Europa no vermelho com escalada do petróleo. Stoxx 600 perde 6% desde arranque do mês
Juros aliviam na Zona Euro após fortes subidas. Portugal contraria tendência
"Rally" da "nota verde" segue intacto. Índice do dólar avança mais de 1,5% na semana
Ouro pressionado por dólar forte e expectativas de juros mais altos
Petróleo abranda escalada com planos do G7. Arábia Saudita reduz produção
Wall Street pinta-se de vermelho com escalar dos preços da energia. Índice do Medo em máximos de abril
Petróleo nos 100 dólares atira Europa para o vermelho. Euro Stoxx 50 prestes a entrar em território de correção
Juros disparam na Zona Euro. Investidores começam a considerar duas subidas nas taxas de juro
Dólar continua a ganhar com conflito no Médio Oriente. Euro e libra em queda
Receios inflacionistas e dólar mais forte atiram ouro para o vermelho
Petróleo quase chegou aos 120 dólares antes de G7 travar preços. Gás dispara 30%
Escalada dos preços do petróleo atira Ásia e Europa "ao tapete". G7 ajuda a reduzir perdas
Europa no vermelho com escalada do petróleo. Stoxx 600 perde 6% desde arranque do mês
Os principais índices europeus encerraram a primeira sessão da semana com perdas em toda a linha, com o sentimento dos investidores a ser pressionado por uma escalada dos preços do crude devido à guerra no Médio Oriente. A forte subida do petróleo está a ressuscitar receios de um aumento da inflação na Zona Euro, que poderá obrigar o Banco Central Europeu (BCE) a subir as taxas de juros.
O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – cedeu 0,63%, para os 594,92 pontos. Desde o arranque do mês de março que o “benchmark” do Velho Continente já perdeu mais de 6%.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX perdeu 0,77%, o espanhol IBEX 35 caiu 0,86%, o italiano FTSEMIB desvalorizou 0,29%, o francês CAC-40 recuou 0,98%, ao passo que o britânico FTSE 100 registou perdas de 0,34%. O neerlandês AEX foi o único a fechar no verde e ganhou 0,27%.
As empresas de pequena capitalização bolsista foram as mais afetadas na sessão desta segunda-feira, com os custos mais elevados do petróleo a levarem os investidores a prever uma rápida subida dos preços que poderá afetar o crescimento destas cotadas.
"Esperamos que os mercados continuem focados no curto prazo, voláteis e influenciados pelas manchetes, à medida que o conflito se desenrola", disse à Bloomberg Carol Schleif, da BMO Private Wealth. Nesta linha, “a estagflação é o principal cenário económico em discussão”, referiu, por sua vez, Marc Chandler, da Bannockburn Capital Markets. “A volatilidade elevada nos mercados de capitais também contribui para reduzir a liquidez”, acrescentou o especialista à agência de notícias.
No que toca ao petróleo, os ministros das Finanças do G7 afirmaram estar prontos para tomar todas as medidas necessárias para apoiar o abastecimento energético global, incluindo a libertação de reservas estratégicas de petróleo, o que acabou por dar algum fôlego às negociações.
Ainda assim, todos os setores fecharam o dia com perdas, à exceção do energético. O do imobiliário (-2,70%) registou as maiores quedas, seguido do automóvel (-2,15%) e do retalho (-2,11%).
Entre os movimentos do mercado, energéticas como a BP, a Shell e a TotalEnergies somaram todas mais de 1% com a subida dos preços do crude a impulsionar as cotadas. Já a Novo Nordisk e a Hims & Hers Health anunciaram que irão trabalhar em conjunto para vender medicamentos contra a obesidade nos EUA, numa reviravolta repentina após mais de oito meses de desentendimentos entre as empresas que culminou numa batalha judicial. A farmacêutica dinamarquesa valorizou 2,66% na sessão. Já as ações de companhias aéreas caíram, com a Lufthansa a liderar as perdas, recuando de mais de 6%.
Juros aliviam na Zona Euro após fortes subidas. Portugal contraria tendência
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro terminaram a sessão com uma maioria de alívios, depois de terem disparado na manhã desta segunda-feira, à medida que a subida dos preços do petróleo leva os investidores a apostarem numa posição mais "hawkish" por parte do Banco Central Europeu (BCE). Na sexta-feira, o mercado já dava como certa uma subida de 25 pontos base nas taxas de juro por parte da autoridade monetária, mas, esta segunda-feira, os investidores já estão a considerar um possível segundo aumento.
