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Bolsas europeias resistem à escalada dos preços do petróleo. Delivery Hero dispara 8%

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta segunda-feira.
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Foto: AP / Eduardo Parra Bolsas europeias. Foto: Soeren Stache/AP Images Libra e iene ganham força contra o dólar americano Foto: AP / Jae C. Hong Barra de ouro de 1 kg na mão, com outras barras e moedas de ouro visíveis Foto: AP Mercados asiáticos fecham sem direção com dólar pressionado após possível substituição de Powell
Negócios 10:58
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há 3 min.10h57

Europa resiste à escalada dos preços do petróleo. Delivery Hero dispara 8%

Bloomberg

As principais praças europeias estão a negociar divididas entre ganhos e perdas, com o Stoxx 600 a conseguir resistir ao impacto dos novos desenvolvimentos nas negociações para a paz entre EUA e Irão. No fim de semana, o Presidente norte-americano, Donald Trump, rejeitou a contraproposta iraniana aos 14 pontos apresentados por Washington para acabar com o conflito, apesar de Teerão ter cedido - embora de forma parcial - a algumas exigências da Casa Branca.

O Stoxx 600 - "benchmark" para a negociação europeia - está a negociar praticamente inalterado face à cotação de fecho de sexta-feira, registando uma desvalorização de 0,09% para 611,59 pontos - isto depois de ter visto o seu valor ser reduzido em quase 2% nas duas últimas sessões. 

O setor energético é dos que mais ganha esta manhã, impulsionado por uma nova escalada nos preços da energia, que levou o barril de Brent - de referência para a Europa - a aproximar-se dos 105 dólares. Também as ações tecnológicas estão a acelerar, numa altura em que um "rally" de inteligência artificial (IA) tem conseguido eclipsar as preocupações dos investidores com o aumento das tensões geopolíticas no Médio Oriente. 

"Passou mais uma semana sem avanços no que diz respeito ao tráfego marítimo no estreito de Ormuz, com os mercados a continuarem à espera de um acordo de paz rápido", afirma Roberto Scholtes Ruiz, diretor de estratégia do Singular Bank, à Bloomberg. "Prevejo que este clima se mantenha esta semana, uma vez que existe uma expectativa generalizada de que Trump gostaria de garantir um acordo antes da sua cimeira com Xi Jinping [Presidente da China]", acrescenta.

Entre as principais movimentações de mercado, a Delivery Hero dispara 8,20%, depois de o grupo de investimento neerlandês Prosus ter decidido vender uma participação de 5% na empresa de entrega de comida alemã ao investidor ativista Aspex Management por cerca de 335 milhões de euros. Por sua vez, a britânica Compass Group acelera 0,98%, após ter revisto em alta as suas previsões de lucro para o resto do ano. 

Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX recua 0,22%, o italiano FTSEMIB acelera 0,16%, o francês CAC-40 desvaloriza 0,94%, o espanhol IBEX ganha 0,03%, ao passo que o neerlandês AEX cai 0,06% e o britânico FTSE-100 aumenta 0,12%. 

10h00

Juros agravam-se na Zona Euro com nova subida dos preços do petróleo

Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro arrancaram a semana com agravamentos, numa altura em que as negociações para a paz entre EUA e Irão enfrentam novos obstáculos. O Presidente norte-americano, Donald Trump, decidiu rejeitar a contraproposta de Teerão ao seu plano de 14 pontos, apelidando-a de "totalmente inaceitável" e levando a um novo disparo nos preços do petróleo. 

Os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, estão a acelerar 1,4 pontos-base para 3,017%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade sobe 1,9 pontos para 3,638%. Já os juros da dívida italiana pontos registam o maior agravamento da Zona Euro, ao crescerem 3,3 pontos para 3,754%.

Pela Península Ibérica, os juros da dívida soberana portuguesa na maturidade de referência aumentam 1,5 pontos-base para 3,373%, enquanto os juros espanhóis saltam 1,6 pontos para 3,434%.

Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas disparam 4 pontos-base para 4,951%, num dia em que os investidores vão estar atentos ao discurso do primeiro-ministro britânico após o Partido Trabalhista ter perdido bastantes lugares nas eleições locais da semana passada.

09h58

Índia pede aos cidadãos corte no consumo de combustível e que não comprem ouro

Bikas Das / Associated Press

O primeiro-ministro indiano pediu à população que reduza o consumo de combustível e limite o envio de encomendas para proteger a economia do país contra os efeitos da guerra do Irão, divulgou esta segunda-feira a imprensa internacional.

