30.03.2026
Ao minuto30.03.2026
Crude de referência para os EUA fecha acima dos 100 dólares pela primeira vez desde 2022
Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta segunda-feira.
Sascha Steinbach/Epa
Negócios 30 de Março de 2026 às 20:23
30.03.2026
Queda nas "yields" anima bolsas europeias à espera de um acordo no Médio Oriente
30.03.2026
Juros da dívida da Zona Euro recuam. Powell provoca tombo da "yield" das Treasuries
30.03.2026
Dólar beneficia com escalar de tensões. Euro vive pior trimestre desde 2024
30.03.2026
Ouro sobe com investidores à espera de avanços nas negociações
30.03.2026
Trump reforça ameaças ao Irão e impulsiona petróleo
30.03.2026
Wall Street ignora escalada da guerra e negoceia no verde. Sysco derrapa mais de 12%
30.03.2026
Taxa Euribor desce a três meses e sobe a seis e a 12 meses
30.03.2026
Europa inverte pessimismo inicial e negoceia no verde
30.03.2026
Juros aliviam na Zona Euro após comentários de Villeroy
30.03.2026
Possível intervenção no iene leva moeda a recuperar de mínimos de 2024. Guerra dá força ao dólar
30.03.2026
Ouro acima dos 4.500 dólares com guerra no Irão a entrar na quinta semana
30.03.2026
Entrada dos Houthi no conflito leva petróleo a ultrapassar os 116 dólares
30.03.2026
Irão não dá tréguas aos investidores e volta a atirar Ásia e Europa para o vermelho
30.03.2026
Japão pondera "medidas decisivas" com iene no nível mais baixo desde 2024
30.03.2026
Crude de referência para os EUA fecha acima dos 100 dólares pela primeira vez desde 2022
O petróleo voltou a fechar com valorizações nesta segunda-feira e o West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os Estados Unidos (EUA) - encerrou a sessão acima dos 100 dólares por barril (102,88 dólares por barril) pela primeira vez desde o início da guerra no Médio Oriente, fixando uma valorização de mais de 3%. É o preço de fecho mais alto desde julho de 2022.
Já no que toca aos preços de referência para a Europa, o Brent fechou nos 112,78 dólares por barril, com uma subida de mais de 0,80% face ao preço de fecho da última sessão.
Desde o estalar do conflito há mais de um mês, ambos os contratos já valorizaram mais de 54%. A retórica em torno de uma potencial ofensiva terrestre no Irão, que parece estar a ganhar força, ajudou a impulsionar os preços do crude nos mercados internacionais. Isto depois de a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, ter dito que o Presidente norte-americano, Donald Trump, recusou, até ao momento, descartar operações terrestres de forças militares dos EUA no Irão.
30.03.2026
Queda nas "yields" anima bolsas europeias à espera de um acordo no Médio Oriente
Christophe Petit Tesson / EPA
As bolsas europeias terminaram a primeira sessão da semana com ganhos em toda a linha, impulsionadas pelo setores da energia e defesa, ao mesmo tempo que os investidores parecem estar a virar o foco para a queda das "yields" das obrigações do bloco e nos EUA.
O impulso surgiu do facto de Jerome Powell, presidente da Reserva Federal norte-americana, ter dado indicações de que o banco central pode estar a afastar uma subida das taxas de juro, alegando que a entidade monetária tem pouco controlo sob os choques de oferta de energia.
Além disso, o presidente Donald Trump afirmou que os EUA estão em negociações com "um regime novo e mais razoável" no Irão e que as negociações tinham tido progressos. Trump ameaçou, no entanto, destruir as infraestruturas energéticas de Teerão caso não fosse alcançado um acordo para pôr fim ao conflito.
O índice de referência, o Stoxx 600, subiu 0,94% para 580,73 pontos, impulsionado pelos setores das "utilities" que subiu mais de 3%, do petróleo e gás que somou quase 2% e do imobiliário que registou ganhos na mesma medida.
Apesar da subida desta segunda-feira, o "benchmark" continua a caminho da sua maior queda mensal desde março de 2020, uma vez que a guerra no Irão alimenta receios de um crescimento mais lento e de uma inflação mais elevada.
