Ventos positivos de Taiwan dão novo máximo ao Stoxx 600. ASML dispara 6%
Acompanhe, ao minuto, a evolução dos mercados nesta quinta-feira.
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Ventos positivos de Taiwan dão novo máximo ao Stoxx 600. ASML dispara 6%
As principais praças europeias encerraram a penúltima sessão da semana maioritariamente no verde, com Madrid e Paris a destoarem da tendência geral e o Stoxx 600, "benchmark" para a negociação europeia, a tocar num novo máximo histórico. As tecnológicas foram as grandes impulsionadoras das ações do Velho Continente, beneficiando do otimismo em torno dos resultados da fabricante de "chips" taiwanesa TSMC.
O Stoxx 600 terminou a negociação com ganhos de 0,49% para 614,57 pontos, tendo chegado a tocar - pela primeira vez - nos 615,07 pontos. Além da tecnologia, as empresas ligadas ao setor financeiro também deram um contributo bastante positivo ao "rally" do principal índice europeu, num dia em que os resultados da banca do outro lado do Atlântico agradaram os investidores.
A holandesa ASML foi uma das principais beneficiadora dos resultados da TSMC, ao disparar 6,01% para 1.149,40 euros, tocando num novo máximo histórico de 1.171,20 euros. A tecnológica tornou-se ainda a terceira empresa europeia a ultrapassar os 500 mil milhões de dólares em capitalização bolsista, a seguir à Novo Nordisk e à LVMH - que entretanto perderem bastante terreno. Com os ganhos desta quinta-feira, a ASML cimenta a sua posição como a empresa mais valiosa da Europa.
Entre as principais movimentações de mercado, a Richemont inverteu a tendência do início da negociação e acabou a sessão a perder 2,4%, com as preocupações em torno das margens de lucro da empresa a eclipsarem o que foi um trimestre sólido a nível de vendas. Já a Repsol afundou 6,3%, atirando a praça espanhola para o vermelho, depois de a RBC Capital Markets ter revisto em baixa a recomendação da petrolífera para "vender, citando um fluxo de caixa livre potencialmente mais fraco do que os seus pares.
A Europa dá, assim, os primeiros passos na época de resultados relativos ao último trimestre de 2025. De acordo com dados compilados pela Bloomberg Intelligence, os analistas esperam que os lucros das empresas que fazem parte do Stoxx 600 tenham crescido quase 11% entre outubro e novembro do ano passado.
"Estamos bastante otimistas em relação às ações [europeias]", afirmou Ulrich Urbahn, diretor de estratégia e pesquisa da Berenberg, à Bloomberg. "O ambiente macroeconómico aponta para um cenário 'Goldilocks' - se não houver grandes choques, as ações devem ter um bom desempenho", acrescenta.
Quanto aos resultados por praça, o espanhol IBEX 35 caiu 0,30%, enquanto o francês CAC-40 cedeu 0,21%. Já o britânico FTSE 100 subiu 0,54%, o italiano FTSEMIB valorizou 0,44% e o alemão Dax ganhou 0,026. O destaque, no entanto, foi mesmo para o neerlandês AEX, que saltou 1,43%, beneficiando de um grande números de empresas ligadas à inteligência artificial e semicondutores.
Juros praticamente inalterados na Zona Euro. "Yield" britânica dispara quase 5 pontos
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro encerraram a penúltima sessão da semana sem grandes movimentações, num dia em que as praças europeias terminaram a negociação maioritariamente no verde.
A "yield" das "Bunds" alemãs a dez anos, de referência para a Zona Euro, avançaram 0,5 pontos base para 2,817%, enquanto os juros das obrigações francesas com a mesma maturidade cresceram 0,1 pontos para 3,489% e "yield" da dívida italiana cedeu 0,6 pontos para 3,442%.
