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Abertura dos mercados: Acordo no Brexit anima mercados. Juros italianos sobem há seis sessões

O acordo técnico alcançado entre o Reino Unido e a União Europeia está a animar as bolsas. Por outro lado, a tensão entre Itália e Bruxelas continua a pesar. O petróleo mantém tendência de recuperação.

Reuters
Tiago Varzim tiagovarzim@negocios.pt 15 de Novembro de 2018 às 09:24
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Os mercados em números
PSI-20 sobe 0,13% para 4.966,22 pontos
Stoxx 600 avança 0,31% para 363,39 pontos
Nikkei desvalorizou 0,2% para 1,1340 pontos 
Yield 10 anos de Portugal sobe 0,1 pontos base para 1,975%
Euro valoriza 0,26% para 1,1340 dólares
Petróleo, em Londres, sobe 0,54% para 66,48 dólares por barril

Bolsas sobem com acordo no Brexit
As bolsas europeias estão a negociar no verde esta quinta-feira, 15 de Novembro, depois de Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu, ter anunciado que no dia 25 de Novembro será assinado o acordo técnico de saída do Reino Unido da União Europeia. Isto se "nada de extraordinário acontecer até lá", alertou. 

Ontem, a primeira-ministra, Theresa May, anunciou que o Governo britânico decidiu apoiar o acordo técnico alcançado com Bruxelas com vista ao enquadramento da relação futura entre os dois blocos. Michel Barnier, negociador europeu do Brexit, classificou este passo de decisivo, mas ressalvou que ainda há trabalho por fazer. 

As bolsas sobem também por influência de outras notícias internacionais. É o caso do sinal dado pelas autoridades chinesas de que pode haver concessões à administração norte-americana na guerra comercial. No entanto, não é expectável que sejam concessões que vão ao encontro das exigências de Donald Trump. 

O Stoxx 600 avança 0,31% para os 363,39 pontos. Um dos únicos sectores que não valoriza é o automóvel, depois de a Associação de Construtores Europeus de Automóveis (ACEA) ter revelado que as vendas de carros voltaram a cair em Outubro.

Em Lisboa, o PSI-20 também arrancou com o pé direito, subindo 0,13% para os 4.966,22 pontos. O BCP e a Galp Energia, beneficiando da recuperação do petróleo, são os motores da subida. A Sonae valoriza 0,35% para 87 cêntimos, depois de ter revelado ontem que os seus lucros aumentaram mais de 50% nos primeiros nove meses deste ano para 200 milhões de euros.

Juros italianos sobem pela sexta sessão consecutiva
Os juros da dívida pública italiana a dez anos continuam a avançar, depois de terem subido nas últimas sessões com o aproximar do prazo para a entrega de um orçamento rectificativo. O Governo italiano acabou por deixar tudo na mesma, recusando-se a mudar uma linha do Orçamento do Estado para 2019.

Os juros avançam 0,07 pontos base para os 3,497%, acumulando seis sessões de subidas consecutivas.

Ontem ouviram-se as primeiras vozes a favor da abertura de um procedimento contra Itália. A Holanda e a Áustria consideram insatisfatória a reformulação orçamental e já pediram à Comissão Europeia para avançar com o Procedimento por Défices Excessivos (PDE). Uma decisão sobre esse tema só deverá ser conhecida a 21 de Novembro. 

Os juros portugueses a dez anos também estão a subir: 0,1 pontos base para os 1,975%, aproximando-se da barreira psicológica dos 2%. Os juros a dez anos sobem há nove sessões consecutivas.

Euro sobe à boleia do Brexit
A menor incerteza à volta da saída do Reino Unido da União Europeia está a dar força ao euro. A divisa europeia negoceia em máximos de uma semana. A contribuir estará também o facto de, para já, a questão italiana estar em banho maria, com os investidores a aguardarem o próximo passo de Bruxelas. 

Por outro lado, a libra está a recuar 0,8% para os 1,288 dólares, corrigindo ligeiramente dos ganhos das duas sessões anteriores face à notícia de que havia acordo técnico para o Brexit. Entretanto, a divisa também negoceia em queda com o anúncio esta manhã da demissão de Dominic Raab, o secretário de Estado para o Brexit. 

Petróleo recupera. Reservas dos EUA terão aumentado
No dia em que a Administração de Informação de Energia divulga os dados relativos aos inventários de crude dos EUA, o petróleo recupera tanto em Nova Iorque como em Londres. É expectável que as reservas tenham aumentado, o que será mais uma pressão sobre os preços nos mercados internacionais.

O crude está em "bear market" (a cair mais de 20% face aos últimos máximos, atingidos em inícios de Outubro), acumulando uma desvalorização de 26% em cinco semanas. Ontem já foi um dia de recuperação ligeira e, para já, esta sessão vai pelo mesmo caminho. 

O WTI, negociado em Nova Iorque, sobe 0,18% para os 56,35 dólares enquanto o Brent, negociado em Londres, - que serve de referência para as importações portuguesas -, sobe 0,54% para os 66,48 dólares.

O petróleo beneficia actualmente da perspectiva de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) vai reduzir a produção de petróleo na reunião do próximo mês.

Ouro em máximos de uma semana
O ouro está a valorizar 0,3% para os 1.214,42 dólares por onça, atingindo um máximo de uma semana. Isto acontece depois de o presidente da Reserva Federal, Jerome Powell, ter dito que no próximo ano pode haver ventos contrários ao crescimento económico. 

No entanto, Powell desvalorizou, para já, a turbulência dos mercados, referindo que a volatilidade é apenas um dos vários factores a que a Fed está atenta. É expectável uma subida dos juros em Dezembro, a quarta de 2018.
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