"O sentimento é de cautela e continua muito influenciado pelas notícias", afirmou Francisco Simón, diretor de estratégia para a Europa da Santander AM, à Bloomberg. “O foco principal é a duração e a amplitude dos desenvolvimentos em curso, porque é isso que vai determinar a magnitude do impacto no petróleo, nas expectativas de inflação, nas condições financeiras e, em última análise, no crescimento", acrescentou.
Entre os principais movimentos de mercado, as ações da Norsk Hydro ASA e da Rio Tinto valorizaram 9% e quase 5%, respetivamente, na sequência da subida dos preços dos metais, após o Irão ter atacado fábricas de alumínio nos Emirados Árabes Unidos e no Bahrein durante o fim de semana.
A Boohoo Group subiu 2,4%, uma vez que as previsões de lucros para o ano superaram as expectativas dos analistas. Já a Electrolux caiu 4,9% depois de o Bank of America ter revisto em baixa a recomendação para as ações para "desempenho inferior ao mercado".
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX ganhou 1,18%, o espanhol IBEX 35 saltou 1%, o italiano FTSEMIB valorizou 1,02%, o francês CAC-40 somou 0,92%, ao passo que o neerlandês AEX pulou 0,44%. Já o britânico FTSE 100 disparou 1,61%.
30.03.2026
Juros da dívida da Zona Euro recuam. Powell provoca tombo da "yield" das Treasuries
Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro registaram descidas esta segunda-feira, com maior procura dos ativos considerados refúgio, como o ouro e as obrigações, já que há cada vez mais a crença no mercado de que o conflito no Médio Oriente não irá chegar ao fim tão cedo.
Os contratos de "swaps" sugerem uma probabilidade de quase 60% de que o Banco Central Europeu aumente as taxas de juro na reunião de abril.
Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, de referência para a região, desceram 5,8 pontos base para 3,031%, recuperando das perdas das últimas quatro semanas, isto depois de os dados mais recentes apontarem para um salto na inflação em março na maior economia da Europa para 2,7%.
Já a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade aliviou em 6,5 pontos para 3,765%. Por Itália, a descida foi de 6,5 pontos para 3,981%.
Pela Península Ibérica, os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, caíram 6,8 pontos base para 3,501%, enquanto, em Espanha, a "yield" da dívida com a mesma maturidade cedeu 6,4 pontos para 3,561%.
Fora da Zona Euro, seguiu-se a mesma tendência, com os juros das "Gilts" britânicas a recuarem 3,9 pontos base para 4,932%.
Nos EUA, os juros das "Treasuries" na maturidade de referência tombam quase 10 pontos-base pontos para 4,330%, enquanto os investidores reagem às mais recentes declarações do presidente da Reserva Federal. Jerome Powell afirmou que as tarifas de Donald Trump resultaram num aumento pontual dos preços e que o banco central tem pouco controlo sobre choques de oferta, como o aumento dos preços do petróleo provocado pela guerra, indicando, desta forma, que poderá não subir os juros como se espera. Os mercados voltaram a colocar em cima da mesa um corte das taxas de juro este ano.
30.03.2026
Dólar beneficia com escalar de tensões. Euro vive pior trimestre desde 2024
O dólar continua a somar ganhos e a ser dos maiores "vencedores" com a guerra no Irão, enquanto o euro vai caindo e está, aliás, perto de encerrar o pior trimestre desde 2024.
A queda da moeda única evidencia a fragilidade da Europa com importações de energia do Médio Oriente que, por sua vez, prometem mexer com a inflação no bloco. O euro cai cerca de 2% neste trimestre, negociando nos 1,15 dólares, e perdeu 2,5% face ao dólar em março, a maior queda desde julho. É uma verdadeira reviravolta em relação ao final de janeiro, quando ultrapassou os 1,20 dólares, atingindo o nível mais forte em quase cinco anos.