Pela Península Ibérica, os juros das obrigações portuguesas também a dez anos mantiveram-se inalterados nos 3,119% e os das espanholas recuaram 0,5 pontos para 3,208%.
Fora da Zona Euro, o destaque vai para o Reino Unido, onde os juros da divida soberana na maturidade de referência dispararam 4,8 pontos base para 4,387%, depois de a economia britânica ter crescido de forma inesperada em novembro. O PIB do país cresceu 0,3% no mês em questão, impulsionado pela recuperação do setor de serviços e pela retomada da produção de automóveis, informou esta quinta-feira o Office for National Statistics
Mercado laboral mais resiliente nos EUA dá força ao dólar
O dólar norte-americano está a negociar em território positivo em relação à maioria dos seus principais concorrentes, depois de novos dados relativos ao mercado laboral dos EUA terem demonstrado maior resiliência do que era antecipado pelos analistas.
Os pedidos de subsídio de desemprego na maior economia do mundo caíram de forma inesperado na semana passada, atingindo o valor mais baixo desde novembro, após uma série de semanas de dados bastante voláteis devido à época natalícia. Foram registados menos 9 mil pedidos, trazendo o total para apenas 198 mil.
Em reação a um mercado de trabalho mais forte, a "nota verde" ganhou terreno, com o euro a cair 0,31% para 1,1608 dólares e a libra a ceder 0,39% para 1,3389 dólares.
A divisa norte-americana está ainda a beneficiar de um recuo nas tensões geopolíticas entre os EUA e o Irão. Depois de ter ameaçado o regime de Ali Khamenei com uma intervenção, o Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou esta quinta-feira que o país do Médio Oriente tinha dado garantias à Casa Branca de que a repressão de protestantes tinha diminuído - deixando de lado, para já, o envio de "ajuda", como descreve o republicano, para o terreno.
Por sua vez, o iene segue inalterado, com cada dólar a valer 158,46 ienes. A divisa nipónica tem estado sob grande pressão nas últimas sessões, isto depois de a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, ter anunciado que iria dissolver o Parlamento na próxima semana. O objetivo é levar o país novamente a eleições, de forma a capitalizar a popularidade que tem nas sondagens e reforçar a maioria no órgão legislativo.
Prata reduz perdas após ter chegado a cair mais de 7%
A prata está a enfrentar um movimento de correção esta quinta-feira, tendo chegado a cair mais de 7%, com os investidores a aproveitarem o mais recente "rally" nos preços para procederem à tomada de mais-valias. O metal precioso está ainda a ser pressionado pela decisão do Presidente dos EUA, Donald Trump, de não aplicar tarifas ao setor.
A esta hora, a prata desvaloriza apenas 1,89% para 91,40 dólares por onça, apesar de até ter chegado a cair 7,3%. Os preços do metal precioso valorizaram mais de 20% nas últimas quatro sessões, alcançando um novo máximo histórico de 93,75 dólares na quarta-feira. Já no ano passado, a prata tinha registado um ano brilhante, ofuscando até mesmo o ouro, ao ganhar quase 150%.
No entanto, esta quinta-feira, o Presidente dos EUA decidiu abandonar a ideia de introduzir tarifas à importação de minerais críticos, optando em vez disso por negociações bilaterais com uma série de países, após vários meses de ponderação. Os receios de uma política comercial mais apertada nestes materiais fizeram com que as exportações norte-americanas caíssem e encheram os armazéns dos EUA de metais preciosos como a prata - o que acabou por contribuir para uma oferta escassa no mercado global.
A decisão de Trump "sugere que a administração adotará uma abordagem mais cirúrgica na tomada de decisões", afirmou Daniel Ghali, estratega sénior de "commodities" da TD Securities, numa nota a que a Bloomberg teve acesso. Isso "alivia significativamente o receio de uma abordagem ampla que poderia ter afetado inadvertidamente as barras subjacentes que sustentam os preços de referência dos metais", acrescenta.
