 coroas suecas, depois de a tecnológica ter visto os seus lucros disparam em 2025 para 2,7 mil milhões de euros, com ajuda das medidas operacionais que tomadas nos últimos anos e que se traduziram numa melhoria das margens de lucro. Já a Adidas caiu 5,7%, após o banco canadiano RBC ter revisto em baixa a recomendação da empresa, prevendo uma queda nos resultados trimestrais.
Já o gigante da defesa Czechoslovak Group (CGS), que se estreou esta sexta-feira em bolsa, fechou a sessão com ganhos de 31,40% para 32,85 euros. O preço por ação da Oferta Pública Inicial (IPO na sigla em inglês) da empresa era de 25 euros por ação.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o espanhol IBEX 35 recuou 0,67%, o italiano FTSEMIB desvalorizou 0,58%, o francês CAC-40 subtraiu 0,07%, ao passo que o neerlandês AEX manteve-se quase inalterado, deslizando 0,01%, e o britânico FTSE 100 caiu 0,07%. O alemão DAX foi o único a terminar no verde, ao subir 0,18%.
Juros agravam-se na Zona Euro. França destoa com Lecornu a sobreviver a duas moções de censura
Os juros das dívidas soberanas encerraram a sessão desta sexta-feira maioritariamente com agravamentos, num dia em que os investidores preferiram apostar no ouro para conseguir algum refúgio das tensões geopolíticas entre EUA e Europa e EUA e Irão. Em França, a tendência foi contrária, isto depois de o primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, ter conseguido sobreviver a duas moções de censura no Parlamento na sequência da aprovação do orçamento através do artigo 49.3 da Constituição (que permite contornar o órgão legislativo).
Assim, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, de referência para a Zona Euro, aceleraram 1,9 pontos base para 2,904%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade deslizaram 2,2 pontos para 3,492%. O "spread" entre os juros das duas dívidas atingiu o nível mais baixo desde junho de 2024.
Nos países do sul da Europa, os juros das obrigações portuguesas também a dez anos aumentaram 0,3 pontos base para 3,258%, enquanto a "yield" da dívida espanhola apenas cresceu 0,1 pontos para 3,269%. Já em Itália, caiu 0,1 pontos para 3,511%.
Fora da Zona Euro, a rendibilidade das "Gilts" britânicas na maturidade de referência aceleraram 3,8 pontos base para 4,511%, com os investidores a verem menos cortes por parte do Banco de Inglaterra nos juros, após dados económicos mais resilientes do que antecipado.
Avanços e recuos de Trump dão ao dólar a pior semana desde junho
O dólar está a negociar em terreno negativo face aos seus principais rivais e prepara-se mesmo para fechar a pior semana desde junho do ano passado. A instabilidade das decisões de Donald Trump sobre a Gronelândia e o Irão fizeram reanimar o movimento "Sell America", com os investidores a decidirem vender ativos norte-americanos, numa altura em que se aproxima a próxima reunião da Reserva Federal (Fed) dos EUA.
A esta hora, o índice do dólar da Bloomberg cai 0,16% para mínimos de três semanas, encaminhando-se para fechar a semana com perdas de 0,9%. A queda mais estrondosa acontece contra a libra e o dólar canadiano, com a "nota verde" a conseguir manter-se estável face ao euro. A moeda única europeia perde apenas 0,03% para 1,1752 dólares, enquanto a divisa britânica - apoiada por uma inflação acima das expectativas - acelera 0,46% para 1,3563 dólares.
"O mundo está a perceber que o pesadelo político dos EUA ainda não acabou", escreve Brent Donnelly, presidente da Spectra Markets, numa nota a que a Bloomberg teve acesso, referindo-se aos avanços e recuos de Trump em relação às tarifas contra países europeus que não apoiem a anexação da Gronelândia e as novas ameaças em torno de uma possível ação militar no Irão.
