Abertura dos mercados: Europa recupera de mínimos com ajuda do petróleo. Juros dos EUA "voltam" em máximos
As bolsas europeias estão a negociar em alta depois de três sessões de perdas, apoiadas na subida do petróleo nos mercados internacionais. Os juros da dívida dos EUA a dez anos já tocaram num novo máximo de Maio de 2011, e o dólar segue em alta pela segunda sessão.
Os mercados em números
PSI-20 sobe 0,89% para 5.168,40 pontos
Stoxx 600 ganha 0,18% para 372,89 pontos
Nikkei desvalorizou 1,32% para 23.469,39 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 0,1 ponto para 1,969%
Euro recua 0,18% para 1,1471 dólares
Petróleo em Londres sobe 0,74% para 84,53 dólares o barril
Bolsas europeias em alta após três sessões de perdas
As bolsas europeias estão a negociar em alta esta terça-feira, 9 de Outubro, depois de três sessões consecutivas de perdas que levaram o índice de referência do Velho Continente para o nível mais baixo em um mês.
A Europa contraria, desta forma, a tendência negativa das praças asiáticas, que negociaram em mínimos de 17 meses, depois de a China ter fixado o yuan nos 6,9019 por dólar – quebrando assim a barreira dos 6,9000 – o que colocou pressão sobre as moedas de outros emergentes.
As acções europeias estão não só a recuperar das perdas das últimas sessões, como a beneficiar da subida dos preços do petróleo nos mercados internacionais, que está a animar as empresas do sector. A energia e o petróleo e gás são precisamente as indústrias que mais estão a contribuir para a evolução do Stoxx600, que ganha 0,18% para 372,89 pontos.
O PSI-20 lidera os ganhos na Europa, com uma valorização de 0,89% para 5.168,40 pontos. A impulsionar estão sobretudo a Galp Energia, com um avanço de 2,51% para 16,735 euros, e o BCP, que sobe 1,47% para 22,73 cêntimos, depois de ter registado ontem a mais queda desde Maio.
Obrigações dos EUA regressam à negociação em queda
As obrigações dos Estados Unidos voltaram à negociação esta terça-feira, depois de o mercado obrigacionista ter estado encerrado ontem devido à comemoração do dia de Colombo. E voltaram à negociação em queda, com os juros a atingirem um novo máximo de Maio de 2011, no prazo a dez anos (as obrigações movem-se em sentido inverso aos juros).
Foi precisamente a subida dos juros da dívida dos Estados Unidos que, na semana passada, provocou um movimento de fuga dos investidores das acções e obrigações. Esta manhã, a yield a dez anos já tocou nos 3,2537%, o valor mais alto em quase sete anos e meio.
Na Europa, não há uma tendência definida. Em Portugal, os juros avançam 0,1 ponto para 1,969% e em Espanha sobem 0,3 pontos para 1,595%. Em Itália, a yield a dez anos recua 1,2 pontos para 3,556% e na Alemanha sobe 2,5 pontos para 0,554%.
Dólar sobe pela segunda sessão
O índice que mede o desempenho do dólar face às principais congéneres está a subir pela segunda sessão consecutiva, impulsionado pela expectativa de uma aceleração na subida dos juros por parte da Fed, em resposta aos sinais positivos dados pela economia dos Estados Unidos.
Já o euro está a cair face ao dólar pelo segundo dia, devido aos receios em torno de Itália e ao corte de estimativas do FMI para o crescimento da economia europeia.
Nesta altura, a moeda única cai 0,18% para 1,1471 dólares.
Tempestade Michael impulsiona preços do petróleo
O petróleo está a negociar em alta nos mercados internacionais, impulsionado pela tempestade Michael, que se dirige para a Flórida, depois de ter implicado um corte de 19% na produção de petróleo no Golfo do México.
Nesta altura, o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, sobe 0,67% para 74,79 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, valoriza 0,74% para 84,53 dólares.
Ouro e prata em alta ligeira
O ouro segue em alta ligeira, a beneficiar dos receios em torno da guerra comercial e das dúvidas sobre o seu potencial impacto no crescimento da economia global. Apesar da subida do dólar norte-americano, o ouro mantém a tendência positiva com um ganho ligeiro de 0,05% para 1.188,68 dólares. Já a prata valoriza 0,24% para 14,4043 dólares.