Chanceler alemão contra alívio de sanções ao petróleo russo. Taxa Euribor volta a subir
PIB do Reino Unido estagna em janeiro
Chanceler alemão contra alívio de sanções ao petróleo russo. É "errado", diz
Europa no vermelho com inflação e crescimento económico a preocuparem. BE Semiconductor dispara mais de 10%
Juros voltam a agravar-se na Zona Euro. Investidores mais pessimistas em relação ao futuro da política monetária
Inflação em Espanha manteve-se em 2,3% em fevereiro
Euro atinge mínimos de sete meses face ao dólar. Já perdeu mais de 2% desde o início da guerra
Ouro cai e prepara-se para fechar segunda semana consecutiva no vermelho
Petróleo acima dos 100 dólares. Irão promete manter estreito de Ormuz fechado
Escalada do conflito no Irão pinta praças mundiais de vermelho. Europa aponta para perdas
Euribor sobe de novo a três, a seis e 12 meses
A taxa Euribor subiu esta sexta-feira pela segunda sessão consecutiva a três, a seis e a 12 meses em relação a quinta-feira.
Com estas alterações, a taxa a três meses, que avançou para 2,157%, continuou abaixo das taxas a seis (2,289) e a 12 meses (2,522%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu, ao ser fixada em 2,289%, mais 0,064 pontos do que na quinta-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a janeiro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,93% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,78% e 24,98%, respetivamente.
No prazo de 12 meses, a taxa Euribor avançou para 2,522%, mais 0,066 pontos do que na quinta-feira. Em 10 de março a Euribor a 12 meses foi fixada em 2,552%, um novo máximo desde janeiro de 2025.
No mesmo sentido, a Euribor a três meses subiu ao ser fixada em 2,157%, mais 0,007 pontos do que na quinta-feira.
PIB do Reino Unido estagna em janeiro
O produto interno bruto (PIB) do Reino Unido estagnou em janeiro face ao mês anterior, depois de ter aumentado 0,1% em dezembro passado e 0,2% em novembro, informou esta sexta-feira o Office for National Statistics (ONS).
Num comunicado divulgado, o organismo oficial indicou que em janeiro o setor dos serviços, considerado o pulmão económico do país, não aumentou, enquanto o industrial caiu 0,1% e o da construção avançou 0,2%.
O ONS também informou que o PIB cresceu 0,2% entre os meses de novembro de 2025 e janeiro de 2026, depois de um aumento de 0,1% no trimestre terminado em dezembro passado.
No trimestre de novembro a janeiro, o setor dos serviços avançou 0,2%, enquanto o industrial cresceu 1,3%, mas o da construção sofreu uma contração de 2%.
A diretora de estatísticas económicas do ONS, Liz McKeown, disse que o crescimento aumentou ligeiramente no trimestre devido em parte "à recuperação da indústria automóvel".
No setor de serviços, que também cresceu, o comércio retalhista continuou a recuperar após um verão fraco.
"No entanto, o panorama geral continua a ser moderado", acrescentou McKeown, que destacou a forte queda no setor da construção nos últimos três meses, "com um recuou contínuo na construção de habitações".
"Num mundo incerto, estamos a construir uma economia mais forte e segura, reduzindo o custo de vida, reduzindo a dívida nacional e criando as condições para que o crescimento melhore a situação" do país, disse a ministra da Economia, Rachel Reeves.
Chanceler alemão contra alívio de sanções ao petróleo russo. É "errado", diz
Os EUA querem usar o petróleo russo para conter a escalada nos preços, mas a decisão está a causar incômodo nalguns aliados europeus. Esta sexta-feira, o chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou que era "errado" utilizar o crude do país liderado por Vladimir Putin, que está a beneficiar economicamente da guerra no Irão.
"Aliviar as sanções neste momento, por qualquer motivo que seja, seria errado", disse Merz esta sexta-feira, de visita à Noruega. "Gostaria de saber quais foram os motivos que levaram o governo dos EUA a tomar esta decisão", afiançou ainda, relembrando que, embora os preços estejam elevados - o que constitui um problema -, não existe falta de oferta no mercado.
