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BCP dispara mais de 5% e impulsiona bolsa nacional

A bolsa de Lisboa está a acentuar os ganhos, subindo quase 0,5%, impulsionada pelos fortes ganhos do BCP. No resto da Europa, o sentimento é também de ganhos numa altura em que o mercado está de olhos postos nos EUA.

Reuters
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 23 de Março de 2017 às 11:32
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A bolsa nacional continua a negociar em alta, em linha com a maioria das restantes praças do Velho Continente. O PSI-20 sobe 0,47% para 4.641,17 pontos, com oito cotadas em alta e 11 em queda.

Nesta quinta-feira, 23 de Março, as praças europeias estão a aliviar das perdas recentes, que foram impulsionadas pelas dúvidas dos investidores à implementação de várias medidas do foro económico que foram prometidas, durante a campanha eleitoral para as presidenciais nos EUA, por Donald Trump.


Há mais de dois meses na Casa Branca, essas medidas não foram ainda aprovadas. Este clima de impasse tinha levado os investidores a afastarem das acções, colocando no mercado os títulos, o que tinha penalizado as praças por todo o mundo. Hoje, o mercado está expectante quanto à votação no Congresso da nova reforma para os cuidados de saúde, apresentada pelos Republicanos. Se esta reforma for rejeitada, escreve a Bloomberg, isso pode representar um grande revés para Donald Trump.


Por cá, destaque para as acções do BCP, que disparam 5,08% para 17,38 cêntimos. Durante a actual sessão, os títulos do banco liderado por Nuno Amado já avançaram 5,32% para os 17,42 cêntimos, o que corresponde ao valor mais elevado desde 6 de Fevereiro, altura em que o título tocou nos 18,35 cêntimos. Com esta evolução, o BCP conta com uma capitalização bolsista em torno de 2.602 milhões de euros. Desde o início do ano, a acção recua 6,65%.


Esta evolução do BCP tem lugar depois de o CaixaBI ter reiniciado a cobertura das acções do banco com uma recomendação de "comprar" e um preço-alvo para o final de 2017 de 25 cêntimos.

No sector energético, apenas a REN negoceia no verde, subindo 0,75% para 2,67 euros. Esta manhã, o Haitong emitou uma nota de análise onde actualiza as "estimativas para a REN, para incluir a aquisição de 42,5% da participação na Electrogas (180 milhões de dólares)", uma posição comprada à Enel e que permitiu à empresa portuguesa concluir a sua entrada no gasoduto do Chile. O Haitong manteve a recomendação de "comprar", com a nova avaliação a ser elevada em 6,25% para 3,40 euros.


Ainda neste sector, a EDP desce 0,44% para 2,909 euros e a EDP Renováveis recua 0,65% para 6,08 euros. A Galp Energia cede 0,26% para 13,39 euros, isto numa altura em que os preços do petróleo sobem nos mercados internacionais. O Brent do Mar do Norte, referência para Portugal, ganha 0,53% para 50,91 dólares por barril.

A Sonae cresce 1,50% para 87,7 cêntimos. E a Jerónimo Martins desvaloriza 0,48% para 15,405 euros.


Os CTT apreciam 1,13% para 4,844 euros.


A Nos cede 0,26% para 4,905 euros. A Pharol, que detém mais de 27% da Oi, recua 1,61% para 36,6 cêntimos. A Oi anunciou ontem que fechou 2016 com um resultado líquido negativo de 7.121 milhões de reais (2,14 mil milhões de euros), o que compara com prejuízos de 6.649 milhões de reais (2 mil milhões de euros) no ano anterior.

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