Europa fecha segunda semana consecutiva de perdas. Stoxx 600 perdeu 6% desde início da guerra
Juros fecham semana com agravamentos em toda a linha na Zona Euro
Ouro a caminho de segunda semana seguida de perdas. Dólar forte e política monetária pressionam metal
Dólar impulsionado por menor expectativa de corte nos juros. Iene em mínimos de 2024
Petróleo estabiliza mas com Brent ainda acima dos 100 dólares por barril
Produtores de petróleo perdem mais de 13 mil milhões desde início do conflito
Arábia Saudita "recruta" superpetroleiros para compensar Ormuz
Wall Street ignora dados económicos e negoceia no verde. Petróleo dá "tréguas" a investidores
Euribor sobe de novo a três, a seis e 12 meses
PIB do Reino Unido estagna em janeiro
Chanceler alemão contra alívio de sanções ao petróleo russo. É "errado", diz
Europa no vermelho com inflação e crescimento económico a preocuparem. BE Semiconductor dispara mais de 10%
Juros voltam a agravar-se na Zona Euro. Investidores mais pessimistas em relação ao futuro da política monetária
Inflação em Espanha manteve-se em 2,3% em fevereiro
Euro atinge mínimos de sete meses face ao dólar. Já perdeu mais de 2% desde o início da guerra
Ouro cai e prepara-se para fechar segunda semana consecutiva no vermelho
Petróleo acima dos 100 dólares. Irão promete manter estreito de Ormuz fechado
Escalada do conflito no Irão pinta praças mundiais de vermelho. Europa aponta para perdas
Europa fecha segunda semana consecutiva de perdas. Stoxx 600 perdeu 6% desde início da guerra
Os principais índices europeus encerraram a sessão desta sexta-feira com perdas em praticamente toda a linha, ainda que tenham conseguido recuperar de mínimos intradiários na sequência de notícias de que vários países europeus estarão em negociações com Teerão para garantir a passagem segura dos seus navios pelo estreito de Ormuz.
O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – cedeu 0,50%, para os 598,85.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX perdeu 0,60%, o espanhol IBEX 35 caiu 0,47%, o italiano FTSEMIB desvalorizou 0,31%, o francês CAC-40 recuou 0,91%, ao passo que o britânico FTSE 100 registou perdas de 0,43%. Já o neerlandês AEX valorizou 0,10%.
O reinício do tráfego de petroleiros através do estreito de Ormuz seria um sinal fundamental para o risco, de acordo com Peter McLean, da Stonehage Fleming Investment Management, à Bloomberg. “Os trânsitos diários caíram de um valor típico de 50 a 60 navios para apenas zero a cinco”, afirmou McLean. “Mesmo que se trate de uma recuperação gradual e parcial dos fluxos, tal provavelmente levaria os mercados a precificar uma atenuação da perturbação no setor energético e a antecipar uma recuperação económica ao longo do tempo”, acrescentou.
No conjunto desta semana, o “benchmark” do Velho Continente somou perdas de 0,47%, depois de ter caído 5,6% na semana anterior - desvalorização que veio interromper uma sequência de cinco semanas de ganhos para o Stoxx 600.
Também dados económicos dos EUA reavivaram as expectativas de pelo menos um corte nas taxas de juro pela Reserva Federal este ano. Este fator ajudou as ações do setor financeiro europeu a recuperar algumas das perdas anteriores, ao mesmo tempo que impulsionou o setor imobiliário.
Nesta medida, o setor dos alimentos (+1,21%), das telecom (+1,15%) e das “utilities” (+1,09%) registaram as maiores valorizações. Por outro lado, o dos recursos naturais (-3,31%), o industrial (-1,80%) e do turismo (-1,25%) lideraram as quedas.
Entre os movimentos do mercado, a BE Semiconductor Industries pulou mais de 5% - depois de ter chegado a registar uma valorização intradiária de 14% - depois de a Reuters ter noticiado que a fabricante de equipamentos para semicondutores estará a receber propostas de aquisição.
