Bolsas europeias caem com "earnings season" desapontante. Petróleo com ganhos moderados
Juros agravam-se na Zona Euro. Investidores esperam desenvolvimentos sobre acordo
Dólar cai há oito sessões consecutivas com esperança por novo cessar-fogo
Ouro pressionado por acordo frágil e perspetivas de aumento de juros
Petróleo com ganhos moderados enquanto mercado avalia prolongamento do cessar-fogo
Wall Street negoceia sem rumo após atingir níveis pré-guerra. Morgan Stanley dispara quase 5%
Europa dividida entre resultados e possível fim do conflito. Hermès afunda após apresentar contas
Juros da Zona Euro negoceiam sem rumo definido
Dólar oscila perto de mínimos do início de março. Euro perto de recuperar perdas desde estalar da guerra
Ouro cede com valorização do dólar e expectativas de política monetária mais restritiva
Petróleo cede com otimismo em torno de retoma das negociações EUA-Irão. Japão prepara-se para nova libertação de reservas
Ásia volta a fechar em alta com índices a caminho de recuperar perdas desde início da guerra
Bolsas europeias caem com "earnings season" desapontante
As bolsas europeias registaram perdas esta quarta-feira, uma vez que os resultados trimestrais de algumas gigantes do bloco desapontaram os investidores.
O arranque "morno" da "earnings season" europeia alia-se à espera do mercado pela confirmação de um prolongamento do cessar-fogo entre os EUA e o Irão.
Neste contexto, o índice de referência para o bloco, o Stoxx 600, caiu 0,43% para 617,27 pontos, estando a ceder 2,6% desde o início do conflito. Esta quarta-feira, foi pressionado pelos setores da construção e dos "house goods", que cederam mais de 1%.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX subiu ligeiros 0,09%, enquanto o espanhol IBEX 35 perdeu 0,55%, o italiano FTSEMIB desvalorizou 0,04%, o francês CAC-40 recuou 0,64%, ao passo que o neerlandês AEX perdeu 0,42% e o britânico FTSE 100 registou um decréscimo de 0,47%.
Entre os resultados desapontantes está a Hermès, que afundou 8,2%, com a guerra no Médio Oriente a afetar as vendas. Já a Kering desvalorizou 9,3%, com as vendas da Gucci a ficarem aquém das expectativas.
A gigante holandesa de equipamentos para fabrico de chips, a ASML, registou uma queda de 4,2% depois de o seu sólido relatório de resultados não ter impressionado os investidores, na sequência de uma subida de 33% este ano.
"Parece que os ganhos fáceis ficaram para trás e que os fundamentos devem prevalecer novamente", afirmou Emmanuel Cau, diretor de estratégia de ações europeias do Barclays, à Bloomberg. "Os resultados serão essenciais para que os investidores entrem no mercado e apostem ou se afastem", acrescentou.
Noutras notícias sobre resultados, a Aixtron disparou mais de 20% para o nível mais alto em 25 anos, depois de a fabricante alemã de equipamento para semicondutores ter revisto em alta as suas previsões para o ano inteiro.
Juros agravam-se na Zona Euro. Investidores esperam desenvolvimentos sobre acordo
Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro registaram aumentos esta quarta-feira, numa altura de forte venda de obrigações de maior risco do bloco, enquanto os investidores aguardam por mais desenvolvimentos concretos sobre a guerra.
Os mercados negociaram em intervalos estreitos, indiferentes à possibilidade de um prolongamento de duas semanas do cessar-fogo entre os EUA e o Irão.
Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos - de referência para a Zona Euro - somaram 2,1 pontos base para 3,041%, enquanto a "yield" das obrigações francesas na mesma maturidade subiram 2,6 pontos para 3,679%. Por Itália, o aumento foi de ainda maior magnitude, nos 3,9 pontos para 3,814%.
Pela Península Ibérica, os juros da dívida soberana de Portugal a dez anos agravaram-se em 2,2 pontos base para 3,429%, enquanto a "yield" das obrigações espanholas ganharam em 2,8 pontos para 3,492%.
Fora da Zona Euro, os juros da "Gilts" britânicas na maturidade de referência mantiveram a mesma tendência de aumento, somando 3,4 pontos base para 4,813%. Nos EUA, os juros das "Treasuries" sobem 4,3 pontos-base para 4,291%.
