Trump prega rasteira às ações europeias. Ouro aproxima-se dos 4.700 dólares
Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta segunda-feira.
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Trump prega rasteira às ações europeias. Stoxx 600 recua de máximos históricos
As principais praças europeias encerraram a primeira sessão da semana pintadas de vermelho, recuando dos máximos históricos atingidos na sexta-feira, numa altura em que os investidores antecipam uma nova guerra comercial entre Europa e EUA. No fim de semana, Donald Trump, Presidente norte-americano, anunciou tarifas adicionais de 10% a oito países do Velho Continente que se opõe aos seus planos de anexar a Gronelândia.
O Stoxx 600, "benhmark" europeu para a negociação europeia, caiu 1,19% para 607,06 pontos, depois de ter conseguido ultrapassar, pela primeira vez, a marca dos 615 pontos na última sessão. Os setores mais expostos ao mercado norte-americano, como as ações de luxo e o setor automóvel, foram os que mais penalizaram o principal índice do continente.
Caso um acordo não seja alcançado para "a completa e total compra da Gronelândia", Trump promete aumentar as tarifas para 25% em junho. A Comissão Europeia, assim como Berlim e Paris, ainda estão a avaliar como poderão responder às ameaças do Presidente norte-americano e, até agora, nenhuma medida está excluída. O Presidente francês, Emmanuel Macron, tem adotado uma postura mais combativa, enquanto o chanceler alemão, Friedrich Merz, tem procurado uma posição mais cautelosa.
"Se olharmos estritamente para o aumento das tarifas, é algo que economicamente poderia ser absorvido", começa por explicar Vincent Juvyns, estratega-chefe de investimentos do ING, à Bloomberg. "Mas a possibilidade de uma ruptura no mundo ocidental teria consequências cuja magnitude eu não consigo avaliar", remata.
Em cima da mesa, está a reativação do pacote anti-tarifas de 93 mil milhões de euros equacionado antes do acordo comercial com Administração Trump do verão passado, mas também uma eventual ativação do Instrumento Anti-Coerção da UE, com a possibilidade de imposição de limites a investidores externos.
Entre as principais movimentações de mercado, a gigante de luxo francesa LVMH registou a pior sessão desde abril, ao cair 4,33% para 582,80 euros, enquanto as fabricantes de automóveis alemãs Volkswagen e Mercedes-Benz cederam 2,8% e 2,2%, respetivamente. Já a empresa do setor da defesa Rheinmetall acelerou 1%, beneficiando de uma escalada das tensões geopolíticas.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX caiu 1,34%, o espanhol IBEX 35 cedeu 0,26%, o italiano FTSEMIB desvalorizou 1,32%, o francês CAC-40 recuou 1,78%, ao passo que o britânico FTSE 100 deslizou 0,39% e o neerlandês AEX perdeu 1,73%.
França escapa a agravamento de juros da dívida da Zona Euro
Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro agravaram-se esta segunda-feira, com exceção da França, cuja "yield" aliviou. O mercado está atento à ameaça do Presidente dos EUA de aplicar novas tarifas de 10% a oito países, devido à oposição dos planos dos norte-americanos para a Gronelândia.
Os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, subiram 0,5 pontos-base para 2,838%, enquanto a "yield" das obrigações francesas desceu 1,8 pontos para 3,498%.
Pela Península Ibéria, a "yield" de ambas as obrigações portuguesas e espanholas, também a dez anos, aumentou 0,9 pontos base para 3,215 e 3,226%, respetivamente.
Em Itália a tendência de agravamento continuou, com a "yiled" do país a avançar 1,4 pontos-base para uma taxa de 3,466%.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, somaram 1,4 pontos base para 4,413%.
Ouro aproxima-se dos 4.700 dólares com nova investida de Trump
O ouro e a prata voltaram a renovar máximos históricos esta tarde, numa altura em que os investidores digerem as mais recentes ameaças de Donald Trump à estabilidade das relações comerciais entre os EUA e a União Europeia (UE). Neste fim de semana, o Presidente norte-americano anunciou novas tarifas de 10% aos países aliados da Gronelândia - uma lista que inclui a Dinamarca, a Suécia, a França, a Alemanha, os Países Baixos, a Finlândia e ainda o Reino Unido e a Noruega.