Os armazéns norte-americanos têm reservadas, neste momento, cerca de 434 milhões de onças de prata - mais de 100 milhões do que no mesmo período do ano passado, quando se começou a discutir a entrada em vigor de tarifas à importação de minerais críticos (mesmo antes de Donald Trump tomar posse como Presidente dos EUA).
Noutros metais, o ouro recua 0,09% para 4.622,35 dólares por onça, enquanto a platina cede 0,85% para 2.383,65 dólares por onça.
Trump dá passo atrás no Irão e petróleo afunda mais de 4%
Os preços do petróleo estão a registar a sua pior sessão desde outubro, com o barril a desvalorizar mais de 4%, depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter sinalizado que, afinal, poderá não seguir com um ataque ao Irão - pelo menos, por agora. O regime de Ali Khamenei terá dado garantias à Casa Branca de que iria parar de matar manifestantes, depois de milhares de opositores terem morrido às mãos das autoridades iranianas nas últimas três semanas.
A esta hora, o West Texas Intermediate (WTI) - de referência para o mercado dos EUA - tomba 4,58% para 59,18 dólares por barril, enquanto o Brent - "benchmark" para a Europa - mergulha 4,46% para 63,55 dólares. Este movimentos acontecem depois de o contrato que serve de referência para o Velho Continente ter valorizado cerca de 11% nas últimas cinco sessões.
Uma série de desenvolvimentos na quarta-feira levaram os preços do crude a disparar, com Trump a sinalizar que uma intervenção no Irão estaria iminente. O país do Médio Oriente chegou mesmo a fechar o seu espaço aéreo após a Casa Branca ter ordenado o reposicionamento das tropas norte-americanas na região - mas nada acabou por acontecer.
"Os desenvolvimentos no Irão, que foram uma parte tão importante da força motriz por trás da mais recente recuperação, tiveram uma reviravolta muito menos preocupante da noite para o dia", explica John Evans, analista da corretora PVM, à Bloomberg. "A escada do prémio de risco foi perdida", acrescenta.
O recrudescimento das tensões geopolíticas entre os EUA e uma série de países - uma lista que inclui a Dinamarca, Venezuela e Irão - tem sido um dos principais motores do aumento dos preços do crude, depois de um ano seriamente negativo para a matéria-prima. As disrupções no abastecimento de crude no Cazaquistão, com uma combinação de ataques de drones e mau tempo, contribuíram ainda para esta escalada.
Tecnológicas e financeiras reerguem Wall Street. BlackRock salta 4% após resultados
Os principais índices norte-americanos arrancaram a penúltima sessão da semana em território positivo, com os resultados da taiwanesa TSMC a animarem as ações ligadas à inteligência artificial (IA) e o setor financeiro a conseguir recuperar - com o Morgan Stanley, o Goldman Sachs e a BlackRock a apresentarem resultados acima das previsões dos analistas.
A esta hora, o S&P 500 acelera 0,50% para 6.960,94 pontos e o tecnológico Nasdaq ganha 0,75% para 23.646,76 pontos, enquanto o industrial Dow Jones valoriza 0,34% para 49.316,55 pontos. Estes movimentos seguem-se a duas sessões consecutivas no vermelho, quando os índices foram pressionados por dados económicos que retiraram de cima da mesa um corte nas taxas de juro já este mês.
Esta quinta-feira, a fabricante de semicondutores TSMC apresentou resultados relativos ao quatro trimestre de 2025. Entre outubro e dezembro, a empresa taiwanesa registou o melhor desempenho trimestral de sempre, ao ver os seus lucros crescerem 35% para 505,7 mil milhões de dólares taiwaneses (cerca de 13,8 mil milhões de euros). A tecnológica prevê ainda um crescimento robusto para 2026, citando o que diz ser uma "grande tendência de IA" entre os seus clientes.
