Ao minuto15.04.2026

Bolsas europeias caem com "earnings season" desapontante. Petróleo com ganhos moderados

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quarta-feira.
AP / Eduardo Parra
15 de Abril de 2026 às 18:11
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15.04.2026

Bolsas europeias caem com "earnings season" desapontante

Christophe Petit Tesson / EPA

As bolsas europeias registaram perdas esta quarta-feira, uma vez que os resultados trimestrais de algumas gigantes do bloco desapontaram os investidores. 

O arranque "morno" da "earnings season" europeia alia-se à espera do mercado pela confirmação de um prolongamento do cessar-fogo entre os EUA e o Irão. 

Neste contexto, o índice de referência para o bloco, o Stoxx 600, caiu 0,43% para 617,27 pontos, estando a ceder 2,6% desde o início do conflito. Esta quarta-feira, foi pressionado pelos setores da construção e dos "house goods", que cederam mais de 1%.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX subiu ligeiros 0,09%, enquanto o espanhol IBEX 35 perdeu 0,55%, o italiano FTSEMIB desvalorizou 0,04%, o francês CAC-40 recuou 0,64%, ao passo que o neerlandês AEX perdeu 0,42% e o britânico FTSE 100 registou um decréscimo de 0,47%.

Entre os resultados desapontantes está a Hermès, que afundou 8,2%, com a guerra no Médio Oriente a afetar as vendas. Já a Kering desvalorizou 9,3%, com as vendas da Gucci a ficarem aquém das expectativas. 

A gigante holandesa de equipamentos para fabrico de chips, a ASML, registou uma queda de 4,2% depois de o seu sólido relatório de resultados não ter impressionado os investidores, na sequência de uma subida de 33% este ano.

"Parece que os ganhos fáceis ficaram para trás e que os fundamentos devem prevalecer novamente", afirmou Emmanuel Cau, diretor de estratégia de ações europeias do Barclays, à Bloomberg. "Os resultados serão essenciais para que os investidores entrem no mercado e apostem ou se afastem", acrescentou.

Noutras notícias sobre resultados, a Aixtron disparou mais de 20% para o nível mais alto em 25 anos, depois de a fabricante alemã de equipamento para semicondutores ter revisto em alta as suas previsões para o ano inteiro.


15.04.2026

Juros agravam-se na Zona Euro. Investidores esperam desenvolvimentos sobre acordo

Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro registaram aumentos esta quarta-feira, numa altura de forte venda de obrigações de maior risco do bloco, enquanto os investidores aguardam por mais desenvolvimentos concretos sobre a guerra. 

Os mercados negociaram em intervalos estreitos, indiferentes à possibilidade de um prolongamento de duas semanas do cessar-fogo entre os EUA e o Irão.

Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos - de referência para a Zona Euro - somaram 2,1 pontos base para 3,041%, enquanto a "yield" das obrigações francesas na mesma maturidade subiram 2,6 pontos para 3,679%. Por Itália, o aumento foi de ainda maior magnitude, nos 3,9 pontos para 3,814%.

Pela Península Ibérica, os juros da dívida soberana de Portugal a dez anos agravaram-se em 2,2 pontos base para 3,429%, enquanto a "yield" das obrigações espanholas ganharam em 2,8 pontos para 3,492%. 

Fora da Zona Euro, os juros da "Gilts" britânicas na maturidade de referência mantiveram a mesma tendência de aumento, somando 3,4 pontos base para 4,813%. Nos EUA, os juros das "Treasuries" sobem 4,3 pontos-base para 4,291%. 

15.04.2026

Dólar cai há oito sessões consecutivas com esperança por novo cessar-fogo

Martin Sterba/AP

O dólar norte-americano está a cair há oito sessões e está a caminho da mais longa série de perdas desde junho de 2020, enquanto há mais otimismo (ainda que contido) no mercado de que os EUA e o Irão vão chegar a um acordo para prolongar mais uma vez o cessar-fogo e retomar as negociações para um acordo de paz, afastando os investidores do ativo-refúgio como é a divisa americana. 