O ouro chegou a valorizar 2,1% esta segunda-feira para um novo recorde nos 4.690,59 dólares por onça, enquanto a prata chegou a saltar 4,4% para 94,12 dólares por onça. Entretanto, os dois metais preciosos reduziram os ganhos, negociando agora com ganhos de 1,66% e 4,16%, respetivamente.
Com a Europa a opor-se à anexação da Gronelândia por parte dos EUA, os investidores estão receosos que uma nova guerra comercial possa estar no horizonte, depois de grande parte do ano passado ter sido marcada por avanços e recuos na política de tarifas norte-americana. Eventualmente, os EUA e a UE chegaram a um acordo - que pode agora pode cair por terra caso as tensões geopolíticas entre os dois blocos continuem a aumentar.
"[Estas ameaças são] reminiscentes de uma extorsão mafiosa", explica Peter Mallin-Jones, analista da Peel Hunt, à Bloomberg. "O impacto sobre os metais preciosos parece ser uma reação ao apetite reduzido de ativos em dólares norte-americano e ao potencial impacto inflacionário de uma guerra comercial entre os EUA e a UE - sem falar no efeito negativo sobre a atividade económica", antecipa.
Se Trump não recuar na sua ofensiva, as tarifas adicionais de 10% vão entrar em vigor no arranque de fevereiro e aumentar para 25% em junho. Os líderes europeus já afirmaram que não excluem qualquer possibilidade de resposta à novas ameaças de imposição de tarifas feitas pela Administração dos EUA.
Novas tarifas de Trump retiram força ao dólar. Euro recupera de mínimos de dois meses
O dólar está a negociar em território negativo face aos seus principais concorrentes, excetuando o iene, sob pressão do anúncio de Donald Trump de impor tarifas adicionais de 10% a alguns países europeus que se opõe ao plano dos EUA de anexarem a Gronelândia. A nova investida está a deixar os investidores receosos de um novo movimento "Sell America", que marcou o ano passado no seguimento da apresentação da nova política comercial norte-americana.
A esta hora, o euro avança 0,39% para 1,1643 dólares, recuperando do nível mais baixo em dois meses que atingiu na sexta-feira, enquanto a libra acelera 0,37% para 1,3430 dólares. Já o franco suíço, tipicamente visto como um ativo de refúgio, é a divisa europeia que mais beneficia do aumento das tensões geopolíticas, ao avançar 0,73%, com cada dólar a valer 0,7971 francos suíços.
"Com a exposição ao dólar americano ainda muito elevada em toda a Europa, os desenvolvimentos dos últimos dias têm potencial para incentivar ainda mais o reequilíbrio do dólar", esclarece George Saravelos, do Deutsche Bank, à Bloomberg. "O ponto-chave a observar é se a União Europeia vai decidir ativar o seu instrumento anti-coerção, colocando em discussão medidas que afetam os mercados de capitais", acrescenta.
As novas tarifas entram em vigor a 1 de fevereiro e serão aumentadas para 25% em junho, caso países como a Alemanha, França e Reino Unido não deem um passo atrás em relação ao seu apoio à manutenção da Gronelândia sob a alçada dinamarquesa.
Petróleo inalterado com investidores de olhos postos na Gronelândia
Os preços do petróleo estão na linha d'água, enquanto as tensões entre os EUA e o Irão parecem ter acalmado, afastando os receios sobre uma paralisação da produção de um dos maiores produtores de crude da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP). As autoridades iranianas falam em mais de 5.000 vítimas nos protestos anti-governo
O West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA – soma ligeiros 0,08%, para os 59,49 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a valorizar 0,02% para os 64,14 dólares por barril.
Agora, os investidores pesam as consequências das ameaças de Donald Trump de anexar a Gronelândia, isto depois de o Presidente dos EUA anunciar a imposição de uma tarifa de 10% sobre os produtos de oito países europeus devido à oposição ao controlo dos norte-americanos sobre a região sob domínio da Dinamarca. Esta quinta-feira, os líderes da União Europeia vão reunir-se em Bruxelas para cimeira de caráter urgente para discutir a resposta aos EUA.
O "ouro negro" tem estado sob pressão nos últimos trimestres, à boleia de preocupações com a oferta que superam os receios com a procura. A Agência Internacional de Energia (EIA) prevê um excedente significativo de mais de 3,8 milhões de barris por dia este ano.