O otimismo espalhou-se, primeiro, pela Europa e chegou depois aos EUA, com a Nvidia - que tem na TSMC a sua maior fornecedora - a crescer 2,62%, enquanto a Broadcom acelera 1,35% e a Micron ganha 2,80%.
Do lado do setor financeiro, a BlackRock é um dos principais destaques, depois de também ter apresentado resultados ao mercado esta quinta-feira. A maior gestora de ativos do mundo valoriza 4,04%, após uma recuperação nos mercados ter aumentado as receitas com comissões e impulsionado os ativos sob gestão para um valor recorde de 14,04 biliões de dólares no quarto trimestre.
O Goldman Sachs e o Morgan Stanley também estão no centro das atenções dos investidores, após terem registado lucros superiores ao estimado pelos analistas no último trimestre do ano passado. Enquanto a instituição financeira liderada por David Solomon acelera 1,37% em bolsa, o banco que conta com Ted Pick nas suas rédeas ganha 3,04%.
As ações norte-americanas estão ainda a beneficiar de uma "melhoria da perceção de risco no Médio Oriente", depois de o "Irão reabriu o espaço aéreo durante a madrugada e há sinais de redução da repressão contra os protestos", explica Henrique Valente, analista da ActivTrades Europe, num comentário enviado ao Negócios.
"As próximas horas deverão ser relevantes para o sentimento, na medida em que qualquer sinal de escalada direta poderá reativar rapidamente o modo defensivo, seja através de uma decisão formal em Washington, seja por uma resposta iraniana que volte a colocar em cima da mesa o risco de perturbações no petróleo e nas rotas marítimas", completa.
Economia do Reino Unido cresce 0,3% em novembro
A economia do Reino Unido cresceu 0,3% em novembro, mais do que o esperado pelos analistas, impulsionada pela recuperação do setor de serviços e pela retomada da produção de automóveis, informou esta quinta-feira o Office for National Statistics (ONS).
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Taxa Euribor sobe a três e a 12 meses e desce a seis meses
A taxa Euribor subiu esta quinta-feira a três e a 12 meses e desceu a seis meses em relação a quarta-feira.
Com estas alterações, a taxa a três meses, que avançou para 2,026%, continuou abaixo das taxas a seis (2,141) e a 12 meses (2,253%).
A taxa Euribor a seis meses, que passou em janeiro de 2024 a ser a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, baixou, ao ser fixada em 2,141%, menos 0,005 pontos do que na quarta-feira.
Dados do Banco de Portugal (BdP) referentes a novembro indicam que a Euribor a seis meses representava 38,6% do 'stock' de empréstimos para a habitação própria permanente com taxa variável.
Os mesmos dados indicam que as Euribor a 12 e a três meses representavam 31,84% e 25,17%, respetivamente.
No prazo de 12 meses, a taxa Euribor subiu, para 2,253%, mais 0,002 pontos do que na sessão anterior.
A Euribor a três meses também avançou, ao ser fixada em 2,026%, mais 0,010 pontos.
Em relação à média mensal da Euribor de dezembro, esta voltou a subir a três, a seis e a 12 meses, mas de forma mais acentuada no prazo mais longo.
A média mensal da Euribor em dezembro subiu 0,006 pontos para 2,048% a três meses e 0,008 pontos para 2,139% a seis meses.
A 12 meses, a média mensal da Euribor avançou 0,050 pontos para 2,267%.
Na reunião de 18 de dezembro, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas diretoras, de novo, pela quarta reunião de política monetária consecutiva, como tinha sido antecipado pelo mercado e depois de oito reduções das mesmas desde que a entidade iniciou este ciclo de cortes, em junho de 2024.
A próxima reunião de política monetária do BCE realiza-se em 04 e 05 de fevereiro, em Frankfurt, Alemanha.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
Resultados da TSMC dão impulso às tecnológicas europeias. "Benchmark" em máximos
As bolsas europeias estão divididas entre ganhos e perdas, mesmo que o índice de referência para o bloco esteja a negociar em máximos históricos, nos 614 pontos.