A Europa é vista como particularmente vulnerável a uma escalada da guerra no Médio Oriente, uma vez que a região importa quase todo o seu petróleo e a maior parte do seu gás natural, ficando mais exposta do que os EUA, que é um exportador líquido de energia.
Os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, agravaram-se em 0,4 pontos-base, para 3,285%. Em Espanha a "yield" da dívida com a mesma maturidade seguiu a tendência inversa e recuou 0,8 pontos, para 3,341%.
Já os juros da dívida soberana italiana caíram 0,9 pontos, para 3,607%.
Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa aliviou 0,5 pontos, para 3,504%, ao passo que os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, cederam 0,4 pontos, para os 2,852%.
Fora da Zona Euro, os juros das "gilts" britânicas, também a dez anos, agravam-se em 1,8 pontos-base, para 4,644%.
"Rally" da "nota verde" segue intacto. Índice do dólar avança mais de 1,5% na semana
O dólar continua a ganhar terreno nesta segunda-feira, com a “nota verde” a beneficiar de um aumento da procura enquanto ativo seguro e também da escalada dos preços da energia.
O índice do dólar DXY - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes - avança 0,11%, para os 99,093 pontos. Desde o início da semana passada que o índice já valorizou mais de 1,5%.
Já face ao iene, o dólar valoriza 0,21%, para os 158,110 ienes.
Pela Europa, a libra - que chegou a ceder mais de 0,80% face ao dólar e caminhava para a sua maior queda intradiária em mais de um mês - parece agora estar a negociar de forma mais estável e recua 0,16%, para os 1,339 dólares. Nesta segunda-feira, os mercados aumentaram as suas apostas quanto a novas subidas dos juros e apontam para uma probabilidade superior a 50% de o Banco de Inglaterra aumentar as taxas diretoras ainda este ano, uma reviravolta acentuada em relação a fevereiro, quando estavam previstos dois cortes.
Ainda por cá, o euro - também pressionado por expectativas de juros mais altos no decorrer do ano - perde 0,26%, para os 1,159 dólares.
Ouro pressionado por dólar forte e expectativas de juros mais altos
O ouro está a negociar com perdas esta tarde, pressionado por um dólar mais forte e por crescentes expectativas de taxas de juros mais altas devido a um esperado aumento da inflação, à medida que os preços da energia escalam com o conflito no Médio Oriente.
A esta hora, o metal amarelo cede 1,70%, para os 5.083,710 dólares por onça.
Apesar de ser visto como uma proteção contra a inflação, o ouro tende a ter um melhor desempenho num ambiente de taxas diretoras mais baixas, por não render juros. Ainda assim, vários analistas continuam a apontar para a atratividade do metal amarelo, que deverá continuar a beneficiar de uma maior procura enquanto ativo-refúgio devido à guerra no Médio Oriente.
Noutros pontos, o índice de preços no consumidor dos EUA referente a fevereiro será divulgado esta semana, assim como o indicador de inflação preferido da Reserva Federal (Fed) norte-americana, o índice de Despesas de Consumo Pessoal (PCE). Estes dados serão seguidos com atenção pelos “traders” já que poderão dar uma maior clareza sobre qual poderá ser a decisão de política monetária da Fed na próxima semana, com a reunião do banco central dos EUA agendada para os dias 17 e 18 de março.
No que toca à prata, o metal precioso negoceia com perdas de 0,11%, para os 84,447 dólares por onça.
Petróleo abranda escalada com planos do G7. Arábia Saudita reduz produção
Os preços do petróleo continuam a valorizar nesta segunda-feira e negoceiam acima dos 100 dólares por barril, à medida que vários produtores de crude da região do Médio Oriente reduzem ou suspendem a produção devido à falta de espaço nos inventários, com a paralisação do tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz a afetar o escoamento de “ouro negro”.
O West texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – soma 12,61%, para os 102,36 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – valoriza 11,17% para os 103,04 dólares por barril.
Os preços do crude negoceiam abaixo do pico de quase 120 dólares por barril atingido perto do arranque da sessão, com a escalada dos preços a perder tração, depois de o jornal britânico Financial Times (FT) ter noticiado que os ministros das Finanças do G7 estariam a considerar introduzir petróleo das suas reservas estratégicas no mercado, uma ação que seria coordenada com a Agência Internacional de Energia.