Apesar do acalmar de tensões no Irão, a interrupção das exportações continua a ser uma ameaça: o maior produtor de petróleo do Cazaquistão foi obrigado a colocar em pausa (temporariamente) a produção nos campos de Tengiz e Korolev, uma medida de precaução após dois incêndios em centrais hidroelétricas
Taxa Euribor desce a três meses e sobe a seis e a 12 meses
A taxa Euribor desceu esta terça-feira a três meses e subiu a seis e a 12 meses em relação a sexta-feira.
Com esta alterações, a taxa a três meses, que baixou para 2,029%, continuou abaixo das taxas a seis (2,155%) e a 12 meses (2,259%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, subiu, ao ser fixada em 2,155%, mais 0,012 pontos do que na sexta-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a novembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,6% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,84% e 25,17%, respetivamente.
No prazo de 12 meses, a taxa Euribor também avançou, para 2,259%, mais 0,011 pontos do que na sessão anterior.
Em sentido contrário, a Euribor a três meses baixou, ao ser fixada em 2,029%, menos 0,004 pontos.
Em relação à média mensal da Euribor de dezembro, esta voltou a subir a três, a seis e a 12 meses, mas de forma mais acentuada no prazo mais longo.
A média mensal da Euribor em dezembro subiu 0,006 pontos para 2,048% a três meses e 0,008 pontos para 2,139% a seis meses.
A 12 meses, a média mensal da Euribor avançou 0,050 pontos para 2,267%. Na reunião de 18 de dezembro, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras, de novo, pela quarta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes, em junho de 2024.
A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 4 e 5 de fevereiro, em Frankfurt, Alemanha.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
Inflação cai para 1,9% em dezembro na Zona Euro
A inflação na Zona Euro desceu para 1,9% em dezembro, segundo o valor definitivo revelado nesta segunda-feira pelo Gabinete de Estatísticas da União Europeia (Eurostat).
Leia a notícia completa aqui.
Alívio dos juros da dívidas na Zona Euro no arranque da semana
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro arrancaram a semana com uma tendência de descida.
Os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, recuavam 1 ponto-base para 2,823%, enquanto a "yield" das obrigações francesas descia 0,9 pontos para 3,507%.
Pela Península Ibéria, registou-se a mesma tendência, com a "yield" das obrigações portuguesas, também a dez anos, a descer 0,3 pontos base para 3,203%, tal como a das espanholas que cediam 0,1 pontos-base e estão nos 3,215%.
Já Itália era exceção à regra, a par com a Grécia, com os juros a aumentarem 0,6pontos para os 3,458%.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, agravam-se em 0,7 pontos base para 4,406%.
Índices europeus sofrem pesadas perdas com novas ameaças de tarifas. Setor automóvel recua mais de 2%
Os principais índices europeus negoceiam no vermelho nesta segunda-feira, afastando-se de máximos atingidos na semana passada, à medida que os investidores reduzem a exposição ao risco depois de Donald Trump ter anunciado tarifas de 10% sobre as importações de bens de vários países europeus.
O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – perde 0,84%, para os 609,22 pontos.
Quanto aos principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX cai 1,03%, o espanhol IBEX 35 cede 0,27%, o italiano FTSEMIB desvaloriza 0,93%, o francês CAC-40 recua 1,16%, ao passo que o britânico FTSE 100 desliza 0,12% e o neerlandês AEX perde 0,77%.
A forte queda dos índices chega depois de o Presidente norte-americano ter anunciado novas tarifas sobre oito países devido à sua posição em relação à Gronelândia, reacendendo receios de uma guerra comercial entre os EUA e a União Europeia. Os setores mais expostos ao mercado norte-americano — incluindo fabricantes de automóveis e de artigos de luxo — estão a sofrer pesadas perdas.
Nesta linha, o setor automóvel está a perder mais de 2% nesta altura, enquanto o tecnológico regista quedas de 1,91%. Já o setor de defesa soma ganhos impulsionado pelo aumento da incerteza geopolítica, numa altura em que a alemã Rheinmetall sobe mais de 2%, com a italiana Leonardo e a francesa Thales a seguirem o mesmo caminho.