Já face à moeda japonesa, o dólar perde 0,51% para 157,63 pontos, depois de o banco central ter decidido manter as taxas de juro inalteradas, mas ter reconfirmado que continuariam numa trajetória ascendente.
No campo da política monetária, o mercado de "swaps" continua a apontar para dois cortes de 25 pontos base nas taxas de juro este ano - o que só deverá começar a acontecer em meados deste ano, com a Fed a não mexer nos juros na reunião da próxima semana. No entanto, o paradigma pode acabar por mudar, consoante o nome que o Presidente dos EUA escolha para liderar o banco central, numa altura em que os investidores veem a independência da autoridade monetária ser ameaçada.
Ouro a menos de 20 dólares de tocar nos 5 mil. Metal vive melhor semana desde a pandemia
O ouro prepara-se para fechar a melhor semana desde 2020, ano em que a pandemia da covid-19 levou os investidores a correrem para ativos de refúgio, confrontados com os impactos que a paralisação económica teria nas empresas. Desta vez, são as tensões geopolíticas que dão força ao metal amarelo, com os "traders" ainda à espera de novos desenvolvimentos na Gronelândia e a avaliarem a nova ameaça de Donald Trump ao Irão.
A esta hora, o ouro avança 0,89% para 4.980,03 dólares por onça, tendo chegado a crescer mais de 1% para 4.988,33 dólares - um novo máximo histórico. Já a prata permanece acima dos 100 dólares por onça, avançando 4,47% para 100,55 dólares. Além das tensões geopolíticas, os metais preciosos estão ainda a ser suportados por um dólar em queda, com a "nota verde" próxima de fechar aquela que está a ser a pior semana desde junho do ano passado.
"O ouro está a passar por uma reavaliação à medida que surgem fissuras na ordem baseada nas regras estabelecidas após a Segunda Guerra Mundial", começa por explicar Yuxuan Tang, diretor de estratégia macroeconómica na Ásia do JPMorgan Private Bank, à Bloomberg. "Os investidores veem cada vez mais o ouro como uma proteção fiável contra estes riscos difíceis de quantificar", acrescenta.
Depois de ter encerrado o melhor ano desde 1979, o ouro tem conseguido encontrar cada vez mais combustível para o seu "rally", valorizando já mais de 15% em 2026. Os ataques de Donald Trump à independência da Reserva Federal (Fed) norte-americana, aliados às ameaças de anexar a Gronelândia, uma possível intervenção militar no Irão e a captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, têm levado os investidores à procura de refúgio nos metais preciosos - deixando para trás o apetite por obrigações.
O "rally" do ouro está ainda a ser apoiado pela compra do metal precioso por parte de bancos centrais por todo o mundo. É o caso da autoridade monetária da Polónia, o maior comprador de ouro do mundo, que esta semana deu "luz verde" à compra de mais 150 toneladas. Ao mesmo tempo, o banco central da Índia decidiu desfazer-se de obrigações norte-americanas, atirando o seu "stock" para mínimos de cinco anos, com o ouro e outras alternativas a ganharem terreno.
Possível intervenção no Irão leva petróleo a valorizar quase 3%
O barril de petróleo está a valorizar quase 3% esta sexta-feira, numa altura em que os investidores avaliam uma possível intervenção militar no Irão por parte dos EUA, o que poderia causar disrupções no abastecimento de crude de um dos principais produtores da OPEP. As temperaturas frias na Europa e em território norte-americano também estão a dar suporte aos preços da matéria-prima.
A esta hora, o WTI – de referência para os EUA – ganha 2,83%, para os 61,04 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para o continente europeu – segue a valorizar 2,76% para os 65,83 dólares por barril. Ambos encaminham-se para a quinta semana consecutiva de ganhos, desta vez impulsionados pela ameaça de Donald Trump ao regime de Ali Khamenei, ao revelar que existe uma "armada" a caminho do Médio Oriente.
