Ao minuto18.03.2026

Ameaças do Irão a instalações petrolíferas empurram bolsas europeias para o vermelho

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quarta-feira.
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Foto: AP Foto: Richard Drew/AP Wall Street.
Negócios 18 de Março de 2026 às 17:53
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18.03.2026

Ameaças do Irão a instalações petrolíferas empurram bolsas europeias para o vermelho

As bolsas europeias voltaram a negociar com perdas esta quarta-feira, numa sessão que ficou marcada pela reação dos investidores aos ataques às infraestruturas energéticas do Irão por parte dos EUA e Israel. Teerão já prometeu retaliar nas próximas horas contra instalações dos Emirados Árabes Unidos, Catar e Arábia Saudita.

Os ataques fizeram com que os preços do petróleo nos mercados internacionais voltassem a disparar, reavivando os receios com um choque energético e, por consequência, um choque na inflação. 

O Banco Central Europa anuncia esta quinta-feira a sua decisão de política monetária e os mercados esperam que deixe os juros inalterados, mas que a entidade monetária se esteja a preparar para duas subidas das taxas este ano, numa tentativa de controlar a subida dos preços decorrentes do conflito. 

O índice de referência para a Europa, o Stoxx 600, caiu 0,75% para 597,93 pontos, pressionado pelos setores da alimentação, construção e tecnológicas, que perderam cerca de 2% cada. Por outro lado, o setor do petróleo e gás continua a ser dos únicos beneficiados, ao ganhar 0,4%.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX perdeu 0,96%, o italiano FTSEMIB desvalorizou 0,33%, o francês CAC-40 recuou 0,06%, ao passo que o britânico FTSE 100 registou quedas de 0,94% e o neerlandês AEX tombou 1,27%. Em contraciclo, o espanhol IBEX 35 somou 0,29.

As ações europeias estão a caminho do pior mês em mais de três anos, recuando face à subida vertiginosa dos preços da energia que alimentou preocupações com uma inflação mais elevada e um crescimento económico mais lento.

"Os mercados acionistas continuam sensíveis à situação no Médio Oriente», afirmou Wolf von Rotberg, estratega de ações do Banco J. Safra Sarasin, à Bloomberg. "Enquanto o conflito continuar e o petróleo permanecer nos níveis atuais, é improvável que haja uma recuperação sustentada das ações", acrescentou.

Entre os principais movimentos de mercado, a Bolloré subiu 11% depois de o conglomerado francês de energia ter anunciado o pagamento de um dividendo extraordinário.

A Diploma atingiu um recorde ao subir quase 18% depois de o fornecedor de componentes de construção ter revisto em alta a previsão de receitas para o ano.

Por outro lado, a HelloFresh afundou quase 15% depois de a empresa de entrega de kits de refeições ter anunciado que as vendas deverão diminuir pelo segundo ano consecutivo.

Já o Swatch Group caiu 4,5%, uma vez que a fabricante de relógios suíça criticou as tarifas e as perturbações comerciais que têm abalado as vendas, ao mesmo tempo que prepara os investidores para as dificuldades que se avizinham decorrentes da guerra no Irão.

18.03.2026

Juros agravam-se na Zona Euro antes de reuniões do BCE e BoE

Os juros das dívidas soberanas dos países da Zona Euro registaram subidas esta quarta-feira, numa altura em que mais investidores vendem obrigações, enquanto os mercados têm incorporado um aumento das taxas de juro pelo Banco Central Europeu e pelo Banco de Inglaterra. No entanto, tudo aponta para que as duas entidades monetárias deixem os juros inalterados na reunião desta quinta-feira.

Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, subiram 3,4 pontos base para 2,936%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade ganhou 4,9 pontos para 3,601%. Já em Itália, dispararam 7,1 pontos para 3,725%.

Pela Península Ibérica, os juros da dívida portuguesa a dez anos agravaram-se em 4,9 pontos base para 3,365%, enquanto a "yield" das obrigações espanholas com a mesma maturidade somaram 5 pontos para 3,432%.

Fora da Zona Euro, a tendência foi a mesma. Os juros das "Gilts" britânicas ganharam 4,7 pontos base para 4,736%, enquanto, nos EUA, a "yield" das obrigações a dez anos negoceia com subidas de 3,3 pontos para 4,232%.

18.03.2026

Dólar recupera à espera da Fed e à boleia do adensar da guerra

Soeren Stache/AP Images

O dólar norte-americano está a ganhar terreno pela primeira vez esta semana, horas antes de mais uma decisão de política monetária da Reserva Federal sobre taxas de juro. A moeda americana foi impulsionada pelos dados melhores do que o esperado do índice de preços no produtor (IPP), bem como pelo escalar de tensões no Médio Oriente.