A curto prazo, os estrategas do Morgan Stanley, liderados por David Adams, preveem que o euro desça até aos 1,13 dólares. Outros bancos também estão a tornar-se mais cautelosos. O Commerzbank reduziu a sua previsão para o final de junho em dois cêntimos, após prolongar a sua estimativa sobre a duração da guerra. O ABN Amro afirmou que espera que o euro enfraqueça moderadamente nos próximos meses, uma vez que os custos elevados da energia e a diferença entre as taxas de juro da Reserva Federal e as do Banco Central Europeu continuam a favorecer o dólar.
Esta tarde, o euro cede 0,47% para 1,1454 dólares e tomba 1% para 182,67 ienes. Face à moeda britânica, sobe ligeiramente para 0,8684 libras.
Já o índice do dólar da DXY salta 0,4% para 100,553 pontos.
Com o petróleo a ultrapassar os 115 dólares por barril e o Irão a manter o estreito de Ormuz praticamente fechado, os "traders" de câmbio estão a recorrer às estratégias de 2022, quando a invasão da Ucrânia pela Rússia abalou os mercados europeus e impulsionou o dólar.
Enquanto os EUA beneficiam do seu estatuto de grande produtor de petróleo, o BCE enfrenta mais uma vez uma inflação impulsionada pelos preços da energia e um enfraquecimento da atividade económica. Os mercados estão agora a antecipar três subidas das taxas de juro este ano, uma mudança radical em relação à probabilidade de 35% de um corte prevista há apenas algumas semanas.
Embora uma taxa de juro mais elevada tenda a impulsionar a moeda quando a economia está forte, agora não é o caso, com a guerra no Médio Oriente a causar restrições de oferta. À medida que os países do Golfo investem menos no estrangeiro devido à crise, as condições financeiras mundiais mais restritivas vão atingir de forma mais evidente as moedas sensíveis ao crescimento, como o euro, afirmou o ING, à Bloomberg.
30.03.2026
Ouro sobe com investidores à espera de avanços nas negociações
AP / Jae C. Hong
Os preços do ouro estão a ganhar terreno pela segunda sessão consecutiva, enquanto os "dip-buyers" dão impulso ao metal enquanto os investidores esperam que haja mais clarificação na duração da guerra no Médio Oriente, bem como no avanço das alegadas negociações
O metal amarelo soma 0,9% para 4.533,95 dólares por onça, continuando a demonstrar resiliência apesar da subida contínua dos preços do petróleo.
A recuperação do ouro é um sinal de que os investidores aproveitaram a descida de preços das últimas semanas para reforçar as suas carteiras de investimentos. Ao longo do último mês de conflito, o metal amarelo foi arrastado pelo pessimismo, levando a que os ganhos anuais recuassem para apenas para 4%.
A entrada dos Houthis (apoiados pelo Irão) no conflito no fim de semana adicionou mais uma camada de risco, tal como a chegada de mais tropas norte-americanas ao Médio Oriente, levando a que os investidores se afastem de ativos de risco e procurem portos seguros, como o ouro.
Enquanto o Paquistão, o Egito, a Arábia Saudita e a Turquia se reuniam para procurar uma saída para a guerra, Teerão atacou fundições de alumínio no Bahrein e nos Emirados Árabes Unidos, e algumas zonas de Teerão ficaram sem energia elétrica após ataques com mísseis israelitas.
Estes desenvolvimentos suscitaram preocupações quanto a um conflito prolongado, que poderia levar os bancos centrais a aumentarem as taxas de juro para conter a inflação. Este cenário, aliado a uma restrição de liquidez nos mercados financeiros em geral, fez com que o ouro caísse cerca de 14% desde que a guerra começou.
No entanto, as expectativas do mercado numa subida das taxas de juro podem ser moderadas pelo risco de um abrandamento acentuado na economia americana, que está já em dificuldades. Alguns dos maiores gestores de fundos de Wall Street afirmam que os mercados financeiros estão a subestimar o risco de recessão económica.
"Embora as oscilações de preço a muito curto prazo possam ser ditadas por anúncios da política externa dos EUA, a tendência a curto prazo continua a parecer de queda de preços, à medida que o preço se consolida após a sua recuperação dramática para máximos históricos em janeiro", escreveu Marc Loeffert, trader da Heraeus Precious Metals, numa nota citada pela Bloomberg.
