Bolsas europeias atingem novo recorde com resultados e fim do "shutdown" em foco
Acompanhe aqui, minuto a minuto, a evolução dos mercados desta terça-feira.
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Bolsas europeias atingem novo recorde com resultados empresariais e fim do "shutdown" em foco
O índice de referência para as bolsas europeias, o Stoxx 600, atingiu um novo recorde esta terça-feira, com impulso dos resultados trimestrais de algumas cotadas do bloco a animarem o sentimento dos investidores, que também reagem ao acordo no Senado dos EUA para pôr fim à paralisação do Governo norte-americano.
"O fim iminente da paralisação certamente melhorou o sentimento, mas é improvável que proporcione um impulso sustentado no mercado", disse Wolf von Rotberg, estratega do Bank J Safra Sarasin, à Bloomberg. "O que poderia ajudar, porém, é um relatório sólido sobre o emprego em setembro, que pode ser divulgado nos próximos dias se o governo reabrir esta semana", explicou ainda.
Além disso, a subida da taxa de desemprego no Reino Unido para 5% no terceiro trimestre deu um novo ímpeto à aposta dos mercados de que o Banco de Inglaterra (BoE) corte as taxas de juro em dezembro, levando a que o índice britânico o FTSE 100 saltasse 1,15% para 9.899,60 pontos.
Destaque ainda para o italiano FTSEMIB, que atingiu o nível mais alto desde 2007, ao somar 1,24% para 44.438,88 pontos, tornando-o o último grande índice de referência europeu a recuperar das quedas provocadas pela crise financeira global.
O Stoxx 600 alcançou os 580,13 pontos, ao subir 1,28% esta terça-feira, com todos os 20 setores que o compõem a fecharem no verde. O setor da saúde saltou quase 3%, enquanto o do petróleo e gás e da alimentação ganhou perto de 2%.
Entre os restantes índices europeus, o espanhol Ibex somou 1,27%, o alemão DAX cresceu 0,53% e o francês CAC-40 ganhou 1,25%. O neerlandês AEX valorizou 1%.
Nos movimentos empresariais, a Vodafone subiu 8,3% para máximos de mais de 30 meses, com a operadora de telecomunicações a regressar ao crescimento na Alemanha, após ter conquistado a 1&1 AG como um novo cliente grossista no seu maior mercado. Ainda assim, os lucros caíram 13,8% para 1.052 milhões.
Já a Fraport valorizou 6,5%, após impressionar os analistas com o seu EBITDA do terceiro trimestre, impulsionado pelo desempenho das três divisões da empresa alemã de serviços aeroportuários.
Juros da dívida soberana europeia aliviam. "Gilts" lideram quedas
Os juros da dívida soberana dos países da Zona Euro aliviaram esta segunda-feira, numa altura de maior procura por obrigações pelos investidores do bloco. Fora da área da moeda única, a rendibilidade das "Gilts" britânicas caiu 7,4 pontos base, para 4,386%, após a taxa de desemprego no Reino Unido ter aumentado mais do que o esperado, abrindo a porta a novo corte nas taxas de juro pelo Banco de Inglaterra.
A "yield" da dívida portuguesa com maturidade a 10 anos desceu 1,2 pontos base, para os 3,004%, enquanto em Espanha o alívio foi de 1 ponto base, para os 3,162%.
Já o juro das "Bunds" alemãs a dez anos e referência para a região aumentou 1 ponto base, para 2,656%, ao passo que a a rendibilidade da dívida francesa cedeu 1,5 pontos, para os 3,422%. A "yield" da dívida italiana, por seu turno, perdeu 1,1 pontos base, 3,398%.
Dólar em queda com novos dados do mercado laboral
O dólar está a perder força face à maioria dos seus principais concorrentes, pressionado por um novo balanço do mercado laboral norte-americano, que aponta para uma deterioração mais acentuada do que inicialmente previsto. Nas quatro semanas anteriores a 25 de outubro, a economia dos EUA terá perdido uma média de 11.250 postos de trabalho por semana, de acordo com dados da empresa de processamento de pagamentos ADP.
A esta hora, o euro avança 0,29% para 1,1591 dólares, numa altura em que os investidores antecipam que o Banco Central Europeu (BCE) deixe as taxas de juro inalteradas neste e no próximo ano. Já a "nota verde" recua 0,08% para 154,02 ienes, enquanto a libra contraria a tendência geral e cai 0,05% para 1,3170 dólares.