O euro perde 0,23% para 1,1513 dólares e, face à divisa nipónica, a "nota verde" aumenta 0,3% para 159,48 ienes e a libra cede 0,22% para 1,3327 dólares. Já o índice do dólar da DXY sobe 0,23% para 99,804 pontos.

O mercado não prevê alterações nas taxas de juro pela Fed, estando assim à espera das projeções dos responsáveis para a economia dos EUA, bem como para o possível impacto da guerra na inflação assunto que deverá ser abordado pelo presidente, Jerome Powell. 

Numa nota a que o Negócios teve acesso, Ricardo Evangelista, CEO da ActivTrades Europe, explica que "os ganhos do dólar nas últimas semanas resultaram de uma alteração das expectativas do mercado quanto a cortes nas taxas de juro em 2026, que passaram de três no início do ano para apenas um, potencialmente apenas em dezembro. Neste contexto, os investidores procurarão avaliar em que medida os riscos inflacionistas atualmente refletidos no valor do dólar estão alinhados com as perspetivas que serão hoje divulgadas após a reunião do FOMC da Reserva Federal". 

18.03.2026

Ouro cai antes de decisão da Fed. Corte de juros deve ser adiado

Matthias Schrader / AP

O ouro está a desvalorizar esta tarde, pelo sexto dia, a maior série de quedas desde finais de 2024, à medida que aumentam as apostas de que a Reserva Federal dos EUA vai adiar o primeiro corte nas taxas de juro que os mercados antecipam para este ano, devido ao aumento de preços da energia e à inflação mais alta do que o esperado. Em dezembro, os responsáveis da entidade monetária tinham previsto uma descida de um quarto de ponto nas taxas este ano.

A onça de metal amarelo tomba 2,30% para 4.890,45 dólares, tendo chegado a perder 3,4% para o menor nível num mês. 

"Parece um reposicionamento entre ativos", afirmou Ewa Manthey, estratega de matérias-primas do ING Bank, à Bloomberg. "O petróleo está a reagir ao risco de oferta, enquanto a queda do ouro poderá dever-se a alguma tomada de mais-valias e a uma liquidação mais generalizada, a par da venda massiva motivada pelo risco, da valorização do dólar e dos rendimentos reais", acrescentou. 

O banco central norte-americano anuncia esta quarta-feira mais uma decisão de política monetária, mas o mercado já está amplamente à espera de que a Fed deixe a taxa inalterada. Vão estar a olhar sobretudo para o "dot plot" e para as declarações do presidente Jerome Powell, que deverá abordar os impactos da guerra no Irão na inflação. 

Apesar das recentes quedas, os analistas acreditam que as preocupações com a estagflação - crescimento económico mais lento e inflação elevada - poderão dar suporte ao ouro a longo prazo, já que os investidores procuram reservas alternativas de valor.

 

18.03.2026

Petróleo dispara com ameaças de novos ataques do Irão

Rick Bowmer/AP

Os preços do petróleo estão a disparar nos mercados internacionais, isto depois de o Irão ter enumerado os ativos energéticos da região que visaria em resposta a um ataque dos EUA e de Israel à sua indústria de exploração e produção, em concreto o campo de gás de South Pars, essencial para o abastecimento interno e para os vizinhos Iraque e Turquia. 

Esta tarde, o West Texas Intermediate (WTI), referência para os Estados Unidos, salta 2,57% para 98,72 dólares por barril, enquanto o Brent, referência para a Europa, dispara 5,24% para 108,84 dólares por barril. Já o gás natural chegou a saltar mais de 9% para 56,229 euros por megawatt-hora.

Em resposta, o Teerão listou locais na Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos que os residentes "devem evitar" por se terem tornado em "alvos diretos e legítimos". Nisto, os riscos nos mercados energéticos aumentam a cada dia, ao mesmo tempo que o estreito de Ormuz continua encerrado e as maiores produtores de "ouro negro" do mundo reduzem a sua produção. A gigante da produtora estatal da Arábia, a Saudi Aramco, já está a evacuar as instalações, como medida de prevenção.

"Novos ataques voltam a chamar a atenção para a realidade física do abastecimento na guerra - as restrições energéticas agravam-se a cada dia", afirmou Florence Schmit, estratega de energia do Rabobank, à Bloomberg.

Nos EUA, o Presidente Donald Trump suspendeu por 60 dias a legislação de transporte de produtos petrolíferos e flexibilizou sanções à Venezuela - o Jones Act -, para aumentar a oferta global e conter a subida de preços.

18.03.2026

Médio Oriente e inflação voltam a atirar Wall Street para o vermelho. Macy's dispara 5%

AP/Richard Drew

Os principais índices norte-americanos arrancaram a sessão desta quarta-feira em território negativo, pressionados por dados da inflação que acabaram por ficar acima das expectativas dos analistas e por novos ataques a infraestrutura energética no Médio Oriente. O Irão acusou os EUA e Israel de atingirem um dos seus campos de exploração de gás natural, o de South Pars, levando a uma nova escalada nos preços da energia. 

