Europa despede-se de novembro no verde. Índices somam 5.º mês consecutivo de ganhos
Juros da Zona Euro dividem-se entre alívios e agravamentos
Dólar negoceia com maior desvalorização semanal desde julho
Ouro ganha terreno e prata atinge novo recorde
Petróleo a caminho do mais longo ciclo de perdas mensais desde 2023
Wall Street soma ganhos na última sessão do mês
Maior operadora de bolsas de derivados volta a funcionar
Euribor cai a três, seis e 12 meses mas termina mês com a média de novo a subir
Europa pintada de vermelho com Londres a escapar. Investidores olham para a inflação
Juros com pequenos agravamentos na Zona Euro. Inflação centra atenções
Dólar vive pior semana em quatro meses. Libra em correção
Ouro prestes a fechar o quarto mês consecutivo de ganhos e em máximos de duas semanas
Falha na maior operadora de derivados interrompe negociação dos futuros do S&P 500 e do WTI
Petróleo com pior mês em dois anos. Negociação do WTI interrompida
"Rally" de recuperação perde fôlego com Ásia dividida entre ganhos e perdas. Europa inalterada
Europa despede-se de novembro no verde. Índices somam 5.º mês consecutivo de ganhos
Os principais índices europeus terminaram a última sessão do mês com ganhos e registaram a maior sequência de valorizações mensais desde março de 2024, com o “benchmark” do Velho Continente a subir pelo quinto mês consecutivo.
O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – ganhou 0,25%, para os 576,43 pontos.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX subiu 0,29%, o espanhol IBEX 35 avançou 0,06%, o italiano FTSEMIB valorizou 0,32%, o francês CAC-40 ganhou 0,29%, o britânico FTSE 100 somou 0,27% e o neerlandês AEX subiu 0,38%.
Os mercados bolsistas europeus têm sido impulsionados por lucros resilientes das cotadas e crescimento económico, proporcionando aos investidores retornos de cerca de 14% desde o início do ano. Os ganhos dos índices retomaram esta semana, após um “sell-off” ter pressionado os ativos de risco devido a receios com a possível sobrevalorização de cotadas ligadas à área da tecnologia e inteligência artificial.
“No geral, acho que a tendência para os índices de ações continua a ser de alta”, disse à Bloomberg Carl Dooley, da TD Cowen. “Historicamente, dezembro é o melhor mês do ano para as ações”, recordou o especialista.
Entre os setores, o dos recursos naturais (+1,19%) registou a maior valorização, enquanto o do turismo (-1,07%) liderou as perdas.
Quanto aos movimentos do mercado, a Delivery Hero disparou mais de 14% com relatos de que a empresa estará a enfrentar pressão de vários grandes acionistas para realizar uma revisão estratégica. Já as ações da EasyJet subiram perto de 2,50%, depois de a casa de investimentos Bernstein ter aumentado a classificação da cotada de “market-perform” (em linha com o mercado) para “outperform” (equivalente a “comprar”).
Há ainda a destacar a Burberry, que cedeu 2,60%, após o JPMorgan ter reduzido a recomendação das ações da empresa de “neutral” (equivalente a “manter”) para “underweight” (equivalente a “vender”).
Juros da Zona Euro dividem-se entre alívios e agravamentos
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro dividiram-se entre alívios e agravamentos na sessão desta sexta-feira, num dia em que os principais índices bolsistas do Velho Continente registaram o seu quinto mês consecutivo de valorizações.
Os juros da dívida portuguesa, com maturidade a dez anos, agravaram-se em 0,2 pontos-base, para 2,999%. Em Espanha a "yield" da dívida com a mesma maturidade seguiu a tendência inversa e caiu 0,1 pontos, para 3,161%.
Já os juros da dívida soberana italiana cederam 0,3 pontos, para 3,397%. Por sua vez, a rendibilidade da dívida francesa manteve-se inalterada nos 3,407 pontos-base, enquanto os juros das "bunds" alemãs, referência para a região, avançaram 0,9 pontos, para os 2,687%.
Fora da Zona Euro, os juros das "gilts" britânicas, também a dez anos, registaram um alívio de 0,9 pontos-base, para 4,439%.
Dólar negoceia com maior desvalorização semanal desde julho
A caminho de registar o seu pior desempenho semanal desde o final de julho, com os investidores cada vez mais confiantes acerca de uma nova flexibilização monetária em dezembro por parte da Reserva Federal (Fed).
O índice do dólar - que mede a força da divisa face às principais concorrentes - segue a ceder 0,06%, para os 99,597 pontos, recuperando algum terreno, mas ainda a caminho da sua maior perda semanal desde o dia 21 de julho.