Parte do otimismo surge sobretudo do setor da tecnologia, que está a ser impulsionado pelos resultados positivos da TSMC, a maior fabricante de semicondutores do mundo. Os lucros da taiwanesa dispararam para recordes no último trimestre e a empresa ainda se mostra bastante otimista sobre a procura por inteligência artificial - dando força às homólogas europeias.
Além disso, parece ter diminuído o risco de uma intervenção dos EUA no Irão. Donald Trump disse ter recebido garantias de que a repressão no país do Médio Oriente está a diminuir, adiando a possibilidade de uma intervenção das forças militares em Teerão, aliviando de certa forma a incerteza entre os investidores. Há, ainda assim, a possibilidade de os EUA invadirem o país.
Neste contexto, o índice de referência para a Europa, o Stoxx 600, sobe 0,42% para 614,12 pontos, com o setor da tecnologia a subir 2%, o da banca a ganhar 1% e o dos serviços financeiros 1,3%. A travar o "benchmark" de maiores ganhos está o setor automóvel, que tomba acima de 1%.
Quanto aos resultados por praça, o espanhol IBEX 35 avança 0,09%, o francês CAC-40 cai 0,31%, o britânico FTSE 100 sobe 0,34%, o italiano FTSEMIB valoriza 0,57% e o alemão Dax cede 0,03%. O destaque vai para o neerlandês AEX, que salta 1%, beneficiando de um grande números de empresas ligadas à inteligência artificial e semicondutores.
Entre os principais movimentos de mercado, as neerlandesas ASML, ASM International e a BE Semiconductor Industries NV somam 4,4%, 9,2% e 5,67%, respetivamente, à boleia do otimismo da TSMC.
Já a fabricante de artigos de luxo Richemont chegou a subir 1,4%, com as vendas a atingirem um recorde nos últimos meses do ano passado, impulsionadas pelas compras de relógios e joias da Cartier durante as festas de fim de ano. No entanto, as ações caem agora 2,6%.
A Repsol cai 6,18%, após o RBC Capital Markets ter revisto em baixa a recomendação da produtora de petróleo para desempenho abaixo da média e sinalizar números de fluxo de caixa livre potencialmente mais fracos em comparação com seus pares.
Dólar recupera de tensão no início da semana. Trump nega querer despedir Powell
O dólar está a recuperar terreno na negociação cambial desta quinta-feira, numa semana que até começou negativa para a divisa americana, à boleia do renovar das tensões entre a Casa Branca e a Reserva Federal.
A "luta" dada pelo presidente da Fed, Jerome Powell, assim como o apoio mostrado por líderes de bancos centrais, ajudaram a aliviar a pressão sobre o dólar. Na negociação desta quinta-feira pesam também as declarações de Donald Trump, que negou querer despedir Jerome Powell.
A esta hora, o índice do dólar americano (DXY), que compara o valor da moeda norte-americana com outras divisas, avança 0,09% para os 99,1470 pontos.
A esta hora, o euro segue a desvalorizar 0,11% para 1,1632 dólares e a libra também segue a ceder 0,03% para 1,3439 dólares. O dólar também valoriza 0,15% para 0,8011 francos suíços. O "nota verde" só perde terreno, ainda que ligeiros 0,01%, face à divisa japonesa, para 158,45 ienes.
Já noutros pares de câmbio, o euro cede 0,08% para 0,8655 libras e cai 0,12% para 184,30 ienes.
Juros das dívidas soberanas agravam-se na Zona Euro
Os juros das dívidas soberanas da Zona Euro arrancaram esta quinta-feira com uma tendência de subida.
Os juros das "Bunds" alemãs a dez anos, que servem de referência para a Zona Euro, avançavam 1,6 pontos-base para 2,828%, enquanto a "yield" das obrigações francesas subia 1,4 pontos para 3,502%. Já em Itália, os juros aumentavam 1,3 pontos para os 3,461%.