Dólar cai há oito sessões consecutivas com esperança por novo cessar-fogo
O dólar norte-americano está a cair há oito sessões e está a caminho da mais longa série de perdas desde junho de 2020, enquanto há mais otimismo (ainda que contido) no mercado de que os EUA e o Irão vão chegar a um acordo para prolongar mais uma vez o cessar-fogo e retomar as negociações para um acordo de paz, afastando os investidores do ativo-refúgio como é a divisa americana.
O euro está praticamente estável em 1,18 dólares, enquanto a "nota verde" sobe 0,12% para 158,98 ienes. Já o índice do dólar da DXY desce ligeiros 0,06% para 98,062 pontos.
A mais longa série de quedas do dólar em mais de cinco anos reflete as expectativas do mercado de um desfecho positivo para a guerra no Médio Oriente. O MUFG afirma, citado pela Bloomberg, que esta avaliação é “incrivelmente otimista”. "Esta semana parece agora ser o período em que os investidores começam a desistir da posição comprada no dólar, que era a estratégia inicial mais óbvia após o início da guerra", escreveu Derek Halpenny, diretor de pesquisa de mercados globais.
“O facto de o dólar americano não ter avançado tanto quanto esperávamos desde o início do conflito e os sinais emergentes de um aumento do apetite pela venda são uma indicação do fraco cenário fundamental para o dólar antes do início do conflito”, acrescentou.
Ouro pressionado por acordo frágil e perspetivas de aumento de juros
Os preços do ouro estão a perder terreno esta tarde, enquanto os investidores avaliam as perspetivas de um prolongamento de duas semanas no cessar-fogo entre os EUA e o Irão, como foi avançado esta quarta-feira pela Bloomberg. Para já, a Associated Press diz que há "um acordo de princípio" entre as duas partes.
No entanto, os investidores estão a ver este acordo com fragilidade. Ao mesmo tempo, Washington e Teerão procuram organizar uma segunda ronda de negociações de paz nos próximos dias, segundo o Presidente dos EUA, Donald Trump.
Esta tarde, o metal amarelo tomba 0,68% para 4.807,35 dólares por onça, depois de ter subido mais de 2% na sessão anterior. Desde o início do conflito, o ouro já perdeu cerca de 9%.
Uma recente descida nos preços da energia aliviou parte da pressão inflacionista que tem pesado sobre o metal precioso desde o início da guerra, há mais de seis semanas.
“O mercado está essencialmente preso entre expectativas de abrandamento do conflito e pressões inflacionistas ainda por resolver”, afirmou Dilin Wu, estratega de investigação da Pepperstone, à Bloomberg. A postura da Reserva Federal de taxas “mais altas por mais tempo” permanece inalterada, acrescentou.
A preocupação com o aumento dos preços ao consumidor norte-americano levou os investidores a subirem as apostas de que os bancos centrais vão manter as taxas de juro estáveis por mais tempo ou até mesmo as aumentar - um obstáculo para o metal amarelo, que não rende juros.
Petróleo com ganhos moderados enquanto mercado avalia prolongamento do cessar-fogo
Os preços do petróleo estão a negociar de forma bastante volátil, estando esta tarde a valorizar, numa altura em que os investidores digerem o mais recente acordo de princípio para um alargamento do cessar-fogo entre EUA, Israel e Irão, que terminava a 22 de abril. A Bloomberg avançou que a extensão será por duas semanas.
Esta quarta-feira, os mediadores do conflito dizem que ambas as partes estão a fazer progressos na negociação, para dar mais margem aos esforços diplomáticos, segundo avançou a Associated Press. No entanto, o otimismo do mercado é frágil.
O West Texas Intermediate (WTI), referência para os EUA, sobe 1,1% para 92,37 dólares por barril, enquanto o Brent, referência para a Europa, aumenta 0,31% para 95,08 dólares por barril.
O Presidente dos EUA, Donald Trump, disse à Fox Business que considera a guerra "muito perto do fim" e afirmou à ABC que "vão assistir a dois dias incríveis nos próximos dias".
"A correção generalizada é impulsionada pelo crescente otimismo do mercado de que a diplomacia, e não a escalada, está agora a prevalecer", afirmou Ole Hvalbye, analista de matérias-primas da SEB, à Bloomberg.
