Fecho dos mercados: Juros de Portugal com maior ciclo de ganhos desde 2016. Petróleo em máximos de três semanas

O dia foi positivo para a maioria das bolsas europeias, embora Lisboa tenha sido excepção. Os juros da dívida portuguesa acompanham o pessimismo reflectido no PSI-20 com um agravamento. Já o barril de petróleo beneficia de reduções nas reservas norte-americanas.
Reuters
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Ana Batalha Oliveira 29 de agosto de 2018 às 17:31

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,29% para 5.495,74 pontos

Stoxx 600 subiu 0,27% para 386,49 pontos

S&P 500 valoriza 0,50% para 2911,98 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal agravaram 2,5 pontos base para os 1,901%

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Euro avança 0,04% para os 1,1696 dólares

Petróleo aprecia 0,61% para os 76,41 dólares por barril em Londres

 

Europa soma com NAFTA na mira

Na Europa, a maioria dos índices terminou a sessão no verde, embora os ganhos não sejam expressivos, numa altura em que o optimismo em torno do acordo entre os Estados Unidos e o México para a reformulação do NAFTA já está a desvanecer. O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, ganha 0,27% para 386,49 pontos, com o sector imobiliário em destaque, ao somar acima de 1%. A travar maiores ganhos estiveram retalhistas, que caíram nessa mesma medida.

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Em Lisboa, o sector do retalho ditou mesmo um declínio no índice, que desceu 0,29% para 5.495,74 pontos. A Jerónimo Martins caiu 1,01% para 13,215 euros e a Sonae recuou 1,64% para 93,1 cêntimos, depois de ter chegado a perder 2,17% para 92,6 cêntimos, o valor mais baixo desde Junho de 2017. 

 

Juros com o maior ciclo de subidas em dois anos

Os juros da dívida portuguesa a dez anos subiram esta quarta-feira 2,5 pontos base para 1,901%, atingindo um máximo de 15 de Junho. É a sexta sessão consecutiva em que estes notam um agravamento, fechando assim o ciclo de subidas mais longo desde Julho de 2016. Na Alemanha, os juros a dez anos subiram 2,4 pontos base para 0,404%, colocando o prémio da dívida portuguesa face à germânica nos 149,7 pontos base.

 

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Lira afunda, libra respira fundo

A lira chegou a descer 2,97% para os 0,1543 dólares esta quarta-feira, depois de a Moody’s ter cortado o rating de 18 bancos e mais duas instituições financeiras do país, para além de alertar para um aumento dos riscos.

 

No sentido oposto segue a libra, que avança 1,07% para os 1,3011 dólares no dia em que se sabe que o acordo para o divórcio com a EU pode ter mais um mês para ser negociado, com o adiamento do prazo para meados de Novembro.

 

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A moeda única europeia valoriza uns modestos 0,04% para os 1,1696 dólares.

 

Petróleo em máximos de três semanas

O barril de petróleo negociado em Nova Iorque somou 1,49% para os 69,55 dólares esta quarta-feira, um máximo de 7 de Agosto. A subida acontece depois de terem sido revelados os números das reservas de petróleo nos EUA, que mostraram uma quebra superior ao esperado. O barril de Brent, negociado em Londres e referência para a Europa, também chegou a apreciar 1,03% para os 76,73 dólares, e segue agora no verde com uma valorização de 0,61% para os 76,41 dólares.

 

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Entre os metais, níquel é o sobrevivente

O níquel é o único metal que segue a somar desde o arranque do ano. Os preços avançaram 6,2% no acumular de 2018, desempenho que compara às perdas superiores a 15% a que se assiste nas cotações do cobre, chumbo e zinco. A bóia de salvação que mantém o níquel acima da linha de água é a indústria de carros eléctricos, que precisam deste material para a produção das respectivas baterias. Apesar de ter descido do pico atingido no passado mês de Junho, o níquel escapa desta forma ao pessimismo que assombra os restantes metais, que tremem perante as tensões comerciais entre a China e os EUA.

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