Pela Península Ibéria, registou-se a mesma tendência, com a "yield" das obrigações portuguesas, também a dez anos, a subir 1,3 pontos base para 3,212%, tal como a das espanholas que estavam nos 3,226%.
Fora da Zona Euro, os juros das "Gilts" britânicas, também a dez anos, apresentavam o maior agravamento: subiam 1,7 pontos base, para 4,356%.
Inflação em Espanha em dezembro nos 2,9%
Os preços em Espanha subiram 2,9% em dezembro, menos uma décima do que em novembro, revelou esta quinta-feira o Instituto Nacional de Estatística de Espanha (INE), que confirmou assim uma estimativa anterior.
Esta evolução da inflação homóloga (subida dos preços comparando com o mesmo período do ano anterior) deveu-se, fundamentalmente, à descida dos combustíveis, disse o INE.
A inflação em Espanha desceu em dezembro pelo segundo mês consecutivo, depois de se ter situado nos 3% em novembro.
Ao longo de 2025, a inflação em Espanha atingiu a taxa mais baixa em maio, quando se situou nos 2%, e a mais alta em outubro (3,1%).
A taxa média de inflação no ano de 2025 foi 2,7%.
Quanto à inflação subjacente (sem a energia e os produtos alimentares frescos, tradicionalmente os mais voláteis do cabaz de compras), manteve-se nos 2,6% em dezembro.
Esta taxa está assim, segundo os dados do INE, no valor mais alto desde dezembro de 2024, depois de cinco meses a subir.
Na evolução em cadeia (comparação com o mês anterior), os preços em Espanha aumentaram 0,3% em dezembro, depois de terem subido 0,2% em novembro.
Prata afunda quase 4% após novo recorde e sem sinais de tarifas nos minerais críticos
O preço da prata está em queda significativa na sessão desta quinta-feira, depois de ter batido um novo recorde e perante a avaliação de uma possível imposição de tarifas sobre minerais críticos por parte da administração de Donald Trump.
A prata chegou a tocar nos 93,7515 dólares por onça, um novo máximo para o metal "branco", mas entrou depois numa forte oscilação: já chegou a ceder 7,29%, tendo depois recuperado um pouco, com a queda às 08:36 horas a ser de 3,98% para os 89,46 dólares por onça.
Esta "montanha russa" na prata é, acima de tudo, justificada por duas razões. Por um lado, a tomada de mais-valias por parte dos investidores após um novo recorde. Por outro, o facto de os EUA ainda estarem a ponderar a aplicação de tarifas sobre minerais críticos e que afetaria diretamente a prata.
O valor da prata vai, no entanto, manter-se em alta, "sustentado por défices de oferta, consumo industrial e pela procura por efeito de contágio a partir do ouro", considera Cristopher Wong, da área de estratégia do Oversea-Chinese Banking Group. Mas a volatilidade recente mostrada pela prata sugere cautela aos investidores, segundo o mesmo analista, citado pela Bloomberg.
Atualmente, o Departamento do Comércio dos EUA está a analisar se as importações de metais e minerais críticos podem ser vistos como uma ameaça à segurança nacional americana e, em caso positivo, isso pode traduzir-se na imposição de tarifas. Esta análise tem deixado as empresas e os investidores no limbo, com grandes quantidades de prata a serem mantidas em reserva nos EUA perante esta hipótese.
A ausência de novidades nesta análise "sugere que a administração irá adotar uma abordagem mais cirúrgica na tomada de futuras decisões", analisa Daniel Ghali, estratega de matérias-primas na TD Securities.
Neste contexto, também o ouro cede 0,52% para os 4.602,51 dólares na negociação desta manhã.
