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Fecho dos mercados: Bolsas europeias sofrem primeira queda semanal de 2019 e dólar vê maior ciclo de ganhos em mais de um ano

A guerra comercial entre os Estados Unidos e a China volta a afetar o sentimento entre os investidores, ditando quebras generalizadas nos mercados internacionais e contribuindo para a primeira queda semanal do principal agregador europeu em 2019. O dólar e o cobre continuam a somar subidas.

Reuters
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Os mercados em números

PSI-20 cedeu 0,88% para 5.091,06 pontos

Stoxx 600 recuou 0,92% para 354,53 pontos

S&P 500 cai 0,69% para 2.687,44 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal desce 1,1 pontos base para 1,648%

Euro cede 0,14% para 1,1325 dólares

Petróleo valoriza 0,28% para 61,80 dólares por barril em Londres


Bolsas europeias veem primeira queda semanal de 2019
O índice de referência europeu, o Stoxx 600, recuou 0,56% para os 358,07 pontos, tendo as cotadas do setor automóvel registado as maiores perdas, acima dos 2%. A semana termina com a primeira queda semanal desde o início do ano, contando uma descida acumulada de 0,46%. O sentimento é negativo na generalidade das praças europeias depois do presidente dos EUA, Donald Trump, ter afirmado que não planeia reunir-se com o homólogo chinês, Xi Jinping, antes de 1 de março, pelo que os investidores temem que as duas maiores economias do mundo não consigam conciliar-se em breve. Caso não seja possível alcançar um acordo comercial até esta data, o presidente dos EUA já ameaçou aumentar as tarifas aplicadas às importações chinesas.

 

Em Lisboa, a cotada que mais perdeu dentro do PSI-20 foi a Galp. A petrolífera deslizou 2,76% para os 13,39 euros, na última sessão antes da apresentação de resultados, marcada para esta segunda-feira, 11 de janeiro. 

 

Juros aliviam na generalidade da Europa
Os juros associados à dívida a 10 anos estão a recuar na generalidade da Europa, com exceção de Itália, refletindo os sinais cada vez mais fortes de abrandamento na economia europeia, o que deverá atrasar a normalização da política monetária por parte do BCE. A "yield" da dívida portuguesa a 10 anos segue a ceder 1,1 pontos base para 1,648% e outros juros de obrigações na Europa estão também a aliviar. A taxa remuneratória para as obrigações alemãs a 10 anos desce 3,6 pontos base para os 0,079%, a par dos juros da dívida britânica, que no mesmo prazo recuam 3,1 pontos base para os 1,146%. Em sentido contrário seguem os juros de Itália, que na maturidade a 10 anos sobem 2,9 pontos base para 2,980%.

Dólar com melhor série de subidas em 14 meses

A nota verde segue a valorizar face às principais congéneres, com o índice da Bloomberg para o dólar a caminho do sétimo dia de ganhos – a maior série de subidas desde finais de 2017. A moeda norte-americana sobe 0,90% na semana, depois de o mercado ter já interiorizado a postura menos agressiva da Reserva Federal em matéria de política monetária.

Face ao euro, o dólar segue também reforçado pelo facto de ontem a Comissão Europeia ter revisto em baixa as suas estimativas de crescimento para as maiores economias da Zona Euro. A moeda única europeia segue a ceder 0,14% para 1,1325 dólares.

 

Petróleo desce na semana com receios de desaceleração mundial

As cotações do "ouro negro" seguem em alta nos principais mercados internacionais, se bem que o saldo semanal seja negativo – com a matéria-prima a ser pressionada pelos receios de abrandamento económico um pouco por todo o mundo, da Europa à China, o que deixa recear uma diminuição da procura de combustíveis.

O West Texas Intermediate (WTI) para entrega em março segue a somar 0,34% para 52,82 dólares por barril. Também o Brent do Mar do Norte – que é negociado em Londres e serve de referência às importações portuguesas – segue no verde, com os preços do contrato para entrega em abril a valorizarem 0,54% para 61,96 dólares.


Cobre a caminho da quinta semana de ganhos

As cotações do cobre continuam a ganhar terreno, sustentadas em grande medida pelo renovado otimismo quanto a um acordo comercial entre os EUA e a China – país que é um grande consumidor do metal laranja. Isto apesar de Donald Trump ter dito que não se encontrará com o seu homólogo chinês, Xi Jinping, antes de 1 de março, data em que terminam os 90 dias de tréguas comerciais acordadas entre ambas as partes no final de Novembro, durante o G20 que decorreu na Argentina.

O cobre para entrega a três meses segue a somar 0,10% para 6.250,50 dólares por tonelada no Mercado Londrino de Metais (LME), a caminho da quinta semana consecutiva de ganhos – naquela que é a mais longa série de subidas desde 2017.

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