"A questão principal é: quando é que esta guerra vai acabar e que estratégia será utilizada para lhe pôr fim?", interroga o chanceler alemão, que afirma que "estas perguntas ainda não foram realmente respondidas".
Na quinta-feira, o Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos EUA emitiu uma licença de âmbito geral que autoriza a entrega e venda de petróleo russo, desde que tenha sido já carregado em petroleiros. A licença, que abrange outros produtos petrolíferos, prolonga-se por um mês, até 11 de abril, mas exclui quaisquer transações que envolvam o Irão.
Em contraciclo com Merz, a Hungria pediu esta sexta-feira à UE que siga o exemplo norte-americano e suspenda temporariamente as sanções contra o petróleo russo, de forma a conter a grande escalada dos preços que atiraram o barril de petróleo acima dos 100 dólares. Budapeste tem sido uma voz dissonante entre os países da União Europeia (UE) sobre a invasão da Ucrânia, opondo-se a muitas das medidas adotadas contra Moscovo.
Europa no vermelho com inflação e crescimento económico a preocuparem. BE Semiconductor dispara mais de 10%
As principais praças europeias estão a negociar em território negativo, encaminhando-se para a segunda semana consecutiva de perdas, com os investidores a avaliarem o impacto que a escalada nos preços da energia terá tanto na inflação como no crescimento económico. A pressionar as ações da região estão ainda preocupações com uma potencial crise no mercado do crédito privado.
A esta hora, o Stoxx 600, "benchmark" para a negociação europeia, recua 0,6% para 595,26 pontos, num dia em que o barril do petróleo estabilizou acima dos 100 dólares. O setor mineiro é o que mais cai esta manhã, seguido da banca e do setor das viagens, com as ações ligadas ao "oil&gas" a serem das poucas a negociarem em território positivo.
"Com o preço do petróleo acima dos 100 dólares, as expectativas de inflação estão elevadas. Quanto mais tempo isto [o conflito] se prolongar, mais preocupado fico com os mercados acionistas", afirma Rhynhardt Roodt, diretor de investimentos de ações da Ninety One, à Bloomberg. Os títulos europeus até estavam a superar o desempenho dos norte-americanos no arranque do ano, mas os receios de um choque de estagflação (período de inflação persistente aliado a estagnação económica), provocado pela guerra no Irão, está a pressionar.
Com isto em mente, os investidores já têm uma subida de 25 pontos base nas taxas de juro incorporada nos preços para este ano, apontando ainda para um segundo possível aperto. Para 2027, o mercado já dá como certas duas subidas, que perfazem 50 pontos base, numa altura em que a União Europeia (UE) antecipa que a inflação ultrapasse os 3% caso o preço do barril de petróleo continue a negociar próximo dos 100 dólares.
Entre as principais movimentações de mercado, a BE Semiconductor Industries dispara 10,76%, depois de a Reuters ter noticiado que a fabricante de semicondutores tem recebido várias propostas de aquisição. Por sua vez, a Vivendi cai 2,73%, apesar de até ter voltado aos lucros em 2025, com um resultado líquido de 20 milhões de euros face às perdas de seis mil milhões que refletiam perdas de capital numa série de subsidiárias.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX perde 0,82%, o espanhol IBEX 35 recua 0,94%, o italiano FTSEMIB desvaloriza 0,61%, o neerlandês AEX recua 0,02%, enquanto o francês CAC-40 cede 0,77%, ao passo que o britânico FTSE 100 regista perdas de 0,46%.
Juros voltam a agravar-se na Zona Euro. Investidores mais pessimistas em relação ao futuro da política monetária
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão, mais uma vez, a agravarem-se esta sexta-feira, numa altura em que os investidores já olham para 2027 e antecipam duas subidas nas taxas de juro para esse ano por parte do Banco Central Europeu (BCE). Em 2026, um aperto de 25 pontos-base já está incorporado e o mercado vê grandes possibilidades da autoridade monetária avançar com outro.