“Com a reabertura do governo, acho que vamos começar a ver mais fissuras” no mercado de trabalho, afirma Marc Chandler, estratega-chefe de mercado da Bannockburn Global Forex, à Reuters. Esta terça-feira, o Senado norte-americano chegou a um compromisso para acabar com este que já é o maior "shutdown" da história do país. O acordo, que obteve os 60 votos necessários para passar, segue agora para a câmara baixa do Congresso, onde deverá ser alvo de sufrágio na quarta-feira.
Apesar de os novos dados referentes ao mercado laboral darem mais argumentos à Reserva Federal (Fed) norte-americana para cortar nas taxas de juro, devido ao duplo mandato do banco central, a fragilidade do emprego no país tem feito soar os alarmes entre os investidores - que estão preocupados com a vitalidade económica dos EUA.
Ouro com quedas ligeiras à espera de fim da paralisação nos EUA
Os preços do ouro estão a registar recuos ligeiros esta tarde, numa altura em que a perspetiva de regularização do trabalho no Senado dos EUA afasta os investidores de ativos-refúgio, como o metal amarelo.
Um acordo bipartidário apoiado pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, pode pôr fim à maior paralisação da história do país já esta quarta-feira.
A controlar quedas maiores está o facto de o fim do "shutdown" significar a divulgação de dados oficias do mercado de trabalho e inflação norte-americana, que deverá dar força à Reserva Federal (Fed) para cortar os juros em dezembro.
A onça de ouro cai 0,05% para 4.113,74 dólares.
"Os investidores acreditam que os dados vão mostrar alguns indicadores económicos mais fracos, o que levaria a Fed a cortar as taxas de juros em dezembro", disse Jim Wyckoff, analista da Kitco Metals, à Reuters.
O UBS acredita que a procura pelo ouro atinja máximos de 2011. "Qualquer aumento significativo nos riscos políticos e financeiros do mercado pode impulsionar o ouro em direção à nossa meta de 4.700 dólares por onça", acrescentaram.
O responsável da Fed, Stephen Miran, sugeriu esta segunda-feira que um corte de 50 pontos-base nos juros federais poderia ser apropriado para dezembro, considerando o enfraquecimento do mercado de trabalho e a queda da inflação, o que também está a segurar os preços do metal precioso.
Impactos das sanções à Rússia já se faz sentir. Petróleo sobe mais de 1%
Os preços do petróleo estão a saltar mais de 1%, contrariando a tendência registada esta manhã, enquanto os investidores continuam a digerir os impactos das sanções norte-americanas às petrolíferas russas.
Esta terça-feira, a empresa Lukoil declarou força maior (eventos ou circunstâncias fora do controle das partes, por exemplo, desastres naturais ou o início de hostilidades) no campo de petróleo que opera no Iraque, marcando o maior impacto até agora das sanções impostas no mês passado.
O West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA – salta 1,13% para os 60,81 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a perder 1,12% para os 64,77 dólares por barril.
As restrições às exportações de combustível russo estão a sustentar os preços do petróleo, ao mesmo tempo que há receios de um excesso de oferta "ouro negro", afirmou o analista da PVM, Tamas Varga, à Reuters.
Apesar da subida, as preocupações do mercado com o excesso de oferta de crude no próximo ano estão a manter os preços do crude sob controlo. “Com o aumento gradual da produção da Organização de Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+), a balança global de petróleo está a ganhar um aspeto cada vez mais pessimista no lado da oferta, com a procura ainda em queda, aliada a uma trajetória de crescimento económico mais lenta entre os principais países consumidores de petróleo”, disseram analistas da consultoria de energia Ritterbusch and Associates, numa nota citada pela mesma agência.
No início deste mês, a OPEP+ anunciou que vai aumentar as metas de produção para dezembro em 137 mil barris por dia, mas deverá suspender os aumentos no primeiro trimestre do próximo ano.
O cartel deverá divulgar a sua análise mensal do mercado esta quarta-feira, um dia antes de a Agência Internacional de Energia (AIE) publicar uma perspetiva anual. A AIE já previu um excesso anual recorde para 2026. Vai agora atualizar a sua visão numa perspetiva mensal esta quinta-feira.