Leia a notícia completa .

09h03

Dólar avança após Trump rejeitar contraproposta do Irão

AP/ Petr Svancara

O dólar norte-americano está a conseguir recuperar das perdas registadas na semana anterior, impulsionado por um aumento das tensões geopolíticas entre os EUA e o Irão. Desde o estalar do conflito no Médio Oriente, a "nota verde" tem beneficiado de uma corrida a ativos de refúgio, depois de um arranque de ano especialmente penalizador - muito devido às políticas erráticas de Donald Trump. 

Neste contexto, o índice do dólar da Bloomberg - que mede a força da divisa face aos seus principais concorrentes - está a acelerar 0,11%, tendo chegado a crescer 0,2% e a apagar por completo a queda registada na última sessão. Por sua vez, o euro cai 0,14% para 1,1771 dólares, enquanto a libra desliza 0,22% para 1,3601 dólares, num dia em que o primeiro-ministro britânico se dirige ao país após as perdas do Partido Trabalhista registadas no ato eleitoral da semana passada. 

"Os riscos parecem apontar para novas valorizações do dólar no início da semana, com todos os indícios a sugerirem que tanto os EUA como o Irão acreditam que estão a negociar a partir de uma posição de força", explica Sean Callow, analista sénior da ITC Markets, à Bloomberg. "Os investidores podem ter estado à espera de, pelo menos, um acordo provisório antes da visita de Trump a Pequim, mas agora parece que nos deparamos com uma nova ronda de subidas do preço do petróleo", acrescenta. 

No fim de semana, o . O Wall Street Journal noticiou que Teerão estava disposto a transferir alguns dos seus "stocks" de urânio enriquecido para outro país enquanto as negociações sobre esta questão não chegam a bom porto, além de ter concordado com uma suspensão do enriquecimento da matéria-prima. No entanto, não terá sido suficiente para o líder norte-americano, que considerou a resposta "totalmente inaceitável". 

08h42

Preocupações com a inflação atiram ouro para território negativo

Uli Deck/AP

O ouro arrancou a semana em território negativo, numa altura em que as negociações de paz entre os EUA e o Irão embateram num novo obstáculo. No fim de semana, o , reacendendo receios de que uma inflação galopante obrigue os bancos centrais a apertarem a política monetária. 

A esta hora, o metal amarelo cai 0,84% para 4.675,80 dólares por onça, depois de ter acelerado mais de 2% na semana passada. Na altura, os preços do ouro foram impulsionados por um novo relatório sobre o mercado laboral dos EUA, que  - dando margem de manobra à Reserva Federal (Fed) norte-americana para não mexer nos juros.

No entanto, e caso o conflito no Médio Oriente se mantenha durante muito mais tempo, essa margem pode ser amplamente reduzida. Com o estreito de Ormuz a continuar fechado e as negociações de paz a entrarem numa estrada sem saída, é expectável que os preços da energia continuem bastante elevados, tendo um impacto sustentando na inflação. É de relembrar que por esta via marítima passava um quinto de todo o petróleo e gás natural consumidos pelo mundo. 

"Os preços do ouro continuam a refletir uma ampla consolidação lateral, uma vez que os mercados permanecem presos entre a ansiedade geopolítica e as crescentes preocupações com a inflação", explica Priyanka Sachdeva, analista da Philip Nova, numa nota a que a Bloomberg teve acesso. É provável que esta combinação mantenha o ouro "sem direção, apesar da extrema volatilidade nos mercados globais", acrescenta. 

Para a analista, a rejeição de Trump da contraproposta iraniana demonstra que a prioridade de Washington é acabar com as ambições nucleares do Irão. De acordo com o Wall Street Journal, Teerão propõe diluir algum do urânio enriquecido que tem em sua posse, enquanto o restante seria transferido para um país terceiro em jeito de custódia. No entanto, propõe uma moratória inferior aos 20 anos propostos pela Casa Branca para suspender o enriquecimento de urânio.

08h12

Petróleo dispara mais de 4% com tensões no Médio Oriente a escalarem

AP

O preço do barril de petróleo chegou a disparar mais de 4% esta madrugada, desceu no arranque da manhã para depois voltar a subir, numa altura em que os investidores avaliam os mais recentes desenvolvimentos nas negociações para um acordo de paz no Médio Oriente. 