A Europa está particularmente exposta à escalada dos preços da energia, uma vez que importa grande parte do seu petróleo e gás natural de outras regiões. A União Europeu (UE) alertou esta semana que a grande subida dos preços poderia levar a inflação a ultrapassar os 3% ainda este ano, obrigando o banco central a apertar a política monetária, após vários meses a dizer que estava "num bom lugar".
Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, até negoceiam inalterados nos 2,954%, depois de terem atingindo máximos de outubro de 2023 na sessão anterior, mas a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade ganha 3,2 pontos para 3,655 e a das obrigações italianas saltam 3,8 pontos para 3,783%.
Pela Península Ibérica, mantém-se a tendência, com os juros da dívida portuguesa a dez anos a subirem 1,6 pontos-base para 3,407% e os da dívida espanhola a crescerem 1,8 pontos para 3,475%.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas também a dez anos registam um agravamento de 1,8 pontos-base para 4,790%.
Inflação em Espanha manteve-se em 2,3% em fevereiro
Os preços em Espanha subiram 2,3% em fevereiro, um aumento igual do mês anterior, revelou esta sexta-feira o Instituto Nacional de Estatística espanhol (INE).
Esta evolução da inflação homóloga (subida dos preços comparando com o mesmo período do ano anterior) deveu-se, sobretudo, à eletricidade, que diminuiu e compensou os aumentos na restauração e alimentação, comparando com fevereiro de 2025, segundo o INE.
A inflação em Espanha manteve-se assim estável em fevereiro, depois de três meses consecutivos de descida, depois de se ter situado nos 3% em novembro, em 2,9% em dezembro e 2,3% em janeiro.
Quanto à inflação subjacente (sem a energia e os produtos alimentares frescos, tradicionalmente os mais voláteis do cabaz de compras), foi de 2,7% em fevereiro, uma décima mais do que em janeiro.
Na evolução em cadeia (comparação com o mês anterior), os preços em Espanha aumentaram 0,4% em fevereiro.
Euro atinge mínimos de sete meses face ao dólar. Já perdeu mais de 2% desde o início da guerra
O euro tocou em mínimos de sete meses face ao dólar norte-americano esta sexta-feira, pressionado por uma escalada na retórica em torno do conflito no Irão que tem levado os investidores a procurarem o refúgio da "nota verde" - mesmo numa altura em que se antecipa uma subida nas taxas de juro por parte do Banco Central Europeu (BCE).
A esta hora, a moeda comum europeia recua 0,65% para 1,1438 dólares, o valor mais baixo desde agosto do ano passado. Desde que o conflito estalou no Médio Oriente, o euro já perdeu mais de 2% do seu valor face à divisa norte-americana, com os investidores a anteciparem um impacto substancial da escalada dos preços da energia na economia europeia. Na quinta-feira, o instituto Ifo reviu em baixa as previsões de crescimento económico para a Alemanha.
A Europa está particularmente exposta a um disparo nos preços do petróleo e do gás natural, uma vez que importa grande parte do que consome. Isto faz com que a balança comercial do continente acabe por se deteriorar, atirando a moeda para grandes perdas. A mesma dinâmica já se tinha assistido na sequência da invasão russa da Ucrânia, em 2022, que mergulhou o continente numa crise energética.
Estes movimentos acontecem apesar de os mercados já estarem a apontar para duas subidas nas taxas de juro por parte do BCE. No mês passado, os investidores não esperavam qualquer ação por parte da autoridade monetária. "[Na próxima reunião], o BCE deve manter as taxas inalteradas e salientar que a recente evolução dos preços da energia acrescentou uma camada de incerteza às suas perspetivas de crescimento e inflação", refere Valentin Marinov, estratega de mercado cambial do Crédit Agricole, à Bloomberg.