Entretanto, o estreito de Ormuz continua bloqueado pelos EUA, com vista a retirar a receita que o Irão fazia com o bloqueio. No entanto, Trump alega que o canal marítimo vital está "aberto permanentemente", o que também trava aqui uma subida maior do crude nos mercados internacionais.
Caso os riscos de escalada diminuam, o abastecimento do Médio Oriente poderá registar uma "recuperação gradual", de acordo com a ANZ Group Holdings. É ainda provável que sejam restabelecidos cerca de dois a três milhões de barris por dia nas primeiras quatro semanas, seguidos de volumes adicionais, afirmaram os analistas.
Wall Street negoceia sem rumo após atingir níveis pré-guerra. Morgan Stanley dispara quase 5%
Os principais índices norte-americanos arrancaram a sessão desta quarta-feira divididos entre ganhos e perdas, embora sem grandes movimentações, numa altura em que os investidores aguardam por uma nova ronda de negociações entre EUA e Irão para voltar a apostar em grande nas ações. As últimas sessões levaram o "benchmark" de Wall Street, o S&P 500, a apagar as perdas registadas desde o estalar do conflito no Médio Oriente e a negociar bastante próximo dos máximos históricos atingidos em janeiro.
Já esta quarta-feira, o S&P 500 acelera 0,10% para 6.974,27 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite ganha 0,40% para 23.734,71 pontos. Já o industrial Dow Jones desvaloriza 0,17% para 48.446,50 pontos. Os mediadores da guerra dizem que estão a fazer progressos na negociação de um prolongameto do atual cessar-fogo, que expira no próximo dia 22, de acordo com a Associated Press. A notícia surge numa altura em que o próprio Presidente dos EUA admite novas negociações de paz em Islamabad nos próximos dois dias.
"No meio de toda esta incerteza, considero justificado que nos voltemos a concentrar nas perspetivas além da guerra", afirmou Holger Schmieding, economista-chefe do Berenberg, à Bloomberg. "Um fator determinante para os mercados é o facto de a corrida à liquidez relacionada com a guerra ter terminado e estar, em parte, a reverter-se. Isso favorece os ativos de maior risco", diz ainda.
Ao mesmo tempo, a época de resultados avança a todo o gás e, apesar de os grandes bancos norte-americanos estarem a conseguir bater as expectativas de lucro dos mercados, as contas têm deixado os investidores divididos. Na segunda-feira, as receitas menor do que o antecipado na divisão de negociação de obrigações do Goldman Sachs atiraram as ações da instituição financeira para o vermelho, enquanto receios em torno das margens financeiras pressionaram o JPMorgan Chase e o Wells Fargo na terça-feira. Já o Citi conseguiu avançar com os participantes de mercado a celebrarem o melhor trimestre em uma década.
Já esta quarta-feira, foi a vez do Bank of America e do Morgan Stanley de apresentarem contas. O banco liderado por Brian Moynihan avança 1,99% para 54,38 dólares, depois de ter registado um lucro por ação de 1,11 dólares, contra a projeção de 1,01 dólares por ação e o mais elevado em quase duas décadas. Já o Morgan Stanley acelera 4,73% para 192,00 dólares, após ter visto o seu resultado líquido crescer 29% para 5,57 mil milhões de dólares, ou 3,43 dólares por ação.
A receita com a negociação de ações tem sido um dos principais fatores a puxar pelos lucros dos gigantes da banca norte-americana, numa altura em que o desencadear da guerra no Irão injetou os mercados com grande volatilidade. Só no Bank of America, esta divisão saltou 30% para 2,83 mil milhões de dólares nos primeiros três meses do ano, enquanto no Morgan Stanley subiu 25% para um recorde de 5,15 mil milhões de dólares.
Europa dividida entre resultados e possível fim do conflito. Hermès afunda após apresentar contas
Os principais índices europeus negoceiam neste momento divididos entre ganhos e perdas, depois de terem iniciado a sessão com desvalorizações em praticamente toda a linha. Neste momento, os investidores estão a pesar o otimismo em relação à esperada retoma das negociações entre Washington e Teerão, contra fracos resultados apresentados por cotadas do setor dos artigos de luxo.