30.03.2026
Trump reforça ameaças ao Irão e impulsiona petróleo
Jacob Ford / AP
Os preços do petróleo estão a ganhar terreno esta tarde, depois de esta manhã o Brent ter tocado nos 116 dólares por barril, com a entrada dos Houthis no conflito no Médio Oriente, aliando-se ao Irão no arranque da quinta semana de guerra com os EUA e Israel.
As declarações do Presidente dos EUA, Donald Trump, continua a ser vistas como contraditórias nos mercados financeiros. Ao mesmo tempo que ameaça atacar as infraestruturas energéticas iranianas - incluindo o terminal da ilha de Kharg -, escreve nas redes sociais que provavelmente as duas partes vão chegar a um acordo para pôr fim ao conflito.
Neste contexto, o West Texas Intermediate (WTI), referência para os EUA, salta 2,45% para 101,91 dólares por barril, enquanto o Brent, referência para a Europa, soma 1% para 113,68 dólares por barril.
Na Truth Social, Trump disse que, se não for alcançado um acordo em breve e "se o Estreito de Ormuz não estiver imediatamente 'aberto ao comércio', concluiremos a nossa adorável 'estadia' no Irão explodindo e destruindo completamente todas as suas centrais elétricas, poços de petróleo e a Ilha de Kharg". O Presidente garantiu ainda que o Irão deu permissão para passarem 20 navios pelo estreito. O Irão continua a negar negociações diretas com os EUA.
Este domingo, Trump disse aos jornalistas a bordo do Air Force One que o Irão "concedeu" aos EUA a maioria das 15 exigências que enviou a Teerão para pôr fim à guerra, recusando-se a especificar quais as concessões oferecidas. O Irão tinha anteriormente rejeitado publicamente o plano, contrapondo com condições que incluíam a manutenção da soberania sobre o estreito de Ormuz.
Ao mesmo tempo, continuam os alertas de que, se o conflito não acabar em breve, os preços da energia podem sofrer um impacto ainda maior do que o que foi até agora sentido. A subida dos preços dos combustíveis poderão levar as economias norte-americanas e europeias a uma estagflação - subida da inflação e economia parada.
"Após quatro semanas, o impacto do encerramento efetivo de Ormuz está agora a espalhar-se pelo mercado petrolífero. As perdas acumuladas são agora suficientemente grandes para terem impacto nos mercados", afirmaram analistas do Morgan Stanley, à Bloomberg.
30.03.2026
Wall Street ignora escalada da guerra e negoceia no verde. Sysco derrapa mais de 12%
AP/Richard Drew
Os principais índices norte-americanos arrancaram a primeira sessão da semana em território positivo, interrompendo aquela que foi a maior série de quedas para o "benchmark" dos EUA desde 2022. O movimento está a ser acompanhado por uma recuperação no mercado obrigacionista, numa altura em que os investidores começam a mostrar-se mais preocupados com os impactos da guerra no crescimento económico, que pode levar os bancos centrais do mundo, incluindo a Reserva Federal (Fed), a adotar uma posição mais cautelosa.
A esta hora, o S&P 500 avança 0,27% para 6.385,85 pontos, enquanto o industrial Dow Jones acelera 0,46% para 45.373,37 pontos e o tecnológico Nasdaq Composite salta 0,14% para 20.978,69 pontos. No final da semana passada, o "benchmark" norte-americano atingiu mínimos de agosto, enquanto os dois últimos índices entraram em território de correção - tendo desvalorizado mais de 10% desde que atingiu os máximos mais recentes.
Já esta segunda-feira, o Presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a reforçar que o país está a negociar com o Irão, descrevendo o novo regime como "mais razoável", embora tenha voltado a ameaçar a nação do Médio Oriente com ataques a infraestruturas energéticas caso não volte a reabrir o estreito de Ormuz. Caso não aconteça, "o líder norte-americano promete concluir a "encantadora 'estadia' no Irão fazendo explodir e destruindo completamente todas as suas centrais elétricas, poços de petróleo e a Ilha de Kharg (e possivelmente todas as estações de dessalinização)".