Trump anunciou no sábado a intenção de aplicar tarifas de 10% a partir de 1 de fevereiro sobre produtos de países europeus que se uniram para apoiar a Gronelândia. O republicano disse ainda que estas taxas alfandegárias aumentariam para 25% em junho até que “seja alcançado um acordo para a compra completa e total da Gronelândia [pelos EUA]”. “Esta nova situação pode desencadear alguma realização de lucros”, disse à Bloomberg Vincent Juvyns, do ING. “Se olharmos estritamente para o aumento das tarifas, é algo que economicamente poderia ser absorvido, mas a possibilidade de uma rutura no mundo ocidental teria consequências cuja escala não consigo medir”, acrescentou o especialista.
O anúncio de Trump provocou uma rápida repreensão por parte de vários líderes europeus, com a UE a apontar para uma possível suspensão da aprovação do acordo comercial com os EUA, assinado em julho do ano passado, sendo que o Presidente francês pedirá "a ativação do instrumento anti-coerção" da UE se as ameaças de sobretaxas alfandegárias de Donald Trump forem executadas, informou fonte próxima do chefe de Estado gaulês.
Entre os movimentos do mercado, a gigante do setor dos artigos de luxo LVMH segue a tombar quase 4%, enquanto fabricantes automóveis como a Volkswagen e Mercedes-Benz registam desvalorizações de mais de 3%. Entre as empresas do setor tecnológico, a ASML, cotada mais valiosa do Velho Continente, perde a esta hora mais de 2%.
Dólar perde terreno com "traders" a avaliarem impacto das tarifas anunciadas por Trump
O dólar está a registar desvalorizações na sessão de hoje, à medida que os investidores avaliam as últimas ameaças do Presidente dos EUA, Donald Trump, contra países europeus em relação à Gronelândia, numa altura em que os “traders” aumentam a sua exposição ao iene e ao franco suíço, moedas consideradas ativos-refúgio.
Trump disse no fim de semana que iria impor uma tarifa adicional de 10% a partir de 1 de fevereiro sobre as importações de produtos da Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Países Baixos, Finlândia e Reino Unido.
O índice do dólar - que mede a força da “nota verde” face às principais concorrentes – desliza 0,16%, para os 99,232 pontos.
Ainda que tenham perdido terreno no início das negociações, por cá, a moeda única ganha 0,24%, para os 1,163 dólares, enquanto a libra valoriza 0,13%, para os 1,339 dólares, enquanto os “traders” avaliam os impactos a longo prazo na “nota verde” das mais recentes tarifas anunciadas pelo republicano.
No que toca ao Japão, o dólar desliza 0,04%, para os 158.050 ienes. Face ao franco suíço, a “nota verde” perde 0,45%, para os 0,799 francos suíços.
Ouro e prata em máximos históricos com ameaça de tarifas dos EUA por causa da Gronelândia
O ouro e a prata dispararam para novos recordes com a ameaça de imposição de tarifas por parte de Donald Trump a oito países europeus (Dinamarca, a Noruega, a Suécia, a França, a Alemanha, o Reino Unido, os Países Baixos e a Finlândia) devido à oposição ao controlo dos EUA sobre a Gronelândia.
A esta hora, o metal amarelo estava a ser negociado na casa dos 4.672,29 dólares por onça, subindo 1,6%, enquanto a prata valorizava 3,6% para 93,44 dólares.
Os metais preciosos estão a ter uma forte valorização este ano, após os ganhos expressivos em 2025, depois de os EUA terem detido o líder da Venezuela e intensificado as ameaças de anexar a Gronelândia.
A administração Trump também renovou os ataques à Reserva Federal, intensificando receios com a independência do banco central e alimentando a redução à exposição do dólar, no qual os investidores evitam moedas e títulos do governo devido a preocupações com os níveis de endividamento.
Muitos analistas esperam que os ganhos impressionantes continuem. Na semana passada, o Citigroup Inc. previu que o ouro atingiria 5.000 dólares a onça em três meses e a prata os 100 dólares.
"Os riscos geopolíticos continuam a aumentar", afirmou Kyle Rodda, analista da Capital.com Inc. em Melbourne, citado pela Bloomberg.
"A nova incerteza comercial prejudica as perspetivas de crescimento e a política externa dos EUA está a minar a confiança no dólar americano. É a combinação perfeita para o ouro e para a prata", realçou.
Diminuição das tensões no Médio Oriente e "stocks" dos EUA pressionam preços do petróleo
Os preços do petróleo seguem a negociar com perdas nesta segunda-feira, com a diminuição das tensões entre os EUA e o Irão a pressionar os preços do “ouro negro”, à medida que os “traders” avaliam um excesso da oferta de crude.