A esta hora, o S&P 500 cai 0,27% para 6.699,47 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq Composite cede 0,15% para 22.445,21 pontos e o industrial Dow Jones perde 0,34% para 46.827,01 pontos. Na sessão anterior, os três principais índices dos EUA conseguiram terminar a sessão em alta, embora a pujança registada na abertura da negociação, com o conflito no Irão e a escalada dos preços do petróleo a não darem tréguas. 

"Os mercados continuam nervosos, uma vez que cada notícia proveniente do Médio Oriente provoca reações instintivas no mercado", afirmou Jay Woods, estratega-chefe de mercado da Freedom Capital Markets, à Bloomberg. "A tendência geral continua a ser de desvalorização, num mercado que até cede, mas não quebra", explicou ainda. , é a primeira vez desde o estalar do conflito que a infraestrutura energética do Irão é afetada - uma possibilidade que, de qualquer forma, já tinha sido avançada pelo Presidente norte-americano. 

Os investidores encontram-se ainda a reagir a novos dados da inflação, que apontam para um aceleramento dos preços no produtor. O indicador que mede esta evolução acabou por acelerar mais do que o esperado em fevereiro, atingindo os 3,4% em termos homólogos e os 0,7% em cadeia - valores que comparam com as expectativas dos analistas de 3% e 0,3%, respetivamente. 

Já com estes dados disponíveis, os membros da Reserva Federal (Fed) norte-americana vão hoje dar a conhecer a sua decisão de política monetária. Espera-se que o , mas o que os investidores vão estar realmente à espera é dos comentário de Jerome Powell, líder do banco central, em relação aos próximos movimentos da autoridade monetária. 

Entre as principais movimentações de mercado, a Nvidia cai 0,23%, mesmo depois de a Reuters ter noticiado que a empresa mais valiosa do mundo conseguiu uma aprovação por parte do governo chinês para vender os seus "chips" H200 no país. Por sua vez, a retalhista Macy's dispara 5,32%, após ter registado lucros por ação de 1,67 dólares - um valor que ficou acima dos 1,53 dólares esperados pelos analistas. 

18.03.2026

Líder da OMI considera situação no Estreito de Ormuz "inaceitável e insustentável"

Fernando Llano / Associated Press

O secretário-geral da Organização Marítima Internacional (OMI), Arsenio Dominguez, criticou os ataques a navios no Estreito de Ormuz que já provocaram a morte de pelo menos sete tripulantes e declarou a situação "inaceitável e insustentável".

Na abertura da sessão extraordinária do Conselho da OMI, que decorre esta quarta e na quinta-feira em Londres, Dominguez afirmou que cerca de 20 mil tripulantes continuam retidos dentro do Golfo Pérsico a bordo das suas embarcações.

"Apelo a todas as companhias de navegação para atuarem com a máxima cautela ao operar na região afetada e, sempre que possível, evitem atravessá-la. Qualquer ataque contra marítimos inocentes ou embarcações civis é totalmente inaceitável", sublinhou o responsável da agência especializada das Nações Unidas.

Dominguez afirmou ainda que os tripulantes "não devem tornar-se vítimas das tensões geopolíticas" e apelou a "todas as partes envolvidas para trabalharem no alívio do conflito e permitirem a saída segura das tripulações do Golfo".

"O transporte marítimo tem demonstrado repetidamente a sua resiliência, mas a geopolítica está a pô-lo à prova. Sempre que a navegação é usada como dano colateral nestes conflitos, todo o mundo é afetado, desde a economia global à segurança alimentar", alertou.

A reunião extraordinária do Conselho da OMI foi convocada com caráter de urgência para analisar o impacto da guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão iniciada em 28 de fevereiro.

Como retaliação, Teerão lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região, incluindo navios internacionais no estreito de Ormuz.

18.03.2026

Europa e G7 devem "guardar munições" de petróleo

O ministro da Economia francês, Roland Lescure, afirmou esta quarta-feira que a Europa e o G7 devem "guardar munições" nas suas reservas estratégicas de petróleo, face à guerra no Médio Oriente que, segundo ele, corre o risco de se prolongar.

Roland Lescure foi entrevistado pelo canal americano CNBC Europe sobre a possibilidade de uma perturbação de longa duração no transporte de hidrocarbonetos importados do Médio Oriente.

"O que temos de garantir é que nos preparamos para estes cenários. Estamos a acompanhá-los, a monitorizá-los e a assegurar que reagimos de forma adequada, nem demasiado depressa, nem com demasiada força, pois, como sabem, temos de guardar munições para fazer face a outros potenciais choques", respondeu.