Receios com IA voltam a pressionar S&P e Nasdaq. CoreWeave afunda 8%
As bolsas norte-americanas abriram divididas entre ganhos e perdas, numa altura em que as ações de tecnologia voltam a pressionar os índices, devido aos receios dos investimentos em inteligência artificial (IA). A "nuvem negra" voltou depois de o SoftBank ter vendido toda a sua participação na Nvidia. Além disso, a CoreWeave, na apresentação de resultados trimestrais, alertou que as receitas serão inferiores ao esperado.
A impedir maiores quedas está o acordo no Senado dos EUA para pôr fim à paralisação governamental, graças ao apoio de um grupo de senadores democratas. Agora, o acordo segue para votação na Câmara dos Representantes.
Neste contexto, o S&P 500 perde 0,15% para 6.821,31 pontos, o tecnológico Nasdaq Composite recua 0,4% para 23.432,48 pontos - após ontem ter registado o maior salto em quase seis meses -, e o industrial Dow Jones, em contraciclo, valoriza 0,07% para 47.400,40 pontos.
As perspetivas pouco animadoras da CoreWeave, que aluga acesso a poderosos "chips" de IA, deram aos investidores mais um motivo para se preocuparem com a força do setor de tecnologia, num momento em que há receios em relação às sobreavaliações das ações do setor. As ações da empresa caem 9,02%.
"As avaliações não parecem absurdas, mas parecem se houver nervosismo em relação ao crescimento", disse Helen Jewell, analista da EMEA na BlackRock, à Bloomberg TV. "É por isso que acho que a história da IA, da qual continuamos otimistas, ainda tem muito para evoluir, mas provavelmente será uma jornada volátil", acrescentou.
Já a Nvidia cede 2,23% depois de o SoftBank ter vendido a sua participação e ter embolsado 5,83 mil milhões de dólares.
Com o fim da paralisação do Governo norte-americano previsto para quarta-feira, os investidores esperam que os novos relatórios sobre emprego e inflação nos EUA estimulem mais cortes nas taxas de juros pela Reserva Federal.
"Será uma questão de dados, lucros e Fed, e os investidores vão continuar na defensiva até que haja clareza sobre todos os fatores", disse Geoff Yu, estratega do BNY, à Bloomberg. "A barreira é alta para novos ganhos no sentimento de risco", acrescentou.
Europa negoceia em alta com investidores à espera do fim do "shutdown" nos EUA
Os principais índices europeus seguem a negociar com ganhos pelo segundo dia consecutivo, com o sentimento dos investidores a ser impulsionado pelo esperado fim do “shutdown” do Governo Federal norte-americano, bem como pelos resultados timestrais apresentados por algumas das cotadas da região.
O índice Stoxx 600 – de referência para a Europa – avança 0,76%, para os 577,15 pontos.
Entre os principais índices da Europa Ocidental, o alemão DAX sobe 0,34%, o espanhol IBEX 35 soma 0,49%, o italiano FTSEMIB valoriza 0,76%, o francês CAC-40 ganha 0,66%, o britânico FTSE 100 avança 0,94% e o neerlandês AEX pula 0,55%.
Com as atenções sobretudo viradas para o “shutdown” nos EUA, “o fim iminente da paralisação certamente melhorou o sentimento, mas é improvável que proporcione um impulso sustentado ao mercado”, disse à Bloomberg Wolf von Rotberg, do Bank J Safra Sarasin. “O que pode ajudar, porém, é um relatório sólido sobre o emprego em setembro, que poderá ser divulgado nos próximos dias se o Governo reabrir esta semana”, acrescenta ainda o especialista.
O índice de referência britânico regista a esta hora os maiores ganhos entre os pares europeus, depois de os dados de desemprego do Reino Unido terem subido mais do que o esperado, levando os investidores a aumentar as apostas de que o banco central do país poderá avançar com um corte nas taxas de juro no próximo mês.
Já pela Suíça, o índice de referência soma quase 1% a esta hora, à medida que o país está mais próximo de garantir tarifas de 15% sobre as suas exportações para os EUA, abaixo dos atuais 39%.