O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – soma 0,05%, para os 620,28 pontos.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX ganha 0,05%, o espanhol IBEX 35 perde 0,37%, o italiano FTSEMIB cede 0,12%, o francês CAC-40 recua 0,46%, ao passo que o neerlandês AEX sobe 0,36% e o britânico FTSE 100 ravança 0,02%.
Depois dos avanços das últimas sessões, as ações europeias estagnaram com no arranque da época de resultados do primeiro trimestre, tendo a Hermès registado no início das negociações desta quarta-feira a maior queda intradiária de sempre da cotada, depois de a guerra no Médio Oriente ter afetado as vendas.
A Hermès chegou a tombar cerca de 14% esta manhã, estando agora a registar desvalorizações de mais de 8%, enquanto a Kering – dona da Gucci – afunda perto de 10%, com as vendas fracas a abalarem o sentimento dos investidores em relação ao setor.
O índice de referência europeu continua a registar uma queda de 2% desde o início da guerra no Irão, enquanto o "benchmark" norte-americano S&P 500 já recuperou as perdas que tinha vindo a fixar desde o estalar do conflito a 28 de fevereiro.
Nesta linha, a geopolítica continua no centro das atenções, uma vez que se espera que os EUA e o Irão realizem mais uma ronda de negociações antes que o cessar-fogo de 7 de abril expire na próxima semana.
“Parece que os ganhos fáceis ficaram para trás e que os fundamentos deverão prevalecer novamente”, disse à Bloomberg Emmanuel Cau, do Barclays. “Os resultados serão fundamentais para que os investidores entrem no mercado e optem por acompanhar ou afastar-se", acrescentou.
A guerra no Irão minou o apetite em relação às ações europeias comparado com as congéneres globais, aumentando o risco de um desempenho inferior este ano, com a dependência da Europa face às importações de energia a prejudicar as negociações desde o início de março.
Entre os setores, o tecnológico (+1,35%) e o da saúde (+0,87%) fixam os maiores avanços, enquanto o dos bens domésticos (-1,61%) e da defesa (-0,48%) lideram as quedas.
Juros da Zona Euro negoceiam sem rumo definido
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a negociar sem rumo definido, à medida que os investidores avaliam qual será o rumo de política monetária que o Banco Central Europeu (BCE) irá seguir na sua reunião deste mês.
Neste contexto, os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, aliviam 0,3 pontos-base, para 3,404%. Em Espanha, a "yield" da dívida com a mesma maturidade negoceia para já inalterada nos 3,465%.
Já os juros da dívida soberana italiana avançam 0,2 pontos, para 3,777%. Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa cede em 0,1 pontos, para 3,653%, ao passo que os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, caem 0,2 pontos, para os 3,017%.
Já fora da Zona Euro, os juros das “gilts” britânicas, também a dez anos, avançam 0,1 pontos-base, para os 4,779%.
Dólar oscila perto de mínimos do início de março. Euro perto de recuperar perdas desde estalar da guerra
O dólar segue a registar ligeiras valorizações na sessão desta quarta-feira, ainda que se mantenha perto de mínimos de seis semanas, já tendo cedido quase todos os ganhos que vinha a somar desde o início da guerra no Irão a 28 de fevereiro.
O índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – soma tímidos 0,02%, para os 98,141 pontos, estando a oscilar perto do seu nível mais baixo desde 2 de março.
Apesar de registar subidas ligeiras, a “nota verde” está a ser pressionada por uma queda contida dos preços do crude, assim como pela possibilidade de os EUA e o Irão realizarem uma nova ronda de negociações que poderá pôr fim à guerra.
Face ao iene, o dólar sobe 0,08%, para os 158,920 ienes, com a divisa nipónica pressionada pela pressão de vendas devido a preocupações de que a balança comercial do país se deteriore, num contexto de riscos crescentes de que os preços do petróleo bruto se mantenham elevados por mais tempo. Nesta medida, o país já anunciou que deverá avançar com mais uma libertação de reservas estratégicas energéticas, apontada para maio.
Por cá, o euro cai 0,06%, para 1,179 dólares, oscilando perto do valor mais alto desde 2 de março. Já a libra esterlina negoceia inalterada a esta hora, fixando-se nos 1,356 dólares.