O Irão produz cerca de 3,3 milhões de barris de crude por dia, além de ocupar um lugar estratégico nas rotas de abastecimento da matéria-prima. O Presidente dos EUA já tinha ameaçado o país com uma intervenção militar, mas, com as autoridades iranianas a assegurarem a Casa Branca de que a repressão dos manifestantes iria parar (ou reduzir), Trump decidiu dar um passo atrás - uma ação que parece, agora, ter revertido.
"O resultado final é que as manchetes geopolíticas continuam abundantes e a incerteza permanece excecionalmente alta. À medida que nos aproximamos do fim de semana, é provável que o petróleo bruto seja negociado na direção que as manchetes o empurrarem”, explica Rebecca Babin, "trader" sénior de energia do CIBC Private Wealth Group, à Bloomberg. “Por enquanto, os mais recentes movimentos parecem estar a inclinar o cenário para novas preocupações sobre uma possível ação militar no Irão”, acrescentou.
No entanto, e apesar de as possíveis disrupções no horizonte, o mercado global de crude continua a enfrentar perspetivas de um excedente. De acordo com a Agência Internacional de Energia, a oferta deverá exceder a procura em 3,7 milhões de barris por dia este ano - algo que já se faz sentir nos "stocks" de petróleo norte-americanos, que cresceram a semana passada pela segunda vez consecutiva.
Wall Street de volta ao vermelho após duas sessões a recuperar. Intel cai quase 14%
Os principais índices norte-americanos arrancaram a negociação em baixa, após duas sessões de recuperação, com o S&P 500 e o Nasdaq Composite a encaminharem-se para fechar a segunda semana consecutiva de perdas. Os maus resultados da Intel, aliados às ainda existentes tensões geopolíticas entre EUA e Europa, estão a deixar os investidores de pé atrás, apostando mais em ativos de refúgio - como o ouro, que está a negociar acima dos 4.900 dólares por onça.
O S&P 500 arrancou a sessão com perdas de 0,14% para 6.903,92 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite cede 0,03% para 23.428,47 pontos e o industrial Dow Jones desliza 0,61% para 49.084,28 pontos. Já o VIX - conhecido por ser o "índice do medo" de Wall Street - avança, mas continua abaixo dos 20 pontos, marca que ultrapassou quando Donald Trump, Presidente dos EUA, anunciou que iria impor tarifas adicionais de 10% a oito países europeus que estão contra os seus planos de anexar a Gronelândia.
Mais tarde, o líder da maior economia do mundo deu um passo atrás e permitiu aos mercados recuperar o fôlego, com vários investidores a aproveitarem os avanços e recuos do Presidente para porem em prática a já clássica estratégia TACO (Trump Always Chickens Out) - uma estratégia de investimento que, ao ver que "Trump acaba sempre por se acobardar" nas suas decisões, leva os "traders" a investirem no momento em que as bolsas começam a cair.
A deixar os investidores mais pessimistas estão os resultados da Intel. A empresa, que foi alvo de grandes ajudas do Estado norte-americano para sobreviver, cai 13,75% para 46,85 dólares esta sexta-feira, isto depois de ter projetado vendas e lucros abaixo dos esperados pelos analistas para este trimestre. A tecnológica informou os mercados que está a ter dificuldade em responder à grande procura dos seus "chips" utilizados em centros de dados.
"A época de resultados tem sido boa, mas houve uma ou duas ações que não apresentaram 'guidances' otimistas e caíram em conformidade. Mais do que nunca, as previsões de resultados são críticas", num clima de grande instabilidade comercial pelo mundo, explica Peter Cardillo, economista-chefe de mercados da Spartan Capital Securities, à Bloomberg.
Entre outras movimentações de mercado, a Nvidia acelera 1,55% após ter sido reportado que as autoridades chinesas disseram a grandes empresas do país, como o grupo Alibaba e a ByteDance - dona do TikTok - para prepararem encomendas dos "chips" H2000 da tecnológica. Já a Intuitive Surgical cresce 1,48%, depois de ter apresentados lucros acima das expectativas de Wall Street, citando grande procura pelos seus robôs usados em cirurgias pouco invasivas.