Na Ásia, o iene japonês flutuou após um período de queda, com dados do mercado de trabalho e da inflação a reforçar os argumentos a favor de um aperto na política monetária da segunda maior economia do continente asiático. O índice de preços no consumidor no Japão subiu 2,8% em novembro em relação ao ano anterior, um pouco acima do esperado pelos economistas e acima da meta de 2% fixada pelo Banco do Japão (BoJ).
Face ao iene, a “nota verde” desvaloriza 0,03%, para os 156,270 ienes.
A esta hora, o euro cede 0,12%, para os 1,158 dólares, mas ainda a caminho do seu maior ganho semanal face ao dólar desde julho, com os “traders” atentos às negociações sobre um plano de paz apoiado pelos EUA para acabar com a guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Ainda pela Europa, a libra perde 0,16%, para os 1,322 dólares.
Petróleo a caminho do mais longo ciclo de perdas mensais desde 2023
Os preços do petróleo negoceiam de forma estável nesta sexta-feira, com os contratos futuros do Brent – que expiram hoje - a avançar e os do West Texas Intermediate (WTI) a recuarem ligeiramente, à medida que retomam as negociações do “benchmark” norte-americano, após a pausa para o Dia de Ação de Graças e depois de perturbações registadas hoje no sistema da operadora de bolsa CME Group terem levado à suspensão da negociação do WTI.
O WTI - de referência para os EUA – desvaloriza 0,06% para os 63,30 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a avançar ligeiros 0,92% para os 59,20 dólares por barril.
Os “traders” estão agora focados nas negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia, ao mesmo tempo que esperam pela reunião da OPEP+ no domingo.
Ambos os contratos caminham para a sua quarta perda mensal consecutiva, o mais longo ciclo de quedas desde 2023, com as expectativas de aumento da oferta global a pesar sobre os preços, apesar de terem subido mais de 1% no conjunto desta semana.
A força da margem de lucro da refinação de combustíveis tem sustentado a forte procura de petróleo bruto em alguns locais, mas o impacto negativo do próximo excedente de petróleo estava a pressionar os preços, disse o analista da Rystad, Janiv Shah.
“O mercado está dividido entre a ausência de alívio imediato das sanções à Rússia e a esperança de um acordo futuro, apesar da lentidão nas negociações”, disse à Reuters o analista John Evans, da PVM Oil Associates.
No domingo, a OPEP+ deverá manter os níveis de produção de petróleo inalterados e chegar a acordo sobre um mecanismo para avaliar a capacidade máxima de produção dos membros do cartel, disseram à agência de notícias dois delegados do grupo.
A par disso, a Arábia Saudita, maior exportadora mundial de crude, deverá reduzir o preço do petróleo bruto em janeiro para os compradores asiáticos pelo segundo mês consecutivo, para o nível mais baixo em cinco anos, sob pressão da oferta abundante e das perspetivas de excedente.
Ouro ganha terreno e prata atinge novo recorde
Os preços do ouro negoceiam com ganhos nesta sexta-feira, atingindo máximos de duas semanas e a caminho da quarta valorização mensal consecutiva, devido ao otimismo em relação a um possível corte nas taxas diretoras pela Reserva Federal (Fed) norte-americana, com o metal amarelo a ser ainda impulsionado por um dólar mais fraco.
A esta hora, o metal precioso recua 0,78%, para os 4.190,020 dólares por onça.
"O sentimento subjacente [em relação ao ouro] continua muito positivo... Há preocupações com a dívida global, tarifas e sanções”, disse à Reuters o analista Ross Norman. As compras contínuas do banco central também têm impulsionado a alta do ouro este ano, acrescentou.
Além do ouro, há ainda a destacar a negociação da prata, que atingiu hoje novos máximos históricos nos 55,93 dólares por onça, estando a negociar a esta hora com uma valorização de 4%, para os 55,75 dólares por onça.
O UBS elevou as suas previsões para o preço da prata entre 5 e 8 dólares por onça e disse que espera que o metal seja negociado a 60 dólares por onça em 2026.
Wall Street soma ganhos na última sessão do mês
Os principais índices norte-americanos negoceiam com ganhos esta tarde, depois da “pausa” para o dia de Ação de Graças, impulsionados por crescentes expectativas de que a Reserva federal (Fed) poderá avançar com uma flexibilização da política monetária na sua reunião de dezembro. Ao contrário do habitual, a negociação encerrará mais cedo do lado de lá do Atlântico, pelas 18:00 horas de Lisboa.
O “benchmark” S&P 500 avança 0,20%, para os 6.826,30. Já o Nasdaq Composite ganha 0,30% para os 23.284,46 pontos. O Dow Jones, por sua vez, valoriza 0,20% para os 47.522,34.