Juros fecham semana com agravamentos em toda a linha na Zona Euro
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro terminaram a sessão com agravamentos, à medida que a subida dos preços do petróleo leva os investidores a apostarem numa posição mais "hawkish" por parte do Banco Central Europeu (BCE).
A Europa é vista como particularmente vulnerável a uma escalada da guerra no Médio Oriente, uma vez que a região importa quase todo o seu petróleo e a maior parte do seu gás natural, ficando mais exposta do que os EUA, que é um exportador líquido de energia.
Os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, agravam-se em 3,5 pontos-base, para 3,427%. Em Espanha a "yield" da dívida com a mesma maturidade seguiu a mesma tendência e subiu 3,4 pontos, para 3,491%.
Já os juros da dívida soberana italiana escalaram 4,2 pontos, para 3,786%.
Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa agravou-se em 4,6 pontos, para 3,669%, ao passo que os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, subiram 2,3 pontos, para os 2,997%.
Fora da Zona Euro, os juros das "gilts" britânicas, também a dez anos, agravaram-se em 5 pontos-base, para 4,822%.
Ouro a caminho de segunda semana seguida de perdas. Dólar forte e política monetária pressionam metal
O ouro está a negociar com desvalorizações esta tarde e caminha para uma segunda semana consecutiva de desvalorizações, à medida que preocupações com um aumento da inflação e uma subida do dólar pressionam o metal amarelo.
A esta hora, o ouro recua 0,57%, para os 5.050,220 dólares por onça.
O metal amarelo caiu cerca de 2,1% esta semana, colocando-o a caminho da sua primeira queda semanal consecutiva desde novembro do ano passado. O impulso que se vinha a registar no preço do ouro parece ter estagnado desde que a guerra entre os EUA e Israel contra o Irão começou há quase duas semanas.
“O preço do ouro continua a não conseguir beneficiar da crise geopolítica”, disse à Bloomberg Barbara Lambrecht, da Commerzbank Research. “Afinal, com os preços do petróleo e do gás a subirem significativamente novamente esta semana, os riscos de inflação também estão a aumentar. Isto poderá forçar os bancos centrais a tomar medidas de combate”, acrescentou.
Os preços mais elevados da energia e as crescentes preocupações com um aumento da inflação reduziram significativamente as expectativas de que a Reserva Federal e outros bancos centrais venham a cortar as taxas de juro. Os dados mais recentes sobre as despesas de consumo nos EUA, divulgados nesta sexta-feira, revelaram que as despesas mal aumentaram em janeiro devido a um crescimento económico mais fraco do que o esperado.
O relatório veio reforçar as preocupações de que as pressões sobre os preços já estavam a aumentar mesmo antes dos ataques ao Irão. Entretanto, a confiança dos consumidores norte-americanos caiu para o nível mais baixo dos últimos três meses.
Nesta linha, os "traders” consideram agora praticamente impossível a possibilidade de uma redução das taxas na reunião da Reserva Federal da próxima semana e estimam uma probabilidade de apenas 80% de uma redução ainda este ano.
Já no que toca à prata, o metal precioso negoceia com perdas de 3,52%, para os 80,892 dólares por onça.
Dólar impulsionado por menor expectativa de corte nos juros. Iene em mínimos de 2024
O dólar atingiu nesta sexta-feira máximos de dois meses, à medida que o aumento dos preços da energia gera preocupações com uma subida da inflação, enquanto a guerra no Médio Oriente não dá sinais de abrandamento.
O índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – sobe 0,60%, para os 100,341 pontos e caminha para a segunda semana consecutiva de valorizações, com os “traders” a analisarem novos dados da inflação nos EUA nesta sexta-feira, que ficaram em linha com as expectativas do mercado. Os analistas também estão agora menos otimistas de que Fed venha a cortar os juros este ano, fator que tem proporcionado algum apoio para a subida da “nota verde”.
Por outro lado, os maiores importadores mundiais de energia - incluindo a UE e o Japão - têm egistado fortes desvalorizações nas suas divisas desde o início da guerra dos EUA e Israel contra o Irão.