O euro está praticamente estável em 1,18 dólares, enquanto a "nota verde" sobe 0,12% para 158,98 ienes. Já o índice do dólar da DXY desce ligeiros 0,06% para 98,062 pontos.  

A mais longa série de quedas do dólar em mais de cinco anos reflete as expectativas do mercado de um desfecho positivo para a guerra no Médio Oriente. O MUFG afirma, citado pela Bloomberg, que esta avaliação é “incrivelmente otimista”. "Esta semana parece agora ser o período em que os investidores começam a desistir da posição comprada no dólar, que era a estratégia inicial mais óbvia após o início da guerra", escreveu Derek Halpenny, diretor de pesquisa de mercados globais.

“O facto de o dólar americano não ter avançado tanto quanto esperávamos desde o início do conflito e os sinais emergentes de um aumento do apetite pela venda são uma indicação do fraco cenário fundamental para o dólar antes do início do conflito”, acrescentou.

15.04.2026

Ouro pressionado por acordo frágil e perspetivas de aumento de juros

Sven Hoppe/picture-alliance/dpa/AP Images

Os preços do ouro estão a perder terreno esta tarde, enquanto os investidores avaliam as perspetivas de um , como foi avançado esta quarta-feira pela Bloomberg. Para já, a Associated Press diz que há "um acordo de princípio" entre as duas partes.

No entanto, os investidores estão a ver este acordo com fragilidade. Ao mesmo tempo, Washington e Teerão procuram organizar uma segunda ronda de negociações de paz nos próximos dias, segundo o Presidente dos EUA, Donald Trump.

Esta tarde, o metal amarelo tomba 0,68% para 4.807,35 dólares por onça, depois de ter subido mais de 2% na sessão anterior. Desde o início do conflito, o ouro já perdeu cerca de 9%.

Uma recente descida nos preços da energia aliviou parte da pressão inflacionista que tem pesado sobre o metal precioso desde o início da guerra, há mais de seis semanas.

“O mercado está essencialmente preso entre expectativas de abrandamento do conflito e pressões inflacionistas ainda por resolver”, afirmou Dilin Wu, estratega de investigação da Pepperstone, à Bloomberg. A postura da Reserva Federal de taxas “mais altas por mais tempo” permanece inalterada, acrescentou.

A preocupação com o aumento dos preços ao consumidor norte-americano levou os investidores a subirem as apostas de que os bancos centrais vão manter as taxas de juro estáveis por mais tempo ou até mesmo as aumentar - um obstáculo para o metal amarelo, que não rende juros.


15.04.2026

Petróleo com ganhos moderados enquanto mercado avalia prolongamento do cessar-fogo

Jacob Ford / AP

Os preços do petróleo estão a negociar de forma bastante volátil, estando esta tarde a valorizar, numa altura em que os investidores digerem o mais recente acordo de princípio para um alargamento do cessar-fogo entre EUA, Israel e Irão, que terminava a 22 de abril. A Bloomberg avançou que a extensão será por duas semanas.

Esta quarta-feira, os mediadores do conflito dizem que ambas as partes estão a fazer progressos na negociação, para dar mais margem aos esforços diplomáticos, segundo avançou a Associated Press. No entanto, o otimismo do mercado é frágil.

O West Texas Intermediate (WTI), referência para os EUA, sobe 1,1% para 92,37 dólares por barril, enquanto o Brent, referência para a Europa, aumenta 0,31% para 95,08 dólares por barril.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse à Fox Business que considera a guerra "muito perto do fim" e afirmou à ABC que "vão assistir a dois dias incríveis nos próximos dias". 

"A correção generalizada é impulsionada pelo crescente otimismo do mercado de que a diplomacia, e não a escalada, está agora a prevalecer", afirmou Ole Hvalbye, analista de matérias-primas da SEB, à Bloomberg.

Entretanto, o estreito de Ormuz continua bloqueado pelos EUA, com vista a retirar a receita que o Irão fazia com o bloqueio. No entanto, Trump alega que o canal marítimo vital está "aberto permanentemente", o que também trava aqui uma subida maior do crude nos mercados internacionais. 