Taxas Euribor sobem a três, a seis e a 12 meses
A taxa Euribor subiu esta sexta-feira a três, a seis e a 12 meses em relação a quinta-feira.
Com estas alterações, a taxa a três meses, que avançou para 2,038%, continuou abaixo das taxas a seis (2,157%) e a 12 meses (2,243%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu, ao ser fixada em 2,157%, mais 0,008 pontos do que na quinta-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a novembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,6% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,84% e 25,17%, respetivamente.
No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também avançou, para 2,243%, mais 0,027 pontos do que na sessão anterior.
No mesmo sentido, a Euribor a três meses subiu, ao ser fixada em 2,038%, mais 0,008 pontos.
Em relação à média mensal da Euribor de dezembro, esta voltou a subir a três, a seis e a 12 meses, mas de forma mais acentuada no prazo mais longo.
A média mensal da Euribor em dezembro subiu 0,006 pontos para 2,048% a três meses e 0,008 pontos para 2,139% a seis meses.
A 12 meses, a média mensal da Euribor avançou 0,050 pontos para 2,267%. Na reunião de 18 de dezembro, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras, de novo, pela quarta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes, em junho de 2024.
A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 04 e 05 de fevereiro, em Frankfurt, Alemanha.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
CSG salta mais de 30% na estreia na bolsa de Amesterdão
O gigante da defesa Czechoslovak Group (CSG) estreou-se nesta sexta-feira na bolsa de Amesterdão com uma forte valorização. As ações da empresa chegaram a valorizar 32%, para os 33 euros por título, estando neste momento a valorizar 26,44% para os 31,61 euros por título.
O preço por ação da Oferta Pública Inicial (IPO na sigla em inglês) da empresa era de 25 euros por ação. A CSG tem sido um importante fornecedor de munições e equipamento militar para a Ucrânia e é uma das empresas de defesa que mais cresce no mundo.
"A subida inicial é ainda maior do que alguns esperavam, embora o negócio tenha sido estruturado para agradar ao mercado, e sublinha o tema da defesa e a procura pelo setor", sublinha Mark Taylor, diretor de negociação na Panmure Liberum, citado pela Bloomberg.
Juros da dívida soberana aliviam na Zona Euro. "Bunds" são exceção
Os juros das principais dívidas soberanas da Zona Euro estão a aliviar esta sexta-feira, com os investidores a digerirem os últimos desenvolvimentos geopolíticos, marcados pelo desanuviar da tensão relativamente ao futuro da Gronelândia.
Os investidores, que esta semana se têm vindo a afastar da aposta nas bolsas de valores, têm nas obrigações europeias um ativo de refúgio nos dias de maior turbulência no mercado de ações. A taxa de juros das obrigações cai quando a procura por estes ativos é maior.
A descida dos juros verificava-se praticamente em toda a linha, por volta das 10h, mas com uma grande exceção: as obrigações alemãs a dez anos, tidas como referência para o contexto europeu, estavam a subir 0,5 pontos-base para uma taxa de 2,891%.
Já a "yield" francesa com a mesma maturidade recuava 1,2 pontos para 3,502%, enquanto os juros italianos deslizavam 0,7 pontos para 3,505%.
A "yield" das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos desciam 0,6 pontos para 3,249%. Espanha acompanha a tendência, com os juros da dívida a 10 anos a recuarem na mesma medida para 3,261%.
No Reino Unido, a rendibilidade das obrigações situa-se nos 4,464%, uma descida de 0,9 pontos-base.
Nos EUA, as obrigações seguem a tendência de alívio e cedem 1,2 pontos-base para uma taxa de rendibilidade de 4,233%.