Quanto à possibilidade de uma guerra que fosse "intensa, mas efémera", "esse cenário provavelmente já se esfumou", referiu o ministro.

Questionado sobre a possibilidade de uma nova utilização das reservas estratégicas, tal como decidido pelo G7 em 11 de março, Lescure respondeu que ainda não chegaram a esse ponto.

"Sabemos que a única forma de libertar o mercado do petróleo é garantir que o estreito de Ormuz deixe passar petróleo. Não se pode substituir os fluxos por reservas. Trata-se de uma medida pontual", sublinhou o ministro.

18.03.2026

Euribor desce a três, a seis e a 12 meses

A taxa Euribor desceu esta quarta-feira a três, a seis e a 12 meses em relação a terça-feira.

Com estas alterações, a taxa a três meses, que recuou para 2,121%, continuou abaixo das taxas a seis (2,309%) e a 12 meses (2,528%).

A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, baixou, ao ser fixada em 2,309%, menos 0,024 pontos do que na terça-feira e depois de quatro sessões a subir.

Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a janeiro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,93% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.

Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,78% e 24,98%, respetivamente.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também caiu, para 2,528%, menos 0,019 pontos do que na sessão anterior e também de quatro sessões a subir. Em 10 de março a Euribor a 12 meses foi fixada em 2,552%, um novo máximo desde janeiro de 2025.

No mesmo sentido, a Euribor a três meses recuou ao ser fixada em 2,121%, menos 0,027 pontos.

Esta semana realiza-se a reunião de política monetária do BCE, hoje e na quinta-feira em Frankfurt, Alemanha, e os mercados antecipam uma nova manutenção das taxas diretoras.

18.03.2026

Europa avança pelo terceiro dia consecutivo. Recuo do petróleo dá alento aos mercados

Os principais índices europeus negoceiam com ganhos pelo terceiro dia consecutivo - a sequência de valorizações mais longa desde o início da guerra no Médio Oriente –, à medida que um alívio nos preços do petróleo segue a dar algum fôlego aos mercados na véspera da decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE).

O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – soma 0,55% para os 605,78 pontos.

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX sobe 0,75%, o espanhol IBEX 35 ganha 1,25%, o italiano FTSEMIB valoriza 0,95%, o francês CAC-40 pula 1,04%, ao passo que o neerlandês AEX regista ganhos de 0,30% e o britânico FTSE 100 avança 0,25%.

Antes de o BCE, Banco de Inglaterra e Banco Nacional Suíço decidirem durante o dia de amanhã qual será o , hoje é a vez da Reserva Federal (Fed) norte-americana e espera-se que o banco central dos EUA mantenha os juros diretores inalterados pela segunda reunião consecutiva – movimento que deverá ser acompanhado na quinta-feira pelos congéneres europeus.

Os investidores e analistas estarão, assim, mais concentrados nas perspetivas apresentadas pelos líderes dos bancos centrais, numa altura em que a escalada dos preços do crude tem alimentado preocupações em relação a uma subida da inflação.

“O mercado quer encontrar uma referência e restabelecer parte do impulso dos preços [das ações] que tínhamos antes do conflito com o Irão”, disse à Bloomberg Shane Kelly, gestor de fundos da M&G Investment Management.

Entre os setores, o da banca (+2,09%), o industrial (+1,62%) e o dos bens e serviços (+1,62%) lideram os ganhos, enquanto o das telecom (-1,26%) e o alimentar (-1,16%) registam as maiores perdas.

Quanto aos movimentos do mercado, a HelloFresh tomba quase 13% depois de a empresa de entrega de kits de refeições ter anunciado que as vendas deverão diminuir pelo segundo ano consecutivo. Já a Unilever recua 1,65% para os 4.799 cêntimos de libra, depois de ter sido revelado que a empresa está a .

18.03.2026

Juros aliviam em toda a linha na Zona Euro antes de decisão do BCE

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a registar alívios em toda a linha na sessão de hoje, num dia em que as bolsas europeias somam ganhos e na véspera da decisão do Banco Central Europeu (BCE) sobre as taxas de juro, onde se espera que os decisores de política monetária mantenham inalterados os juros diretores.

Os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, aliviam 2,2 pontos-base para 2,880%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade cai 3,5 pontos para 3,517%. Já em Itália, os juros recuam 3,6 pontos para os 3,617%.

Pela península Ibérica, regista-se a mesma tendência, com a "yield" das obrigações portuguesas a dez anos a aliviar 2,6 pontos-base para 3,290%. A “yield” das obrigações espanholas, por sua vez, cede 2,8 pontos, para 3,354% a esta hora.

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, aliviam 4,3 pontos-base, para 4,647%, sendo que também o Banco de Inglaterra apresenta amanhã a sua decisão de política monetária.

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