Caso os riscos de escalada diminuam, o abastecimento do Médio Oriente poderá registar uma "recuperação gradual", de acordo com a ANZ Group Holdings. É ainda provável que sejam restabelecidos cerca de dois a três milhões de barris por dia nas primeiras quatro semanas, seguidos de volumes adicionais, afirmaram os analistas.

15.04.2026

Wall Street negoceia sem rumo após atingir níveis pré-guerra. Morgan Stanley dispara quase 5%

Os principais índices norte-americanos arrancaram a sessão desta quarta-feira divididos entre ganhos e perdas, embora sem grandes movimentações, numa altura em que os investidores aguardam por uma nova ronda de negociações entre EUA e Irão para voltar a apostar em grande nas ações. As últimas sessões levaram o "benchmark" de Wall Street, o S&P 500, a apagar as perdas registadas desde o estalar do conflito no Médio Oriente e a negociar bastante próximo dos máximos históricos atingidos em janeiro. 

Já esta quarta-feira, o S&P 500 acelera 0,10% para 6.974,27 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite ganha 0,40% para 23.734,71 pontos. Já o industrial Dow Jones desvaloriza 0,17% para 48.446,50 pontos. Os mediadores da guerra dizem que estão a fazer progressos na negociação de um prolongameto do atual cessar-fogo, que expira no próximo dia 22, de acordo com a Associated Press. A notícia surge numa altura em que o próprio Presidente dos EUA admite novas negociações de paz em Islamabad nos próximos dois dias. 

"No meio de toda esta incerteza, considero justificado que nos voltemos a concentrar nas perspetivas além da guerra", afirmou Holger Schmieding, economista-chefe do Berenberg, à Bloomberg. "Um fator determinante para os mercados é o facto de a corrida à liquidez relacionada com a guerra ter terminado e estar, em parte, a reverter-se. Isso favorece os ativos de maior risco", diz ainda.

Ao mesmo tempo, a época de resultados avança a todo o gás e, apesar de os grandes bancos norte-americanos estarem a conseguir bater as expectativas de lucro dos mercados, as contas têm deixado os investidores divididos. Na segunda-feira, as receitas menor do que o antecipado na divisão de negociação de obrigações do Goldman Sachs atiraram as ações da instituição financeira para o vermelho, enquanto receios em torno das margens financeiras pressionaram o JPMorgan Chase e o Wells Fargo na terça-feira. Já o Citi conseguiu avançar com os participantes de mercado a celebrarem o melhor trimestre em uma década. 

Já esta quarta-feira, foi a vez do Bank of America e do Morgan Stanley de apresentarem contas. O banco liderado por Brian Moynihan avança 1,99% para 54,38 dólares, depois de ter registado um lucro por ação de 1,11 dólares, contra a projeção de 1,01 dólares por ação e o mais elevado em quase duas décadas. Já o Morgan Stanley acelera 4,73% para 192,00 dólares, após ter visto o seu resultado líquido crescer 29% para 5,57 mil milhões de dólares, ou 3,43 dólares por ação. 

A , numa altura em que o desencadear da guerra no Irão injetou os mercados com grande volatilidade. Só no Bank of America, esta divisão saltou 30% para 2,83 mil milhões de dólares nos primeiros três meses do ano, enquanto no Morgan Stanley subiu 25% para um recorde de 5,15 mil milhões de dólares.

15.04.2026

Europa dividida entre resultados e possível fim do conflito. Hermès afunda após apresentar contas

Os principais índices europeus negoceiam neste momento divididos entre ganhos e perdas, depois de terem iniciado a sessão com desvalorizações em praticamente toda a linha. Neste momento, os investidores estão a pesar o otimismo em relação à esperada retoma das negociações entre Washington e Teerão, contra fracos resultados apresentados por cotadas do setor dos artigos de luxo.

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – soma 0,05%, para os 620,28 pontos.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX ganha 0,05%, o espanhol IBEX 35 perde 0,37%, o italiano FTSEMIB cede 0,12%, o francês CAC-40 recua 0,46%, ao passo que o neerlandês AEX sobe 0,36% e o britânico FTSE 100 ravança 0,02%.

