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Abertura dos mercados: Bolsas sem tendência definida à espera do Congresso norte-americano

Os mercados continua de olhos postos do outro lado do Atlântico. O Congresso dos EUA vota esta quinta-feira a nova reforma para os cuidados de saúde impulsionada pelos Republicanos, uma votação que tem lugar depois das dúvidas que têm pairado no mercado sobre a implementação de medidas prometidas por Trump.

Reuters
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 23 de Março de 2017 às 09:37
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Os mercados em números

PSI-20 valoriza 0,07% para 4.623,07 pontos

Stoxx 600 recua 0,03% para 373,93 pontos

Nikkei subiu 0,23% para 19.085,31 pontos

"Yield" 10 anos de Portugal desce 4,4 pontos base para 4,110%

Euro perde 0,18% para 1,0777 dólares

Petróleo sobe 0,26% para 50,77 dólares por barril em Londres


Investidores atento ao Congresso norte-americano

As principais praças europeias estão a negociar sem uma tendência definida, numa altura em que os investidores continuam atentos aos Estados Unidos. O mercado tem manifestado dúvidas quanto à implementação de várias medidas do foro económico que foram prometidas, durante a campanha eleitoral para as presidenciais nos EUA, por Donald Trump.

Há mais de dois meses na Casa Branca, essas medidas não foram ainda aprovadas. Este clima de impasse tem levado os investidores a afastarem-se das acções, colocando no mercado os títulos, o que tem penalizado as praças por todo o mundo. Esse movimento pode estar a dar sinais de algum alívio. Contudo, o mercado está expectante quanto à votação no Congresso da nova reforma para os cuidados de saúde, apresentada pelos Republicanos.


A liderar as quedas no Velho Continente está o índice grego, que recua 0,28%, seguido pelo espanhol IBEX35, que perde 0,21%. Do lado oposto, a praça italiana lidera os ganhos, crescendo 0,08%, seguida por Lisboa, que valoriza 0,07%. No PSI-20 destaque para as acções do BCP, que crescem 3,93% para os 17,19 cêntimos, que estão a impulsionar a negociação. O Stoxx 600 cede 0,03%.


Juros resvalam depois de nota da Natixis

Os juros da dívida pública portuguesa continuam a aliviar no mercado secundário. Uma evolução que ocorre depois de a casa de investimento Natixis ter emitido uma nota onde releva as conclusões da sua análise à dívida de Portugal, Espanha, Itália e França. A conclusão é que não há justificações para que Lisboa tenha taxas de juro tão elevadas face aos outros países. Portugal só perde num factor: tem pouca dívida emitida no mercado.

Por esta altura, os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida entre si recuam 4,4 pontos base para 4,110%. A divida alemã a dez anos, no mercado secundário, perde 0,7 pontos base para 0,400%.

Dólar recupera à espera de votação no Congresso

A moeda norte-americana está a recuperar das desvalorizações recentes, numa altura em que as obrigações do Tesouro dos EUA interromperam um ciclo de quatro dias em queda. Este comportamento tem lugar numa altura em que o mercado aguarda pela votação no Congresso norte-americano da nova reforma para a área da saúde. Se esta reforma for rejeitada, escreve a Bloomberg, isso pode representar um grande revés para Donald Trump. Por esta altura, o euro cede 0,18% para 1,0777 dólares.

Especulação em torno das reservas norte-americanas dá ganhos ao petróleo

O petróleo está a recuperar das desvalorizações recentes estando o West Texas Intermediate a subir 0,31% para 48,19 dólares por barril. E o Brent do Mar do Norte, referência para Portugal, a valoriza 0,26% para 50,77 dólares por barril.

O mercado especula agora que os níveis recorde das reservas norte-americanas de crude – um dos motivos que desencadeou a subida recente da cotação – podem estar a diminuir. Segundo a Bloomberg, há a especulação que as refinarias vão aumentar a compra de petróleo, o que vai diminuir as reservas, isto depois dos dados divulgados esta quarta-feira indicarem que as reservas de gasolina diminuíram pela quinta sessão consecutiva.


Ouro sem brilho

O ouro, para entrega imediata, desliza 0,07% para 1.247,99 dólares por onça. E quebra assim um ciclo de seis dias de ganhos. O interesse dos investidores em activos de refúgio, como o metal amarelo, abrandou estando o mercado a voltar-se novamente para outra classe de activos.

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