Já a Arábia Saudita está a começar a reduzir a produção de petróleo, de acordo com fontes citadas pela Bloomberg, seguindo medidas semelhantes já tomadas por países vizinhos. O reino tem desviado os abastecimentos através de um oleoduto para o porto de Yanbu, no oeste do Mar Vermelho, mas não tem capacidade suficiente para substituir totalmente os volumes de exportação que normalmente transitam por Ormuz.
Nesta linha, a interrupção do transporte marítimo através do Estreito de Ormuz, juntamente com ataques a infraestruturas energéticas na região seguem a alimentar os preços do crude e gás natural. O gás negociado no TTF – ponto de negociação nos Países Baixos – escala a esta hora mais de 11%, para os 59,405 euros megawatt-hora.
Wall Street pinta-se de vermelho com escalar dos preços da energia. Índice do Medo em máximos de abril
Os principais índices norte-americanos arrancaram a sessão desta segunda-feira em território negativo, após terem vivido a pior semana desde outubro do ano passado, pressionados pelos aumentos dos receios em torno da escalada sustentada dos preços do petróleo e, consequentemente, da inflação. Em causa está o conflito no Médio Oriente, que já se arrasta há dez dias e que parece não se estar a aproximar do fim.
A esta hora, o S&P 500 cai 1,21% para 6.658,58 pontos. Por sua vez, o tecnológico Nasdaq Composite cede 1,13% para 22.133,95 pontos, enquanto o industrial Dow Jones perde 1,29% para 46.889,56 pontos. Já o VIX - conhecido como o "índice do medo" de Wall Street - está a disparar mais de 10%, ultrapassando os 30 pontos e atingindo o valor mais elevado desde abril do ano passado.
Estas perdas acompanham o disparo nos preços do petróleo, que quase tocaram os 120 dólares por barril esta madrugada, com uma série de membros da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) a reduzirem a produção de crude. O Iraque, o Kuwait e os Emirados Árabes Unidos já tinham anunciado estes cortes, devido à falta de capacidade de escoar os seus "stocks", e, esta segunda-feira, o maior exportador de petróleo do mundo - a Arábia Saudita - juntou-se à lista.
"Os receios de uma estagflação estão a afetar os mercados globais, uma vez que estes têm dificuldade em prever a duração e a intensidade das interrupções no fornecimento de petróleo e gás", explica Dec Mullarkey, diretor-geral da SLC Management, à Bloomberg. "É improvável que o stress e a volatilidade diminuam até que haja alguma visibilidade sobre o fim da crise ou, no mínimo, sobre a segurança do transporte marítimo", acrescenta.
Desde que o conflito estalou no Médio Oriente, os investidores começaram a apostar cada vez mais contra a valorização do S&P 500. As posições a descoberto em fundos negociados em bolsa (ETF) norte-americanos cresceram 8,3% na semana passada - o maior aumento semanal desde que Donald Trump, Presidente dos EUA, apresentou a sua nova política comercial ao mundo em abril do ano passado, de acordo com dados do Goldman Sachs.
Mesmo assim, o "benchmark" para a negociação de Wall Street está a resistir melhor aos impactos da guerra do que os seus pares globais. Desde que estalou o conflito no Médio Oriente, o S&P 500 perdeu apenas 2%, um valor que compara com a desvalorização de 3,7% registada pelo MSCI World Index - o índice mais abrangente de ações a nível global. Esta diferença explica-se, em parte, pelo desempenho mais fraco do mercado norte-americano face à grande maioria das praças mundiais, principalmente as asiáticas.
Entre as principais movimentações de mercado, o Jefferies Financial Group afunda 4,65% para 36,50 euros, depois de o Morgan Stanley ter revisto em baixa a recomendação do banco de investimento de "comprar" para "manter", citando a sua exposição a crédito malparado. Por sua vez, a Hims & Hers Health dispara 41,99%, após a Bloomberg ter noticiado que a Novo Nordisk pretende vender os seus medicamentos para a perda de peso na plataforma da empresa.