Depois dos avanços das últimas sessões, as ações europeias estagnaram com no arranque da época de resultados do primeiro trimestre, tendo a Hermès registado no início das negociações desta quarta-feira a maior queda intradiária de sempre da cotada, depois de a guerra no Médio Oriente ter afetado as vendas.

A Hermès chegou a tombar cerca de 14% esta manhã, estando agora a registar desvalorizações de mais de 8%, enquanto a Kering – dona da Gucci – afunda perto de 10%, com as vendas fracas a abalarem o sentimento dos investidores em relação ao setor.

O índice de referência europeu continua a registar uma queda de 2% desde o início da guerra no Irão, enquanto que tinha vindo a fixar desde o estalar do conflito a 28 de fevereiro.

Nesta linha, a geopolítica continua no centro das atenções, uma vez que se espera que os EUA e o Irão realizem mais uma ronda de negociações antes que o cessar-fogo de 7 de abril expire na próxima semana.

“Parece que os ganhos fáceis ficaram para trás e que os fundamentos deverão prevalecer novamente”, disse à Bloomberg Emmanuel Cau, do Barclays. “Os resultados serão fundamentais para que os investidores entrem no mercado e optem por acompanhar ou afastar-se", acrescentou.

A guerra no Irão minou o apetite em relação às ações europeias comparado com as congéneres globais, aumentando o risco de um desempenho inferior este ano, com a dependência da Europa face às importações de energia a prejudicar as negociações desde o início de março.

Entre os setores, o tecnológico (+1,35%) e o da saúde (+0,87%) fixam os maiores avanços, enquanto o dos bens domésticos (-1,61%) e da defesa (-0,48%) lideram as quedas.

15.04.2026

Juros da Zona Euro negoceiam sem rumo definido

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a negociar sem rumo definido, à medida que os investidores avaliam qual será o rumo de política monetária que o Banco Central Europeu (BCE) irá seguir na sua reunião deste mês.

Neste contexto, os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, aliviam 0,3 pontos-base, para 3,404%. Em Espanha, a "yield" da dívida com a mesma maturidade negoceia para já inalterada nos 3,465%.

Já os juros da dívida soberana italiana avançam 0,2 pontos, para 3,777%. Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa cede em 0,1 pontos, para 3,653%, ao passo que os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, caem 0,2 pontos, para os 3,017%.

Já fora da Zona Euro, os juros das “gilts” britânicas, também a dez anos, avançam 0,1 pontos-base, para os 4,779%.

15.04.2026

Dólar oscila perto de mínimos do início de março. Euro perto de recuperar perdas desde estalar da guerra

AP/Tatan Syuflana

O dólar segue a registar ligeiras valorizações na sessão desta quarta-feira, ainda que se mantenha perto de mínimos de seis semanas, já tendo cedido quase todos os ganhos que vinha a somar desde o início da guerra no Irão a 28 de fevereiro.

O índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – soma tímidos 0,02%, para os 98,141 pontos, estando a oscilar perto do seu nível mais baixo desde 2 de março.

Apesar de registar subidas ligeiras, a “nota verde” está a ser pressionada por uma queda contida dos preços do crude, assim como pela possibilidade de os EUA e o Irão realizarem uma nova ronda de negociações que poderá pôr fim à guerra.

Face ao iene, o dólar sobe 0,08%, para os 158,920 ienes, com a divisa nipónica pressionada pela pressão de vendas devido a preocupações de que a balança comercial do país se deteriore, num contexto de riscos crescentes de que os preços do petróleo bruto se mantenham elevados por mais tempo. Nesta medida, o país já anunciou que deverá avançar com mais uma libertação de reservas estratégicas energéticas, apontada para maio.

Por cá, o euro cai 0,06%, para 1,179 dólares, oscilando perto do valor mais alto desde 2 de março. Já a libra esterlina negoceia inalterada a esta hora, fixando-se nos 1,356 dólares.

A atenção dos investidores está, também, virada para o impacto do choque energético na economia global. Nesta medida, o Fundo Monetário Internacional devido aos picos nos preços da energia provocados pela guerra.