Entre os movimentos do mercado, a Vodafone soma perto de 4%, depois de a operadora de telecomunicações ter apresentado resultados sólidos referentes ao terceiro trimestre do ano, incluindo um crescimento da sua atividade na Alemanha. Já a Munich Re cai quase 1%, após a resseguradora alemã ter reduzido a sua previsão de receitas com seguros para o ano inteiro. Entre as perdas, destaca-se ainda a Hensoldt com uma desvalorização superior a 5%, pressionada pelo Morgan Stanley, que questionou as novas orientações de médio prazo e a trajetória de receitas de longo prazo apresentadas no Capital Markets Day (CMD) da empresa.
Juros com evolução mista na Zona Euro. "Yield" britânica alivia
Os juros das dívidas soberanas na Zona Euro negoceiam sem tendência definida esta terça-feira, com variações pouco pronunciadas. Fora do bloco da moeda única, a rendibilidade das "Gilts" britânicas aliviam 5,3 pontos base, para 4,407%, após a taxa de desemprego no Reino Unido ter aumentado mais do que o esperado, abrindo a porta a novo corte nas taxas de juro pelo Banco de Inglaterra.
A "yield" da dívida portugues a 10 anos desce 0,1 pontos base, para 3,015%, enquanto no país vizinho os juros mantêm-se inalterados nos 3,171%.
A rendibilidade das "Bunds" alemãs, referência para a Europa, sobem 0,2 pontos base, para 2,668%, enquanto em França observa-se um alívio de 0,2 pontos, até aos 3,435%.
Os juros da dívida italiana descem 0,3 pontos base, para os 3,407%.
Iene negoceia perto de mínimos de fevereiro com "shutdown" nos EUA a aproximar-se do fim
O iene – considerado um ativo-refúgio - atingiu nesta terça-feira o seu valor mais baixo desde fevereiro, com os "traders" a anteciparem que estará para breve o fim da mais longa paralisação do Governo Federal dos EUA. Por outro lado, divisas consideradas como mais sensíveis ao risco, seguem a tendência inversa e valorizam a esta hora.
Em relaçãoà moeda nipónica, o dólar ganha 0,11%, para 154,320 ienes.
Do lado de lá do Atlântico, o índice do dólar sobe 0,06%, para 99,651 pontos.
A percepção de que os democratas serão prejudicados por não conseguirem atingir os seus objetivos durante a paralisação do Governo também pode estar a aumentar o apetite pelo risco, à medida que se aproximam as eleições intercalares do próximo ano, explicou à Reuters Adam Button, da investingLive. Isto baseando-se na ideia de que políticas mais favoráveis ao crescimento serão adotadas se os republicanos continuarem a deter uma maioria no Congresso.
Por cá, o euro ganha 0,55%, para os 1,156 dólares. Ainda pela Europa, a libra cede 0,36%, para os 1,313 dólares.
Ouro avança com esperanças de corte de juros da Fed
Os preços do ouro negoceiam perto de máximos de três semanas, apoiados nas crescentes expectativas de que a Reserva Federal (Fed) poderá avançar com um novo corte de juros em dezembro e sinais de que o “shutdown” do Governo Federal dos EUA esteja perto de chegar ao fim.
A esta hora, o metal sobe 0,46%, para os 4.133,390 dólares por onça.
O Senado norte-americano aprovou na segunda-feira um acordo para restaurar o financiamento federal e acabar com a mais longa paralisação de sempre do Governo. A reabertura nos próximos dias irá oferecer mais clareza sobre as perspetivas económicas dos EUA e a trajetória das taxas de juro da Fed, já que com o fim do “shutdown”, se inicia novamente a divulgação de dados económicos que estiveram, até agora, suspensas.
Na semana passada, dados do setor privado mostraram que a economia dos EUA perdeu empregos em outubro. A par disso, a confiança do consumidor norte-americano enfraqueceu para o nível mais baixo em três anos e meio no início de novembro, de acordo com uma sondagem da Universidade do Michigan.
Nesta altura, os “traders” estão a apontar para uma probabilidade de cerca de 64% de que a Fed corte as taxas em 25 pontos-base no próximo mês, de acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group.
O governador do Fed, Stephen Miran, disse na segunda-feira que um corte de 50 pontos-base nas taxas diretoras seria apropriado para dezembro, observando que a inflação está a cair, enquanto a taxa de desemprego está a subir. O ouro, que não rende juros, tende a ter um bom desempenho num ambiente de taxas de juros baixas e durante períodos de incerteza económica.