O West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA – recua 0,62%, para os 59,07 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a desvalorizar 0,58% para os 63,76 dólares por barril.
A desaceleração dos preços do barril de petróleo sinaliza um novo recuo em relação aos máximos de vários meses atingidos na semana passada, embora os preços ainda tenham fechado em alta na passada sexta-feira.
As perdas foram acentuadas pelos dados dos “stocks” de crude dos EUA, que aumentaram em 3,4 milhões de barris na semana terminada a 9 de janeiro, segundo dados da EIA, contra as expectativas do mercado de uma redução de 1,7 milhões de barris.
Ásia divide-se entre ganhos e perdas. Tarifas de Trump a países europeus pressionam mercados
Os principais índices asiáticos encerraram a primeira sessão da semana em terreno dividido, com a ameaça de Donald Trump de impor novas tarifas a vários países europeus a pressionar o sentimento dos investidores, enquanto pelo Japão a incerteza relacionada com as eleições legislativas antecipadas parece ter reduzido o apetite pelo risco. Já os futuros europeus apontam para uma abertura em baixa, com o Euro Stoxx 50 a derrapar mais de 1% a esta hora.
Pelo Japão, o Nikkei caiu 0,65% e o Topix cedeu 0,062%. O sul-coreano Kospi - índice com grande peso de cotadas ligadas à tecnologia e inteligência artificial – avançou 1,32%, ao passo que o índice de referência de Taiwan ganhou 0,73%. Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong desvalorizou 1,08% e o Shanghai Composite avançou 0,29%.
A ameaça tarifária contra outros membros da NATO traz uma nova vaga de incerteza ao panorama do comércio internacional, segundo analistas citados pela imprensa internacional.
O Presidente norte-americano anunciou no sábado uma tarifa de 10% a partir de 1 de fevereiro sobre produtos de países europeus que se uniram para apoiar a Gronelândia depois das ameaças feitas pela Administração Trump de querer assumir o controlo do território semi-autónomo dinamarquês. O republicano disse ainda que estas tarifas aumentariam para 25% em junho, a menos que “seja alcançado um acordo para a compra completa e total da Gronelândia [pelos EUA]”. As tarifas serão aplicadas à Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Países Baixos e Finlândia. O rumo que os mercados tomarão a partir de agora dependerá, em grande parte, da forma como a Europa decidir calibrar a sua resposta.
A ameaça de Trump já suscitou repreensões por parte de líderes europeus, que estão agora prestes a suspender a aprovação do acordo comercial celebrado no ano passado entre o bloco e a maior economia mundial. O Presidente francês, Emmanuel Macron, poderá solicitar a ativação do instrumento anticoerção da UE — a ferramenta de retaliação mais poderosa do bloco.
Nesta linha, “o conflito entre os EUA e a Europa sobre a Gronelândia, juntamente com as preocupações sobre a independência da Reserva Federal, estão a levar a um clima de cautela no mercado japonês”, referiu Yutaka Miura, da Mizuho, à Bloomberg.
Além disso, a inquietação em torno da política orçamental japonesa antes do início do período eleitoral também está a pesar no sentimento dos investidores. A primeira-ministra Sanae Takaichi deverá apresentar os seus planos para as eleições legislativas antecipadas numa conferência de imprensa nesta segunda-feira. Tanto o seu bloco governamental como os partidos da oposição estão a ponderar reduzir o imposto sobre as vendas de alimentos antes das eleições, de acordo com relatos da imprensa local. Assim, apesar de as ameaças de Trump terem pressionado setores com maior exposição internacional, como o dos automóveis e tecnologia - a Toyota caiu 1,3% e a Nissan mais de 2,50%, por exemplo -, as expectativas de que uma redução de impostos poderá impulsionar o consumo foram um fator favorável para as cotadas do setor dos alimentos, com operadoras de supermercados como Aeon (+6,66%), Daikokutenbussan (+6,30%), entre as que tiveram melhor desempenho no Topix.
Entretanto, o PIB da China cresceu 5%, de acordo com dados divulgados pelo Departamento Nacional de Estatísticas na segunda-feira, confirmando uma estimativa dada pelo presidente Xi Jinping num discurso na véspera de Ano Novo. Ainda assim, os índices do país flutuaram mesmo depois de o crescimento económico do país ter atingido a meta do Governo.
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