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Ao minutoAtualizado há 1 min11h56

EUA e Irão chegam a acordo de princípio para prolongamento do cessar-fogo

Acompanhe os desenvolvimentos do dia no conflito no Médio Oriente.

Negócios 11:56
há 2 min.11h56

EUA e Irão chegam a acordo de princípio para alargamento do cessar-fogo

Os mediadores do conflito entre os EUA e o Irão dizem que estão a fazer progressos na negociação de um prolongameto do atual cessar-fogo, que expira no próximo dia 22. À Associated Press, duas fontes dizem que há um "acordo de princípio" para alargar o prazo e dar mais margem aos esforços diplomáticos.

há 8 min.11h50

Relações entre China e Rússia são "preciosas" no atual contexto internacional, diz Xi Jinping

O presidente chinês, Xi Jinping, afirmou hoje que a estabilidade e a previsibilidade das relações entre a China e a Rússia são particularmente "preciosas" num contexto internacional marcado por "mudanças e turbulência".

Durante um encontro em Pequim com o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, Xi considerou que a "forte vitalidade" e o "significado exemplar" do tratado de amizade entre os dois países se destacam ainda mais neste cenário.

O líder chinês defendeu que os ministérios dos Negócios Estrangeiros de ambos os países devem implementar plenamente o consenso alcançado com o Presidente russo, Vladimir Putin, apelando ao reforço da comunicação estratégica e à coordenação diplomática.

Xi instou ainda as duas partes a promover a parceria estratégica abrangente entre Pequim e Moscovo para que "atinja novos patamares, avance de forma mais estável e vá mais longe".

O Presidente chinês não especificou, contudo, a que se referia ao mencionar "mudanças e turbulência" no cenário internacional, numa altura em que persiste a incerteza sobre a duração da guerra no Irão.

Numa entrevista à Fox Business Network, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na terça-feira que o conflito estaria "perto do fim", tendo reiterado a posição de que Washington alcançou uma vitória, apesar de a situação no terreno continuar incerta.

As relações entre a China e a Rússia têm-se aprofundado nos últimos anos, em particular após a invasão russa da Ucrânia, no início de 2022.

Quando Putin visitou a China em setembro, Xi recebeu o homólogo como um "velho amigo", tendo o líder russo retribuído o gesto ao tratá-lo como "querido amigo".

Lavrov chegou à China na terça-feira para uma visita de dois dias, a convite do homólogo chinês, Wang Yi.

há 12 min.11h46

Governo belga admite que "não há dinheiro" para alívio de crise energética

O primeiro-ministro belga Bart De Wever, disse hoje que o Governo não vai propor novas medidas de alívio económico para a crise energética, alegando falta de margem fiscal, apesar da pressão dos seus parceiros de coligação.

"Não disse que as pessoas não devam ser ajudadas, mas não há dinheiro", alegou o chefe de Governo nacionalista flamengo numa intervenção feita no parlamento federal belga.

Na semana passada, o Governo decidiu alocar toda a receita fiscal extraordinária gerada pelo aumento dos preços da energia para apoiar medidas para as famílias e trabalhadores vulneráveis que precisam de se deslocar de carro e são os mais afetados pela subida dos preços dos combustíveis.

A ajuda está estimada em cerca de 60 milhões de euros e será temporária.

Hoje, na Câmara Baixa, o primeiro-ministro foi questionado sobre a possibilidade de aprovar novas medidas de auxílio, como a redução automática dos impostos sobre os combustíveis quando estes ultrapassam determinados limites, mas recusou a possibilidade.

O Movimento Reformista, o segundo maior grupo político da coligação governamental, ameaça bloquear qualquer acordo governamental caso o Conselho de Ministros não aprove novas medidas de ajuda económica geral na próxima sexta-feira.

Um dos principais pilares do programa do Governo belga, uma coligação de sete partidos, é a redução do défice público, que a Comissão Europeia estima que atinja os 5,3% em 2025 e 5,5% em 2026 e 5,9% em 2027.

O aumento do custo da energia é um dos impactos mais diretos e severos da guerra no Irão, mas também da guerra na Ucrânia.

O conflito no Médio Oriente causou uma subida de 27% no preço do petróleo, enquanto os preços do gás dispararam 50%.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) estima que a energia fique 19% mais cara no mundo em 2026.

10h27

EUA enviam milhares de soldados para o Médio Oriente. Objetivo será pressionar Teerão

O Pentágono estará a preparar-se para enviar milhares de soldados para o Médio Oriente nos próximos dias, numa altura em que a administração Trump tenta pressionar o Irão a chegar a um acordo que possa pôr fim ao conflito que já dura desde o dia 28 de fevereiro, avança o Washington Post, que cita fontes oficiais norte-americanas. 

O envio de forças adicionais para a região dá-se numa altura em que existe um generalizado otimismo de que Washington e Teerão poderão voltar a sentar-se à mesa das negociações dentro dos próximos dias, depois de a reunião deste fim de semana em Islamabad ter terminado sem qualquer entendimento entrra as partes. Nesta medida, a administração Trump estará a ponderar a possibilidade de novos ataques ou operações terrestres caso o frágil cessar-fogo não se mantenha, afirmaram as fontes ao jornal norte-americano.

O destacamento inclui marinheiros e fuzileiros navais que deverão chegar à medida que a administração tenta impor um bloqueio marítimo contra o regime de Teerão.

09h45

Irão usou satélite chinês para atingir bases dos EUA no Médio Oriente

O Irão recorreu a um satélite de origem chinesa para monitorizar e apoiar ataques contra bases militares dos Estados Unidos no Médio Oriente, segundo uma investigação do Financial Times baseada em documentos militares iranianos divulgados. O sistema, designado TEE-01B, foi adquirido em 2024 pela força aeroespacial do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), após ter sido lançado a partir da China.