Através das redes sociais, o , considerando-a "totalmente inaceitável". O líder norte-americano não deu detalhes sobre os pontos de discórdia na réplica do regime de Mojtaba Khamenei, mas o Wall Street Journal avançou durante o fim-de-semana que, apesar de alinhar numa moratória de enriquecimento de urânio, Teerão procura uma "pausa" menor que os 20 anos propostos por Washington. 

Neste contexto, o preço do barril Brent - de referência para a Europa - chegou a disparar 4,5% e a ultrapassar os 105 dólares, tendo entretanto reduzido os ganhos para 3,32%, nos 104,65 dólares. Por sua vez, o West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA - quase tocou nos 100 dólares, estando, neste momento, a acelerar 3,78% para 99,03 dólares por barril.

"O otimismo em relação a um acordo iminente entre os EUA e o Irão desvaneceu-se, impulsionando a subida do preço do petróleo bruto", explica Warren Patterson, diretor de estratégia de matérias-primas do ING Groep, à Bloomberg. "É provável que aumentem os receios quanto a uma possível nova escalada do conflito, o que abre margem para uma nova subida dos preços", acrescenta. 

Caso o estreito de Ormuz - por onde passava um quinto de todo o petróleo e gás natural consumido no mundo - permaneça fechado nas próximas semanas, o CEO da Saudi Aramco, Amin Nasser, antecipa que o mercado só normalize em 2027. E este trata-se de um cenário de resolução no curto prazo, o que parece ser uma realidade cada vez mais distante para os investidores. De acordo com uma sondagem do Goldman Sachs, Wall Street só vê Ormuz reaberto já na segunda metade deste ano

07h46

"Rally" das tecnológicas e tensões no Médio Oriente dividem Ásia. Europa aponta para ganhos

Os principais índices asiáticos encerraram a primeira negociação da semana divididos entre ganhos e perdas, numa altura em que o otimismo em torno das ações de inteligência artificial (IA) está a colidir com as tensões no Médio Oriente. Este domingo, o  e levando os preços do petróleo novamente a dispararem. 

O MSCI Asia Pacific - "benchmark" para a região - ainda conseguiu negociar em território positivo, com ganhos de 0,44%, impulsionado por um "rally" nas tecnológicas. O sul-coreano Kospi - "cabeça de cartaz" para os investimentos em IA - acelerou mais de 4% esta segunda-feira e atingiu um novo máximo histórico, aproveitando ainda o e que chegou agora à Ásia. 

Os ganhos asiáticos devem estender-se para a Europa, com a negociação de futuros do Euro Stoxx 50 a apontar para uma abertura em território positivo - embora numa menor escalada de 0,10%. É uma ligeira recuperação face às perdas das duas últimas sessões, quando o principal índice europeu - o Stoxx 600 - não conseguiu resistir à turbulência no Médio Oriente e perdeu quase 2% do valor. 

No entanto, Anna Wu, estratega de ativos da Van Eck Associates, considera que os "mercados devem começar a ver além da atual volatilidade da guerra" no curto prazo, caso a situação acabe por não escalar. "Os resultados das empresas têm sido o principal motor do mercado desde que os investidores decidiram começar a ultrapassar o pico do pânico causado pela guerra", acrescenta, numa nota a que a Bloomberg teve acesso. 

Com o Médio Oriente como pano de fundo e a época de resultados no "sprint" final, os investidores viram agora as atenções para o . Ainda na semana passada, e após um encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, as autoridades chinesas apelaram a um fim do conflito no golfo Pérsico - e o Presidente da China deverá ecoar esse pedido junto de Trump. 

Entre as principais movimentações por praça, os japoneses Nikkei 225 e Topix dividiram-se entre ganhos e perdas, com o primeiro a cair 0,48% e o segundo a acelerar 0,35%. Já o chinês Hang Seng, de Hong Kong, manteve-se praticamente inalterado, enquanto o Shanghai Composite ganhou cerca de 1%. Por sua vez, o australiano S&P/ASX 200 não conseguiu resistir ao pessimismo e terminou a sessão com perdas de 0,49%.

07h13

Inflação na China acelera para 1,2% em abril e supera previsões dos analistas

Jessica Lee / Lusa - EPA

Índice de Preços no Consumidor (IPC), o principal indicador de inflação da China, subiu 1,2% em abril face ao período homólogo, mais 0,2 pontos percentuais em relação a março, foi anunciado esta segunda-feira.

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