"A evolução dos preços de hoje parece uma repetição do que temos visto ao longo do conflito, em que as ações abrem em alta no início da semana - o S&P 500 tem fechado em alta todas as segundas-feiras desde 28 de fevereiro -, mas depois acaba por recuar. Na ausência de um avanço significativo, esta semana não parece ser diferente", aponta Adam Linton, estratega de macroeconomia, à Bloomberg.
No entanto, os analistas do Morgan Stanley têm uma visão diferente. O banco norte-americano considera que a correção do S&P 500 está a chegar ao fim, sugerindo que os investidores já incorporaram mais riscos geopolíticos do que antecipado. O "benchmark" dos EUA está a encaminhar-se para fechar março com o pior saldo desde 2022, pressionado pelo estalar do conflito no Médio Oriente que está a levar os preços da energia a dispararem, levantando novas preocupações em relação à inflação.
Entre as principais movimentações de mercado, a Sysco derrapa 12,38%, depois de ter concordado em comprar a Jetro Restaurant Depot, num negócio que avalia a empresa em 291,1 mil milhões de dólares. Por sua vez, a CrowdStrike acelera 4,33%, após a gigante de cibersegurança ter sido escolhida como uma das "top picks" do Morgan Stanley para este ano, beneficiando do advento da inteligência artificial.
30.03.2026
Taxa Euribor desce a três meses e sobe a seis e a 12 meses
A taxa Euribor desceu hoje a três meses e subiu a seis e a 12 meses em relação a sexta-feira.
Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que recuou para 2,122%, continuou abaixo das taxas a seis (2,529%) e a 12 meses (2,932%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, avançou hoje, ao ser fixada em 2,529%, mais 0,025 pontos do que na sexta-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a janeiro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,93% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,78% e 24,98%, respetivamente.
No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também subiu hoje, para 2,932%, mais 0,072 pontos do que na sessão anterior.
Em sentido contrário, a Euribor a três meses baixou hoje, ao ser fixada em 2,122%, menos 0,005 pontos.
Em 19 de março, o BCE manteve as taxas diretoras, de novo, pela sexta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou o ciclo de cortes em junho de 2024.
A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 29 e 30 de abril em Frankfurt, Alemanha.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
30.03.2026
Europa inverte pessimismo inicial e negoceia no verde
As principais praças europeias conseguiram recuperar do pessimismo inicial e negoceiam agora em território positivo, apesar de o conflito no Médio Oriente continuar a não dar tréguas e os preços do petróleo estarem, mais uma vez, a registar subidas. Apesar de a inflação continuar a ser uma preocupação central dos investidores, o impacto da guerra no crescimento económico começa a ganhar relevância nos mercados e a diminuir as probabilidades dos bancos centrais avançarem com uma restrição monetária muito agressiva.
"Embora a inflação continue a ser motivo de preocupação, o potencial impacto negativo sobre o crescimento e a confiança deverá começar a funcionar como um fator de compensação, limitando novas subidas nos juros das dívidas soberanas", explica Francisco Simón, diretor de estratégia para a Europa da Santander Asset Management, à Bloomberg. "A par do petróleo, consideramos que o mercado obrigacionista é atualmente uma das manifestações mais evidentes da forma como os mercados estão a precificar o impacto do conflito nas perspetivas macroeconómicas", acrescenta.
Neste contexto, o Stoxx 600 conseguiu reverter as perdas iniciais e avança, neste momento, 0,38% para 577,47 pontos, beneficiando de um recuo nas probabilidades de o Banco Central Europeu (BCE) subir as taxas de juro já em abril. O mercado de "swaps" dava como quase certo um aperto na próxima reunião, mas, entretanto, a probabilidade caiu para 60% - fruto também das palavras do governador francês em entrevista a um jornal italiano.
"Estamos prontos para agir nesse sentido [de apertar a política monetária], se for necessário", garantiu François Villeroy de Galhau, citado pelo jornal La Stampa, esta segunda-feira. No entanto, o governador considera "o debate sobre datas muito prematuro", referindo ainda que os cenários adversos e severos projetados pelo BCE podem estar a dramatizar o impacto da guerra na inflação - uma vez que não têm em conta qualquer movimento por parte do banco central.