A atenção dos investidores está, também, virada para o impacto do choque energético na economia global. Nesta medida, o Fundo Monetário Internacional reviu em baixa as previsões de crescimento devido aos picos nos preços da energia provocados pela guerra.
Ouro cede com valorização do dólar e expectativas de política monetária mais restritiva
O ouro está a perder terreno nesta quarta-feira, pressionado por uma ligeira desvalorização do dólar, à medida que os “traders” avaliam a possibilidade de os Estados Unidos (EUA) e o Irão retomarem as negociações para pôr fim à guerra iniciada a 28 de fevereiro.
A esta hora, o ouro recua 0,58%, para os 4.813,710 dólares por onça. No que toca à prata, o metal precioso soma 0,29%, para os 79,321 dólares por onça.
O Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as negociações poderiam ser retomadas “nos próximos dois dias”, avançou o New York Post.
Uma recente descida nos preços da energia aliviou parte da pressão inflacionista que tem pesado sobre o ouro desde o início da guerra, há mais de seis semanas. A preocupação com o aumento dos preços no consumidor levou os "traders" a apostar que os bancos centrais manterão as taxas de juro estáveis por mais tempo ou até as aumentarão — um obstáculo para o ouro, que não rende juros.
O metal amarelo já caiu cerca de 9% desde o início do conflito, com uma escassez de liquidez nas primeiras semanas da guerra a levar os investidores a alienar as suas posições e a cobrir perdas noutros ativos. “O mercado está essencialmente preso entre expectativas de atenuação do conflito e pressões inflacionistas ainda por resolver”, disse à Bloomberg Dilin Wu, da Pepperstone Group.
A postura da Reserva Federal de manter as taxas “mais altas por mais tempo” permanece inalterada, disse a mesma especialista, acrescentando que já que o ouro não rende juros, “enfrenta um teto natural” neste ambiente.
Petróleo cede com otimismo em torno de retoma das negociações EUA-Irão. Japão prepara-se para nova libertação de reservas
Os preços do petróleo estão a registar ligeiras desvalorizações com sinais de que Washington e Teerão poderão retomar as negociações interrompidas neste fim de semana, na sequência do bloqueio norte-americano ao estreito de Ormuz.
O Brent – de referência para a Europa – cai agora ligeiros 0,25%, para os 94,55 dólares por barril. Já o West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – desliza 0,72% para os 90,62 dólares por barril. Ambos os contratos registaram fortes quedas na sessão de terça-feira, com o Brent, por exemplo, a ceder mais de 4%.
Noutras matérias-primas, também o gás natural negociado na Europa regista perdas e recua mais de 2%, para os 42,34 euros por megawatt-hora.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou ontem que as negociações poderiam ser retomadas “nos próximos dois dias”, segundo noticiou o New York Post. O republicano considerou ainda que a guerra estava “muito perto do fim”, avançou a apresentadora da Fox Business, Maria Bartiromo, citada pela Bloomberg.
E à medida que se aguarda pela retoma das negociações, os EUA continuam a pressionar o Irão com o bloqueio de Ormuz para conter as exportações de petróleo da República Islâmica. O almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central dos EUA, elogiou a ação, afirmando que “as forças americanas interromperam completamente o comércio que entra e sai do Irão por via marítima”.
Já Teerão estará a considerar uma suspensão temporária nos embarques através da via marítima para evitar testar o bloqueio dos EUA, segundo uma fonte familiarizada com o assunto e citada pela agência de notícias financeiras.
Desde o início da guerra, o Irão tem impedido a passagem de quase todo o tráfego marítimo através da rota estratégica e os fluxos de navios de mercadorias pelo estreito continuam perto de inexistentes desde o final de fevereiro.
“A curto prazo, é provável que o petróleo evolua lateralmente, com uma tendência para a baixa, à medida que o mercado assimila a viragem para a diplomacia”, afirmou, por sua vez, Dilin Wu, do Pepperstone Group. “No entanto, mesmo que as tensões geopolíticas diminuam ligeiramente, qualquer recuperação significativa na oferta física demorará a materializar-se", avisou.
Noutros pontos, os importadores de petróleo da Ásia estão a viver uma crise mais profunda dada a sua dependência de importações energéticas do golfo Pérsico, com o Japão a preparar-se para uma segunda libertação das reservas nacionais a partir do início de maio, de acordo com o Ministério da Economia nipónico.
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