Petróleo perde terreno com preocupações de excesso de oferta a pesar sobre "traders"
Os preços do petróleo negoceiam com perdas esta manhã, à medida que preocupações com o excesso de oferta seguem a pesar mais no sentimento dos “traders”, enquanto avaliam a incerteza em relação ao impacto das sanções dos EUA às grandes petrolíferas russas Rosneft e Lukoil e o otimismo em torno dos progressos para pôr fim ao “shutdown” do Governo Federal dos EUA.
O West Texas Intermediate (WTI) - de referência para os EUA – desvaloriza 0,47% para os 59,80 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a perder igualmente 0,47% para os 63,76 dólares por barril.
Embora o progresso em relação à reabertura do Governo Federal norte-americano tenha impulsionado os mercados de maneira geral, as preocupações com o excesso de oferta de crude estão a limitar os preços do petróleo a esta hora.
“À medida que o aumento da produção da OPEP+ continua, os equilíbrios globais do petróleo estão mais pessimistas no lado da oferta, com a procura a apresentar uma tendência de queda, em conjunto com um abrandamento do crescimento económico nos principais países consumidores de petróleo”, escreveram analistas da energética Ritterbusch and Associates numa nota citada pela Reuters.
No início deste mês, a OPEP+ concordou em aumentar a produção de petróleo em dezembro em cerca de 137 mil barris por dia. Ainda assim, o cartel planeia avançar com uma pausa nos aumentos de produção de crude no primeiro trimestre do próximo ano.
Noutro ponto, as sanções dos EUA sobre petrolíferas russas continuam em foco. Nesta linha, fontes citadas pela Reuters disseram que a Lukoil declarou "force majeure” num campo petrolífero iraquiano que opera, numa altura em que a Bulgária estará prestes a confiscar a refinaria da empresa em Burgas.
Ásia fecha mista com China pressionada por plano de exportação de terras raras
Os principais índices asiáticos fecharam a sessão desta terça-feira sem rumo definido, depois de um “rally” ligado ao possível fim da paralisação do Governo Federal dos EUA ter ontem impulsionado as ações ao nível global. A recuperação dos ativos de risco parece ter estagnado pela Ásia, depois de notícias de que a China estará a desenvolver um sistema de exportações de terras raras que pode vir a complicar o acesso de algumas empresas americanas a estes recursos. Pela Europa, os futuros do Euro Stoxx 50 avançam a esta hora 0,40% e apontam para uma abertura com ganhos.
Pelo Japão, o Nikkei caiu 0,14% e o Topix valorizou 0,13%. Também o sul-coreano Kospi registou ganhos e pulou 0,81%. Na China, o Hang Seng de Hong Kong avançou ligeiros 0,076% e o Shanghai Composite perdeu 0,39%.
O sentimento dos investidores enfraqueceu depois de o Wall Street Journal ter noticiado que, embora a China vá acelerar a aprovação da exportação de terras raras para a maioria das empresas, excluirá as que têm ligações às forças armadas dos EUA.
A notícia “sugeriu uma potencial lacuna no compromisso entre os EUA e a China sobre os controlos de exportação da China e criou um certo grau de incerteza sobre a durabilidade do cessar-fogo comercial por um ano”, disse à Bloomberg Homin Lee, da Lombard Odier Singapore.
Isto depois de o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter negociado um acordo com o seu homólogo chinês, Xi Jinping, que prevê a redução das tarifas sobre os produtos chineses importados pelos EUA em troca da remoção, por Pequim, das restrições às exportações de minerais críticos.
Entre os movimentos do mercado, a Xpeng disparou mais de 18% e chegou a tocar máximos de oito meses. Já a Sony subiu mais de 5%, após ter elevado o seu “outlook”. Por sua vez, o SoftBank Group pulou quase 2%, depois de ter reportado um aumento dos lucros trimestrais, com uma recuperação do setor de tecnologia a ajudar a impulsionar o valor das participações detidas em empresas como a Nvidia e a Intel. Esta manhã, a multinacional japonesa indicou que vendeu todas as suas participações na Nvidia, por um valor de cerca de 5,8 mil milhões de dólares.
Do lado de lá do Atlântico, o “shutdown” do Governo Federal dos EUA, que bateu o recorde de 41 dias, está prestes a terminar esta quarta-feira, depois de o Senado ter aprovado uma medida de financiamento temporário apoiada por um grupo de oito democratas.
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