A guerra no Irão chegou ao segundo mês com um agravamento das hostilidades. O grupo rebelde Houthi, aliado do Irão no Iémen, entrou oficialmente no conflito com um ataque de mísseis contra Israel, enquanto os EUA estão a reforçar a sua presença militar na região. Numa entrevista ao Financial Times, Donald Trump endureceu a narrativa, ao afirmar que quer apoderar-se do petróleo iraniano e poderá vir a tomar a ilha de Kharg - apesar de, no dia anterior, ter indicado que Teerão tinha concordado em ceder a grande parte dos 15 pontos apresentados na proposta de paz norte-americana.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX ganha 0,09%, o espanhol IBEX 35 acelera 0,79%, o italiano FTSEMIB valoriza 0,4%, o francês CAC-40 sobe 0,38%, ao passo que o neerlandês AEX salta 0,54% e o britânico FTSE 100 ganha 0,69%.
30.03.2026
Juros aliviam na Zona Euro após comentários de Villeroy
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a negociar com alívios esta segunda-feira, num dia em que as principais praças europeias conseguiram recuperar do pessimismo do arranque da sessão, apesar de uma nova escalada do conflito no Médio Oriente ter levado o petróleo a negociar acima dos 116 dólares por barril.
O mercado de "swaps" continua a apostar em três subidas nas taxas de juro de 25 pontos base este ano por parte do Banco Central Europeu (BCE), mas os investidores estão menos certos de que possa acontecer já na próxima reunião. Esta segunda-feira, o governador do banco central de França, François Villeroy de Galhau, afirmou ao jornal italiano La Stampa que a autoridade monetária está pronta a agir, mas que ainda é demasiado cedo para estar a discutir um aperto.
Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, recuam 1,7 pontos base para 3,072%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade cai 3,4 pontos para 3,796%. Já em Itália, os juros recuam 3.2 pontos para os 4,014%.
Pela Península Ibérica, regista-se a mesma tendência, com a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos a aliviar 3,1pontos base para 3,539%. A “yield” das obrigações espanholas, por sua vez, cede 2,6 pontos, para 3,599%.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, aliviam 3,2 pontos base, para 4,938%.
30.03.2026
Possível intervenção no iene leva moeda a recuperar de mínimos de 2024. Guerra dá força ao dólar
Bodo Marks/picture-alliance/dpa/AP Images
O iene está a conseguir valorizar contra o dólar norte-americano, rompendo a tendência de queda das últimas sessões e conseguindo contrariar as pressões da guerra, que têm vindo a reforçar a posição da "nota verde" como ativo de refúgio predileto dos investidores. A divisa nipónica está a conseguir recuperar de mínimos de julho de 2024, depois de o vice-ministro das Finanças para Assuntos Internacionais do Japão, Atsushi Mimura, ter admitido intervir no mercado cambial.
"Estamos a constatar que a especulação está a aumentar no mercado cambial, para além do mercado de futuros do petróleo. Se esta situação persistir, em breve serão necessárias medidas decisivas", declarou, citado pelo jornal económico Nikkei. A esta hora, o dólar norte-americano cai 0,38% para 159,70 ienes, depois de ter conseguido ultrapassar os 160 ienes na semana passada - nível que é visto como de potencial intervenção.
"Consideramos que o limiar para uma intervenção no par dólar/iene está mais elevado, uma vez que a subida se deve a um choque negativo nos termos de troca e não a fluxos especulativos", explica Mahjabeen Zaman, diretor de mercados cambiais do ANZ Banking Group, à Bloomberg. "As intervenções realizadas anteriormente não tiveram sucesso a médio prazo, uma vez que as forças de mercado irão provavelmente enfraquecer o iene num contexto de preços do petróleo mais elevados", acrescenta.
Por sua vez, o euro desliza 0,11% para 1,1496 dólares e a libra cede na mesma medida para 1,3244 dólares, ambos pressionados por novos desenvolvimentos na guerra do Médio Oriente. A entrada dos Houthis no conflito e o reforço da presença militar norte-americana na região está a levar os investidores a apostarem numa escalada da guerra, mesmo com Donald Trump a sinalizar negociações com o Irão, levando o preço do petróleo a ultrapassar os 116 dólares.
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