Por sua vez, o dólar está a receber um impulso da posição dos EUA como o maior produtor mundial de petróleo e do papel da "nota verde" como a moeda de referência do comércio global de petróleo bruto. Também tem vindo a beneficiar dos receios de uma escalada da inflação no país, que está a levar os investidores a reduzirem as expectativas de flexibilização por parte da Reserva Federal (Fed) norte-americana este ano. O mercado de "swaps" já não dá como certo um corte.
Ouro cai e prepara-se para fechar segunda semana consecutiva no vermelho
O ouro está a negociar em território negativo esta sexta-feira, encaminhando-se para a segunda semana de perdas, numa altura em que os investidores continuam a avaliar o impacto da escalada dos preços da energia - o Brent continua acima dos 100 dólares - no futuro da política monetária das maiores economias do mundo.
A esta hora, o metal amarelo recua 0,19% para 5.069,44 dólares, apesar de até ter chegado a negociar acima dos 5.100 dólares durante a madrugada. O ouro está, assim, prestes a fechar a semana com perdas em torno de 1%, a primeira vez desde novembro do ano passado que o metal precioso regista duas semanas consecutivas de perdas, com o conflito no Médio Oriente a levar os investidores a reduzirem as probabilidades de um corte nas taxas de juro por parte da Reserva Federal (Fed) norte-americana este ano.
O banco central reúne-se na próxima semana e é certo que a política monetária mantenha-se inalterada. O mercado de "swaps" aponta para uma probabilidade de 70% de um novo alívio de 25 pontos-base ser concretizado este ano, quando, ainda no arranque da semana, um corte dessa magnitude estava incorporado nos preços. O ouro tende a beneficiar de um ambiente monetário mais flexível, uma vez que não rende juros.
Se o conflito no Médio Oriente se prolongar, o metal amarelo pode sair ainda mais pressionado, uma vez que a subida sustentada dos preços da energia terá um impacto bastante negativo na inflação. Para fazer face à escalada, os EUA têm adotado uma série de medidas, incluindo a emissão de licenças para importação de petróleo russo durante um mês ou a libertação de reservas estratégias, mas o impacto nos preços tem sido limitado.
Ao mesmo tempo, o novo supremo líder do Irão, Mojtaba Khamenei, tem acompanhado a escalada da narrativa por parte do Presidente dos EUA, Donald Trump. Enquanto o líder norte-americano desvaloriza o aumento dos preços do barril de crude, priorizando a intervenção militar no Médio Oriente, o novo líder do Irão promete manter o estreito de Ormuz encerrado - um ponto crítico para o abastecimento global de energia.
Petróleo acima dos 100 dólares. Irão promete manter estreito de Ormuz fechado
O barril de petróleo de referência para a Europa continua a negociar acima dos 100 dólares, com os mais recentes ganhos a serem sustentados pela promessa do novo líder supremo do Irão de manter o estreito de Ormuz fechado - um ponto crítico para o abastecimento de crude e gás natural liquefeito (GNL) a nível global.
A esta hora, o West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA - acelera 1,30% para 96,95 dólares por barril, enquanto o Brent - crude de referência para a Europa - ganha 1,55% para 102,02 dólares. Na sessão anterior, o Brent chegou a disparar mais de 9%, tocando no valor mais elevado desde segunda-feira - quando os preços do barril de petróleo se aproximaram dos 120 dólares, algo que já não acontecia desde o estalar da crise energética de 2022.
Para conter a escalada de preços, os EUA têm apresentado uma série de medidas, com a mais recente a passar por uma autorização de venda parcial de petróleo russo durante um mês, desde que o mesmo já tenha sido carregado em petroleiros. Já esta sexta-feira, o Kremlin reagiu à notícia, afirmando que "os Estados Unidos estão, na verdade, a reconhecer o óbvio: sem petróleo russo, o mercado global de energia não pode manter-se estável".