O índice de referência norte-americano segue agora a ampliar aquele que já é o seu maior avanço semanal desde junho. Após um início de mês volátil, o S&P 500 reduziu a perda mensal para cerca de 0,4% tendo em conta os valores de fecho da passada quarta-feira, antes do feriado do dia de Ação de Graças.
As expectativas de que Fed reduzirá as taxas de juro mais rapidamente do que o inicialmente previsto têm impulsionado a recuperação registada no final deste mês. Nesta linha, os “traders” apontam agora para uma probabilidade de 80% de se assistir a um corte das taxas de referência da Fed em dezembro.
Entre os movimentos do mercado, a Alphabet segue a ganhar mais de 1,70%, enquanto a Amazon valoriza 1%, com o início das compras da Black Friday a impulsionar a cotada.
Quanto às restantes “big tech”, a Nvidia recua 0,76%, a Meta sobe 0,41%, a Apple cede 0,13% e a Microsoft soma 0,57%.
Maior operadora de bolsas de derivados volta a funcionar
Uma falha na maior operadora de bolsas de derivados do mundo, a CME Group, agitou os mercados financeiros esta sexta-feira, levando à interrupção da negociação de futuros ligados a várias matérias-primas, como é o caso do West Texas Intermediate (WTI) - o crude de referência para os EUA -, e a índices de ações, como é o caso do "benchmark" norte-americano S&P 500 e o Nasdaq 100. A falha afetou ainda a negociação no mercado cambial e obrigacionista.
Ao início da tarde desta sexta-feira, a CME anunciou que os problemas foram resolvidos e a negociação está de novo a decorrer de forma normal.
"A sua ausência [CME] degradou de forma clara as condições de negociação e aumentou a incerteza num período que já apresentava liquidez limitada após o feriado do dia de Ação de Graças", considerou Henrique Valente, analista da ActivTrades Europe, num comentário enviado ao Negócios.
Euribor cai a três, seis e 12 meses mas termina mês com a média de novo a subir
A taxa Euribor desceu esta sexta-feira a três, a seis e a 12 meses em relação a quinta-feira, mas termina novembro com a média mensal a subir de novo nos três prazos.
Com as alterações de hoje, a taxa a três meses, que baixou para 2,060%, permaneceu abaixo das taxas a seis (2,110%) e a 12 meses (2,209%). Em relação à média mensal da Euribor em novembro esta subiu de novo nos três prazos, mas de forma mais acentuada do que no mês anterior e nos prazos mais longos.
A média da Euribor em novembro subiu 0,008 pontos para 2,042% a três meses. Já a seis e a 12 meses, a Euribor avançou 0,0024 pontos para 2,131% e 0,030 pontos para 2,217%.
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, desceu hoje, ao ser fixada em 2,110%, menos 0,005 pontos do que na quinta-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a setembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,3% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável. Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,87% e 25,33%, respetivamente.
Hoje, no prazo de 12 meses, a taxa Euribor também caiu, ao ser fixada em 2,209%, menos 0,001 pontos do que na sessão anterior. No mesmo sentido, a Euribor a três meses baixou hoje para 2,060%, também menos 0,001 pontos do que na quinta-feira.
A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 17 e 18 de dezembro em Frankfurt. Em 30 de outubro, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras, pela terceira reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes em junho de 2024.
A presidente do BCE, Christine Lagarde, considerou no final da reunião de 30 de outubro, em Florença, que a entidade se encontra "em boa posição" do ponto de vista da política monetária, mas sublinhou que não é um lugar fixo.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
Europa pintada de vermelho com Londres a escapar. Investidores olham para a inflação
As principais praças europeias estão a negociar em território negativo, com Londres a ser a única a escapar à tendência, num dia em que o "rally" de recuperação das ações mundiais, após semanas de grande turbulência nos mercados, foi interrompido. Os investidores encontram-se a avaliar os mais recentes dados da inflação numa série de países do Velho Continente, bem como disrupções na negociação de futuros nos EUA, devido a problemas técnicos na maior operadora de bolsas de derivados do mundo.
A esta hora, o Stoxx 600 recua 0,11% para 574,36 pontos, com o setor automóvel e o das "utilities" (água, luz e gás) a registar o pior desempenho, enquanto o energético está a amparar as quedas do principal índice europeu. A negociação de futuros do S&P 500 encontra-se suspensa, o que está a diminuir a visibilidade dos investidores, depois de Wall Street ter estado fechada na sessão de quinta-feira, devido ao feriado do dia de Ação de Graças.