O satélite foi utilizado para recolher imagens antes e depois de ataques com drones e mísseis em março, incluindo sobre a base aérea Prince Sultan, na Arábia Saudita, onde aviões norte-americanos foram atingidos. Também foram monitorizadas instalações militares na Jordânia, Bahrein, Iraque e Kuwait, bem como infraestruturas estratégicas civis na região do Golfo.

O TEE-01B, desenvolvido pela empresa chinesa Earth Eye e operado com suporte da Emposat, permite captar imagens com uma resolução de cerca de meio metro, significativamente superior às capacidades anteriores do Irão. O recurso a tecnologia estrangeira reforça a capacidade militar de Teerão e evidencia o aprofundamento da cooperação com a China, levantando preocupações sobre o impacto na segurança regional.

09h19

Bloqueio dos EUA pode forçar Irão a cortar produção de petróleo em semanas

O Irão poderá ter de reduzir a produção de petróleo dentro de duas semanas caso um eventual bloqueio naval dos Estados Unidos consiga travar as exportações, avança o Financial Times. Com os depósitos de armazenamento a cerca de 51% da capacidade, o país terá margem para aproximadamente 16 dias de produção adicional antes de atingir níveis máximos, o que obrigaria a cortes para evitar danos nos campos petrolíferos.

Segundo o jornal, o Irão exporta atualmente cerca de 1,8 milhões de barris por dia e poderá continuar a produzir durante 10 a 15 dias após uma eventual interrupção das vendas externas, antes de reduzir a atividade. Parte da produção tem sido armazenada em petroleiros, com um a dois superpetroleiros carregados diariamente no terminal de Kharg Island, permitindo ganhar algum tempo face a restrições logísticas.

Apesar da pressão, Teerão tem conseguido manter exportações durante o conflito e até beneficiou de preços mais elevados, após um alívio temporário de sanções por parte de Washington. Ainda assim, um bloqueio eficaz poderá custar cerca de 435 milhões de dólares por dia e colocar forte pressão económica sobre o regime, numa altura em que as receitas petrolíferas são críticas.

Os analistas admitem riscos de escalada no conflito, incluindo perturbações no transporte marítimo no Mar Vermelho, o que poderá ampliar o impacto nos mercados energéticos globais.

07h37

Trump aponta para novas negociações de paz em breve: "Algo pode acontecer nos próximos dois dias"

O Presidente dos Estados Unidos parece ter confirmado, esta terça-feira,, em Islamabad. 

Em declarações a uma jornalista do New York Post que estava na capital do Paquistão, Donald Trump disse: "É melhor ficar por aí, a sério. Porque algo pode acontecer nos próximos dois dias, e estamos mais inclinados a lá ir".

Trump deixou ainda elogios ao líder do exército paquistanês, Asim Munir, sublinhando que o considerava "fantástico" e "por isso, é mais provável que lá voltemos" - referindo-se a Islamabad, onde decorreu a primeira ronda de negociações, no passado fim de semana.

08h42

Vários voos entre China e Sudeste Asiático cancelados devido ao preço do combustível

Vários voos entre a China e o Sudeste Asiático e a Oceânia foram cancelados nos últimos dias, devido à subida dos custos de combustível causada pela guerra no Irão, informou hoje o jornal The Paper.

Desde o início do mês, algumas rotas que ligavam cidades chinesas a destinos na Tailândia, Laos, Malásia ou Camboja suspenderam temporariamente todos os voos, enquanto noutras, com destino à Austrália ou à Nova Zelândia, a taxa de cancelamento atinge 83,3%.

Segundo o jornal South China Morning Post, outras companhias aéreas, como a paquistanesa PIA, também reduziram voos com a China e outros destinos, enquanto empresas das Filipinas, Vietname ou Nova Zelândia cortaram rotas, e a Cathay Pacific, de Hong Kong, já anunciou que vai cancelar 2% dos seus voos em maio e junho.

Lin Zhijie, especialista citado pelo The Paper, explicou que o combustível de aviação -- cerca de um terço dos custos de uma companhia aérea -- praticamente duplicou de preço desde o início da guerra no Irão, enquanto os bilhetes não acompanharam essa subida, colocando algumas empresas numa situação em que, quanto mais voos operam, maiores são as perdas.

Além disso, alguns dos países mencionados enfrentam problemas de abastecimento de combustível devido ao bloqueio 'de facto' do estreito de Ormuz -- destino de entre 84% e 90% do petróleo que transita por esta rota marítima crucial -- o que agrava os custos e cria incerteza quanto à capacidade de reabastecimento.

As companhias melhor posicionadas neste contexto são as transportadoras 'low cost' chinesas, como a Spring Airlines, que conseguem transportar até mais 25% de passageiros do que outras companhias com os mesmos aviões, mitigando assim o impacto dos custos acrescidos com combustível, acrescentou Lin.

Segundo dados da plataforma Flight Manager, a China deverá registar no próximo feriado de maio um aumento das viagens, tanto em volume como em preços: as tarifas médias dos voos domésticos subiram 9,6% em termos homólogos e mais de 20% face ao mesmo período de 2019.

A China tem resistido melhor ao impacto da guerra do que outros países da região, graças à sua capacidade interna de refinação, tendo também restringido as exportações de combustível, o que deixou alguns países vizinhos sem uma alternativa de fornecimento.

Após uma das maiores subidas recentes dos combustíveis, os reguladores chineses anunciaram que vão limitar esse aumento a cerca de metade do habitual, para proteger os consumidores.

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