Fecho dos mercados: Euro em queda e juros estáveis em véspera de leilão de dívida

As bolsas europeias terminaram a sessão no vermelho. As cotadas do sector de turismo e lazer foram penalizadas pelos receios sobre os ataques de Bruxelas e impediram ganhos do Stoxx 600. O PSI-20 escapou às quedas.
Fecho dos mercados: Euro em queda e juros estáveis em véspera de leilão de dívida
Rui Barroso 22 de Março de 2016 às 17:27

Os mercados em números

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PSI-20 subiu 0,07% para 5.193,38 pontos

Stoxx 600 caiu 0,15% para 340,30 pontos

S&P 500 ganha 0,10% para 2.053,67 pontos

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"Yield" a 10 anos de Portugal desce 0,2 pontos base para 2,923%

Euro recua 0,31% para 1,1207 dólares

Petróleo sobe 0,51% para 41,75 dólares por barril, em Londres

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Bolsas caem penalizadas pelo sector do turismo e lazer

As acções de agências de viagens e de companhias de aviação tiveram dos piores desempenhos na sessão, após os atentados terroristas em Bruxelas. O índice desse sector perdeu 1,76%, a maior descida entre os 19 sectores que compõem o Stoxx 600. A agência de viagens Thomas Cook cedeu mais de 4%. A Air France-KLM e a Ryanair perderam 3,96% e 3,31%, respectivamente, e a cadeia de hotéis Accor cedeu quase 4%. O índice europeu desvalorizou 0,15%, com as subidas das cotadas do sector tecnológico, de construção e automóvel a impedirem uma descida maior.

Já o PSI-20 conseguiu resistir e fechar no verde, apesar da subida ter sido bastante moderada, de 0,07%. O BCP valorizou 3,38% e a Jerónimo Martins, a REN e a Altri também deram um contributo positivo ao índice. A maior subida pertenceu, no entanto, à Pharol, que avançou 4,48%. Do lado oposto, a maior queda pertenceu às unidades de participação do Fundo do Montepio, que desvalorizaram 4,80%. A Mota-Engil perdeu 3,82% e a EDP e a Galp também impediram maiores ganhos do PSI-20, com descidas de 0,90% e 0,36%, respectivamente.

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Taxa a dez anos abaixo de 3% em véspera de leilão

As taxas das obrigações portuguesas tiveram uma queda ligeira de 0,2 pontos base para 2,923%, na véspera do Estado realizar um novo leilão de obrigações do Tesouro. A agência que gere o crédito público, o IGCP, pretende garantir entre 750 milhões e mil milhões de euros em títulos a cinco e 14 anos. As taxas das obrigações italianas e espanholas também tiveram um comportamento estável. A "yield" italiana a dez anos ficou inalterada em 1,254%, enquanto a taxa espanhola caiu 0,2 pontos base para 1,436%.

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No entanto, o prémio de risco da dívida portuguesa aumentou 1,7 pontos base para 271 pontos base. Isto porque a procura por activos vistos como refúgio aumentou a procura por dívida alemã. A taxa germânica a dez anos caiu de 1,9 pontos base para 0,211%.  

 

Euribor descem a três e seis meses

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As taxas Euribor caíram em todos os prazos. O indexante a três meses desceu 0,001 pontos para -0,239%, renovando mínimos históricos, depois do BCE ter anunciado um novo pacote de estímulos este mês, que incluíram um novo corte na taxa de depósitos. A Euribor a seis meses também caiu 0,001 pontos para -0,132%. Já a taxa a 12 meses ficou inalterada em -0,002%.

Euro em queda

A moeda única desvalorizou em relação a quase todas as principais divisas mundiais. Face ao dólar perdeu 0,31% para 1,1207 dólares, a terceira sessão consecutiva de descida. Apenas a libra e o dólar neozelandês tiveram pior comportamento que o euro esta terça-feira. Já o dólar australiano e o dólar canadiano tiveram as maiores subidas da sessão.

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Petróleo à procura de direcção

O Brent seguia com ganhos ligeiros de 0,34% para 41,31 dólares, na véspera de serem conhecidos os dados sobre as reservas de energia nos Estados Unidos. Os investidores até esperam uma nova subida do "stock" de petróleo na maior economia do mundo, mas a probabilidade de um acordo entre a Rússia e alguns países da OPEP para congelar a produção e a expectativa de um aumento da procura por gasolina nos Estados Unidos estão a dar algum suporte aos preços. O West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, seguia a desvalorizar 0,51% para 41,31 dólares.

Ouro recupera com receios dos investidores

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O metal precioso interrompeu uma sequência de três sessões de quedas, após os ataques em Bruxelas terem levado a uma maior procura por activos de refúgio. A onça de ouro valorizou 0,30% para 1.247,45 dólares. "A incerteza e o medo estão a motivar os fluxos para activos-refúgio", observou Robin Bhar, analista do Société Générale, citado pela Bloomberg.

Destaques do dia

Estado Islâmico reivindica autoria das explosões que provocaram pelo menos 34 mortos em Bruxelas. As explosões desta manhã em Bruxelas fizeram dezenas de mortos e mais de uma centena de feridos. O país está em estado de alerta máximo, as autoridades procuram os responsáveis daquilo que tudo indica tratar-se de um ataque terrorista. O Estado Islâmico já reivindicou a autoria dos atentados.

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Costa: Sector financeiro precisa de capital "seja ele espanhol, seja ele angolano". O primeiro-ministro, António Costa, afirma que o país precisa de investimento estrangeiro e de ter um sistema financeiro "estabilizado e devidamente capitalizado", salientando que Portugal é "uma economia aberta". 

Isabel dos Santos e CaixaBank acertam forma de pagamento para divórcio no BPI. Os dois maiores accionistas do BPI estão a acertar as formas de pagamento no divórcio que estão prestes a formalizar no BPI. Segundo a Reuters, Isabel dos Santos e CaixaBank estão "em constante troca de protocolos".

S&P mantém perspectivas positivas para "ratings" da CGD e BCP. Após ter mantido o "rating" e a perspectiva para a notação de Portugal, a S&P considera que a estabilização do "rating" soberano terá efeitos positivos na CGD e no BCP.

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JPMorgan desce preço-alvo dos CTT para 9,50 euros. A inclusão do Banco CTT foi um dos factores que levou os analistas do banco norte-americano a reduzir as projecções para o EBITDA deste ano e o preço-alvo para as acções de 10,50 para 9,50 euros.

CFP: Portugal sairá do procedimento por défices excessivos em 2017. O Conselho de Finanças Públicas antecipa que Portugal fechará o procedimento por défices excessivos na Primavera de 2017 e espera um saldo orçamental de 2,7% do PIB. Mas alerta para uma "margem de segurança reduzida".

O que vai acontecer amanhã

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Portugal

INE divulga as taxas de juro implícitas no crédito à habitação, relativas a Fevereiro

Portugal realiza um duplo leilão de obrigações do Tesouro com maturidades a cinco e 14 anos.

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Estados Unidos

São divulgados os dados das vendas de casas novas em Fevereiro.

Zona Euro

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O Eurostat divulga os dados sobre a confiança dos consumidores em Março. 

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