No seu relatório mensal, a Agência Internacional de Energia (AIE) avisou que, com os impactos da guerra no Irão, estamos a assistir à "maior perturbação de abastecimento na história do mercado petrolífero mundial", com o conflito a afetar diretamente 7,5% da oferta global de petróleo e a levar a cortes de produção em torno dos oito milhões de barris por dia. O relatório segue-se a uma decisão histórica de libertar 400 milhões de barris das reservas estratégicas dos países membros da AIE, de forma a conter a escalada de preços.
No entanto, a decisão está a ter um impacto limitado. No dia em que foi anunciada, o crude continuou a registar ganhos bastante expressivos, mas os analistas não descartam que possa estar a conter a subida. "A decisão da AIE está a ajudar os preços a não atingirem níveis estratosféricos, mas provavelmente apenas por um curto período", explica Philip Jones-Lux, analista de mercados sénior da Sparta Commodities, à Bloomberg.
Escalada do conflito no Irão pinta praças mundiais de vermelho. Europa aponta para perdas
A escalada da retórica em torno da guerra do Irão não está a dar tréguas às ações mundiais. As principais praças asiáticas encerraram em território negativo pela segunda sessão consecutiva, enquanto a Europa e os EUA apontam para mais uma abertura no vermelho, numa altura em que os preços do petróleo continuam a negociar em torno dos 100 dólares por barril e o gás natural fixa-se acima dos 50 euros por megawhatt-hora.
O MSCI Asia Pacific - "benchmark" para a negociação asiática - está a desvalorizar 1,29%, com a grande maioria das principais praças da região já encerradas e pintadas de vermelho. Pela Europa, a negociação de futuros do Euro Stoxx 50 aponta para perdas de quase 0,8%, com os investidores a avaliarem os mais recentes desenvolvimentos no conflito do Médio Oriente e as primeiras palavras públicas do novo supremo líder do Irão.
Mojtaba Khamenei, filho do antigo líder, não teve palavras de paz para o seu povo. Prometeu vingar os "mártires" da guerra e manter o estreito de Ormuz fechado, por onde passam 20% de todo o petróleo e gás natural consumidos a nível global. O discurso reforçou as preocupações dos investidores em relação a uma disrupção mundial sobre abastecimento energético, aumentando as perdas dos principais índices europeus e norte-americanos na quinta-feira.
Ao mesmo tempo, Donald Trump, Presidente dos EUA, desvalorizou a subida dos preços do crude, afirmando que os seus objetivos no Irão são "muito mais importantes". Mesmo assim, o país tem tomado medidas para conter o aumento dos preços e, na quinta-feira, o Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos EUA emitiu uma licença de âmbito geral que autoriza a entrega e venda de petróleo russo, desde que tenha sido já carregado em petroleiros, a partir de 12 de março.
"Com o petróleo Brent a manter-se acima dos 100 dólares por barril, os investidores estarão cautelosos em relação a novos desenvolvimentos na guerra do Irão durante o fim de semana, enquanto os mercados fazem uma pausa. É compreensível que a disposição para assumir novos riscos seja muito baixa", explica Mark Cranfield, estratega do Markets Live, à Bloomberg.
Com a Ásia bastante exposta ao conflito do Médio Oriente - o continente importa entre 60% a 70% do seu petróleo dos países do Golfo Pérsico -, as principais praças da região estão a ser particularmente penalizadas pelo conflito. Esta sexta-feira, o japonês Nikkei 225 caiu 1,16%, enquanto o mais abrangente Topix cedeu 0,57%, o sul-coreano Kospi desvalorizou 1,72%, enquanto os chineses Hang Seng e Shanghai Composite deslizaram, respetivamente, 0,96% e 0,82%.
A fabricante de carros Honda Motor afundou 5,56%, depois de ter previsto o seu primeiro ano de prejuízos em quase 70 anos, com as contas a serem pressionadas por uma restruturação no negócio dos veículos elétricos, avaliada em 15,7 mil milhões de dólares.
Mais lidas
O Negócios recomenda