A esta hora, o dólar valoriza 0,14%, para os 159,570 ienes, sendo que a divisa nipónica atingiu hoje mínimos de 2024.
“Os constantes desenvolvimentos geopolíticos negativos vindos do Médio Oriente estão a aumentar a atratividade do dólar como moeda de refúgio”, afirmou à Bloomberg Paresh Upadhyaya, da Pioneer Investments. “É difícil imaginar que esta tendência não se mantenha a curto prazo, uma vez que não há sinais de que o conflito esteja a chegar ao fim”.
Nesta medida, pela Europa, a libra perde 0,78%, para os 1,323 dólares e o euro recua 0,59%, para os 1,144 dólares, atingindo mínimos de agosto do ano passado. Os "traders" estão agora focados nas reuniões da próxima semana da Fed, do Banco Central Europeu e do Banco de Inglaterra para avaliar como é que os decisores de política monetária reagirão à perspetiva de um choque nos preços da energia.
Petróleo estabiliza mas com Brent ainda acima dos 100 dólares por barril
Os preços do petróleo negoceiam praticamente inalterados a esta hora, à medida que se intensificam os ataques a navios no estreito de Ormuz e já depois de o novo líder supremo do Irão ter dito que quer manter a via marítima fechada. Apesar dos ganhos modestos, o Brent fixa-se ainda acima dos 100 dólares por barril, depois de ter reduzido alguns dos ganhos que vinha a registar na sessão.
O West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – sobe 0,06%, para os 95,79 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – valoriza 0,54% para os 101 dólares por barril, depois de ter registado um salto de 9,2% durante a sessão anterior.
Chegando ao final de uma das semanas mais voláteis de sempre para o mercado petrolífero - com as flutuações de preços a atingirem a maior amplitude de sempre -, os investidores prepararem-se agora para mais turbulência, uma vez que o Irão se comprometeu a manter efetivamente fechado o estreito de Ormuz.
E num esforço adicional para tentar controlar a subida dos preços, os EUA emitiram a sua segunda isenção temporária para a compra de petróleo russo. A medida mais recente, que se aplica ao crude carregado em navios antes do dia 12 de março, é mais abrangente do que uma diretiva no início deste mês que apenas autorizava a Índia a aumentar as compras de crude produzido na Rússia.
Produtores de petróleo perdem mais de 13 mil milhões desde início do conflito
Os produtores de petróleo perderam mais de 15.000 milhões de dólares (cerca de 13.080 milhões de euros) em receitas energéticas desde o início do conflito no Irão, revelou um estudo publicado esta sexta-feira pelo Financial Times (FT).
Estima-se que passem diariamente pelo Estreito de Ormuz cerca de 1.200 milhões de dólares em petróleo, produtos refinados e gás natural liquefeito, de acordo com os preços e volumes médios do ano passado.
Este estreito é a rota de exportação de petróleo mais importante do mundo, uma vez que liga os maiores produtores do Golfo Pérsico, como a Arábia Saudita, o Irão, o Iraque e os Emirados Árabes Unidos, ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico.
Desde que Israel e os Estados Unidos iniciaram a guerra contra o Irão no dia 28 de fevereiro, o tráfego através desta rota marítima ficou praticamente paralisado devido aos ataques iranianos a navios e ao aviso do regime de Teerão de que o manterá bloqueado.
A Arábia Saudita, o maior exportador de petróleo, foi o país mais prejudicado pela crise, uma vez que se estima que o país tenha perdido 4.500 milhões de dólares desde o início da guerra, embora tenha previsto compensar estas perdas com um aumento das suas exportações a partir dos portos do Mar Vermelho (no oeste do país) nos próximos dias, referiu o estudo.
Arábia Saudita "recruta" superpetroleiros para compensar Ormuz
A Bahri, antiga companhia nacional de transporte marítimo da Arábia Saudita, já contratou seis superpetroleiros para ajudar no escoamento de crude do país. Os sauditas querem usar o acesso ao mar Vermelho para contornar a paralisação do estreito de Ormuz.