Principais praças europeias recuam apesar do desanuviar da tensão geopolítica
As principais bolsas europeias estavam a negociar, esta sexta-feira, em queda, com os investidores atentos, por um lado, aos desenvolvimentos geopolíticos, pautados pelo desanuviar da tensão relativamente ao futuro da Gronelândia, e, por outro, em plena época de balanços, focados na apresentação de resultados das empresas.
Pelas 09:30 horas, o índice Stoxx 600 - o índice de referência da Europa - cedia 0,8%, para os 608,38 pontos.
Olhando para os principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX caía 0,1%, o espanhol IBEX 35 cedia 0,36%, o italiano FTSEMIB desvalorizava 0,50% e o neerlandês AEX deslizava 0,26%.
A bolsa de Lisboa também negociava em baixa, com o principal índice, o PSI, a recuar 0,20% para 8.587,57 pontos, invertendo o rumo de abertura.
A contrariar a tendência nas praças bolsistas europeias estavam o francês CAC-40 que valorizava 0,4% e o britânico FTSE 100 que subia 0,19%.
O índice de referência para a Europa conseguiu recuperar parte das perdas do dia anterior, depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter recuado na ameaça de impor novas tarifas relacionadas com a Gronelândia a uma série de países europeus e após sólidos resultados de empresas terem impulsionado o otimismo.
Ainda assim, como assinala a Bloomberg, as ações europeias estão a caminho de registar a primeira queda semanal em seis semanas, depois de as preocupações comerciais terem abalado o sentimento dos investidores no início da semana.
"A correção muito limitada desta semana mostra que os investidores estão a habituar-se ao ruído, com a administração Trump aparentemente a recuar sempre que os mercados reagem de forma muito forte", observou Philipp Lisibach, chefe de estratégia e investigação do LGT Private Banking, citado pela agência de notícias financeira.
Iene em alta com previsões económicas reforçadas. Yuan abaixo dos sete dólares
A reunião do conselho de política monetária do Banco do Japão (BoJ na sigla em inglês) está a dar força ao iene na negociação cambial desta sexta-feira. O BoJ, liderado por Kazuo Ueda, manteve as taxas de juro em 0,75%, o nível mais elevado desde 1995, e reviu em alta as projeções económicas para o ano fiscal de 2026.
O BoJ afirmou ainda que irá manter a trajetória de subida das taxas, para alcançar um crescimento económico sustentado. As divisas tendem a valorizar num contexto de crescimento económico e de taxas de juro mais altas. O iene recupera assim algum terreno, depois de semanas em queda e que têm colocado em causa o estatuto de refúgio da divisa japonesa.
Neste contexto, o índice do dólar americano (DXY) da Bloomberg, que compara o valor da moeda norte-americana com outras divisas, está a recuar 0,04% para os 98,3240 pontos.
Brent Donnelly, presidente da empresa Spectra Markets, escreveu numa nota que "o mundo está a perceber que o pesadelo da política americana ainda não acabou", o que continua a pesar sobre o dólar. O Presidente dos EUA voltou a ameaçar o Irão esta sexta-feira.
A esta hora, o euro segue a desvalorizar 0,14% para 1,1740 dólares e a libra segue a avançar 0,21% para 1,3530 dólares. O dólar também recua 0,20% para 0,7906 francos suíços. O dólar perde ainda 0,28% face à divisa japonesa, para 157,97 ienes.
Já noutros pares de câmbio, o euro cai 0,32% para 0,8677 libras e recua 0,39% para 185,47 ienes.
Nesta sexta-feira, destaque também para a moeda chinesa. O Banco Popular da China fixou o câmbio oficial do yuan abaixo da "barreira psicológica" das sete unidades por dólar, pela primeira vez desde maio de 2023, num sinal que Pequim pode estar aberta à revalorização da moeda.
De acordo com a instituição no seu portal na internet, a taxa de câmbio oficial para hoje foi fixada em 6,9929 yuans por cada dólar, 0,13% mais forte do que as 7,0019 unidades do dia anterior.
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