"Alguns participantes do mercado vão tirar partido das possíveis diferenças nos preços [que a disrupção nos EUA provocou], mas a maioria deve suspender as negociações por razões de risco até que os problemas sejam resolvidos. Caso contrário, perdas serão possíveis", esclarece Guillermo Hernandez Sampere, diretor de negociação da MPPM, à Bloomberg.
Apesar das movimentações desta sexta-feira, o Stoxx 600 já valorizou mais de 13% este ano - um crescimento que, mesmo assim, fica abaixo do registado do seu par norte-americano, o S&P 500, que enfrentou grande volatilidade na primeira metade do ano, com os investidores a afastarem-se de ativos do país. O principal índice do Velho Continente está a negociar a apenas 1,5% dos máximos históricos que atingiu no final do mês passado.
Num dia em que foi revelado que a inflação em Espanha caiu para os 3% e a de França manteve-se nos 0,9% em novembro, tanto o espanhol Ibex como o francês CAC-40 negoceiam com perdas, com o primeiro a cair 0,20% e o segundo a ceder 0,10%. Entre as restantes praças europeias, o alemão DAX cai 0,15% e o italiano FTSEMIB desliza 0,22% (num dia em que é conhecida a evolução da inflação nos dois países), enquanto o neerlandês AEX perde 0,09%. O britânico FTSE-100 é o único grande índice que negoceia de forma positiva, com ganhos de 0,09%.
Entre as principais movimentações de mercado, a Delivery Hero acelera 8,15%, depois de a Bloomberg ter noticiado que a empresa está a sofrer pressão de grande acionistas para rever o seu plano estratégico. Já Allfunds Group cresce 0,37%, após ter sido revelado que estava em negociações exclusivas com a Deutsche Boerse para ser adquirida por 5,3 mil milhões de euros.
Juros com pequenos agravamentos na Zona Euro. Inflação centra atenções
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro estão a registar pequenos agravamentos esta sexta-feira, num dia em que os investidores antecipam uma série de dados relacionados com a inflação dos vários países que formam o bloco para se posicionarem. Do que já se conhece, o índice de preços no consumidor francês em novembro manteve-se estável nos 0,9%, enquanto em Espanha caiu de 3,1% para 3%.
Neste contexto, os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, avançam 0,9 pontos base para 2,687%, enquanto a "yield" das obrigações francesas com a mesma maturidade ganha 0,2 ponto para 3,409%. Já em Itália, os juros aceleram 0,4 pontos para os 3,405%.
Pela Península Ibéria, regista-se a mesma tendência, com a "yield" das obrigações portuguesas e espanholas a dez anos a agravarem-se em 0,4 ponto base para 3,005% e para 3,167%, respetivamente.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, negoceiam em tendência contrária, caindo 0,7 pontos-base para 4,441%, numa altura em que os investidores mostram-se mais otimistas em relação à sustentabilidade das contas públicas britânicas, após a apresentação do Orçamento de Outono na quarta-feira.
Dólar vive pior semana em quatro meses. Libra em correção
O dólar até está a recuperar terreno esta sexta-feira, mas, mesmo assim, encaminha-se para a pior semana em quatro meses, numa altura em que os investidores aumentam as probabilidades de a Reserva Federal (Fed) norte-americana vir a cortar nas taxas de juro já na próxima reunião de dezembro. O volume de negociação está a ser afetado por uma falha nos sistemas da CME Group.
A esta hora, o euro recua 0,23% para 1,1570 dólares, enquanto a libra cai 0,28% para 1,3203 dólares. Já a "nota verde" negoceia praticamente inalterada face à divisa japonesa, ao ganhar apenas 0,03% para 156,35 ienes. Este último movimento acontece apesar de novos dados na nação asiática reforçarem a narrativa que é preciso um novo aumento nas taxas de juro por parte do banco central, numa altura em que já se fala da possível necessidade de intervenção por parte do Ministério das Finanças.
"Com o mercado de trabalho ainda restrito e a inflação, excluindo alimentos e energia, a permanecer acima dos 3%, o Banco do Japão vai retomar o seu ciclo de restrição [da política monetária] nos próximos meses", escrevem os analistas da Capital Economics, numa nota de "research" a que a Bloomberg teve acesso. "O resultado é que os argumentos a favor de uma política monetária mais restritiva permanecem intactos", concluem.
Já a libra encaminha-se para a sua melhor semana desde agosto, depois de a ministra das Finanças britânicas, Rachel Reeves, ter apresentado o Orçamento de Outuno, que prevê um aumento de impostos em 26 mil milhões de libras. O documento, que demonstra ainda uma maior margem orçamental para o país, acabou por acalmar os receios dos investidores, numa altura em que as finanças públicas britânicas enfrentam um grande "buraco".
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