Cessar-fogo no Líbano dá força ao ouro. Barril de petróleo pode chegar aos 130 dólares no final do ano
Ouro "respira" com alívio no petróleo e na guerra
Os preços do ouro estão nesta quinta-feira a negociar em alta, num contexto em que Israel e Líbano acordaram um cessar-fogo, o que está a fazer recuar a negociação de petróleo. Os preços mais elevados do petróleo tendem a prejudicar a negociação de ouro, pois colocam em perspetiva uma subida da inflação e políticas monetárias mais restritivas, que tipicamente penalizam a negociação do metal amarelo.
Às 08:39 horas, o ouro valorizava 0,72% para os 4.466,55 dólares por onça, enquanto a prata avançava 0,79% para os 73,28 dólares por onça.
"À medida que as preocupações com a inflação persistem e os mercados continuam a incorporar a expectativa de uma subida das taxas de juro da Reserva Federal até, pelo menos, o início de 2027, o ouro está a ter dificuldade em recuperar de forma sustentada", escrevem Ryan McKay e Bart Melek, analistas da TD Securities, numa nota citada pela Bloomberg.
O departamento de Estado dos EUA confirmou ao início da noite desta quinta-feira que Israel e o Líbano concordaram na implementação de um cessar-fogo. Já Donald Trump disse acreditar num acordo de paz com o Irão ainda durante o fim de semana, ambas boas notícias para o fim do conflito e do estrangular energético que tem afetado o mundo.
Noutros metais, o cobre negoceia em baixa, recuando 0,73% para os 6,46 dólares por libra peso, enquanto a platina valoriza 1,06% para os 1.883,27 dólares por onça.
Bolsa de Lisboa em queda. Só BCP, Mota-Engil e Ibersol valorizam
A bolsa de Lisboa começa a sessão desta quinta-feira em queda, num dia que deverá ficar marcado para um menor volume de negociação por ser feriado em Portugal. Às 08:13 horas, o PSI recuava 0,33% para os 8.969,36 pontos.
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Cessar-fogo entre Israel e Líbano pressiona petróleo. Perspetiva de médio prazo é de valorização
Este acordo de cessar-fogo, mediado pelos EUA, foi conseguido após quatro encontros de representantes de alto nível de Israel e do Líbano, segundo a agência de notícias Bloomberg.
Neste contexto, em que um dos principais focos de tensão da guerra no Médio Oriente promete fazer uma "pausa" a curto prazo, os preços do petróleo seguem em queda nos mercados internacionais.
O barril de Brent, a referência europeia, recuava, às 07:51 horas, 1,04% para os 96,79 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), a referência de negociação norte-americana, cedia 0,98% para os 95,08 dólares por barril.
O recuo do petróleo só não é maior, pois os dados relativos às reservas norte-americanas mostram um recuo das mesmas pela sexta semana consecutiva. E mesmo que a guerra acalme no Médio Oriente, a escassez de petróleo que se começa a registar pode empurrar, por si só, os preços do crude para perto dos 130 dólares por barril no último trimestre do ano, segundo Robert Rennie, analista de matérias-primas do Westpac Banking Corp., citado pela Bloomberg.
"Os mercados estão distraídos, apesar de caminharmos rapidamente para um cenário de forte restrição da oferta do crude e de combustíveis refinados", acrescentou no mesmo comentário.
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