Trump adia ataque ao Irão e petróleo derrapa 3%
Os preços do petróleo estão a tombar mais de 3% esta manhã, isto depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter dito que, afinal, poderia adiar um possível ataque ao Irão, depois do país do Médio Oriente ter dado garantias à Casa Branca de que iria parar de matar manifestantes que protestam nas ruas de Teerão há três semanas. O republicano afirmou mesmo que a “repressão no Irão está a parar”.
O West Texas Intermediate (WTI) - de referência para o mercado dos EUA - tomba 3,16% para 60,06 dólares por barril, enquanto o Brent - "benchmark" para a Europa - mergulha 3,23% para 64,37 dólares.
Apesar de ainda haver receios quanto a uma ação militar dos EUA no Irão, a probabilidade de interrupções na produção iraniana e em rotas de navegação essenciais é agora muito menor, pressionando negativamente os preços.
Ainda assim, a situação no Irão continua instável e os EUA redistribuíram parte do pessoal das suas bases militares no Médio Oriente.
“A força do Brent, induzida por fatores geopolíticos, provavelmente continuará, e um teste até aos 75 dólares por barril é certamente possível”, disse Robert Rennie, do Westpac Banking, à Bloomberg, num cenário de incerteza geopolítica prolongada. A subida pode ser seguida de um colapso quando o sinal de “tudo bem” for dado ou o regime de Ali Khamenei cair, acrescentou.
Do lado da procura, a Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) afirmou esta quarta-feira que a procura por "ouro negro" vai crescer a um ritmo semelhante em 2027 em comparação com este ano e publicou dados que indicam um equilíbrio próximo entre oferta e a procura este ano - aliviando outras previsões que apontam para um grande excesso de oferta em 2026.
Ásia sem rumo pressionada pelas tecnológicas. TSMC tomba 1%
As bolsas asiáticas terminaram a sessão sem tendência definida, com as ações de tecnologia a sofrerem maior pressão, arrastadas pelas ações da TSMC, que apresentou resultados.
A maior fabricante mundial de semicondutores anunciou esta quinta-feira um aumento de 35% do lucro líquido para 16 mil milhões de dólares no último trimestre, acima das estimativas dos analistas e um novo recorde para a empresa taiwanesa.
No entanto, os bons resultados foram ofuscados em bolsa, com as ações da tecnológica a tombarem 1,17%, isto depois de o Presidente dos EUA, Donald Trump, ter anunciado que vai impor uma taxa alfandegária de 25% a semicondutores que circulem pelo país.
No Japão, a primeira-ministra, Sanae Takaichi, vai dissolver a Câmara Baixa do Parlamento e convocar eleições antecipadas, com o objetivo de consolidar a liderança e garantir um mandato para a nova coligação, já na próxima semana.
Neste contexto, as bolsas nipónicas terminaram sem rumo definido. Enquanto o Topix estendeu o recorde e ganhou 0,68% para 3.668,98 pontos, o Nikkei 225 cedeu 0,42% para 54.110,5 pontos. Na China, o Shangai Composite perdeu 0,33% para 4.112,6 pontos e em Hong Kong, o Hang Seng, recuou 0,25% para 26.933,38 pontos. O taiwanês Taiex cedeu 0,42% para 3.810,58 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi disparou 1,58% para 4.797,55 pontos, um novo recorde.
O won sul-coreano desvalorizou esta quinta-feira após uma subida na sessão anterior, depois de o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, falar em quedas excessivas na moeda, representando um raro apoio verbal à moeda asiática, que caminha para o nível mais baixo desde 2009. Já o Banco da Coreia manteve a taxa de juro inalterada, uma decisão já incorporada pelo mercado.
Pela Europa, o sentimento é mais otimista: os futuros do Euro Stoxx 50 avançam 0,4%, com os investidores ainda atentos aos resultados da banca norte-americana e aos dados da economia britânica. Apesar da queda das ações, os resultados trimestrais da TSMC devem impulsionar o setor da tecnologia europeia.
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