15.04.2026

Ouro cede com valorização do dólar e expectativas de política monetária mais restritiva

AP

O ouro está a perder terreno nesta quarta-feira, pressionado por uma ligeira desvalorização do dólar, à medida que os “traders” avaliam a possibilidade de os Estados Unidos (EUA) e o Irão retomarem as negociações para pôr fim à guerra iniciada a 28 de fevereiro.

A esta hora, o ouro recua 0,58%, para os 4.813,710 dólares por onça. No que toca à prata, o metal precioso soma 0,29%, para os 79,321 dólares por onça.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as negociações poderiam ser retomadas “nos próximos dois dias”, avançou o New York Post.

Uma recente descida nos preços da energia aliviou parte da pressão inflacionista que tem pesado sobre o ouro desde o início da guerra, há mais de seis semanas. A preocupação com o aumento dos preços no consumidor levou os "traders" a apostar que os bancos centrais manterão as taxas de juro estáveis por mais tempo ou até as aumentarão — um obstáculo para o ouro, que não rende juros.

O metal amarelo já caiu cerca de 9% desde o início do conflito, com uma escassez de liquidez nas primeiras semanas da guerra a levar os investidores a alienar as suas posições e a cobrir perdas noutros ativos. “O mercado está essencialmente preso entre expectativas de atenuação do conflito e pressões inflacionistas ainda por resolver”, disse à Bloomberg Dilin Wu, da Pepperstone Group.

A postura da Reserva Federal de manter as taxas “mais altas por mais tempo” permanece inalterada, disse a mesma especialista, acrescentando que já que o ouro não rende juros, “enfrenta um teto natural” neste ambiente.

15.04.2026

Petróleo cede com otimismo em torno de retoma das negociações EUA-Irão. Japão prepara-se para nova libertação de reservas

AP / Eric Gay

Os preços do petróleo estão a registar ligeiras desvalorizações com sinais de que Washington e Teerão poderão retomar as negociações interrompidas neste fim de semana, na sequência do bloqueio norte-americano ao estreito de Ormuz.

O Brent – de referência para a Europa – cai agora ligeiros 0,25%, para os 94,55 dólares por barril. Já o West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – desliza 0,72% para os 90,62 dólares por barril. Ambos os contratos registaram fortes quedas na sessão de terça-feira, com o Brent, por exemplo, a ceder mais de 4%.

Noutras matérias-primas, também o gás natural negociado na Europa regista perdas e recua mais de 2%, para os 42,34 euros por megawatt-hora.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou ontem que as negociações poderiam ser retomadas “nos próximos dois dias”, segundo noticiou o New York Post. O republicano considerou ainda que a guerra estava “muito perto do fim”, avançou a apresentadora da Fox Business, Maria Bartiromo, citada pela Bloomberg.

E à medida que se aguarda pela retoma das negociações, os EUA continuam a pressionar o Irão com o bloqueio de Ormuz para conter as exportações de petróleo da República Islâmica. O almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central dos EUA, elogiou a ação, afirmando que “as forças americanas interromperam completamente o comércio que entra e sai do Irão por via marítima”.

Já Teerão estará a considerar uma suspensão temporária nos embarques através da via marítima para evitar testar o bloqueio dos EUA, segundo uma fonte familiarizada com o assunto e citada pela agência de notícias financeiras.

Desde o início da guerra, o Irão tem impedido a passagem de quase todo o tráfego marítimo através da rota estratégica e os fluxos de navios de mercadorias pelo estreito .

“A curto prazo, é provável que o petróleo evolua lateralmente, com uma tendência para a baixa, à medida que o mercado assimila a viragem para a diplomacia”, afirmou, por sua vez, Dilin Wu, do Pepperstone Group. “No entanto, mesmo que as tensões geopolíticas diminuam ligeiramente, qualquer recuperação significativa na oferta física demorará a materializar-se", avisou.

Noutros pontos, os importadores de petróleo da Ásia estão a viver uma crise mais profunda dada a sua dependência de importações energéticas do golfo Pérsico, com o Japão a preparar-se para uma segunda libertação das reservas nacionais a partir do início de maio, de acordo com o Ministério da Economia nipónico.

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