Ao minutoAtualizado há 29 min08h40

Petróleo volta a negociar abaixo dos 100 dólares. Japão e Coreia do Sul atingem recorde

Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quarta-feira.
Plataformas de petróleo sob céu de anoitecer
Eli Hartman / Associated Press
07:42
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há 52 min.08h17

Ouro perde terreno e negoceia abaixo dos 4.500 dólares por onça

AP / Jae C. Hong

O ouro não está a conseguir encontrar novos catalisadores para quebrar o intervalo restrito em que tem negociado e encontra-se, mais uma vez, a registar perdas, apesar de os investidores estarem mais otimistas em relação a um possível acordo de paz entre EUA e Irão. O conflito completa na quinta-feira três meses e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, já avisou que qualquer pacto demorará vários dias a ser finalizado. 

A esta hora, o metal amarelo recua 0,56% para 4.485,25 dólares por onça, depois de já ter perdido mais de 1% do seu valor na sessão passada, quando foi pressionado por uma troca de ataques no Médio Oriente. Apesar de o ouro tradicionalmente beneficiar de uma escalada das tensões geopolíticas, o bloqueio do estreito de Ormuz está a levar os preços da energia a dispararem e os investidores a apostarem num aperto da política monetária - não só na Europa, como também nos EUA. 

"Embora a esperança de um acordo entre os EUA e o Irão tenha proporcionado algum apoio, a situação continua frágil e persistente, uma vez que os receios de inflação continuam a pairar sobre os metais preciosos", explica o analista da TD Securities Ryan McKay, numa nota a que a Bloomberg teve acesso. "Em última análise, a assimetria de preços continua fortemente inclinada para o lado negativo em todos os setores", acrescenta. 

Desde o estalar do conflito no Médio Oriente, o ouro já perdeu quase 15% do seu valor. A escalada na inflação nas principais economias mundiais está a obrigar bancos centrais por todo o mundo a adaptar uma nova estratégia para conter os preços e, mesmo que o conflito termine no curto prazo, os investidores estão a antecipar um impacto prolongado - até porque os fluxos de petróleo vão demorar vários meses a normalizarem. 

07h57

Petróleo cai e volta a negociar abaixo dos 100 dólares por barril

AP / Eric Gay

Após ter acelerado quase 4% na sessão anterior, os preços do petróleo estão novamente a aliviar esta quarta-feira, num dia em que o otimismo em torno de um possível acordo de paz entre EUA e Irão volta a dominar o sentimento dos mercados. A incerteza ainda é grande e um entendimento pode vir a ser alcançado apenas daqui a vários dias, mas o apaziguamento das tensões após uma troca de ataques entre os dois países está a dar esperança aos investidores. 

Neste contexto, o Brent - de referência para a Europa - perde 1,61% para 97,96 dólares por barril, voltando a negociar abaixo do nível dos 100 dólares. Já o West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA - desvaloriza 2,22% para 91,80 dólares, enquanto o gás natural negociado em Amesterdão cai 1,81% para 46,77 euros por megawatt-hora. 

O estreito de Ormuz, por onde passa um quinto de todo o crude e gás natural consumidos no mundo, continua a enfrentar um duplo bloqueio, mas, pela primeira vez no espaço de uma semana, pelo menos dois petroleiros que carregavam cerca de quatro milhões de barris conseguiram atravessar a via marítima na terça-feira

"Os mercados estão a reagir à perspetiva de um acordo com o Irão, mas ainda faltam meses e, possivelmente, trimestres para que se concretize uma reabertura total: o estreito continua tecnicamente fechado e a normalização levará tempo", explica Robert Rennie, diretor de investigação de matérias-primas da Westpac Banking Corp à Bloomberg. “O Brent pode testar níveis mais baixos devido ao otimismo em torno do acordo, mas até que o Estreito de Ormuz seja genuinamente reaberto - e não apenas gerido de forma condicional, racionado politicamente ou parcialmente contornado - as quedas devem permanecer superficiais e temporárias", acrescenta. 

Nos EUA, Donald Trump vai encontrar-se com o seu Gabinete esta quarta-feira na Casa Branca. A guerra no Irão será, certamente, um tópico, numa altura em que ainda há vários pontos nas negociações a bloquearem um acordo de paz - incluindo os ativos iranianos congelados, avaliados em cerca de 24 mil milhões de dólares, bem como as pretensões de Teerão de controlar o estreito de Ormuz. 

07h40

"Rally" na IA dá novos máximos históricos ao Japão e Coreia do Sul. Europa aponta para ganhos

As principais praças asiáticas encerraram a sessão desta quarta-feira maioritariamente em território positivo, com o Japão e a Coreia do Sul a atingirem novos máximos históricos, numa altura em que os preços do petróleo voltam a dar algum descanso aos investidores e o setor tecnológico está a alimentar um "rally" nas ações globais. 

O MSCI Asia-Pacific Index está, neste momento, a acelerar 0,7%, tendo chegado a tocar num novo recorde esta madrugada, impulsionado em grande parte pelos ganhos avultados do sul-coreano Kospi. O índice já acelerou quase 100% este ano e, para já, detém o título de índice com melhor desempenho em todo o mundo - um resultado só possível de alcançar devido à valorização astronómica da SK Hynix, uma fabricante de semicondutores, que se tornou recentemente a terceira empresa asiática a atingir três biliões de dólares em capitalização bolsista. 

O Kospi terminou a sessão a subir 2,6%, tendo chegado a ganhar mais de 4% esta quarta-feira para um novo máximo histórico de 8.457,09 pontos. A Samsung, a maior empresa da Coreia do Sul, saltou 3,01%, depois de os , atribuindo aos trabalhadores que prevê bónus anuais substanciais ligados aos lucros gerados pela inteligência artificial (IA).

Pela Europa, a negociação de futuros aponta para uma abertura em alta, com o Euro Stoxx 50 a acelerar 0,27%. Os investidores continuam a mostrar-se otimistas em relação a um possível acordo de paz no Médio Oriente, apesar dos ataques realizados na segunda-feira pelos EUA contra o Irão. O Presidente norte-americano, Donald Trump, já assegurou que as negociações para estender o cessar-fogo e reabrir o estreito de Ormuz procedem. 

"Os investidores devem ter cuidado para não confundir progresso com resolução", explica Josh Gilbert, analista da eToro, à Bloomberg. "As negociações parecem estar a avançar, o que é positivo, mas já vimos este padrão antes. As notícias positivas melhoraram rapidamente o sentimento do mercado, mas, neste momento, as questões subjacentes continuam em aberto", conclui. 

Entre os principais índices asiáticos, o japonês Nikkei 225 acelerou para um novo máximo, fechando a sessão a ganhar mais de 0,3%, enquanto os chineses Hang Seng, de Hong Kong, e o Shanghai Composite contrariaram o otimismo asiático e encerraram a negociação com perdas superiores a 1%. Já o australiano ASX 200 saltou 0,69%. 

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