Cada superpetroleiro tem uma capacidade de carga de dois milhões de barris de petróleo. E segundo a Bloomberg, a frota que a Arábia Saudita está a recrutar de grandes navios de transporte poderá ser maior do que aquela que já foi possível apurar.
Os sauditas vão mais longe e estão a pagar fretes a preços muito superiores aos habituais. Tipicamente, o custo um superpetroleiro é de 100 mil dólares por dia. Em casos de grande tensão e procura, os preços costumavam chegar aos 300 mil dólares por dia. Os sauditas estarão a pagar 450 mil dólares por dia por cada embarcação.
Também a Saudi Aramco já sinalizou que pretende usar o porto de Yanbu para começar a escoar petróleo para os mercados internacionais.
Wall Street ignora dados económicos e negoceia no verde. Petróleo dá "tréguas" a investidores
Os principais índices norte-americanos arrancaram a sessão desta sexta-feira em território positivo, depois de terem registado perdas substanciais no dia anterior, apesar da escalada de retórica em torno da guerra no Irão - que continua sem dar sinais de que está próxima de acabar. A impulsionar o sentimento esteve um ligeiro abrandamento na inflação, apesar de a economia dos EUA ter crescido muito menos do que se pensava no último trimestre de 2025.
A esta hora, o S&P 500 acelera 0,73% para 6.721,16 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite ganha 0,64% para 22.454,15 pontos e o industrial Dow Jones valoriza 0,83% para 47.066,11 pontos. Estes movimentos seguem-se a um dia de grandes perdas nos três principais índices, que culminou com o "benchmark" para a negociação norte-americana a registar perdas superiores a 1,5%, pressionado por uma escalada nos preços da energia e por sinais de crise no mercado do crédito privado.
Esta sexta-feira, o petróleo já negoceia com perdas, com o crude de referência para os EUA a ceder mais de 2% e a negociar nos 93 dólares. A Administração Trump tem apresentado uma série de medidas para conter os avanços dos preços, incluindo a autorização da venda parcial de crude russo durante um mês - uma decisão que está a ser recebida com críticas por parte do chanceler alemão, que a apelidou de "errada".
Os investidores estão ainda a reagir a uma revisão em baixa do crescimento económico do último trimestre dos EUA e a uma nova leitura da inflação. O Departamento do Comércio norte-americano informou esta sexta-feira que o PIB, afinal, cresceu apenas 0,7% nos últimos três meses de 2025, abaixo dos 1,4% da primeira leitura e refletindo revisões em baixa nas exportações, no consumo das famílias, nos gastos do governo e nos investimentos.
Já o índice de preços com despesas no consumo pessoal (PCE) - conhecido por ser o indicador favorito da Reserva Federal (Fed) para avaliar a inflação - acabou por desacelerar para os 2,8% em janeiro - contra as estimativas de 2,9% que os economistas tinham em cima da mesa. Mesmo assim, a inflação continua longe da meta estabelecida pelo banco central (de 2%) e ainda não reflete a mais recente escalada nos preços das energias.
"Os investidores têm muitos dados económicos para analisar", afirma Bret Kenwell, analista da eToro, à Bloomberg. "Enquanto o índice de preços no consumidor [que se fixou nos 2,4%, em fevereiro] tem vindo a sublinhar um cenário de inflação persistente, mas em lenta melhoria, o PCE está a enviar um sinal mais preocupante. É importante referir que nenhum dos relatórios reflete o recente aumento dos preços da energia", relembra a analista.
Entre as principais movimentações de mercado, a Adobe cai 4,92%, depois de o seu histórico CEO, Shantanu Narayen, ter anunciado que vai deixar o cargo assim que um sucessor for nomeado para o seu lugar, reacendendo preocupações em torno da estratégia da empresa - que tem enfrentando grandes desafios com a evolução da inteligência artificial (IA). Já a Meta cede 2,63%, após ter sido noticiado que o seu modelo de IA "Avocado" vai ser adiado para maio.
Euribor sobe de novo a três, a seis e 12 meses
A taxa Euribor subiu esta sexta-feira pela segunda sessão consecutiva a três, a seis e a 12 meses em relação a quinta-feira.