Petróleo nos 100 dólares atira Europa para o vermelho. Euro Stoxx 50 prestes a entrar em território de correção
As principais praças europeias estão a negociar com perdas substanciais neste arranque de semana, num dia em que os preços do petróleo voltaram a escalar e aproximaram-se dos 120 dólares por barril. Entretanto os ganhos foram reduzidos, mas os investidores continuam a mostrar-se bastante ansiosos em relação a uma possível crise energética no continente que leve a inflação a disparar e o Banco Central Europeu (BCE) a subir as taxas de juro já este ano.
A esta hora, o Stoxx 600 - "benchmark" para a negociação europeia - cai 1,49% para 589,79 pontos, tendo desvalorizado quase 7% desde que o conflito estalou no Médio Oriente. Já o Euro Stoxx 50, que detém as 50 ações mais valiosas da região, chegou a cair mais de 3% esta manhã e aproxima-se, agora, de território de correção, tendo perdido quase 10% do seu valor desde que atingiu máximos históricos em fevereiro.
A banca, o retalho, a construção e os setores mineiro e das viagens lideram as perdas desta segunda-feira, enquanto as ações ligadas à energia negoceiam no verde - impulsionadas pelo grande crescimento dos preços do petróleo e do gás natural liquefeito. As expectativas de uma inflação galopante estão ainda a pressionar as cotadas do setor de luxo, com os investidores a anteciparem uma redução no consumo destes artigos um pouco por todo o mundo.
Depois de ter registado a pior semana desde abril do ano passado, o Stoxx 600 está a enfrentar grandes dificuldades em "estancar" as perdas. A guerra no Médio Oriente entrou esta segunda-feira no seu décimo dia e existem poucos sinais de que o conflito terá uma resolução em breve, principalmente depois de os EUA terem decidido intensificar as hostilidades contra o Irão e introduzir novos alvos na sua mira.
"Acredito que o Brent acima dos 100 dólares é um risco real para a inflação e para a economia", explica Andrea Gabellone, diretor de ações globais da KBC Securities, à Bloomberg. "A economia da União Europeia é a mais vulnerável, com um duplo impacto do aumento dos preços do petróleo e do gás . e não nos esqueçamos de outra guerra mais perto de casa", acrescenta ainda.
Entre as principais movimentações de mercado, a Roche Holding afunda 4.31%, depois de um estudo do seu medicamento experimental contra o cancro da mama não ter conseguido atingir o seu objetivo principal. Já a Lufthansa cede 4,04%, pressionada pela escalada nos preços dos combustíveis e do conflito no Médio Oriente, enquanto a LVMH cede 0,57%.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX perde 1,51%, o espanhol IBEX 35 recua 1,78%, o italiano FTSEMIB desvaloriza 1,68%, o neerlandês AEX recua 1,18%, enquanto o francês CAC-40 cede 1,95%, ao passo que o britânico FTSE 100 regista perdas de 1,15%.
Juros disparam na Zona Euro. Investidores começam a considerar duas subidas nas taxas de juro
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão, mais uma vez, a disparar esta segunda-feira, numa altura em que a subida sustentada dos preços do petróleo está a levar os investidores a apostarem numa posição mais "hawkish" por parte do Banco Central Europeu (BCE). Na sexta-feira, o mercado já dava como certa uma subida de 25 pontos base nas taxas de juro por parte da autoridade monetária, mas, esta segunda-feira, os investidores já estão a considerar um possível segundo aumento.
Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, aceleram 3,5 pontos base para 2,891%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade disparam 7,7 pontos para 3,586% e a das obrigações italianas escalam 7,9 pontos para 3,696%.
Pela Península Ibérica, mantém-se a tendência, com os juros da dívida portuguesa a dez anos a subirem 6,7 pontos base para 3,348% e os da dívida espanhola a crescerem 6 pontos para 3,409%.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas também a dez anos registam um agravamento de 13,5 pontos base para 4,761%, numa altura em que os investidores começam a apostar numa subida das taxas de juro por parte do Banco de Inglaterra este ano. Até sexta-feira, os investidores viam o banco central britânico a não mexer na política monetária em 2026.
Dólar continua a ganhar com conflito no Médio Oriente. Euro e libra em queda
O dólar está a ganhar terreno face à grande parte dos seus rivais neste arranque de semana, num dia em que o petróleo rompeu a barreira dos 100 dólares por barril e impulsionou a procura pela divisa norte-americana como ativo de refúgio. A guerra no Irão continua a introduzir novas barreiras à produção e exportação de crude e, com o Presidente dos EUA, Donald Trump, a prometer intensificar a ofensiva contra o país do Médio Oriente, os investidores estão a começar a incorporar nos preços um conflito mais duradouro do que inicialmente previsto.
O índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da moeda contra as suas principais concorrentes - chegou a acelerar quase 0,7% esta madrugada, tendo entretanto reduzido os ganhos para 0,42%, depois de o Financial Times ter noticiado que os ministros das Finanças dos G7 estariam a considerar libertar, de forma conjunta, petróleo das suas reversas próprias para fazer face ao disparo nos preços do crude.
Na semana passada, o dólar já tinha valorizado cerca de 1,3%, diminuindo a atratividade de outros ativos como o ouro. "O dólar tem sido visto como o refúgio seguro definitivo devido à sua liquidez, ao mesmo tempo que é impulsionado pela subida dos preços do petróleo", explica Matthew Ryan, diretor de estratégia da Ebury. "Acreditamos que o dólar continuará a valorizar, desde que a guerra se arraste sem um fim imediato à vista", antecipa.
A esta hora, o euro recua 0,55% para 1,1555 dólares, mesmo com os investidores a apostarem já numa subida das taxas de juro por parte do Banco Central Europeu este ano. Por sua vez, a libra cede 0,54% para 1,3341 dólares, enquanto a "nota verde" ganha 0,41% para 158,42 ienes. Os analistas indicam que a divisa nipónica está, novamente, a negociar abaixo do nível que poderá ditar uma nova intervenção das autoridades japonesas.
Receios inflacionistas e dólar mais forte atiram ouro para o vermelho
O ouro está a negociar em território negativo esta segunda-feira, pressionado por um dólar mais forte e numa altura em que a escalada nos preços do petróleo está a deixar os investidores receosos de uma nova crise energética no mundo. Face a uma possível subida da inflação, a Reserva Federal (Fed) norte-americana pode vir a ter de adotar uma postura mais cautelosa em termos de política monetária, o que tende a ser negativo para o metal amarelo.
A esta hora, o ouro recua 1,48% para 5.094,08 dólares por onça, tendo chegado a cair 3% esta madrugada, depois de ter registado a primeira semana no vermelho em mais de um mês. Estes movimentos seguem-se a uma escalada nos preços do crude, que chegou a aproximar-se dos 120 dólares por barril, após três países que integram a Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) terem anunciado uma redução da produção devido à falta de espaço de armazenamento.
"O barril de petróleo acima dos 100 dólares ativou uma reação em cadeia: choque energético, expectativas de [crescimento da] inflação, dólar mais forte e ouro mais fraco", explica Hebe Chen, analista da Vantage Markets, à Bloomberg. O mercado de "swaps" aponta agora para apenas um corte nas taxas de juro por parte da Fed este ano, mas há já quem aposte que o banco central não vai mexer na política monetária em 2026. Na Europa, os investidores já incorporaram uma subida nos preços.
Apesar das mais recentes quedas, o ouro continua com um saldo anual positivo, tendo valorizado mais de 18% deste que o ano arrancou. Numa primeira reação ao estalar do conflito no Médio Oriente, o metal amarelo ainda conseguiu avançar, mas a subida sustentada dos preços do petróleo, que originou grandes quedas no mercado acionista, levou os investidores a liquidar posições no ouro para cobrirem perdas noutros ativos.
A guerra no Irão entra agora no seu décimo dia. No fim de semana, Teerão escolheu um novo supremo líder e continuou a atacar em força países do Golfo Pérsico, atingindo uma série de infraestruturas energéticas. Por sua vez, Israel atingiu depósitos de combustível na capital iraniana e ameaçou a rede energética do país, enquanto os EUA prometeram intensificar a ofensiva após o Presidente iraniano ter descartado uma rendição.
Petróleo quase chegou aos 120 dólares antes de G7 travar preços. Gás dispara 30%
A guerra no Médio Oriente continua sem dar tréguas aos preços da energia. O petróleo quase chegou a tocar nos 120 dólares por barril nos contratos de futuros esta madrugada, impulsionado pela decisão do Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, três grandes produtores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), de reduzir a produção de crude devido à falta de espaço de armazenamento. No entanto, a escalada do crude acabou por ser contida por notícias de que o G7 estará a ponderar intervir no mercado petrolífero.
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