Com estas alterações, a taxa a três meses, que avançou para 2,157%, continuou abaixo das taxas a seis (2,289) e a 12 meses (2,522%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu, ao ser fixada em 2,289%, mais 0,064 pontos do que na quinta-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a janeiro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,93% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,78% e 24,98%, respetivamente.
No prazo de 12 meses, a taxa Euribor avançou para 2,522%, mais 0,066 pontos do que na quinta-feira. Em 10 de março a Euribor a 12 meses foi fixada em 2,552%, um novo máximo desde janeiro de 2025.
No mesmo sentido, a Euribor a três meses subiu ao ser fixada em 2,157%, mais 0,007 pontos do que na quinta-feira.
PIB do Reino Unido estagna em janeiro
O produto interno bruto (PIB) do Reino Unido estagnou em janeiro face ao mês anterior, depois de ter aumentado 0,1% em dezembro passado e 0,2% em novembro, informou esta sexta-feira o Office for National Statistics (ONS).
Num comunicado divulgado, o organismo oficial indicou que em janeiro o setor dos serviços, considerado o pulmão económico do país, não aumentou, enquanto o industrial caiu 0,1% e o da construção avançou 0,2%.
O ONS também informou que o PIB cresceu 0,2% entre os meses de novembro de 2025 e janeiro de 2026, depois de um aumento de 0,1% no trimestre terminado em dezembro passado.
No trimestre de novembro a janeiro, o setor dos serviços avançou 0,2%, enquanto o industrial cresceu 1,3%, mas o da construção sofreu uma contração de 2%.
A diretora de estatísticas económicas do ONS, Liz McKeown, disse que o crescimento aumentou ligeiramente no trimestre devido em parte "à recuperação da indústria automóvel".
No setor de serviços, que também cresceu, o comércio retalhista continuou a recuperar após um verão fraco.
"No entanto, o panorama geral continua a ser moderado", acrescentou McKeown, que destacou a forte queda no setor da construção nos últimos três meses, "com um recuou contínuo na construção de habitações".
"Num mundo incerto, estamos a construir uma economia mais forte e segura, reduzindo o custo de vida, reduzindo a dívida nacional e criando as condições para que o crescimento melhore a situação" do país, disse a ministra da Economia, Rachel Reeves.
Chanceler alemão contra alívio de sanções ao petróleo russo. É "errado", diz
Os EUA querem usar o petróleo russo para conter a escalada nos preços, mas a decisão está a causar incômodo nalguns aliados europeus. Esta sexta-feira, o chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou que era "errado" utilizar o crude do país liderado por Vladimir Putin, que está a beneficiar economicamente da guerra no Irão.
"Aliviar as sanções neste momento, por qualquer motivo que seja, seria errado", disse Merz esta sexta-feira, de visita à Noruega. "Gostaria de saber quais foram os motivos que levaram o governo dos EUA a tomar esta decisão", afiançou ainda, relembrando que, embora os preços estejam elevados - o que constitui um problema -, não existe falta de oferta no mercado.
"A questão principal é: quando é que esta guerra vai acabar e que estratégia será utilizada para lhe pôr fim?", interroga o chanceler alemão, que afirma que "estas perguntas ainda não foram realmente respondidas".
Na quinta-feira, o Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos EUA emitiu uma licença de âmbito geral que autoriza a entrega e venda de petróleo russo, desde que tenha sido já carregado em petroleiros. A licença, que abrange outros produtos petrolíferos, prolonga-se por um mês, até 11 de abril, mas exclui quaisquer transações que envolvam o Irão.
Em contraciclo com Merz, a Hungria pediu esta sexta-feira à UE que siga o exemplo norte-americano e suspenda temporariamente as sanções contra o petróleo russo, de forma a conter a grande escalada dos preços que atiraram o barril de petróleo acima dos 100 dólares. Budapeste tem sido uma voz dissonante entre os países da União Europeia (UE) sobre a invasão da Ucrânia, opondo-se a muitas das medidas adotadas contra Moscovo.
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